Não há parto sem dor, sempre ouvi dizer!
A convulsão geral que atravessa o nosso planeta levará a mudanças significativas em algumas zonas. As guerras, normalmente, servem para isso. Os EUA, a China, a Índia ou a Rússia pretendem liderar o mundo, no futuro, mas não há lugar para todos e alguém terá que ficar em segundo lugar. Mas, até chegarmos aí, muita bomba vai rebentar e muitas vidas inocentes serão ceifadas. O que se tem passado na Ucrânia e, mais recentemente, na zona do Golfo Pérsico, são sinais dessa mudança que está em andamento.
Os combustíveis do futuro não são os mesmos do passado, mas, por enquanto, o petróleo continua a ser relevante e de importância capital para as maiores economias do mundo. Por outro lado, os "Chips" (semi condutores) são a base principal das novas tecnologias que estarão em primeiro lugar na governação do mundo. A robotização e a inteligência artificial não existiriam sem eles.
Isso leva-me a estar de olho, 24 horas por dia , na evolução as Bolsas e na cotação dos bens transacionáveis. Os "Senhores da Guerra", como Trump, Putin, Netanyahu ou Zelensky fazem abanar a estrutura económica mundial cada vez que disparam um míssil ou meia dúzia de drones carregados de alto explosivo. É mais ou menos consensual que as bombas nucleares nunca serão usadas, mas ... (o eterno mas que nos deixa sempre na dúvida) e se forem?
O preço do petróleo flutua ao ritmo dos disparos, tanto na Ucrânia como no Irão e países vizinhos, e nós sentimos o efeito nas nossas carteiras com o eco dessas explosões. As matérias primas, os minerais e os bens de consumo estão também no mesmo barco e os seus preços oscilam ao sabor das ondas de choque. Cada dia que começa pode trazer-nos uma surpresa, ontem tivemos o nosso PM a falar ao país, dizendo que quer pôr Portugal no mapa dos países desenvolvidos e que não é baixando o preço dos combustíveis que o conseguirá.
Hoje, acordámos com os preços do petróleo e outros bens a recuar um pouco, como a retirar importância ao que ele disse. E, como hoje é sexta feira talvez signifique uma baixa, e não uma subida, do preço dos combustíveis, na próxima segunda feira. Pelo menos é isso que a lógica nos leva a pensar!
Até o dólar americano que tão baixinho tem andado, neste ano de 2026, parece querer voltar a marcar terreno frente ao nosso Euro. Essa variação talvez nos venha ensombrar o sonho de ver os preços descerem, pois teremos que pagar mais euros pelas importações das ramas de petróleo para refinar em Sines. Mas o dia é ainda uma criança e a Bolsa de New York só fecha às 21.00 horas e até lá muita coisa pode mudar!

