sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Mais um dia não!

 Hoje, tinha marcada uma sessão de avaliação no HPH e às 08.00 horas em ponto lá estava eu para enfrentar a agulha e dar a minha contribuição sanguínea para aquele laboratório que não sei o que faz a tanto sangue que lá entra todos os dias. Umas simples gotas vão para o microscópio, o resto dava para cozinhar uma valente cabidela!

Depois de 15 minutos de espera sem nada acontecer, o que já me parecia estranho por não ser habitual, aparece uma funcionária a avisar que os serviços administrativos estavam em greve e não seria possível fazer as colheitas programadas. Devem dirigir-se ao guichet da entrada e pedir para remarcar a colheita, disse ela, acrescentando que devíamos tirar uma senha "O" para sermos chamados.

Calhou-me a senha 27, vejam lá quantos tinham chegado antes de mim, ou correram mais depressa até à maquineta das senhas! Eu sei que alguns, talvez limitados pelos horários dos transportes, às 07.30 horas já lá estão à espera que a porta abra. Depois de quase meia hora de espera, chegou a minha vez e tive sorte, pois como tinha consulta marcada para as 10.00 horas, mandaram-me para o laboratório, directamente, para lá fazer a colheita e evitar que a minha médica fosse afectada pela greve que nada tinha a ver com ela.

Ultrapassada essa dificuldade e com uma hora de atraso, lá fui ter com a médica fazer a avaliação programada. Nessa parte correu bem. Tendo em conta os valores enviados pelo laboratório, foi decidido dar um descanso de mais ou menos 4 meses ao meu esqueleto e, no dia 15 de Janeiro, volto lá para nova avaliação e recomeçar os tratamentos, pois não acredito que a doença tenha sido erradicada. Seria bom, mas acho que isso não acontece assim.

Enquanto esperava, fartei-me de ouvir comentários sobre o jogo de futebol da nossa selecção que aconteceu, ontem, em Copenhagen, do resultado conseguido e daquilo que se passou entre o Jorge Jesus, o actual seleccionador nacional, e CR7, o craque português mais famoso de todos os tempos e que, anteontem, fez o mundo dividir-se em dois grupos distintos, um que apoia Jesus e o outro que o odeia por ter provocado o abandono da selecção por parte do seu ídolo do reino da bola.

Vai para a Arábia, diziam alguns mais exaltados que não ligam muito a quem pisa o relvado, apenas querem que a nossa selecção ganhe sempre, seja em que prova for. Lá, onde fica o clube que, actualmente, lhe paga o salário que, lentamente, o vai levando para o mundo dos bilionários, ele faz o que quer e sobra-lhe tempo. Ele até já comprou acções do clube e há quem vaticine que ele ficará à frente da direcção, quando pendurar as chuteiras.

Talvez se torne no accionista maioritário - diz-se que o Príncipe Herdeiro gostaria muito que isso acontecesse - e fique a funcionar como uma espécie de embaixador para o futebol dos países árabes. Bem pode o Pedro Proença tirar o cavalinho da chuva se estava a pensar nele para representar esse papel no futeluso! É que aqui não abundam os milhões que escorrem do petróleo que os sauditas arrancam de debaixo da areia do deserto!

E esta, hein!!!

Mais um dia não!

 Hoje, tinha marcada uma sessão de avaliação no HPH e às 08.00 horas em ponto lá estava eu para enfrentar a agulha e dar a minha contribuiçã...