Há caras que ficam para a História e outras que lá não entram por muito que as empurrem!
O PCP sem o Jerónimo de Sousa não tem piada nenhuma! A CGTP sem a Tengarrinha não convence ninguém! Já antes dela, o Arménio ou o Carvalho da Silva eram pesos pesados a ter em conta! Passado que foi o primeiro quarto do século XXI e com o André Ventura convencido que veio para ficar (na História), parece cada vez mais claro que o socialismo à moda de Moscovo tem os dias contados.
Portugal anda sempre (muito) atrasado nestas coisas, mas "devagar se vai ao longe" e os sinais são claros, digo eu que não sou grande especialista na matéria. Vem esta conversa a respeito de mais uma greve do funcionalismo público, sim porque são os empregados do estado os únicos que se dão ao luxo de parar. Como são empregados do Montenegro e não gostam nem estão de acordo com ele, pois ... que o manifestem!
A CGTP, com Tengarrinha ou sem ela, há muito que descobriu como paralisar o país. A Educação e a Saúde, as Instituições Públicas e os Transportes congregam uma grande parte dos perto de 800 mil funcionários do Estado, em que mais de metade ganha menos de 1.000€ por mês, alguns ultrapassam os 3.500€ e o resto não chega aos 2.000€. Uma mistura que diz bem do atraso do nosso país no clube dos europeus e que os nossos governantes têm tido o cuidado de manter assim ao longo dos anos.
Não admira, por conseguinte, que façam greve, que refilem contra o chefe do governo e o queiram ver pelas costas, quanto mais depressa melhor. Um outro facto que deve merecer a nossa atenção é que o resto do mundo do trabalho não está, minimamente, interessado na greve, mas vê-se envolvida nela por força das circunstâncias. Com os transportes parados e tudo o que é público fechado (escolas, hospitais, repartições) como é possível ir trabalhar.
Deve ser esse o trunfo dos comunistas, paralisar o país quando querem sem haver quem os consiga contrariar. Houve um tempo em que o PS e a UGT queriam mostrar a força que tinham e deveria ser 3 ou 4 vezes superior aos que labutam mais à esquerda, mas, hoje, com o PS cada vez mais desacreditado e os sindicatos na mó de baixo, nada conseguem. Mesmo dizendo que não alinham nesta greve, ninguém lhes dá ouvidos e é como se já nem existissem!
E depois, as datas escolhidas são qualquer coisa de se lhe tirar o chapéu. Senão vejam: na próxima sexta muita gente tinha já planeada uma ponte para ter um fim de semana prolongado e ir até ao Algarve testar a temperatura da água, na quinta é dia santo da igreja (aqui paro para perguntar se os não católicos não deveriam ir trabalhar) e na quarta o dia ideal para agendar a greve. Nem o Putin, nas catacumbas do Kremlin seria capaz de melhor!
