Neste domingo, dia 13 de Setembro, entramos na última semana de verão, na próxima semana chegará o Outono, tempo mais fresco, de ventanias e queda da folha. Os pobres dos varredores lutam para juntá-las num montinho, mas o vento estraga-lhe os planos espalhando-as de novo. Terminam-se as vindimas, à pressa, antes que venham as chuvas e estraguem tudo.
Lembro-me de alguns lavradores pedirem ao S. Pedro uma chuva levezinha, antes de iniciarem a vindima, para lavar a poeira das uvas e obter um vinho de melhor qualidade. Mas chuva a mais não, pois apodrece as uvas e aparecem os bolores que estragam tudo. Por falar nisso, ainda não fui dar uma volta pelos campos e provar as uvas. Talvez já não encontre nenhumas se for agora, pelo menos as brancas que são vindimadas mais cedo.
De amanhã em diante, cada dia que passe será um grau a menos na temperatura máxima, avisa o IPMA, para entrarmos no Outono com uma temperatura outonal. Os grandes calores, assim como as consequentes secas não deixam grandes saudades a ninguém. E o mesmo se pode dizer dos incêndios que, este ano, massacraram meia Europa. Não me lembro de ver em Espanha e França incêndios como os deste ano.
Para os miúdos em idade escolar também o tempo mais fresco ajuda a sentirem-se bem dentro das salas de aula, com a caloraça de verão não há quem os ature! Acabaram as férias para quase todo o mundo e há menos gente nas estradas e nos aeroportos. Pena terem inventado o turismo da 3ª idade que mantém os aviões no ar, para mal dos nossos pecados, durante a época baixa. Por outro lado, aumenta o trânsito dentro das cidades e aumenta a confusão nos transportes públicos.
Mais fácil é a vida para quem vive nas cidades pequenas do interior, mas ninguém se quer mudar para lá. Não há lá emprego, nem Correios, nem outros serviços públicos necessários à população, assim não dá, mesmo que assim o desejassem as pessoas não podem ir para lá viver. Até os médicos e enfermeiros que faltam nesses lugares estão a ser aliciados com melhores condições de trabalho, mais dias de férias, etc., mas duvido que apareçam muitos candidatos. Aqueles que têm filhos, especialmente, em idade escolar, são obrigados a ficar por aqui, quer queiram ou não.
É assim e não há volta a dar-lhe, todos os anos acontece a mesma coisa. Para uns é uma tristeza, para outros uma alegria, não há modo de agradar a todos!


