É a quinta vez que me morde!
Se tivesse, em casa, uma arma de fogo, ontem, ter-lhe-ia dado um tiro na cabeça!
O meu cão é um animal de respeito. Pelo menos no tamanho das pernas e no peso, cerca de 40 kgs, no resto não me parece grande coisa. Como se costuma dizer, é cão que não conhece o dono!
Traçado de «Pastor de Beauce» deve ter uma inclinação especial para ferrar o dente em que o chateia! Sendo originário de uma zona fria, norte de França, vê-se à rasca nos meses de verão, aqui em Portugal. Estica-se ao comprido em cima de qualquer zona de pedra ou superfície cerâmica para combater o calor.
É meiguinho, gosta de festas nas orelhas e nunca o ouvi rosnar a ninguém, mas tem um problema. Atira-se contra as paredes do meu quintal e ladra aos cães da minha vizinha - agora só tem dois. mas já teve seis - e ao fazê-lo aleija-se nas mãos. Depois passa o dia a lambê-las e não deixa que lhe toquem nelas.
Ontem, muito por acaso e sem qualquer intenção, fiz que lhe ia agarrar na pata e ele saltou em cima de mim como uma fera. Vinha directo ao meu pescoço e se não lhe tenho enfiado a mão na boca, talvez lá tivesse chegado. Resultado, fiquei com a mão esquerda cheia de buracos, onde me ferrou os dentes. Por sorte não rasgou nada, foram só buracos que desinfectei o melhor que pude, logo que parou a hemorragia.
Mas a coisa dói-me, no corpo e na alma! Ando, há 10 anos, a alimentar esta fera e a dispensar-lhe miminhos e ele trata-me desta maneira? Merecia bem um balázio no meio daquelas orelhas que anda sempre a abanar, como fazem os búfalos para espantar as moscas! Não deve durar mais de dois anos, depois deste só quero um se for anão!

O teu cão é bem bonito e por ser "Traçado" os genes estão complicados e a culpa não é dele é do ser humano que alterou a sua essência e nunca devias ter adquirido e agora aguenta!
ResponderEliminarBeijos e um bom fim de semana!
Tal como os humanos o animal deve ter problemas. Tive um gata durante 18 anos. Abandonada num car park com poucas semanas teve a sorte de encontrar uma boa samaritana que a acolheu e a baptizou de Ming. As imensas histórias com a bichana deixaram-nos de rastos quando morreu. Fiz-lhe um buraco no backyard para o descanso eterno e lá permanece. Custos de canil e constantes viagens impendem-me de ter mais animais.
ResponderEliminar“Se tivesse, em casa, uma arma de fogo, ontem, ter-lhe-ia dado um tiro na cabeça!“
ResponderEliminarFiquei horrorizada com essa tua afirmação.