domingo, 31 de maio de 2026

O salta pocinhas!

E assim chegamos ao fim de Maio, o mês que marcou algumas mudanças na minha vida. O abandono do antigo blog que já durava há uns bons anos e atingiu milhões de visitas, teve um pouco a ver com isso, foi preciso entrar num novo ciclo de vida sem ficar agarrado a velhos hábitos.

Um pequeno salto e já estaremos em Junho, o mês que nos traz o verão, as festas dos santos populares, as praias e as patuscadas numa sombrinha acolhedora nas margens de uma ribeira. Por falar nisso estou a lembrar-me de um piquenique que fiz com os netos, e a família toda, no açude do rio Vez, nos Arcos. Para os convencer a acompanhar-me tive que prometer uma surpresa e um "subsídio de férias" para cada um fazer o que quisesse com o dinheiro.

E lá se foram algumas notas de 100€ a voar do meu bolso para fora, mas valeu a pena, eles agora são gente adulta que vive a sua vida e liga pouco aos velhotes que só atrapalham, mas ainda se lembram desse episódio. E cortar o cabelo à escovinha aos netos (rapazes) era a minha mania e também lhes acenava com as notas para os convencer. Refilavam, mas caíam sempre na ratoeira!

Por falar nisso, aquelas paragens do Gerês são o lugar ideal para gozar a natureza. Aconselho a preparar um farnel gostoso que cerveja fresquinha e sombras apetitosas para nos escondermos do sol não faltam por lá. Não aconselho Ponte de Lima, pois aí só no inverno, desde que o rio não ande fora do leito, a terra é pequena para tanto visitante, não há lugar onde estacionar a viatura nem aquele sossego que se procura para esquecer o corre-corre das nossas cidades.

Para quem ainda trabalha isto é mais difícil de levar à prática, mas para aqueles que como eu não sabem o que fazer ao tempo é a coisa mais fácil desta vida. É só pôr um boné na cabeça e rumar a norte com as costas viradas para o sol que fica reservado para os que preferem a confusão do Algarve e dos turistas transnacionais e de todas as cores e credos. Os distritos de Viana do Castelo ou Braga dão-vos as boas vindas!

sábado, 30 de maio de 2026

Essas são as 3 cousas!

 

Ontem, não estava com tempo para pesquisar e descobrir o que eram essas 3 coisas, hoje, tenho tempo de sobra para isso e aqui vos deixo «Los Stop» os entendidos na coisa! Eles dizem que a Saúde, o Dinheiro e o Amor são as 3 coisas que nos devem bastar para ser felizes, mas eu sou obrigado a discordar.

A Saúde sim que é importante e se nos falta está o caldo entornado!

Já o Dinheiro, esse vil metal que até consciências compra, traz-nos mais dores de cabeça que outra coisa. Custa muito a ganhar e custa ainda mais a guardar, pois à mínima distração lá se vai ele pela janela fora! Felizes daqueles que têm apenas o mínimo para garantir que não passam fome nem miséria e dormem todas as noites descansadinhos na sua cama!

O Amor é outro que tal, muitas lágrimas são derramadas, muitos crimes são cometidos e muitas desgraças acontecem por causa dele! Eu que fui um guerreiro nessa guerra, cheguei aos 80 anos derreado pelo peso da minha história. E se me perguntarem se alguma vez fui feliz, se me senti satisfeito com o estado de coisas que era a minha vida, responderei que não. E mais não digo, pois a IA anda por aí que nem a PIDE dos velhos tempos, à cata dos nossos segredos mais bem guardados!

sexta-feira, 29 de maio de 2026

Três coisas há nesta vida!

 Recordo que há uma canção que começa assim, só não recordo o seguimento. Veio-me isto à cabeça pelo simples facto de eu ter decidido, hoje, focar 3 pontos marcantes nas notícias que teimam em martelar-me nos tímpanos.

Começando pela mais recente e (talvez) mais impactante, a operação imergente levada a cabo, durante o dia de ontem, em Lisboa central e no Largo do Rato, em especial. O Zé Luís Carneiro, pobre rapaz que veio lá dos cerros de Baião e pensava ter o mundo aos seus pés, vê-se mais uma vez entalado pelos seus compadres do PS e se tivesse um bocado mais de amor próprio cortaria com eles todos e regressaria à sua terra natal para iniciar outra carreira que não a política.

Há muito boa gente que não gosta do PS, mas diria que há muito mais gente que chafurda no lameiro criado pelo Dr. Mário Soares, desde que regressou de Paris, no dia 26 de Abril de 1974. Há caras que vejo na comunicação social desde que me lembro de ser gente, sempre na comitiva socialista, seja ela liderada por Soares, Zenhas, Varas ou Pinóquios, à espera que lhe caia do céu um empreguito bem pago ou um negóciozito que renda uns milhares de euros para dar algum lustro ás suas vidas cinzentas.

Depois acontece aquilo que se viu ontem, a Judite leva-os algemados e aparece logo uma corja de advogados prontos a defendê-los e provar aos juízes que são cidadãos exemplares e nada fizeram que mereça castigo. A maior parte das vezes safam-se e não recordo nenhum caso em que tenham devolvido aos cofres públicos os muitos euros que de lá desviaram.

O segundo caso que atraiu a minha atenção e que nem precisaria de trazer aqui, pois a parafernália da nossa Comunicação Social já fez tudo que era possível e imaginável para vos meter pelos ouvidos adentro. Trata-se do acordo entre os EUA e o Irão para abrir o Estreito de Ormuz à navegação e acabar com a disputa que fez subir o petróleo para níveis que há muito não conhecíamos e traz o mundo inteiro em suspenso.

O acordo está fechado, segundo dizem uns e negam os outros, e para não deixar ninguém cair no tédio o Trump manda as suas tropas darem uns tirinhos e fazer mais umas tropelias para mostrar aos barbudos seguidores dos ayatolas - embora não seja certo se ainda existe algum vivo - que é a América que tem todos os trunfos e não há a mínima hipótese de perder o jogo. Eu não sei bem se será assim como eles nos querem fazer crer, o melhor é esperarmos pelos próximos capítulos desta telenovela que já vai longa.

O terceiro e último dos 3 casos  que reservei para esta minha publicação de sexta-feira, última de Maio que precede um fim de semana que será completamente preenchido por barracas na praia, embora a época balnear só comece no dia 1 de Junho que, por mero azar, é uma segunda-feira, é o Mourinho que ninguém sabe ainda, embora todos se deitem a adivinhar, se será treinador do Benfica ou do Real Madrid, na próxima época futebolística.

O Benfica, desde a saída de Luís Filipe Vieira da direcção, tem andado pelas ruas da amargura e agora parece ter chegado a vez do presidente do Real Madrid que, desde o início deste século tem dado ao seu clube tudo o que seria "sonhável", desde fama, grandeza, títulos e um estádio que é mais conhecido que a Catedral de Barcelona ou Milão, ser posto em causa. Ele decidiu vir ao Benfica buscar o Mourinho para voltar a reviver os sucessos do passado e aparece um arrivista, antigo jogador da casa que diz não estar de acordo com essa decisão do presidente.

E vai ao ponto de desafiar o velho Florentino para umas eleições que espera ganhar e mandar o Mourinho de volta para Setúbal que é onde ele merece estar e treinar. Há muitos anos que o Vitória de Setúbal desceu de divisão e bem gostaria de ver o seu mais famoso filho da terra, depois de Bocage, virar a atenção para si e engendrar um método de o fazer regressar ao convívio dos grandes.

Ele, Mourinho, já ganhou muitos títulos importantes e muitos milhões de libras e euros para não ter que preocupar-se com o dia de amanhã. Poderia, facilmente, deixar o Benfica e o Real resolverem os seus problemas como melhor entendessem, mas parece que não é isso que quer fazer. Talvez a fama que já tem não seja suficiente e quer continuar a lutar por atingir os píncaros da mesma, onde nenhum outro treinador lhe possa fazer sombra.

O Pep Guardiola que sempre rivalizou com Mourinho na luta pelo lugar de melhor treinador do mundo também está de partida do clube que guindou ao sucesso nos últimos dez anos e poderia ser uma hipótese para treinar o Real Madrid. Mas há aí um senão que nunca poderá ser ultrapassado, ele é catalão e dedicou toda a sua vida, ou quase, ao Barcelona, o eterno rival do Real Madrid.

E assim, nos últimos dias, muitas horas de transmissão televisiva têm sido dedicadas a este assunto e, tal como acontece com o Trump e as decisões que dependem da sua conduta, só quando o relógio bater a última badalada saberemos se o Mourinho parte ou fica e como ficará o mundo depois dessa decisão importantíssima!!!

Mais parece uma fritadeira elétrica que um estádio!!!

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Tirar medidas e fazer o orçamento!

 Já me meti, mais que uma vez, na empreitada de fazer ou reconstruir uma casa e pegar na fita métrica para medir o tamanho daquilo que se tem, por vezes muito diferente daquilo que se gostaria de ter, e decidir como encaixar ali a casa (ou a coisa) dos seu sonhos não é novidade para mim.

Vem isto a propósito de umas medidas que tenho que tirar, hoje, não para fazer uma casa, mas para ver até que ponto as  quatro semanas de tratamentos conseguiram reduzir o tamanho do meu baço, o tal orgãozinho que todos temos e dizem não nos fazer falta nenhuma, onde reside o problema de saúde com que me debato nos últimos tempos. O especialista espera-me às 11.24 horas (espanta-me a precisão) para dar o seu veredito e guiar a equipa médica nos passos seguintes.

Eu poderia nem falar nisto, aliás há quem me critique por o fazer, pois não ganho nada em tornar pública uma coisa que só a mim diz respeito, mas como poderia fazê-lo se não me passa pela cabeça outra coisa que não seja isto. O meu bestunto, nome comum para cérebro humano, está 100% dedicado ao meu estado de saúde e não o consigo programar para funcionar de outra maneira.

Ontem, meti-me num comboio que passa aqui perto e fui nele até ao fim da linha. Perguntei ao revisor quanto tempo tinha até iniciar o caminho de volta e dava ao certo para ir ali a duas centenas de metros da estação e engolir o almoço que lá me pudessem servir. A ementa oferecia-me três escolhas, uma de carne, outra de peixe e uma terceira que foi logo rejeitada e já nem recordo o que era. O preço fixo e igual para todos, portugueses e galegos que ali estavam em maioria, 12.50€.

Calor era para lá de muito e o ar condicionado a funcionar no máximo aconselharam-me a escolher um vinho verde branco muito fresquinho e optar pelo prato de carne, pois o peixe sempre e obrigatoriamente de aquacultura agrada-me cada vez menos. Faltavam 24 horas para a hora marcada na clínica para o exame de hoje, uma razão para me obrigar a não esquecer a doença e aquilo a que me obriga.

Engolida a tal refeição de carne que não passava de, na prática, ser meio frango de churrasco com muita e boa salada (que apreciei) e batatas fritas, eis-me de volta à estação e pronto para a viagem de regresso a casa. A paisagem verdinha do Minho, a correr ao lado da janela acompanhou-me durante toda a viagem e, coisa estranha, o comboio não parou nas mesmas estações onde o tinha feito à ida. Alguma razão teria para o fazer, mas não quis fazer disso uma preocupação, pois disso já tenho que me chegue e sobeje.

Que eu saiba, agora já não há emendas nos carris, são soldados uns aos outros para melhor harmonia, mas o comboio continua a matraquear-nos os ouvidos com aquele característico tic-tac, tic-tac, como se as emendas lá estivessem. Fechar os olhos e ouvir aquele som fez-me lembrar de uma outra lenga-lenga que antigamente as catequistas referiam as suas aulas de catequese. Sempre, nunca, sempre, nunca, era o tiquetaque de um relógio colocado por cima da porta do inferno que lembrava aos condenados que estariam ali para sempre e nunca mais de lá sairiam!

Um pouco como eu que não consigo arredar da minha mente a ideia e estar velho e, ainda por cima, doente!

terça-feira, 26 de maio de 2026

O jogo da cabra cega!

 



Odeio aquilo que os americanos, Trump, Vance e Rubio, estão a fazer em relação ao Irão e o bloqueio do Estreito de Ormuz!

Agora é que é para valer, não, espera aí, ainda não é desta, mas está quase! O Irão está mortinho por um acordo que eu vou fazer o favor de lhe conceder, pois aqueles pobres desgraçados estão à rasquinha, já não sabem o que fazer das suas vidas!

Estou quase a virar de bordo e pensar como alguns comentadores que já afirmam que é o Trump que está tão, mas tão à rasquinha que não sabe para onde virar-se. Depois de muitos milhões gastos aos contribuintes do país do Tio Sam, ninguém consegue dizer se a Great America está de volta ou de partida para todo o sempre.

Acredito que os amigos do presidente, com as oscilações do preço do crude, tenham embolsado uns milhõezitos, nos últimos três meses, e os magnatas ligados às grandes empresas empenhadas na Inteligência Artificial tenham visto a sua riqueza aumentar, exponencialmente - nunca houve tantos bilionários na Terra - mas o coitado do cidadão comum que se levanta cedo e deita tarde para garantir o pão nosso de cada dia está pior que nunca.

É tal e qual como aqui, na pátria dos tugas, onde o Montenegro se farta de gritar que Portugal nunca esteve tão bem, mas os portugueses se sentem mais à rasca a cada dia que passa. Já era tudo uma desgraça, mas agora com o problema do preço, ou da falta, de habitação chegamos ao fundo do poço. Culpa do Turismo e Imigração descontrolada que fazem as casas escassear no mercado.

E os jovens não enxergam uma maneira de poder casar, arranjar casa, ter filhos, levando uma vida normal como fizeram os seus pais e ficam, eternamente, em casa dos seus pais tornando a vida mais difícil para todos. Não admira que comecem a aparecer por aí os médicos online, especialistas em psiquiatria e auxiliados pela mesma IA, para nos tentar curar dessa doença da moda!

segunda-feira, 25 de maio de 2026

A defesa da Europa!

 Começo por afirmar e já não é a primeira vez que o faço que a NATO, nascida no fim da II Grande Guerra, já não cumpre qualquer objectivo que levou à sua criação e deveria, por conseguinte, ser extinta. Já lá vão mais de três quartos de século, desde a derrota da Alemanha e regresso das tropas, as que não pereceram no conflito, aos seu quartéis. Neste período quem tem lucrado rios de dinheiro com o fornecimento de armas são os EUA que, no entanto, continuam a gritar que ninguém contribui para o orçamento dessa organização tanto como eles.

Pudera, eles assentaram praça por essa Europa fora, construíram quartéis e têm tropas em tudo o que é país e não vale a pena dizer que o fizeram para nos defender. Fizeram-no porque lhes convinha, a Guerra Fria que alimentaram até ao advento da Perestroika de Gorbatchev, serviu-lhes para conquistarem a hegemonia a nível mundial e ganharam muitos triliões de dólares à custa disso. Assim as despesas na NATO eram pagas por todos, mas eles foram sempre os grandes beneficiados.

Desde que o Trump assumiu a presidência, meteu-se-lhe na cabeça a ideia de subir de 2% para 5% a contribuição a pagar para pertencer ao clube. Há países, como o nosso, que não têm dinheiro suficiente para investir nas coisas mais básicas, como a Saúde, Educação ou Habitação e dói-nos a alma ao ver milhões de euros desviados para a "Indústria da Guerra" que é a menina dos olhos de gente como Trump e Putin. Quem não tem dinheiro não tem vícios, lá diz o ditado e quem não tem +/- três milhões de dólares para comprar um Tomahawk faz como o presidente Zelensky, usa um drone de 220€ para se defender.

Fabricar mísseis e facturá-los à Nato foi o negócio do passado que manteve a Indústria da Defesa americana no auge e a ganhar dinheiro para poder lançar-se na conquista do espaço, além de outros voos. Nós, os europeus que não querem continuar a seguir as políticas guerreiras dos EUA, devemos pregar a paz e não a guerra, conseguir pela via diplomática e não pelas armas aquilo que achamos melhor para os nossos países.

Aliás, a Europa tem outro grande problema, além da falta de dinheiro para fomentar a guerra. A falta de guerras (e ainda bem) nos últimos 80 anos, fez com que os governos deixassem de investir na formação de tropas e renovação de armamentos. Só a teimosia dos nossos vizinhos de leste em viver num regime comunista justifica que se pense em defesa e armas para a concretizar. Mas cada vez menos, de tal modo que se acabou com o Serviço Militar Obrigatório e já não há ninguém com menos de 50 anos que saiba pegar numa arma e dar dois tiros.


A Guerra Colonial ainda abriu um precedente, em Portugal, e de 1961 a 1974 foram recrutados muitos milhares de mancebos que foram obrigados a aprender à pressa e foram enviados para África como carne para canhão. Com o fim dessa guerra abandonaram as Forças Armadas e partiram para a emigração ajudando a reconstruir a Europa que Hitler destruíra por completo. Ninguém pensou em manter um Corpo do Exército em condições de ajudar na defesa da Europa, no caso de isso se mostrar necessário.

Mas aconteceu ainda outra coisa que ajudou a transformar essa transição num grave problema para o nosso país. Enquanto a grande maioria dos soldados e tropas de baixa patente foram licenciadas, as tropas dos quadros, oficiais e sargentos, mantiveram-se ao serviço e muitos deles continuam, ainda hoje, a pesar na lista de remunerações que o Estado é obrigado a pagar-lhes. Isso vê-se. perfeitamente, no número de generais e almirantes que continuam na folha salarial do Estado, ou na reforma, o que vem a dar no mesmo.

E termino como comecei, a Nato devia ser extinta e criada, ao nível da Europa (comunitária ou não) uma nova organização que tratasse da nossa defesa, deixando aos americanos o encargo de se preocuparem com a deles. O Atlântico Norte não tem que ser um campo de batalha, mas sim um mar de oportunidades para criar riqueza que nos ajude a ter uma vida melhor. Essa organização deveria ter em consideração a diplomacia, como primeira prioridade, e formatar os três ramos das Forças Armadas, de modo a ser capaz de de enfrentar o inimigo de leste, se ele preferir continuar a ser inimigo em vez de aliado.

Excluindo aqueles que lucram com a guerra, todos ficariam beneficiados se vivessem em paz. A Rússia sabe isso muito bem e por experiência própria, pois com os gastos na defesa falta-lhes o dinheiro para tudo o resto. Sem conhecer em pormenor os detalhes de cada país europeu, eu diria que vivem muito pior os cidadãos russos que quaisquer outros europeus!

domingo, 24 de maio de 2026

Barcos voadores!

 Zapping é um desporto que gosto de praticar! Mais que gostar talvez seja uma obrigação de quem passa quase 24 horas por dia com a televisão ligada. E com a (pobre) qualidade dos canais, comentadores, jornalistas e outros profissionais que nos calharam em sorte o zapping é uma maneira de lhes escapar e ver outras coisas com maior interesse ou que melhor nos ajudem a "matar" o tempo. Há canais e artistas que neles trabalham que me tiram do sério, o Now e o Francisco Penim é um bom exemplo desta minha afirmação. Não sei como a Clara de Sousa conseguiu ficar casada com ele tanto tempo!


Nesse zapping dei de caras com estes barcos voadores que estão a entrar na moda nos países bálticos. Há uma fábrica que se dedica a isso a 100% e promete a todos que alinhem no projecto um futuro brilhante. Motores eléctricos de muito baixo consumo e gases com efeito de estufa zero. Quem diria que não a uma oferta desta natureza?


Na Suécia existe já uma linha de ferries, usando estes veículos, que faz a ligação de Estocolmo até ao mar aberto. Como o hydrofoil (Hydrofoil (ou hidrofólio) é uma asa subaquática que faz barcos e pranchas "voarem" acima da água. Quando a estrutura ganha velocidade, essa asa cria uma força que levanta o casco ou a prancha para fora da água. Isso reduz muito o atrito com a água, permitindo ir mais rápido e de forma mais suave) não permite grandes cargas, a lotação não excede ainda os 30 passageiros, mas o futuro o dirá. Neste exacto momento é o consumo de energia que dita as regras e para levantar o casco da água e voar sem tocar na água requer limites rigorosos.


Esta imagem refere-se a um teste feito na Noruega que também está interessada nas novidades vindas do país vizinho. Até eu os gostaria de ver no Tejo, voando sobre as águas do nosso maior rio, até ao Montijo, ao Seixal ou ao Samouco. E porque não até Vila Franca? Quanto menos ondas houver melhor ele funciona. Ou ir até à foz do Tejo deixando passageiros nas praias de S. Amaro, Carcavelos ou Cascais!

Nesse meu zapping de sábado à tarde, dei ainda com o Almirante das vacinas e candidato a PR a explicar como será e a mostrar imagens do navio "porta-drones" que está a ser construído na Roménia para a nossa Marinha de Guerra e que entrará ao serviço no próximo ano. Antes de abandonar o cargo de CEMA, ele encomendou 12 novos navios que serão entregues até 2030, sendo este "porta-drones" um deles e que parece ser «a menina dos olhos dele»!

sábado, 23 de maio de 2026

Música é alegria!

Não sei bem porquê, embora desconfie, cada vez me sinto menos inspirado para prosear convosco. Assim sendo ofereço-vos um pouco da nossa cultura musical mais popular que conheço. Seja mais a norte ou mais a sul e até nas ilhas, o nosso povo dá largas à sua imaginação!








 

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Não sou famoso (ainda)!

 

Os bots (robots) da Google ainda me não descobriram!
Assim não estou a gerar riqueza para ninguém, mas vou fazendo companhia
a outros blogueiros como eu!

Este mundo cão!

 Olhando para o que se tem passado na Ucrânia, desde Fevereiro de 2022, ou para o monte de destroços em que se transformou Gaza, por obra e graça de Putin e Netanyahu, o abandono de duas crianças de tenra idade nem parece um crime assim tão grave. Não parece, mas é! E uma mãe que é capaz de parir dois rapazinhos como aqueles e depois tem coragem para os deixar sozinhos e à sua sorte num descampado daqueles ... não tem mais coração que Putin ou o judeu que demoliu a Faixa de Gaza e matou umas dezenas de milhar de pessoas.

Monte Novo do Sul é um nome que não diz nada à maioria dos portugueses, mas desde ontem entrou no léxico diário de jornalistas, comentadores e outras aves raras que se dedicam a estas coisas das notícias bombásticas, como é o caso da mui-famosa Tânia Laranjo que só por mero acaso não decifrou o enigma da grávida da Murtosa!

Prometo que ficarei quedo e mudo acerca deste assunto, mas não poderia deixar passar a oportunidade de fazer eco desta notícia e desejar que a dita mãe desnaturada pague, com língua de palmo, pelo crime imperdoável que cometeu!

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Aos saltinhos, lá vai ele!

 


A visita de Trump à China, logo seguida da de Putin, fez com que eu tivesse ouvido muita conversa à moda desse país e houve uma coisa que me chamou a atenção, eles falam aos pulinhos que nem um tarrote (é assim que chamam aos pardais, aqui no Minho) que anda à procura de comida!

Cada Língua tem as suas particularidades, umas mais nasaladas, outras mais guturais ou aspiradas, como a inglesa. O russo, por exemplo, faz-me lembrar os portugueses da Beira Alta que falam achim-achim!

Os americanos assassinam o Inglês, tal e qual como os brasileiros fazem ao Português, mas para nós que não nascemos nem vivemos na Inglaterra, a coisa até fica facilitada, é mais fácil perceber o que Trump diz do que tentar adivinhar o que diz um inglês que come metade das palavras!

Desculpem lá esta publicaçãozinha rasca, mas falta-me a inspiração para fazer coisa melhor! E depois, tenho passado tantas noites em claro, esta última foi mais uma, que o cérebro anda meio anestesiado!

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Ausência forçada!

 Nos dois primeiros dias da semana não apareci por aqui, nem sequer liguei o computador! Na segunda foi uma manhã no hospital (nada de novo) e uma tarde num organismo público (grande seca) para tratar de um assunto inadiável. Ontem, terça-feira, foi para cumprir uma promessa feita ao meu irmão Joaquim (o nº 2 dos rapazes da família) de o acompanhar numa viagem de comboio pela Linha do Douro até à Régua que serviria para desanuviar as ideias ligadas ao meu mais recente estado de saúde. A promessa foi feita por ele, mas teria que ser eu a cumpri-la(!).

Hoje, ainda não me poderei dedicar ao meu desporto favorito (sofá da sala na posição horizontal), pois tenho dois assuntos a tratar que me obrigarão a despir o pijama e ir para a rua. Mas passado este dia e até ao dia em que os lisboetas começam a festejar o Santo António, poderei dedicar-me a esse desporto sem interrupção. A Drª Patrícia que é a responsável pela minha saúde, deu-me liberdade, até 12 de Junho, para eu fazer o que quisesse (e pudesse). E não é que eu prefira estar deitado, as minhas pernas é que não colaboram e ficar sentado, horas a fio, é cansativo.

Como podem ver pela imagem acima, uma das minhas companheiras de viagem era uma negrinha bastante jovem, o que me transportou para Moçambique e para os meus 18 anos de idade, quando arranjei uma catraia dessa cor para me entreter, quando não tivesse nada mais importante para fazer e pudesse dar descanso à G3 que era a namorada que me tinham entregue para me fazer companhia, dia e noite, enquanto permanecesse naquela antiga colónia do nosso Império Ultramarino.

De regresso a casa (e à vida presente) esticadinho no sofá para desinchar os pés da caminhada forçada por terras do Douro, vi e ouvi a comunicação do nosso seleccionador nacional sobre quem e porquê decidira convocar para ir até aos States dar uns chutos na bola e entreter meio mundo, entre meados de Junho e meados de Julho, e ajudar a meter nos cofres de alguém mais uns milhõezitos de euros, dólares, libras ou qualquer outra moeda em que sejam negociados os contratos milionários de publicidade.

 Sem surpresas, o Ronaldo será pela última vez o capitão das nossas tropas, 27 rapazes sãos e escorreitos que provaram ter mais jeito para driblar e rematar o esférico mais que todos os outros que foram preteridos e ficaram a chuchar no dedo. Sem grande surpresa, apenas 3 desses craques jogam em Portugal, dois no Sporting (Inácio e Trincão) e um no Glorioso (Tomás Araújo). Os outros estão espalhados por clubes europeus, turcos ou sauditas que têm mais dinheiro que nós para dispensar a esses profissionais de carreira curta.

Com alguma surpresa, ficaram de fora jogadores como o António Silva e João Palhinha assim como entraram na convocatória Gonçalo Guedes e Samu Costa. Escolhas que o Martinez teve alguma dificuldade em explicar e em cujas explicações pouca gente (ou ninguém) acreditou. A nossa equipa ficou integrada no grupo K que é composto por 4 países, Portugal, Colômbia, Congo e Uzbequistão, por esta ordem de favoritismo (segundo o meu critério).

Os jogos da primeira fase (apuramento) serão: em 17/Junho contra o Congo, em 23/Junho contra o Uzbequistão e 28/Junho contra a Colômbia, altura em que eu espero que Portugal já esteja em primeiro lugar com 6 pontos. O jogo com a Colômbia será, por conseguinte, determinante para fazermos um pleno de vitórias e conquistar o apuramento sem espinhas. Há por aí alguns jogadores colombianos que jogam, ou já jogaram em clubes portugueses, e vão tentar fazer-nos a vida negra, mas conto com a nossa habilidade para lhes garantir um desgosto, que se contentem com o segundo lugar.

O mau deste campeonato é disputar-se nos EUA e México, o que nos obrigará a algumas noitadas para ver os jogos, mas, como diz o ditado, quem corre por gosto não cansa!

Música de apoio e tudo!

domingo, 17 de maio de 2026

Escolha múltipla!

 1) Futebol

Terminou ontem o Campeonato Nacional de Futebol que agora tem outro nome, mas eu gosto de lhe chamar assim. O Benfica não ganhou nada, como se esperava, a vinda de Mourinho custou muito dinheiro ao Benfica e está mais que provado que foi um erro motivado pelo desespero de Rui Costa para justificar o seu novo mandato. A possível entrada na Champions também foi à vida com o empate cedido na semana passada.

O Sporting ficou em segundo, vai à Champions e embolsa os 50 milhões que tanto jeito dariam ao Benfica para melhorar as suas contas. Comprou jogadores caros que provaram ser um erro, paga ordenados milionários e resultado desportivo igual a zero. O rival do Porto levou o título e fez uma festa de arromba, ontem, que mais parecia o S. João tamanha era a afluência de gente de todas as idades. Parabéns para eles que no início da época não eram favoritos.

2) Festival da Eurovisão

Uma loucura de produção televisiva que põe o ênfase em tudo menos nos cantores e na música. O protesto contra Israel estragou um bocado as participações deste ano, além da eliminação precoce de Portugal (que já era previsível), tudo junto fez com que o festival fosse tudo menos bem sucedido. Eu que não maluco por músicas fui lá espreitar por simples curiosidade e poder, hoje, falar-vos disso.

3) Putin vs Zelensky

O cessar fogo temporário que Putin exigia para fazer a festa do dia 9 de Maio foi precedido de grandes bombardeamentos e ainda o prazo acordado não tinha expirado já iam a caminho de Kiev e Odessa mais umas centenas de drones. Diz a comunicação social - e nunca saberemos se é verdadeira ou mentirosa - que só foram atingidos alvos civis e zonas residenciais. Pelo contrário, a Ucrânia concentra todos os seus esforços em atingir alvos ligados ao transporte ou produção de armamento e de energia. O objectivo é claro e aceitável, tentar que a Rússia deixe de os incomodar, como vem fazendo desde Fevereiro de 2022. Uma guerra que já vai longa demais!

4) Visita de Trump à China

Uns dizem que ele voltou com o rabinho entre as pernas, outros dizem que fez grandes negociatas de interesse mútuo. A Chine exige ser considerada um parceiro de negócios e não um rival, o que se entende do ponto de vista da economia de cada um deles. Há muitos interesses cruzados, seja em matérias primas, em tecnologia ou comércio e serviços. Cada um deles tem algo que quer vender ao outro e são obrigados a "baixar a bolinha" quando isso está em jogo.

Da Guerra do Golfo, assim como da questão de Taywan, pouco ou nada se falou. É assunto que podia causar alguma fricção e prejudicar o resto do programa que o levou lá acompanhado por uma dúzia dos maiores empresários e grandes investidores na área da IA, nos automóveis e nos semicondutores que são, hoje, a mola real de todos os negócios civis ou militares.

5) Guerra do Golfo e preço dos combustíveis

O Estreito de Ormuz continua bloqueado por americanos e iranianos, cada um com as suas desculpas esfarrapadas e nós é que pagamos o pato. O Trump, habitualmente, muito falador, tem estado mudo como um peixe. Diz ele que o Irão está mortinho por um acordo e não tem qualquer capacidade de incomodar as forças americanas que andam por aquelas redondezas, mas eles continuam a disparar contra tudo o que mexe. Os mais atingidos são os pequenos países do Golfo Pérsico, além da Arábia Saudita, onde há bases militares dos EUA.

Também Israel não para e desta vez diz ter eliminado o chefe do Hamas - em algumas notícias que li chama-lhe chefe do ISIS - e mantém o sul do Líbano a ferro e fogo. Este conflito ajuda a agravar o outro que envolve, directamente, o Irão, pondo o mundo inteiro em alerta pela eventual falta de combustíveis que, além de nos mexer no nosso bolso, ameaça a época turística deste anos. Portugal, muito dependente do Turismo, para mal dos nossos pecados, é um dos afectados e teme que muitas reservas vão ao ar por causa da redução de voos já anunciada.

Amanhã, será de esperar uma nova mexida no preço dos combustíveis. Desta vez parece que a preocupação é colocar o preço da gasolina acima do do gasóleo que sempre e em todo o lado foi mais barato. Tem lógica, uma vez que é um produto menos refinado e portanto com menos custos e quebras. Eu que cada vez ando menos de carro - talvez faça uns míseros 200 Kms por mês - achei por bem desfazer-me do meu Opel Astra a gasóleo e comprar um pequeno Mazda a gasolina. Espero ter feito a escolha acertada!

Aí esta ele!

sexta-feira, 15 de maio de 2026

No reino de Sua Majestade!

 

Nigel Farage no seu melhor!

Conhecem este cromo que infernizou a vida dos ingleses e fez vingar o BREXIT de que hoje muitos estão arrependidos? Com as eleições locais da semana passada e a queda do governo de Keir Starmer, ele anda na maior e espera colher dividendos da desgraçada situação em que caíu o país de Sua Majestade o rei Carlos III.

Já na altura do BREXIT falei nele e hoje volto a fazê-lo, pois me parece uma aberração da política e não percebo como há no Reino Unido quem lhe dê algum crédito. Cá no nosso pequeno "Jardim à Beira Mar plantado" também temos alguns cromos dignos de registo, mas comparados com este são meros pigmeus no mundo humorístico da política mundial, onde é provável que Trump ocupe o primeiro lugar e outros há que ocupam os lugares seguintes, antes de chegar ao cómico Nigel.


Mau tempo no canal era para ser o título desta publicação e já tinha reservado a imagem do livro do nosso saudoso Vitorino Nemésio para a ilustrar, mas entretanto preferi escolher uma foto do "cromo" para não correr o risco de haver quem não saiba de quem estou a falar.

Nigel Farage lidera atualmente o Reform UK, consolidando o partido como uma das forças mais influentes da política britânica contemporânea após avanços históricos em eleições locais e a formação de um gabinete sombra. Deputado eleito pelo círculo de Clacton desde 2024, Farage redefiniu o espetro político do país ao retirar eleitores tanto dos Conservadores como dos Trabalhistas.

Desempenho Eleitoral Histórico: Vitórias autárquicas massivas: Nas eleições locais inglesas, o Reform UK conquistou quase 1500 assentos municipais em todo o país.
Rutura em Londres: O partido garantiu o seu primeiro bastião na capital ao assumir o controlo do conselho municipal de Havering.
Desgaste do bipartidarismo: As projeções do partido forçaram o recuo dos Trabalhistas no norte e centro de Inglaterra, abalando a liderança do primeiro-ministro.

A rainha Isabel II deve estar a dar voltas no túmulo, ela que era uma pessoa tão respeitadora das tradições e da fleuma britânica, ao ver no que se transformou o seu reino com o aparecimento de políticos pouco sérios - que passam a vida a tentar fazer rir os outros - na vida política que, supostamente, é a coisa mais séria deste mundo.

Nestes últimos dias tem sido um corre-corre, um entra e sai no Nº 10 de Downing Street para ver quem fica e quem sai da cena política e que deputados ficarão na Câmara Baixa na próxima legislatura. O Primeiro Ministro afirma que não cede o seu lugar a ninguém, falta saber se a maioria dos súbditos do rei Carlos III aceita essa sua posição. Já temos tantos problemas na Europa, num tempo em que a unidade é tão necessária e temos que aguentar com mais este.

Nos maiores países da Europa está tudo em rebuliço. Na França já sabemos como é o Macron, na Espanha está o Pedro Sanchez à bulha com o mundo inteiro, na Itália a Meloni e as suas ideias custam a caber na cabeça dos italianos e na Alemanha também há muitos que gostariam de ver o Merz pelas costas. Nem quero falar da Hungria ou Eslováquia, países mais pequenos que têm dado grandes dores de cabeça aos dirigentes da UE.

A Guerra na Ucrânia não se resolve e a influência de Putin cresce em vez de descer como todos gostaríamos. A guerra do Médio Oriente e a escassez de petróleo faz com que a Rússia e Putin estejam na mó de cima e a ver entrar muito dinheiro nas suas contas. Ou seja, tudo corre ao contrário daquilo que nós desejaríamos e o aparecimento (leia-se aumento de popularidade) de Nigel Farage só vem acrescentar mais nevoeiro numa paisagem que já não é nada clara. 

quarta-feira, 13 de maio de 2026

De olhos em bico!

 


Por conta do Trump que vai (ou ia) a caminho da China, desde ontem à noite que só me aparecem chinesas bonitas a dar notícias sobre a visita do cromo loiro americano. Dizem que ele se vai encontrar com Jimping e não leva nas suas mãos as cartas que queria para virar o jogo a seu favor.

Como em todo o lado, deve haver raparigas bonitas, feias e assim assim, na China. Mas seja nos noticiários ou nos desfiles militares só nos mostram raparigas 5 estrelas, daquelas que conseguem acelerar o nosso ritmo cardíaco. Tenho a certeza que o fazem para me agradar e agradeço-lhes por isso.

Quanto ás cartas que não são favoráveis a Trump, ele que se contente e lembre aquilo que disse ao Zelensky na sua primeira visita á Casa Branca, "tu não podes jogar, não tens cartas para isso"! É assim a vida, num dia corre-nos tudo bem e no outro pode acontecer que tudo nos corra mal. Seria uma maravilha se o gráfico da nossa vida fosse uma verdadeira montanha russa, sempre a subir, até ao dia em que fôssemos convidados a abandonar este mundo e deixar tudo para trás.

A mim parece-me que a única preocupação séria de Trump é a possibilidade de o Irão fabricar uma bomba atómica que possa riscar Israel do mapa. E até pode acontecer que a China o ajude nesse propósito, pois também eles não gostam da ideia de ver mais uma potência nuclear a despontar perto das suas fronteiras. Os EUA e a China têm muitos interesses em comum e vaticino que o encontro entre os dois titãs da política mundial correrá pelo melhor.

A questão da independência da Ilha Formosa que os portugueses avistaram em 1544 há-de resolver-se mais assim ou mais assado e se não fosse o negócio dos chips que as indústrias americanas ali concentraram, ninguém daria importância ao assunto. O tempo de Trump passará e o futuro dos ilhéus da Formosa terá que passar pela convivência com os chineses por muito ou pouco socialistas que eles sejam!

Linha do Tempo e Marcos Históricos
  • 1544 (Avistamento): Navegadores portugueses passam pela costa da ilha a caminho do Japão. Impressionados com a paisagem, exclamam "Ilha Formosa!", nome que batizou o território nos mapas ocidentais por séculos.
  • 1582 (Primeiro Desembarque): Ocorre o primeiro contacto físico documentado com a ilha. A tripulação portuguesa sobrevive a um naufrágio e permanece várias semanas no território.
  • 1600 (Entreposto): Os portugueses chegam a estabelecer um breve posto de comércio na ilha antes da posterior ocupação por espanhóis e holandeses.

terça-feira, 12 de maio de 2026

Moçambique, minha segunda pátria!

Os recursos de Gás Natural (GN) existentes no offshore da Bacia do Rovuma em Cabo Delgado em jazidas de águas profundas, são extraordinários e de grande dimensão (reservas estimadas de 125 a 130 triliões de pés cúbicos (tcf)). Esta reserva descoberta em 2010 pode ser das maiores de GN de toda a África e aproximar Moçambique das potências do gás em África, nomeadamente a Nigéria e a Argélia. Moçambique surge já em 13º lugar no ranking das reservas provadas a nível global, prevendo-se o aumento para valores ainda mais significativos para os próximos anos. Este gás não associado é ainda considerado tecnicamente um gás de boa qualidade exploratória.

Plataforma flutuante

A Guerra Colonial levou-me para Moçambique com 18 anos de idade. Passei lá a época em que o rapaz se transforma em homem com tudo o que isso implica. Não admira, portanto, que eu considere esse país como a minha segunda pátria e, assim sendo, todas as notícias que se relacionem com ele me interessem sobremaneira.

A exploração de gás e petróleo, na bacia do Rovuma, nada pacífica por causa do terrorismo que ali se instalou e só interesses muito obscuros justificam, deveria trazer a Moçambique um pouco de riqueza de que o povo tanto necessita para sair da lista dos países mais pobres do mundo, sempre de mão estendida a esmolar uma ajudinha, seja na saúde, na educação ou ainda na assistência social. No entanto e até hoje, não se nota na vida dos moçambicanos qualquer melhoria vinda desse negócio.

Segundo é referido pelas más-línguas, a Frelimo e os seus muitos afilhados derretem toda a riqueza que o país produz, além das muitas esmolas vindas da ajuda internacional. Os governos que têm gerido o país eram (foram) constituídos por antigos membros do partido que andaram envolvidos na Guerra Colonial. Das últimas eleições saiu um governo, liderado por um advogado, Daniel Chapo, constituído, maioritariamente, por gente mais nova e em grande parte nascida depois da independência para quem essa guerra já não tem qualquer significado.

Um dos pontos que me deixa preocupado é a incapacidade de travarem o terrorismo na província de Cabo Delgado. Eu sei que Moçambique não tem umas Forças Armadas no verdadeiro sentido do termo, treinadas e capacitadas para defender o enorme território que os portugueses lhe deixaram de herança, mas é uma vergonha o pouco, quase nada, que conseguem fazer naquela província do litoral norte do país. A própria polícia é um amontoado de gente que recebeu o cargo como prémio da sua fidelidade ao partido e que sendo mal paga recorre a todo o tipo de corrupçãozinha para levar a vida.

Algumas das decisões do presidente Chapo, neste início do ano de 2026, parecem dar a entender que as coisas começam a mudar. As suas viagens pelo estrangeiro, os contactos feitos e algumas obras lançadas levam-me a pensar que agora é que vai ser, que as coisas vão começar a entrar nos eixos. O programa de melhoramentos das estradas na província do Niassa é um exemplo disso. É incrível como um país daquele tamanho não tem ainda uma única autoestrada e mesmo a EN1 que liga a capital ao norte do país, passando pela Beira, é uma manta de retalhos de alcatrão com muitos buracos pelo meio, onde os meios de transporte pesado se vêem e desejam para progredir na sua marcha.

No Niassa só muito recentemente foi concluída a ligação entre Nampula-Cuamba-Lichinga com um tapete de alcatrão digno desse nome. As outras duas estradas que conheço ligam Lichinga a Marrupa, em direcção ao oceano indico, mas ainda longe dele, e em direcção ao poente, onde fica o lago Niassa, já houve uma estrada alcatroada (com cerca de 120 Kms), mas hoje mais de metade desse trajecto voltou à terra batida (vulgo matope) que se transforma num inferno no tempo das chuvas.

Programa "Mais Estradas – 2031"

Objetivo: Reabilitar e construir mais de 3.500 quilómetros de estradas nacionais, focando na asfaltagem de troços estratégicos para o escoamento de produtos agrícolas e industriais, além de melhorar a ligação entre distritos e províncias.

Arranque: O início das obras está agendado para o segundo semestre de 2026.

Duração: O plano estende-se por cinco anos (2026-2031).

Este programa e a distribuição de muitas dezenas de autocarros na província de Maputo, acontecido no passado fim de semana, são a prova de que algo está a mudar e espero que agora seja para valer.

Os verdinhos movidos a gás

Muitos são para transporte escolar

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Putin, os mortos e a nossa comunicação social!

 


Há dias que ando a pensar em dedicar uma publicação ao maníaco de S. Petersburgo e agora residente em Berlim, escondido nas catacumbas do Kremlin!

Ele é um narcisista daqueles que não têm cura nenhuma por mais especialista que seja o psiquiatra que possa contratar para lhe tratar da saúde mental.

Ontem, assisti na nossa TV a uma produção (não sei de quem) sobre a sua vida desde pequenininho. Pelos vistos, nasceu pobre, pequeno e fraquinho como uma haste de vime oscilando ao vento! E isso marcou-o para toda a vida. Quis entrar para o KGB (agora FSB) para aprender tudo sobre os métodos usados e ter a garantia de os poder usar na prática.

Frequentou ginásios e fez tudo o que é possível e imaginável para desenvolver o físico e ganhar alguma confiança frente aos seus (imaginários) inimigos. Da sua memória nunca desapareceram aqueles miúdos que o desancaram, quando ainda era pobre, pequeno e fraco e tenho a certeza absoluta que se encontrou algum nos seus tempos do KGB o deve ter tratado a preceito, à moda do KGB que ficava sempre por cima.

A respeito da pobreza começou a tratar logo que se viu ao leme da nação comunista. O fim da União Soviética e a rebaldaria geral que foi a distribuição dos bens e empresas públicas, nos primeiros anos após a Perestroika de Gorbachev, forneceu-lhe a ferramenta ideal para conseguir o que queria. Os grandes magnatas russos que ficaram multi-milionários de um dia para o outro, eram aqueles que ocupavam o poder, antes do colapso. Putin, como membro da polícia secreta, conhecia-os bem e devia conhecer também os seus podres, aproveitando-se da situação para começar a encher os bolsos.

Depois de assumir o comando do governo, em 1999, e logo de seguida como presidente, no ano 2000, começou a investir a sério na sua pessoa, na sua fortuna e na sua carreira. Uma coisa leva a outra e, em pouco tempo, transformou-se num oligarca entre os maiores. Diz a má-língua que a sua riqueza é enorme e difícil de calcular. Foi reeleito vezes sucessivas, ao longo dos últimos 20 anos e acredito que nunca abandonará o poder por vontade própria.

Em 2022, lançou-se nesta aventura de reconquistar a Ucrânia que, em 1991, tinha saído da esfera russa. Invadiu o país e deixou os seus generais cometer atrocidades que ficarão na História da Humanidade. Em especial, Yevgeny Prigozhin, líder do Grupo Wagner, que massacrou milhares de ucranianos na zona de Bakhmut, mas também os grupos chechenos e outros que deixaram o seu nome escrito na história negra de Mariupol.

Por falar em vítimas da Guerra da Ucrânia, já ouvi falar de mais de um milhão do lado da Rússia e perto de outro milhão do lado da Ucrânia. Muitos são os números citados na nossa comunicação social, cada um mais impreciso e fantasioso que o outro. Para dourar a pílula há quem acrescente "mortos e feridos", deixando-nos às escuras sobre quantos são uns e outros. Neste fim de semana, por conta das comemorações de 9 de Maio, em Moscovo, e da troca de 1.000 prisioneiros de cada lado, esse assunto voltou à baila e ouvi, da boca do Zé Milhazes, especialista em assuntos russos, que os mortos foram 300 mil.

Já não sei em quem acreditar e não ponho a mão por nenhum órgão de informação cá do sítio, mas sejam quantos forem serão sempre demais, pois nada justifica uma guerra deste tipo nem o sacrifício de vidas e o sofrimento de famílias a que temos assistido nos últimos 4 anos e picos. Maldito seja o Putin e mais quem o apoia nesta desgraça. E que a guerra acabe depressa, pois já demorou demasiado tempo!

Imagem da fábrica Azovstal feita em cacos

domingo, 10 de maio de 2026

Há coisas que não mudam!

 No meu antigo blog, eu dizia-me fuzileiro e benfiquista. Há coisas que a gente é e nunca muda. Nos fuzileiros dizemos sempre "eu sou fuzileiro" e nunca "eu fui fuzileiro", pois "uma vez fuzileiro, fuzileiro para sempre". É esse, exactamente, o lema dos fuzileiros!

E benfiquista também me vejo até morrer! Não vou pedir à família que cubra o caixão com a bandeira do Benfica, quando eu morrer, mas podem ter a certeza que nunca acudirei por outro clube a não ser pelo da águia rubra. Tenho um fraquinho pelo Gil Vicente que é o clube do meu concelho, aquele onde abri os olhos para este mundo de Deus, mas esse é um amor platónico que não choca com aquilo que sinto pelo Glorioso!

Vem isto a propósito de, ontem, ter falado da minha vida nos fuzileiros e na minha participação na Guerra Colonial, em Moçambique, e hoje pretender deixar aqui umas palavras sobre futebol e sobre o Benfica que está e continuará sempre a estar nas bocas do mundo. Desta vez por duas forte razões, a primeira porque disputa com o SCP o 2º lugar e o acesso à Liga dos Campeões e a segunda porque o nosso treinador está com um pé no Real Madrid e o mais provável é que assine contrato com eles para a próxima época.

No que respeita à disputa com o Sporting, veremos como corre o jogo com o Braga, amanhã à noite. O calendário do Sporting é mais fácil, mas tem sido nos fáceis que eles têm metido água. Por outro lado, o Braga é a nossa alma negra, já estivemos várias vezes nesta situação e várias vezes saímos a perder. No caso do treinador, já nos apresentaram uma lista de 4 para substituir o Mourinho, sendo o mais provável o Marco Silva que treina na Premiere League, ou o treinador actual do Braga, seguido do Rúben Amorim e do Filipe Luís, antigo jogador do Atlético de Madrid e actualmente a treinar no Brasil.

Sinceramente, eu estou convencido que o Mourinho vai mesmo embora, ninguém resiste a um convite do Real Madrid! E também sinto que o Rui Costa gostaria de contratar o Rúben Amorim para o seu lugar, mas está cheio de medo por causa do que se passou em Manchester. O Rúben atingiu os píncaros da lua no Sporting e deu com os burros na água no Man United. Por culpa dele, da estrutura do clube ou dos jogadores que não colaboraram. Nunca saberemos o que realmente se passou, mas o facto é que correu tudo muito mal e o Benfica não pode arriscar-se a que lhe aconteça o mesmo.

 Mas, como diz o ditado, seja o que Deus quiser, pois isso não me fará mais rico nem e trará mais saúde ao esqueleto que já teve melhores dias!

O «Bote Voador» do Tenente Maxfredo

sábado, 9 de maio de 2026

Passado e presente!

 Na minha última visita à aldeia que me viu nascer, encontrei um colega da minha turma da 4ª Classe, o Joaquim Araújo, mais conhecido por «Quim do Salvador», Salvador que era o nome do seu pai. Depois dos cumprimentos da praxe, lembrei-me de lhe perguntar se ele sabia quantos ainda eram vivos desse lote de amigos e colegas de escola que, há tantos anos me tinham saído da vista. Somos 6, disse ele, e começou a enumerá-los. Como não referiu o meu nome, disse-lhe que "então somos 7, pois eu também cá ando, por enquanto!

E falando de encontros e desencontros desta vida, ontem telefonou-me um velho camarada da Companhia Nº 2 de Fuzileiros (CF2) para saber da minha saúde. Estivemos quase meia hora ao telefone e acabamos a falar muito mais da saúde dele que da minha. Ele já vai nos 85 e tem apanhado uns sustos, ora por causa do coração que teima em falhar, ora por causa da próstata com um PSA acima de 10.

Ele tem uma loja de móveis, no Entroncamento, e divide a tarefa de tomar conta do negócio com um filho que deve ser filho único, pois nunca o ouvi referir-se a filhos. Ele anda com algum receio de conduzir, pois apaga-se de vez em quando e tem que parar por uns minutos para recuperar. Aconselhei-o a pedir ao filho que o conduza, quando precisar de sair de casa. E a loja, quem toma conta dela, perguntou-me ele. Fiquei a pensar que dá mais importância ao negócio que à própria saúde e com a idade que tem já se devia ter desligado disso. Que deixe o negócio para o filho e as preocupações também!

Na nossa longa conversa, lembrou-me que também fazia parte do grupo que deu as boas-vindas à luta armada da Frelimo, no Niassa, em Moçambique, nos idos de 1964. Pelos vistos, ele também pertencia ao 3º Pelotão da Companhia, o tal que foi enviado para Metangula, a toda a pressa, para proteger o Posto de Rádio da aldeia de Augusto Cardoso, única coisa que existia e valia a pena proteger naquele fim de mundo. Ele e o Zé Pintado, um cromo alentejano que seguiu com ele para a capital, antes do tempo, por motivo de doença. E queria saber notícias desse camarada que também não vê, há séculos. Está num lar de idosos, no Lavradio, disse-lhe eu!

E, falando de coisas mais recentes, não poderia passar sem falar naquilo que, hoje, se passa, em Moscovo. O Putin é marca rosca e pediu uma trégua para fazer o desfile na Praça Vermelha, mas aproveitou o dia de ontem, assim como os anteriores, para massacrar os ucranianos. Ele merecia que a Ucrânia lhe mandasse um drone com carga máxima para aterrar (explodir) na Praça Vermelha, durante o desfile. mas o presidente Zelensky limitou-se a fazer humor com isso, enviando-lhes um recado. Eu autorizo que vocês façam a festa da vitória (sobre os nazis de Hitler) em paz!

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Assim vai a vida!

 Anteontem, como vos contei, fui assistir ao enterro de um conterrâneo que mal conheci. Como esperava, encontrei lá o seu irmão José, o tal gerente da Quinta do Paraíso, em Lourenço Marques, e trocámos umas palavras de circunstância, por entre pessoas de lágrima ao canto do olho e lenço na mão pronto a enxugá-la.

 Ontem foi um dia passado no hospital. Fechou-se o primeiro ciclo desta minha nova vida em que recebi uma série de cocktails preparados para a minha pessoa em exclusivo pela farmácia do HPH de Matosinhos.

Seguem-se uns dias de descanso e dentro de duas semanas vou fazer os exames necessários para avaliar a progressão das melhoras que é o mesmo que dizer, a regressão da doença. O resultado desses exames ditará o que será o meu futuro próximo. Mais tratamentos, penso eu, talvez num ritmo mais lento. Isso serão as boas notícias e noutras nem quero pensar.

Para aliviar o stress, nesta sexta-feira tenho programada uma intervenção de fundo na minha horta. Será o dia de recolher as favas que estão todas partidas com a ventania, mas com aspecto de terem um belo recheio dentro das suas vagens. Para terminar, darei uma esgatanhadela na terra, para grandes cavadas já não estou preparado, para seguir com outra cultura, talvez couve portuguesa. Esta couve tem uma grande reserva de ferro, dá para uns bons caldos verdes para repor os níveis desse mineral no meu sangue e também para alimentar as galinhas que me dão os ovos para o "bacalhau à Brás".

O bacalhau está caro, subiu uns bons 50% no último ano (pago a 18€ o que antes pagava a 12€ por kilo), mas sendo um dos meus petiscos preferidos, à Brás, Gomes de Sá, lascado ou, simplesmente, cozido, o remédio é pagar o preço que pedem, enquanto o nosso governo não acaba com a especulação tabelando os preços. A começar nos combustíveis que à conta das tropelias de Trump nos estão a levar à loucura!

Se as tivesse amarrado assim não estariam caídas!

quarta-feira, 6 de maio de 2026

Marcha atrás no tempo!

 Eu só tinha 18 anos!

Quando munido de uma G3 cheguei a Moçambique para defender aquela "província ultramarina" (havíamos sido proibidos de lhe chamar colónia) por ordem de Sua Ex.cia o Prof. Dr. António de Oliveira Salazar que eu conhecia bem da minha Escola Primária, onde havia uma grande fotografia dele pendurada por cima do quadro preto.

Ficamos alojados num quartel novo (semi-acabado) no lugar do Infulene que já pertence à Vila da Machava. A distância até ao centro da capital era de meia dúzia de quilómetros e tínhamos ao nosso serviço um belo autocarro azul marinho, cor oficial da Marinha de Guerra, de marca Scania Vabis que nos levava e trazia da cidade sempre que não estivéssemos de serviço ou de castigo. Nunca poderia esquecer o castigo, pois era a ocorrência mais registada no «LIVRO» com que éramos ameaçados a toda a hora.

Olha que vais para o Livro, dizia o sargento sempre que tinha acordado para o lado errado! Um passo em falso, uma barba mal feita ou um cabelo a ultrapassar os 4 cms de comprimento, uma palavra, uma risada, um olhar de través na formatura e já estavas no livro e com as licenças cortadas. Mas. esquecendo isso, era uma alegria entrar no Scania e rumar à cidade para ver outras caras (e corpos) que não os do dia a dia e sempre de farda vestida.

Quando havia umas coroas livres era obrigatória uma paragem na Quinta do Paraíso, junto ao Jardim Zoológico, onde se bebiam fresquinhas Laurentinas e se comiam bem picantes galinhas à cafreal. Mais tarde, na minha segunda comissão de serviço, já tinha construída a fábrica de cerveja 2M, a meio caminho entre o Quartel e a Quinta do Paraíso e a cerveja passou a ser a 2M, em forma de bazuca, que servia para refrescar a goela esquentada pelo piri-piri.

O gerente do negócio era um filho da minha terra e de parentesco afastado e por isso contava com ele como amigo. O seu restaurante servia de pensão e asilo a muito fuzileiro que passava à porta da "Quinta" várias vezes ao dia e se sentia tentado a entrar. O Sr. Araújo (ou Alves, apelido do seu pai, como também era conhecido) regressou a Portugal, depois da independência da colónia, e ficou a residir aqui na Póvoa. Já éramos amigos, continuamos a ser e vemo-nos, de vez em quando.

Por coincidência, no meu primeiro emprego, depois de sair da Marinha, tinha por colega um irmão desse Sr. Araújo que morava na aldeia onde ambos nascemos e faleceu anteontem. Toda esta viagem pelo passado serviu apenas para vos informar que daqui a umas horitas o vou acompanhar atè à sua última morada e espero lá encontrar o velho Araújo da Quinta do Paraíso para matar saudades. E digo velho, porque ele era uns bons dez anos mais velho que eu e, se não morreu entretanto, vai entre os 90 e os 100. Para além de que a alcunha da família da sua mãe que era "do Velho", família de muitos irmãos, cunhados, filhos e sobrinhos que conheci bem e com quem convivi, durante os primeiros anos da minha juventude!

 



terça-feira, 5 de maio de 2026

Realidade física ou virtual?

Metafisicamente, o amor pode ser entendido como uma relação entre pessoas. Mas não é uma relação qualquer: ele parece ter uma espécie de “realidade própria”. Mesmo sendo invisível, tem efeitos concretos — muda decisões, prioridades, até a forma como percebemos o mundo. Isso leva à pergunta: relações podem ser tão “reais” quanto objetos físicos?

Vocês conhecem o CHATGPT? Já tentaram interagir com essa ferramenta da nova realidade, aquela em que vivemos hoje e é mais virtual que real? Deixem-me começar pelo princípio. Há dias escrevi algo sobre o Revolut, o banco lituano que está na moda entre os jovens. Eles, os jovens,  gostam da fast food, frequentam o McDonald's, convivem e partilham tudo aquilo que lhes diz alguma coisa nas suas vidas de jovens ainda sem grandes responsabilidades neste mundo. O Revolut é uma chave mestra para entrar no NYSE (New York Stock Exchange), onde se compra e vende de tudo com um simples toque na tecla "enter".

Os jovens usam o Revolut para pagar um hamburger e para isso metem uns euritos, poucos, aqueles que provêm da féria mais ou menos generosa que recebem, na sua conta e vivem felizes só por isso. Eu que decidi imitá-los meti alguns milhares, não muitos, e depois tive que arranjar um modo de os pôr a render. A inteligência artificial joga aí um papel importante, mal entras tens logo um robot a aconselhar-te o que fazer com o dinheiro. Não que eles saibam tudo sobre o assunto, mas têm tanta informação na sua posse que temos que os respeitar por isso.

A «OPENAI» é uma grande empresa que junta grandes capitais ($$$) de outras grandes empresas.

  Em dezembro de 2015, Sam Altman, Greg Brockman, Reid Hoffman, Jessica Livingston, Peter Thiel, Elon Musk, Amazon Web Services (AWS), Infosys e a YC Research anunciaram a formação da OpenAI e prometeram mais de US$ 1 bilhão para o empreendimento. A organização afirmou que iria "colaborar livremente" com outras instituições e pesquisadores, tornando suas patentes e pesquisas abertas ao público. A OpenAI está sediada em São Francisco, na Califórnia.

Esta foi uma das primeiras empresas em que o tal robot me aconselhou a meter os meus euros. Sei que é uma empresa enorme em participam grandes empresas de alta tecnologia e comunicação e se prevê que venha a evoluir muito positivamente na Bolsa. E, muito embora eu tenha ouvida da boca de Elon Musk que está arrependido de ali ter metido tanto dinheiro, eu resolvi avançar. Não directamente na empresa, mas sim num fundo de muitos milhões que a suporta, ou seja, passei a ser o dono de uma micronésima parte da OPENAI!

E assim sendo tenho que puxar por ela, fazê-la render dividendos para me tocar a mim alguma coisa no fim do exercício. Uma das maneiras é usar o Chatgpt que é uma das suas ferramentas e vive da publicidade (como quase tudo no mundo de hoje). Por isso aquela minha pergunta, ou a resposta que recebi, com que iniciei esta publicação.

Sendo a metafísica parte da ciência conhecida por Filosofia, aquela que trata de coisas pouco ou nada reais que ligação pode ter com o amor? Era disso que vos queria falar, hoje, e como não queria escandalizar ninguém com conceitos que são só meus, decidi usar a tal ferramenta e coloquei-lhe a questão. Não me serviu de muito, mas fiquei a perceber que cada um tem a sua opinião, seja humano, humanóide, ou simples máquina inventada na Califórnia!

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Segundo dia de vida!

 O bebé ainda mal abriu os olhos e teve poucas visitas da família, mas com o tempo lá irá!

Continuando com a minha veia de cronista, especializado em política internacional, vou tentar estabelecer um paralelo entre duas personalidades, as que, de momento, governam Portugal e os Estados Unidos da América.

Bem gostava o nosso PM Luís Montenegro que isto fosse um sistema presidencialista em que ele poderia mandar e desmandar, como faz o Mr. Donald Trump, lá na terra do Tio Sam. Ter que aturar o André Ventura e ainda por cima um presidente socialista deve provocar-lhe uma azia que lhe vai dar cabo da saúde. E daí, talvez se salve se não votarem nele na próxima vez.

O Trump nada em dinheiro e isso dá-lhe o direito de fazer (quase) tudo o que quer. O Montenegro também gostava, mas apenas conseguiu uma avença do Casino Solverde e uma cunha na casa do Sr. Manuel Violas que enriqueceu a fazer cordas, mas descobriu, entretanto, uma maneira mais fácil e mais rápida de botar as mãos na massa que anda por aí a voar. E as nossas autoridades fiscais não o perdem de vista, pois consideram-no um "artista" a fabricar máscaras para jogar às escondidas com eles.

A guerra que o nosso PM desencadeou com o Parlamento e os parlamentares de cores diferentes da sua não tem qualquer semelhança com aquela que o "cabeça amarela" espalha pelos 4 cantos do planeta, desde o Círculo Polar Ártico até aos contrafortes dos Himalaias e passando pelo Oriente Próximo, onde moram os seus amigos judeus. Mas é a guerra possível e que está ao nível dos seus poderes. Contrariar ou fintar o Parlamento e o PR é tudo que está ao seu alcance, pois ao nível da Comissão Europeia ou da NATO ninguém lhe dá ouvidos.

O Trump fala grosso pelo poder que lhe dá o dinheiro, o seu e o do estado norte americano, e se lhe cai mal o pequeno almoço decide bombardear o Irão, ir buscar o Maduro à Venezuela ou combinar com Putin uma malandrice qualquer para entalar a Ucrânia ou até a Europa toda no seu conjunto. A economia americana é baseada, em grande parte, na indústria de armamento e nas exportações da sua produção, coisa que os europeus estão a tentar contrariar, embora me pareça que isso foi mais um tiro no pé que o presidente americano deu.

O nosso Luís Montenegro, auxiliado pelo seu amigo Joaquim, ministro das finanças, gere o Orçamento de Estado da Nação Lusa que tem um valor que não chegaria para custear uma viagem a Marte, daquelas que Trump e o seu amigo dos carros elétricos, da Inteligência Artificial e da Comunicação Social sonham levar a cabo em breve. A competitividade e a produtividade que ele queria aumentar com a revisão laboral não está nada fácil de conseguir e tem os socialistas à perna por causa disso.

O custo da dívida americana que meio mundo considera impagável, já atingiu os 100% do PIB (segundo soube ontem pelo Paulo Portas), mas o presidente está pronto para avançar contra o Irão e pôr os pés em Cuba para os curar da doença grave que é o Socialismo. Daqui a uns dias estará em Pequim para combinar com o presidente Xi um pacto de não agressão, ou soltar-lhe-á os cães das suas tarifas que servem para tudo e mais alguma coisa, embora falte ainda provar se isso é ou não um meio legal ao seu dispor.

Infelizmente o nosso governante tem poucas armas ao seu alcance para impor a sua vontade, mas sempre vai conseguindo, com a ajuda de Bruxelas e de quem lá manda, ir aumentando o preço dos combustíveis, assim com outros impostos meio camuflados, para ir alimentando o tal "saco azul" que dá para alguma coisa, mas não chega para tudo e para todos (segundo as suas próprias palavras).

Como chefe de família responsável, cabe-me a mim ir ensinando os meus em quem votar e quem evitar nos próximos actos eleitorais que acontecerão antes de 2030. Depois disso já por cá não devo andar, mas se os tiver ensinado bem pode ser que não falhem nas suas escolhas e ajudem o país a ir pelo caminho certo! 

É hoje, minha gente!

  Tinha decidido não escrever uma linha sobre o Campeonato do Mundo de Futebol até acontecer o primeiro jogo. Se conseguíssemos um vitória s...