Ontem, foi o dia do santo, mas é hoje que a procissão sai à rua! Nas aldeias de Portugal é habitual acontecer isso, pois a semana consta de 6 dias de trabalho e 1 para descansar e pensar em festas!
Na minha terra também funciona assim. E, actualmente, com a crise em que vivemos, os andores são pequeninos e carregados por mulheres, coisa impensável nos tempos de antigamente. Com excepção do andor de S. Tiago que é sempre o maior de todos, tão grande que era difícil fazê-lo passar por baixo dos grandes carvalhos que enchiam o adro da igreja.
Vai daí, a comissão fabriqueira que zela por essas coisas da igreja mandou abater todos os carvalhos e plantar umas miniaturas de oliveira que serão podadas a contento do Sr. Abade para que o andor passe sem atritos. E, no fim, talvez ainda colha uns alqueires de azeitona que dará para manter acesa a candeia que ilumina o Santíssimo!
Já eram grandes, quando eu fui baptizado e agora foram transformados em lenha para aquecer alguém, esses carvalhos que embelezavam o adro. Não tinha que ser assim, era uma questão de aperfeiçoar a poda, mas há ideias contra as quais não vale a pena lutar. Bota abaixo que assim não se fala mais nisso!
E, já agora, a candeia do Santíssimo foi substituída por uma lâmpada eléctrica e as azeitonas já podem ser destinadas a outros fins, por exemplo, a merenda do Sr. Abade, depois da festa!
