segunda-feira, 1 de junho de 2026

Quem se lembra da geringonça!

 


Eu que sou maluco por ditados, lembrei-me de mais um, agora mesmo. E esse reza assim: Atrás de mim virá quem de mim bom fará!

Não há dúvida que cada nodo governante nos parece melhor que o anterior. Acho eu que é pela simples razão de estarmos tão fartos dessa personagem que aceitamos de bom grado qualquer outra que a venha substituir.

Foi assim com Passos Coelho que substituiu Sócrates que tinha feito tantas e tão boas que só o queríamos ver pelas costas. Aconteceu o mesmo com Passos Coelho que perdeu o ugar para António Costa, embora de modo um tanto ou quanto irregular, a quem demos as boas vindas considerando que seria ele o "salvador da Pátria".

Não foi, bem pelo contrário, fugiu com o rabinho entre as pernas por causa de um parágrafo escrito no fim de um comunicado que veio a provar ser muito mais que isso. Claro que os 78 mil e quinhentos euros descobertos na gaveta do seu chefe de gabinete ajudaram muito, mas ele já planeara, há muito, a sua fuga para Bruxelas. Bem me lembro de o Prof. Marcelo o ter avisado, no dia da Tomada de Posse, olhe que se você for para Bruxelas o governo cai, não aceito outro Primeiro Ministro!

Um cargo em Bruxelas, como arranjou o Durão Barroso, é o sonho de qualquer político português. Uma vida boa, muita fama e uma reforma dourada paga pela calculadora de Bruxelas que não tem qualquer semelhança com a de Lisboa. Assim a modos que a reforma do Governador do Banco de Portugal, cuja reforma vem de um lado que não pode ser escrutinado, embora os seus fundos tenham saído dos bolsos de todos nós que nunca teremos direito a nada parecido ou semelhante.

Por falar em António Costa sou obrigado a recordar a famosíssima "Geringonça" criada por ele e também o velho comunista Jerónimo de Sousa que a ajudou a parir e cujas dores do parto deve sentir ainda hoje, pois alinhar numa jogada daquelas era tudo menos aquilo que ele considerava digno de um comunista seguidor de Álvaro Cunhal que passou pelo Forte de Peniche, no tempo da Ditadura.

Uma coisa tenho a dizer em abono da verdade, o Jerónimo abandonou a política e mais ninguém o viu nem ouviu a "botar faladura" fosse sobre que assunto fosse. Reformou-se e foi disfrutar da sua reforminha ligeira, pois mais nada precisa além disso. Pão e uma sopa honesta todos os dias da vida é tudo o que precisa para ser feliz. Se não é assim, parece!

A Tia Eusébia!

Eusébia era o seu nome e era minha bisavó, não tia que tias são todas as mulheres da aldeia sejam elas familiares ou não. Um dia deu-me para...