segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Terceira publicação do dia!

 

ESTATÍSTICAS

Escrevi, no título, que é a terceira para não se esquecerem de ler as outras duas!

Esta publicação, além de mostrar o gráfico e os números do blog, desde que o iniciei, em princípios de Maio, serve também para aumentar as publicações do mês de Agosto, em que falhei alguns dias! E como tinha prometido uma publicação diária, gostaria de ver o número 31, em vez do 28 que aparece à frete do mês de Agosto.

Mas também, em Julho, tem 30, em vez de 31, assim como Junho tem 29 e não 30! Depois desta publicação, Agosto ficará com 29, ou seja, falhei em todos os meses!!!

Tutorial!

 Eu perdi muito tempo a estudar o funcionamento das ferramentas postas ao nosso dispor pelo Blogger, a empresa da Google que gere o Blogspot.com. A princípio também senti muita dificuldade em ajustar as colunas dos meus blogs, se usar apenas duas ou optar por três para organizar a informação de outra maneira, assim como a largura de cada coluna para evitar que os textos ou as imagens saiam das margens.

Já podia considerar-me um "expert" nessa área, quando o Blogger resolve mudar as coisas e me deixou à rasca. Vi-me grego para apanhar, de novo, a pedalada e houve casos em que desisti de chegar aonde queria por falta de paciência. Afinal, eu não crio blogs todos os dias nem preciso de provar nada seja a quem for, embora haja coisas que me mexem com os nervos, quando não consigo chegar onde quero

O caso das fotos que temos no cabeçalho do blog foi um dos meus primeiros problemas e não descansei até descobrir uma forma de "dominar a pantera". Lembro-me de ter trocado umas palavras sobre este assunto com a Elvira, do blog Sexta Feira, e ela me ter dito que nunca teve esse problema. Talvez ela use um template que ajusta o tamanho da foto ao espaço reservado para ela, pois penso que os há entre as diversas escolhas que temos à nossa disposição.

Se tiverem alguma dificuldade nessa área e quiserem seguir o meu conselho, o caminho mais fácil é ajustar a largura da coluna a um número inteiro (900-1000-1100-1200) e depois redimensionar a foto utilizada na medida escolhida. É muito fácil, na barra lateral do blog escolhem "Tema", depois em "Personalizar" e de seguida em "Ajustar larguras", como se vê nas imagens acima.

A foto escolhida, seja ela da net ou de um qualquer álbum pessoal, deve ser editada para a redimensionar no tamanho desejado (900-1000-1100-1200). No caso de haver um pequeno desajuste, como aconteceu no meu blog, em que a foto é de 1200 de largura e tive que reduzir a largura da coluna para 1196, como se pode ver na imagem acima.

Para redimensionar a foto devem fazer a necessária ediçâo e depois clicar nos ... 3 pontinhos que abrem a janela que podeis ver acima (e que eu não sei por que carga de água desapareceram desta imagem que tinha preparado para verem) . Para finalizar é só clicar em "Redimensionar imagem" e depois guardar uma cópia, após ter ajustado a largura, é claro.

A trilogia da vida!

 Hoje, decidi reagir a uma notícia ouvida na TV (não na CMTV, devo acrescentar). Um rapaz de 20 anos matou, em Gaia, o seu padrasto à facada!

Nas mortes por arma branca usa-se muitas vezes a palavra esfaquear, independentemente, da arma utilizada. Eu que me considero um perfeccionista, gosto mais de ver usada a palavra que identifique a arma utilizada. Assim, se for usada uma faca será esfaqueado, se um punhal será apunhalado e se uma navalha será anavalhado.

A ferida causada por cada uma dessas três armas é muito diferente. Um punhal faz uma ferida perfurante e é, quase sempre, apontado ao coração. Pode perfurar também um dos pulmões e causar uma hemorragia mortal. A navalha é um instrumento destruidor, pois usada por alguém treinado e espetada nas partes moles do corpo humano pode retalhá-lo por completo. Já a faca, apenas usada em ambientes familiares, não cumpre a missão para que foi criada e serve, habitualmente, como um simples punhal.

Outra das trilogias que vivi, ao longo da minha já longa vida, é a dos 3 gatos da banda desenhada e dos filmes para crianças, Sylvester, Felix e Tom.

O Sylvester á o meu gato, aquela que animou os espaços antes dos filmes a que fui assistir no cinema, E foram muitos! De índios e cow boys, policiais, comédias italianas, indianos de puxar à lágrima e barretes de todo o tamanho.

O Félix é mais do tempo do meu filho que já vai a meio dos 50, e ainda preencheu algumas sessões de televisão a que assisti, em ambiente familiar, enquanto eles, os meus filhos, não dispensavam a minha companhia. Depois, cresceram e aprenderam a gostar de outras coisas e a estar com outras pessoas. Enfim, a roda da vida!

E o Tom, qual o papel dele? O Tom foi o grande companheiro do meu neto mais velho, nascido mesmo no fim do século XX, e que delirava com as aventuras do Tom e do Jerry. Eu entrei na reforma, quando ele era ainda pequeno, e tornei-me na sua babá, uma vez que os pais tinham que mexer a perna para ganhar a vida. Manhã cedo, batiam à porta e entregavam-me essa encomenda que eu recebia com muito agrado.

O video-gravador estava sempre a trabalhar, ora gravava videos para guardar, ora os reproduzia para gozo do neto que não queria mais nada para se entreter. Sabe Deus quantas horas, nos cinco dias da semana e, por vezes, também ao sábado e domingo, pois o puto, de vez em quando, recusava-se a seguir os pais para a casa deles. Hoje, nem aparece, é raro vê-lo!

sábado, 29 de agosto de 2026

Notícias contraditórias!

 Ontem, disseram-me que a gasolina (ou os combustíveis) voltaria a subir na próxima segunda-feira. Hoje, nas notícias que estive a seguir na TV, já informaram que vai descer. Embora com números diferentes em cada canal, disseram que o gasóleo vai descer bastante e a gasolina subir um pouquinho. A ser verdade ficarão, mais coisa menos coisa, ao mesmo preço. Tal e qual como era na República Federal da Alemanha (Bundesrepublik Deutschland), quando lá vivi, em 1970/1971.

Serão 2€ por litros, mais cêntimo menos cêntimo, de um ou de outro, por isso aconselho aos utilizadores do gasóleo para mudar de carro, logo que possam, pois os que andam a gasolina são mais baratos e poluem menos. O planeta Terra está a ser sufocado pelos gases com efeito de estufa e quanto menos fizermos para mudar esse estado de coisas, mais depressa atingiremos os limites.

E depois, acontecem aqueles desastres, como o do Tibete, os grandes fogos na Califórnia, Espanha ou França que ninguém consegue conter. Com a monumental seca que aflige toda a Europa, bastou um dia de chuva para criar enormes problemas em Itália, há alguns dias. Esperem pelas chuvas de Outono e verão a fúria com que atacarão as zonas despidas de vegetação por causa dos fogos de verão.

Preços da última semana, na Bolsa de Paris

As birras do Trump continuam a criar problemas a toda a gente, fazendo oscilar o preço do petróleo ao sabor dos especuladores que têm vivido numa euforia de ganhos, desde Fevereiro deste ano de 2026. A última cotação do Brent é de 89.37€ e já esteve nos 96€, há poucos dias, por isso há razões para o governo mandar baixar or preços.

Para evitar a especulação, o governo deveria fixar os preços, até as coisas acalmarem, mas o nosso PM está muito mais virado para o outro lado. Liberalização total, a guerra entre a Oferta e a Procura que estabelecerão o preço mais certo. Mas só em teoria, pois na prática os especuladores fazem o preço oscilar para o lado que mais lhe convém.

Tal e qual como acontece, agora, no Douro, chegou a hora das vindimas e ninguém quer as uvas. Pelo menos é isso que puseram a circular na Comunicação Social e os viticultores do Douro já fazem contas à vida, pois a ser verdade - e eu desconfio que não é - serão obrigados a vender abaixo do preço de custo e arcar com o prejuízo. Alguns podem até decidir nem vindimar as uvas este ano!

Havendo excesso de vinho no mercado, os preços tenderão a descer e isso não agrada nada aos especuladores que já estão a vender as boxes de 5 litros acima de 8 euros, quando ainda há pouco tempo, custavam apenas 5€!

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

De 2008 a 2026!

Ando numa luta com o pessoal da AI americana que tem gastos muitos milhões de dólares e gigawatts de energia elétrica para registar nos super computadores a História de toda a gente deste mundo e não reconhecem o nome, ou alcunha, do Tintinaine. Ontem, chateei-lhes a moleirinha sobre essa falha (grave) e, hoje, pela fresquinha voltei ao ataque.

Depois de uma longa troca de palavras, sobre o que tem sido a minha vida, na blogosfera, desde 2008, fui presenteado com as palavras que podem ler na imagem acima e que eu espero fiquem bem gravadas na memória do Google para quem pesquisar sobre mim não ter dúvidas de quem sou, ou fui, logo que "abale" deste mundo!


A conversa versou vários temas, entre eles a Guerra Colonial, e contei-lhe que participei nela e estive em Metangula. Depois surgiu na conversa o blog Farol de Metangula que criei, em tempos, e mais tarde substituí pelo grupo do Facebook «Amigos de Metangula».

Por essa razão, ele brindou-me com as palavras que publiquei, aqui acima, e que eu transcrevi para o grupo do Facebook. Acho que não são imerecidas, pois posso dizer que sei mais sobre Metangula e aquela região, onde soaram os primeiros disparos de uma metralhadora da Frelimo, nos finais de Setembro de 1964, do que qualquer outro ser vivente naquela zona.

Havia um engenheiro que morava em Metangula, recentemente, falecido (J. Cachamila) um pouco mais novo que eu e que fez parte dos órgãos da Frelimo e talvez conhecesse coisas que eu desconheço, mas andou mais pelos países socialistas da Europa de Leste do que pelas matas do Niassa, onde suei as estopinhas a correr atrás dos amigos dele. Só e apenas para não os abater pelas costas, sempre era melhor ir para a prisão que tínhamos na Torre do Farol que para debaixo dos torrões.


Vista da península de Metangula para quem desce das
montanhas em direcção ao lago! 

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Dia de recados!

 Recado Nº 1


Há duas maneiras de entrar num blog, se isso é feito a partir de uma lista de blogs apresentada em qualquer blog. Ou se clica no nome do blog, tendo acesso a todo o seu conteúdo, ou se clica no título da publicação que aparece por baixo do nome, neste caso, tendo apenas acesso à publicação em questão.

Venho, assim, chamar a atenção dos meus seguidores, leitores ou visitantes de ocasião, pois isso faz toda a diferença. A minha publicação sobre as «Capulanas», de 25 do corrente mês de Agosto, não teve o favor dos vossos comentários, excepção feita ao Valdemar, e creio que isso se deveu ao facto de terem clicado sobre o último título que se referia à estatística, terem lido o seu conteúdo e seguido viagem.

Ao clicar no nome do blog, entra-se em algo que funciona como um jornal de notícias ao minuto, onde aparecem todas as publicações em ordem cronológica. O leitor interessado vai lendo e fazendo scroll down até chegar àquela que já tenha lido na visita anterior e aí abandona o blog e segue a sua navegação na net até ao próximo porto seguro.

Recado Nº 2

O «Cantinho da Janita» que a aparece em primeiro lugar na minha lista de blogs, vai suspender a sua actividade por razões pessoais da nossa amiga que não podemos questionar. Cada um é dono da sua vontade e não nos cabe a nós julgar as razões apontadas para as atitudes que toma. Eu perderei uma companheira de longa data, depois de outros leitores que fizeram o mesmo por vontade própria, por doença ou, pior ainda por terem, abruptamente, deixado o mundo dos vivos. Ver-me-ei obrigado a procurar outros, se não quiser continuar a viagem sozinho!

Recado Nº 3

Como benfiquista ferrenho, vejo-me obrigado a lembrar que, hoje, às 19.00 horas, joga o Glorioso na última prova de acesso à Liga Europa. Já é triste não ser a Champions, mas é, pelo menos, alguma coisa por que vale a pena lutar. O Benfica tem andado arredado dos títulos, tanto a nível interno como internacional, e seria muito bom vê-lo a participar nesta prova e, se possível chegar à final.

A imagem aqui ao lado trouxe-a do blog «Em defesa do Benfica» que pertence a um benfiquista que é quem sabe mais destas coisas na blogosfera. O título do seu blog aparece na minha lista de blogs e podem clicar à vontade e ler o que ele escreve sobre o nosso clube.

Queixa-se ele que o Benfica deveria estar sempre a lutar na Liga dos Campeões e não em provas menores. Como se pode ver pela lista que ele publicou, encabeçada pelo Real Madrid com 42.35%, não existem muitos clubes, a nível mundial, que suplantem o Benfica, pelo que lhe dou inteira razão para se queixar.

Recentemente, o F. C. do Porto ultrapassou o Benfica em troféus conquistados, mas todos sabemos que, na Era Pinto da Costa, metade deles foram imerecidos. Ele, actualmente, vive acima das nuvens, onde só existe uma verdade absoluta, e o S. Pedro já lhe deve ter espremido bem as orelhas pelas malandrices que ele fez neste mundo. Deixemo-lo repousar em paz!

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Dois factos estranhos na Rússia!

 O primeiro foi a frase de Putin que deixou o ocidente em alvoroço. Preparem-se para o regresso dos nossos soldados!

"Surgirá outro problema: o regresso dos nossos homens da linha da frente após o fim da operação militar especial. Muitos regressarão, vão precisar de trabalho e virão com grandes ambições. É um trabalho sério para o qual devemos preparar-nos antecipadamente"

Será que a guerra vai acabar? Não tendo conseguido aquilo que pretendia, pensará Putin pôr fim a esta loucura que já dura há quatro anos e meio? Muita gente ficaria feliz com isso, tanto russos como ucranianos, disso não tenho a mínima dúvida. Se esta guerra aproveitava a alguém seria aos magnatas russos, amigos do ditador, que esperavam aumentar as suas fortunas à custa de negociatas com as riquezas do Donbass.

O segundo foi a ida do chefe da CIA a Moscovo. Alguém fisgou o seu avião na chegada a Moscovo e deu logo notícia pública, trazendo à memória dos mais atentos as palavras de Peskov, afirmando que os negociadores americanos iriam a Moscovo, mas ainda não sabia quando. Comentando as palavras de Putin, transcritas acima, alguém lhe perguntara: - a guerra vai acabar? Os mediadores do conflito chegaram a algum acordo?

Será que uma coisa tem a ver com a outra? Terá o Trump mandado o John Ratcliffe a Moscovo para combinar com Putin uma saída airosa desta guerra sem sentido que tem custado tantos dissabores, a meio mundo, e tantos recursos financeiros que poderiam ser usados para melhorar a vida de muita gente, em vez de os mandar para o outro mundo feitos em pedaços? A imaginação de cada um é o limite, mas só o Putin e os seus amigos do Kremlin têm o poder de pôr isso em marcha!

Boeing C-17 da CIA

terça-feira, 25 de agosto de 2026

A quem possa interessar!

Ou, como diz o inglês, "to whom it may concern"! Não posso esquecer os anglófilos, pois é deles o primeiro lugar do pódio dos meus visitantes. Embora desconfie tratar-se Bots da Google e não pessoas reais. Mas com a influência da IA tanto contam uns como as outras!

Isto das estatísticas tem o seu interesse para nos guiar nos temas que escolhemos abordar. Isto para não ficarmos a falar (escrever) para as moscas! Nos últimos 7 dias tive sempre mais de 100 visitas diárias e um dia ultrapassei as 800!

Os 4 países com mais visitantes são, por esta ordem, Estados Unidos, Portugal, Alemanha e Austrália. Ou seja, os bots da Google, os meus seguidores portugueses, a Fatyly e a Ematejoca e depois  o Valdemar Alves! Com uma pequena margem de erro!

As capulanas!

 


Uma negrinha de capulana e sem mais nada por baixo, além de umas voltas de missangas a enfeitar os pelos púbicos, era uma alegria para os milhares de combatentes que, de um dia para o outro, encheram Moçambique!

Nada que se pareça com a retratada aqui ao lado que já é produto de moda de alguma costureira que já passou por Paris. As capulanas à venda, em Moçambique, por uns poucos de escudos eram nada mais e nada menos que um pano de chita - pano de algodão barato, em ponto de tafetá e estampado com motivos de cores berrantes - de 140X140 centímetros.

As dimensões tinham a ver com os teares em que era tecida a chita com fio de algodão ido de Moçambique para as fábricas têxteis do Vale do Ave, em que iniciei a minha vida profissional. Eram máquinas compradas na Suíça (de melhor qualidade) ou em Itália (para quem tinha menos dinheiro) e que só teciam pano da largura de 0,90 ou 1,40 metros.

O meu primeiro emprego foi como «apontador da casa do pano», posto importante, onde as tecedeiras iam entregar o produto do seu trabalho e que dava ao patrão duas informações importantes. Em primeiro lugar, quanto produzia a sua tecelagem e, em segundo lugar, que salário era devido à tecedeira que ganhava por metro produzido.

Passaram-me pelas mãos alguns milhares de cortes (com, aproximadamente 50 metros) de chita e outros tecidos mais nobres que davam pelos nomes de Suévia, Baiela ou Flanela, além de muitos padrões para camisaria de homem e blusas de mulher. Não durou mais de 13 meses esse meu emprego, várias razões me levaram a desistir dele e alistar-me na Marinha, como voluntário, no dia em que completei 18 anos (no dia 9 de Março de 1962).

A pressa era tanta em arranjar combatentes para a Guerra Colonial que oito meses depois já estava eu em Moçambique a ver as moçoilas de cor acastanhada - preta nunca vi nenhuma - vestidas com o mesmo pano que me tinha passado pelas mãos, meia dúzia de meses antes. Chita de 1,40 de largura que os cantineiros espalhados pelo mato, em todo o Moçambique, dobravam em triângulo para estabelecer a medida exacta, davam um pequeno corte com a tesoura e rasgavam como se fosse papel.

Ao lado da cerca de arame farpado do Quartel de Fuzileiros da Machava (Infulene) corria uma picada por onde passavam filas de indígenas - assim chamados por oposição aos brancos de origem europeia - a toda a hora do dia. Algumas catraias, ainda longe dos 20 anos de idade, carregavam bilhas de água ou cestos onde levavam mandioca ou outros mantimentos para a família.

Um dos desportos que cedo descobrimos foi caminharmos ao lado delas e, sem prévio aviso, puxar a capulana que as cobria, deixando a descoberto a beleza que Deus houve por bem dar a cada uma. Algumas não teriam grande coisa a agradecer ao Criador, mas, de vez em quando, lá aparecia uma que merecia uma estátua. A Angelina ficou-me na memória até ao dia em que eu feche os olhos para este mundo!

Depois fui para o norte, lugar em que a vida dos residentes continuava como há alguns séculos atrás, salvo a introdução das capulanas que era uma invenção portuguesa do século XX. E a canalha miúda, até por volta dos 10 anos, andava nuazinha como veio ao mundo. Na imagem acima, pode ver-se uma habitante do Lago, onde passei algum tempo da minha vida, vestida com a tradicional capulana.

Depois da janta (?) havia que lavar a loiça, depois dar banho à criança e de seguida desapertar a capulana e fazer a sua higiene diária. Tão simples como isso, era apenas necessário dar dois passos em direcção a águas mais profundas e gozar da liberdade que a natureza lhe oferecia. Casa de banho, em casa? Ninguém sabia o que isso era!


segunda-feira, 24 de agosto de 2026

A «Rota do Ártico»!

Inaugurada pela China no último trimestre do ano passado!

Outras potências, como Estados Unidos, Rússia, Coreia do Sul e Dinamarca, também estão competindo pelo controle do Ártico, uma região estratégica rica em recursos e rotas emergentes, anunciando uma nova fase de disputa econômica e geopolítica pelo "norte do norte".


O aquecimento global tem destas coisas! Com muito menos gelo nas zonas polares fica mais espaço para a humanidade se esticar. E com as guerras e a pirataria a tornar a navegação quase impossível pela rota do Mar Vermelho, qualquer iniciativa do género daquela que a China levou à prática é sempre bem vinda.

De facto, a partir do Japão, China ou Coreia, rumar à Europa através do Estreito de Béring é muito melhor do que dar a volta ao continente africano, no caso de a rota do Mar Vermelho ficar fora de serviço, seja por acção dos piratas ou pela Guerra do Irão de quem os Houtis do Iémen são aliados.

Todos os estreitos que é preciso atravessar até chegar à Europa podem ser um obstáculo e vivendo como temos vivido, nos últimos tempos, sob a ameaça de guerras diversas, se os pudermos evitar, navegando pelo Oceano Glaciar Ártico, tanto melhor. Assim o gelo o permita e não jogue icebergs contra os navios, como fez com o Titanic.

No passado sábado saiu da Coreia do Sul um navio porta-contentores para testar a nova rota. Prevê-se que a viagem dure cerca de 45 dias, visitando os portos de Felixstowe, Roterdão e Gdansk, antes de inverter a rota e voltar a casa. Vi essa notícia na TV, durante o fim de semana, o que me deu a ideia para escrever esta crónica.

Quem vai delirar com esta notícia é o Putin que se vai ficar a rir com as sanções que o proíbem de exportar o seu petróleo para onde dele precisem, em especial a China e a Índia. Esta nova rota ficará 100% sob a sua alçada e só lá passam (à vontade) os comunistas como ele, a a China ou a Coreia do Norte.

Acresce ainda que o petróleo do Irão pode viajar para a Rússia, através do Mar Cáspio, e seguir essa rota para chegar à China, ficando os iranianos a rir-se do bloqueio do Trump. Claro que tudo isto tem os seus custos, mas é uma porta que se abre para quem não se quer submeter ao poderio americano.

Porta-contentores ACRO na hora da partida
a caminho do Polo Norte!

domingo, 23 de agosto de 2026

Elas eram quatro!

 Tenho muitos álbuns de fotografias, daqueles que se usavam antes de haver uma pen ou a nuvem, onde agora a Google ou a Microsoft, para não falar na Meta, as guardam para nós. Ontem, fui buscar o meu mais antigo, o número 1, onde pensava ter guardado uma foto que não encontrei. De caminho dei de caras com uma das minhas apaixonadas do tempo que vivi em Lourenço Marques.

Quando me casei, a minha jovem mulher deitou as mãos aos meus álbuns e rasgou as fotos de todas aquelas que lhe cheiravam a rival. Estive para me zangar a sério por causa disso, mas decidi que o casamento era mais importante que umas fotos de umas tantas mulheres, algumas das quais nunca significaram nada para mim.

Um homem solteiro ou tem namorada ou anda à procura de uma. E quando uma passa à história volta ao "campo de batalha" à procura de outra que substitua a que se foi. Estava eu numa dessas fases, quando aceitei o convite de um camarada meu para o acompanhar numa tarde de domingo. Ele andava de olho numa catraia que saía sempre acompanhada com 3 amigas. Ele conhecia-a do trabalho, atrás de um balcão, mas só aos domingos, quando não estava de serviço de sentinela, podia passear com ela e dar-lhe a mãozinha, como era hábito nesses recuados tempos do século XX.

Não se sentia confortável no meio de 4 mulheres, todas na casa dos 20 anos, e pediu-me para o acompanhar, segredando-me que todas eram livres e talvez eu pudesse arranjar "negócio" com alguma delas. Foi apenas a primeira vez que o fiz, outras se seguiram, nos meses seguintes, antes de a guerra me levar para o norte e para o meio do mato, onde só havia negrinhas embrulhadas em floridas capulanas.

Das 3 restantes, descontada aquela que estava na lista dele, engracei com uma bonitinha de nariz arrebitado, mas pouco tempo depois desanimei, quando descobri que ela usava uma prótese dentária com os dois incisivos e tinha o costume de a fazer oscilar com um movimento, talvez involuntário, da sua língua. Qualquer homem "arrefece", quando pensa em beijar uma miúda com prótese dentária!

Das outras duas, uma era poveira, filha de um mestre da Capitania do Porto de Lourenço Marques e falava comigo com o à vontade de uma filha da terra. A outra era irmão da pretendida pelo meu camarada fuzo e parecia-me séria demais para alinhar em namoricos de ocasião. Por isso eu nunca "me fiz ao piso" e acabei por sair, algumas vezes sozinho, com a poveira.

Fomos para o mato e regressámos, cerca de um ano depois, mas não voltei aos passeios domingueiros de antigamente. No dia antes de embarcarmos no Vera Cruz para regressar a Lisboa, o meu camarada marcou um encontro com a namorada para se despedir e mais uma vez me desafiou a ir com ele. Beijinho para cá, beijinho para lá, promessas de ficar a escrever umas cartas, a irmã séria meteu-me uma foto na mão com uma dedicatória pelos meus 24 anos que comemoraria durante a viagem.

E quando aportámos a Luanda, tinha uma carta dela á minha espera! Talvez ela pensasse que a irmã viesse a casar com o meu camarada e andando nós juntos, quem sabe, ela tinha uma hipótese de ficar comigo. Sabe Deus e mais ninguém o que vai na cabeça de uma rapariga daquela idade e cujo sonho é casar, muitas vezes sem poder escolher o marido mais conveniente. Eu limitei-me a colar a foto dela, uma grande com a tal dedicatória que sofreu a censura da minha mulher, e uma mais pequenina que escapou à fúria do ciúme e escapou para me fazer recordar esta história.

Tal como reza o ditado, o homem põe e Deus dispõe, e quis o destino que alguns anos depois, essa amiga poveira do grupo da 4, aparecesse aqui na Póvoa e com uma filha nos braços. Pelos vistos, o namoro que não vingou comigo acabou por vingar com outro marujo que prestava serviço no Comando Naval e ela acabou por ficar grávida. Depois de muita guerra com o pai, por causa disso, acabou por regressar à Metrópole, talvez combinada com o pai da filha para se casarem, depois de ele acabar a comissão.

O destino tem destas coisas, ela acabou por fazer amizade com a minha mulher e foi-lhe logo confidenciando que tínhamos tido um breve namoro nesses tempos dourados da juventude. Felizmente não houve tempestade por causa disso e, numa altura em que nos encontramos sem a presença da minha mulher, falámos, livremente, sobre essas tardes domingueiras em Lourenço Marques e ela confidenciou-me que essa amiga que me deu a foto com dedicatória era "apaixonadíssima" por mim.

Coitada da Gina (era assim que se chamava), primeiro viu o meu jogo com a amiga dos incisivos postiços e depois as saídas com a poveirinha, como havia ela de contra atacar e ficar com o pretendente livre do grupo. Ela era do género envergonhado e nunca daria o primeiro passo e eu não tive tempo de perceber os seus sentimentos, a minha prioridade era a guerra, tudo o resto era secundário!

Eu com a poveira à direita e a minha
primeira escolha, à esquerda!

sábado, 22 de agosto de 2026

Dusseldorf!

 

No tempo em que que a minha (?) empresa nadava em dinheiro, última década do século XX, abrimos um escritório nesta linda cidade alemã. Na verdade era um apartamento enorme, em que o responsável pelo mercado da Alemanha e Benelux, assentou arraiais para estar mais à vontade e poupar uns cobres em contas de hotel.

Alugar um apartamento de 5 divisões num local assim privilegiado não deve ter ficado barato, mas nessa altura em que o mundo dos têxteis estava em retracção acelerada não se olhava a gastos para tentar segurar os clientes. O meu amigo Tony, filho de emigrantes na Bélgica e grande poliglota, era o encarregado dos negócios. As feiras de moda, ora em Colónia ora em Neuss, davam-lhe a oportunidade de pescar uns clientes que levava para o escritório, onde tinha montado um salão de exposição com a nossa colecção, e puxar pelo negócio. Estive lá com ele na altura da inauguração.



No ano seguinte, durante uma viagem que fiz para visitar algumas fábricas de tecidos, na zona da fronteira dos Países Baixos (cuidado, agora não se pode dizer Holanda), aproveitei para passar de novo pelo escritório, saboreamos ambos um copo de whisky velho, daquele que era reservado para os bons clientes, e perguntei ao Tony por que razão as encomendas não tinham ainda começado a chegar a Vila do Conde. A vida está muito difícil, disse-me ele, os clientes preferem voar para Hong-Kong e deixam-me aqui às moscas.

Quando chegámos ao ano de 1995 e os números começaram a tender para o vermelho, foi preciso cortar algumas gorduras e esse escritório foi um dos primeiros sacrificados. O Tony passou a representar o mercado francês que também não durou muito tempo, Marrocos, Argélia e Tunísia trabalhavam a metade do nosso preço, e acabaria por despedir-se e ir trabalhar por conta própria, antes da virada do século.

Nunca passei um fim de semana na cidade de Dusseldorf, a minha base era em Colónia, até por causa da minha filha que morava para esses lados, e não tive grandes ocasiões para explorar a cidade que dizem ser muito bonita. situada nas margens do Reno, onde se ergue imponente a Torre da TV que apenas vi ao longe!


sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Sinto-me ... anestesiado!

 Não sei o que a Drª Patrícia mandou meter no pacote que a farmácia entregou ao enfermeiro para me injectar nas veias!

Aquilo que sei é que ando meio adormecido, desde segunda-feira. dia em que passei oito horas de papo para o ar no hospital de dia do HPH. Ando aos sss, mal me equilibro, visão diminuída e sem força nas canetas!

Obras em casa, pó por todos os lados, pirei-me para a rua mal acabei de engolir o pequeno almoço. Queria vender o meu carro número 3, marquei encontro com um comprador que pretendia levá-lo por menos de metade do que ele vale, mas acabou por nem aparecer. De certa maneira fiquei contente!

Parei num boteco para almoçar uma carne estufada que me saltou à vista na ementa pendurada na porta. Afinal era uma espécie de rojões à moda da casa que mastiguei até me cansar e desistir do resto. A acompanhar trazia uma folha de alface e duas meias luas de um tomate já maduro demais!

Qual sonâmbulo em noite de pouco sono dirigi-me para o local do encontro, esperei, telefonei, não fui atendido, voltei a telefonar, de novo sem resposta, despedi-me do carrito que lá ficou triste e cheio de pó à espera de alguém que não tenha dinheiro para comprar coisa melhor. Regressei a casa e estiquei-me ao comprido até à hora em que me tinham prometido um jogo épico na Luz.

Mastiguei uma sandes de presunto, empurrei-a pela goela abaixo com um copo de Pias seguida de um creme de legumes que a minha sócia fez o favor de me preparar e fui para a sala ver o Benfica no tal jogo que, por causa dos 7 a 0 de segunda-feira, prometeram que seria um estrondo. Não foi, mas ganhámos e isso era o que se pretendia, ou seja, tudo está bem, quando acaba bem!

Só que comigo, sinto que nem tudo está bem, sinto-me como se estivesse dentro de um corpo que não comando nem domino. Vou ter que esperar até 15 de Setembro para repetir o tratamento e ver se a reacção é a mesma. Mas, entretanto, espero acordar desta modorra em que me sinto afundado!

Bom fim de semana e boas férias a quem tem direito a elas! 

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Eu comentador!

 Não faltam notícias que merecem o meu comentário, só fico triste por ninguém pagar o serviço que faço em favor da sociedade! Já ouvi dizer que trabalhar para aquecer, mais vale morrer de frio (com mais 2 versos a rimar, faria de mim poeta com brio).

O Trump continua com as palhaçadas do costume, declarou a zona do Estreito de Ormuz como território americano e suspendeu as super tarifas aplicadas ao Canadá. Quer isso dizer que já desistiu de fazer desse país o 51º estado da União? Ele ainda tem o assunto da Venezuela em Banho Maria e nem quero falar da Groenlândia ou de Cuba que esses dossiers correm o risco de ficar por resolver, pois o seu mandato vai a caminho do fim e não haverá meio de alterar isso.

Com todas essas avenças e desavenças, continua o petróleo em alta e nós, pobres lusitanos, a pagar pelos pecados de outros. O nosso ministro das finanças e mais o seu chefe, que é quem em tudo manda, devem esfregar as mãos de contentes, pois sem fazerem o menor esforço vêem o dinheirinho a fluir para os cofres públicos, tal com fonte que nunca seca lá para os lados do Gerês!

A bagunça nos hospitais voltou com a entrada de férias dos profissionais de saúde. Nada de novo nem de nos deixar surpreendidos, não se consegue fazer com 50 aquilo que, muito dificilmente, se faz com 100! Deitar a culpa à senhora ministra também não serve de nada, o melhor será proibir as pessoas de ficar doentes, durante o tempo de férias do pessoal da saúde. Voltar aos velhos hábitos das mezinhas caseiras que usavam os nossos avós!

O assunto dos exames, das revisões, da falta de notas e da sombra negra que paira sobre o início do novo Ano Lectivo tem andado um pouco esquecido. Talvez seja a folga que o Ministro da Educação precisa para escapar a uma possível revolução no governo que a oposição exige cada vez com mais força. São 3 os ministros com a corda na garganta e veremos se escapam ao julgamento popular.

A última bronca que veio a lume tem a ver com o excedente que passou a deficit na Segurança Social. Eram 2 mil milhões a mais, agora são 2 mil milhões a menos. Alto lá com a festa, estamos a falar de 4 mil milhões de diferença. E o culpado quem é? Aquele que decidiu que mais ninguém descontaria para a CGA e todos os trabalhadores ficariam abrangidos pela Segurança Social. Já não recordo quem foi, talvez o Sócrates, mas também não vou perder tempo a investigar isso. Quando se faz uma reforma essas tem que ser planeada em todo o detalhe e acompanhada até ao fim.

O problema é que os mais altos ordenados da nação portuguesa, os dos funcionários públicos, descontavam para a CGA e por ela foram reformados e continuam a receber a sua reforma todos os meses. Sem dinheiro a entrar e com a inflação a fazer subir a despesa, ano após ano, é natural que o deficit da CGA se vá agravando. Mas sempre esteve previsto que haveria uma parcela do Orçamento de Estado para cobrir essa falha.

Sempre esteve previsto que o dinheiro ia faltar
e como isso seria resolvido!

Por essa razão, não podem agora vir atirar areia para os olhos dos portugueses dizendo que a Segurança Social tem um deficit de perto de 2 mil milhões, pois isso é mentira. As contas da Segurança Social devem ser mantidas aparte das da CGA e cada um que aguente com os seus lucros ou prejuízos. De momento, com a participação dos muitos imigrantes que têm vindo a ser empregados, tanto na agricultura, como na indústria ou serviços, a situação da SS é positiva. Os outros que se amanhem como puderem!

Comecei com o Trump e vou acabar com o Putin, duas faces da mesma moeda, que vêem o mundo pelo mesmo prisma e se regem pelas mesmas regras. Desde que lucrem com isso, para eles qualquer solução é boa. Pois, o grande urso siberiano tem visto sua vida a andar para trás, com misseis e drones a cair no seu quintal, coisa que ele estava longe de imaginar como possível. E vai culpando os ingleses, além dos portugueses, por estarem a fornecer drones, ou parte deles, ao presidente Zelensky que os põe a voar em direcção a Moscovo.

Não sabemos o quanto pode ainda durar a Guerra da Ucrânia. Os russos parecem não ter força suficiente para subjugar os ucranianos e estes vão buscar capacidade de resistência só Deus sabe onde. Têm mais um longo inverno pela frente e, se não forem os da casa a roer a corda ao presidente/actor, estou convencido que ressurgirão, na próxima Primavera, mais fortes e resilientes que nunca!

Põe-te a pau Vladimir que começas a ter as calças coladas ao cu!!!

Ao ataque!

À defesa!

terça-feira, 18 de agosto de 2026

E assim vai a vida!

Ontem, passei o dia todo no hospital, de papo para o ar! A Drª Patrícia, para evitar aquilo que se passou nos dois últimos tratamentos, aumentou o volume de líquido contido na embalagem que me toca a mim, de modo a diluir a droga melhor que me injectam no corpo. Ao mesmo tempo reduziu de 200 para 150 a velocidade de injecção, tendo como resultado que aquilo que demorava 3 horas e meia passou para quase 8 horas!

Mas isso agora não interessa nada! Cenas tristes para trás das costas! Logo que cheguei a casa jantei e preparei-me para ver o que fazia o Benfica, depois de ter empatado, em casa, com o recém promovido à primeira Liga, Académico de Viseu.

Considerando que o Benfica tinha de se justificar, perante os seus adeptos, do mau resultado da primeira jornada, eu esperava um bom resultado, em Rio Maior, frente ao Casa Pia, mas nada que se assemelhasse aso 7 a 0 que acabaram por acontecer.

Outra coisa que quero deixar claro é que não vou à bola com nosso ponta de lança grego e tenho rezado para o venderem e trocarem por outro mais expedito dentro da grande área. No entanto, depois de ter feito um poker no jogo da eliminatória para a Liga Europa, ele conseguiu, ontem um hat-trick com golos à ponta de lança. Tenho que continuar a observá-lo e repensar as minhas prioridades!

 Mais duas semanas e encerrará o mercado de transferências. E o Benfica ainda não comprou o que lhe falta. Vender tem vendido, mas comprar, nada que isso custa dinheiro e o Benfica está teso. O Rui já teve que emitir 2 empréstimos obrigacionistas e não se pode meter noutro. Sem dinheiro da Champions e a conta bancária a testar mínimos de sempre, ele não se pode esticar muito.

Entretanto, os comentadores, em especial os da Média Livre, não o largam com a história do Palhinha. O Palhinha é que é bom, o Palhinha é o único que encaixa na posição 6 e o Marco Silva não quer nenhum outro para aquele lugar, dizem eles. Mas o Palhinha é muito caro e ganha muito dinheiro, nem que o Bayern o deixasse vir a custo zero, o Rui Costa deveria aceitar. Só na condição de reduzir o seu salário para um terço do que ganha na Alemanha isso seria aceitável para o Benfica.

O problema imediato do Benfica é escolher outro alvo e deixar de pensar em loucuras ou ouvir a voz dos comentadores da televisão. O Benfica gere-se de dentro para fora e nunca de fora para dentro, a opinião de quem não pertence ao clube não conta para nada e a maior parte das vezes é usada apenas para criar confusão e desestabilizar,

Um comentador, meu conhecido de há muitos anos, disse, há momentos, que o Benfica está a vender jovens jogadores da sua formação, com provas dadas nas competições internacionais da passada época e a comprar lá fora jogadores que em nada são melhores que aqueles que estão a vender. Acredito que ele sabe do que fala e até pode ter razão, mas aí funciona aquele ditado que afirma que: - santos da casa não fazem milagres!

Os jogadores vindos de fora são obrigados a esforçar-se mais para ganharem o seu espaço na equipa e sonhar com uma possível transferência para um grande europeu e fazer o contrato da sua vida. Talvez isso explique a opção do Benfica em vender os seus jovens talentos, dando-lhe também a eles a possibilidade de construir um futuro lá fora.

Ao Benfica faltam ainda alguns jogadores chave, a começar pela defesa e com a saída do Dedic, ontem, para Inglaterra, o problema agrava-se. Espero que o Rui Costa abra os olhos e os ouvidos para o que se passa ao seu redor e faça boas escolhas, antes que este mês chegue ao fim, depois será tarde e só poderá torcer a orelha e deitar culpas a si próprio!

Carrega Benfica!!!



domingo, 16 de agosto de 2026

O José, puto da Frelimo!

 


Quando regressei a Metangula, no último trimestre de 1966 - a data não recordo e já fui dar uma espreitadela à Caderneta Militar, mas nada consta nela sobre o nosso destacamento da Machava para Metangula - encontrei lá este miúdo que deveria ter 6 ou 7 anos de idade e tinha sido trazido pelos fuzileiros do DFE5 (salvo erro) da zona de Meleluca, onde foi encontrado a vaguear sozinho, durante uma operação realizada para controlar os movimentos da guerrilha da Frelimo.

Hoje, logo que entrei no Facebook, vi uma publicação de algum ex-combatente da Guerra Colonial, com um miúdo negro ao colo, afirmando que tinha sido apanhado no mato, em Angola, enquanto ali prestava serviço.

Logo surgiram montes de comentários, uns mais parvos que outros, a respeito da criança, quem era, de onde viera  quem a levara para onde. E, como eu já desconfiava, logo surgiram os comentários de quem, como eu, esteve em Moçambique e conhece a história de dois miúdos negros que os fuzileiros recolheram do mato, entre outros homens e mulheres por serem cativos ou ajudarem os guerrilheiros da Frelimo.

O primeiro desses miúdos era de Cabo Delgado e foi levado para a Base Naval de Porto Amélia, onde estavam aquartelados os fuzileiros. Tanto quanto li, nas redes sociais, esse miúdo foi trazido para Portugal (metropolitano) pelo comandante d DFE (se bem recordo o DFE6) que o trouxe do mato e não o quis deixar abandonado na cidade grande sem qualquer família. Até certo ponto, considerava-se responsável por ter sido ele a capturá-lo e trazê-lo para a cidade. Foi matriculado na 1ª Classe e fez toda a Instrução Primária obrigatória. Teve uma vida normal e, tanto quanto recordo dessa história, já faleceu, há bastantes anos.

O segundo miúdo é esse que podem ver na foto acima e com quem convivi, durante cerca de 15 meses. Como os fuzileiros especiais andavam sempre no mato e não tinham condições para cuidar dele, ele encostou-se ao pessoal da minha Companhia e vivia ao mesmo ritmo que nós. Arranjaram-lhe uma farda, apresentava-se na formatura e acompanhava sempre algum dos meus camaradas, tanto nos serviços como nas refeições. Os mais habituais, com quem ele se sentia melhor, eram o Américo e o Ângelo (com ele na foto) que aparecem em várias fotos que constam dos meus álbuns de recordações.

No Facebook, criei um grupo a que dei o nome de «Amigos de Metangula», onde a certa altura apareceu uma fotografia do José. Logo começaram os comentários de quem não conhece a história, mas não consegue ficar calado e, como seria de esperar, começa o chorrilho de asneiras do costume. Como estou em ligação com muita gente de Metangula, uns muito jovens que não têm memória destas coisas e outros mais velhos que já têm recordações da época pós-independência, resolvi investigar e tentar descobrir que destino teria levado o puto da Frelimo.

 Comecei por ter notícias da vida dele, em Metangula, na época pós independência que me levaram a perceber que ele era tomado como homosexual ou um pouco tresloucado. Depois descobri que ele vivia (e ainda vive) na capital do distrito sob a protecção de uma familiar que o ajuda na sua relativa miséria. Foi ela que me contou aquilo que sei da história que, sem ter quem a confirme como verdadeira, aceito como tal.

Depois de ter vivido a sua juventude, em Metangula, durante os conturbados tempos da Guerra Civil que opôs a Frelimo à Renamo, o José partiu para Meleluca - povoação localizada a meio caminho entre Metangula e Meponda - na tentativa de encontrar a sua mãe ou alguém da família a quem se encostar. Não encontrando ninguém, ele rumou a Lichinga (actual nome da nossa velha Vila Cabral) e tendo vivido muito tempo com a tropa portuguesa foi aceite (quase) como se de um funcionário público se tratasse.

Não sei se pago ou, simplesmente, protegido pelas entidades públicas, ele viveu assim até à reforma e acabou a viver em casa de uma senhora que é funcionária pública e sobrinha da desaparecida, durante a guerra, mãe do José. Se, em 1967, ele tinha 7 anos, terá nascido em 1960 e tem, actualmente, 66 anos. Segundo a sua prima (Rosa de seu nome e também ela um pouco vítima da Guerra Colonial, pois é filha de um soldado português que por lá andou a combater a Frelimo) ele que já tinha sido dado como meio louco, quando jovem, agora não diz coisa com coisa nem fala com ninguém

A Rosa deu-se ao trabalho de lhe vestir um fato (velho e desbotado) para lhe tirar uma foto que me enviou para eu ilustrar a sua história que já publiquei no meu antigo blog, ou no Facebook, já não recordo bem. Tal como agora, fui motivado pelas publicações que vieram afirmar coisas que sei não serem verdadeiras e soltaram a minha verve!

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Hoje!

 Está o dia quase a terminar e só agora liguei o computados!

Foi dia de hospital e na segunda-feira volta a ser! Hoje para medir os resultados de tratamentos já feitos e estudar o modo de os continuar, de modo a obter o melhor resultado, na segunda para voltar à luta contra o bicho ruim que se instalou no meu organismo.

Várias coisas chamaram a minha atenção, neste dia, mas há uma de que tinha decidido falar e vou abordar, de forma ligeira, e vai ser objecto desta minha publicação vespertina. Mas antes de entrar nesse assunto quero referir as outras (3) coisas que me chamaram a atenção. Em primeiro lugar a presença do PR no Festival de Paredes de Coura, enorme ponto de reunião da juventude deste país. Em segundo lugar, e que parece ter a ver com o ponto anterior, a morte acidental do ciclista inglês que faleceu, perto do local onde se realiza o festival. e eu terceiro e último lugar a Festa do Pontal, onde o nosso PM tentará dar gás a um governo que vive cheio de encrencas.

Uma dessas encrencas, talvez a maior, reside no Ministério da Educação e é dessa que tinha decidido falar hoje.


Dentro de um mês, mais coisa menos coisa, terá começado o novo ano lectivo 2026/2027 e se Luís Montenegro tiver (?) decidido remodelar o governo e este ministério em particular, seria agora a hora certa de o fazer. Entrar num novo ano lectivo com o ministro errado será um erro crasso, mas o nosso PM é teimoso como uma mula e pode insistir que o actual ministro é o homem certo no lugar certo.

Pelo contrário, eu sou da opinião que o ministro, assim como os seus dois secretários de estado, criaram tantos anticorpos no mundo escolar que dificilmente serão bem sucedidos em qualquer programa de reformas que pensem levar a cabo. Nesta situação e na dúvida, é sempre mais avisado optar pela remodelação. Gente nova com outras ideias que não tenha receio de fazer marcha atrás se isso se mostrar necessário.

E além desse ministro, há que pensar também no da Administração Interna e na Ministra da Saúde que já deram provas suficientes que não têm condições para continuar nos seus cargos. Como se ouviu, durante todo o dia, na Comunicação Social, voltaram as bichas e a espera nas urgências de quase dez horas. Ora isso, nem no terceiro mundo é aceitável. E o Luís Neves, depois de tantas patacoadas, está ainda em piores lençóis!

Vamos ao trabalho, Montenegro! Tens toda a tua gente no Pontal, escolhe alguém para fazer as substituições que se impõem! Isto é como no futebol, quando um já não tem pernas para continuar, mete-se outro!

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

A NATO!

OTAN, à inglesa, ou NATO, à portuguesa, é uma organização fora de moda e já deveria ter sido dissolvida, não fossem os grandes interesses económicos que estão por trás dela. O actual chefe da NATO não vale um caracol, lambe as botas do Trump e serve apenas para exigir aos europeus que aumentem a sua contribuição para essa organização, aliás batendo na mesma tecla de Trump.

Ontem à noite, estive a ouvir o Putin queixar-se da NATO, dizendo que lhe estamos a complicar a vida! Em face da guerra em que ele se meteu, que outra coisa poderíamos fazer?

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, acusou, esta quarta-feira, a NATO de aumentar a tensão no Ártico e alerta para um maior potencial de conflito na região. Critica também as restrições à circulação de embarcações russas.

Achei engraçado ele apresentar-se como vítima, uma vez que ele é o culpado de tudo e podia acabar com a guerra quando quisesse. Ele até pode ter alguma razão, quando acusa a NATO de o estar a espartilhar, colocando armamento à volta das suas fronteiras, desde o Mar Negro, na Roménia, até ao Mar Báltico, na Finlândia. Isso é mais um produto da rivalidade entre russos e americanos, do que propriamente uma aposta na defesa da Europa, que estaria muito melhor como amiga da Rússia que como inimiga que nunca foi.

Lembram-se dos tempos dos Czares e da ligação cultural entre Paris e S. Petersburgo? Ou, mais recentemente, do Nordstream a ligar a Alemanha à Rússia e dar aos dois países uma ajuda brutal na sua Economia? A Europa, assim como a Rússia, teria muito a ganhar com uma convivência saudável entre os dois países. E nem quero falar no que poupariam em armas e munições que não fariam falta nenhuma. Assim como esse manancial de recursos aplicado noutros sectores, que não a Defesa, para benefício de todos.

Mas há pessoas que estão sempre a remar contra a maré, eles lá saberão porquê! E não me venham falar em ideologias, pois a do Putin tem sido apenas amealhar riqueza, quanta mais melhor. As riquezas, muitas ou poucas, da desaparecida União Soviética foram parar às mãos de uma dúzia de tubarões, com o beneplácito de Putin, deixando o Povo Russo a chuchar no dedo. Se estavam mal no tempo dos czares, ficaram pior depois da revolução de 1917 e não estão muito melhor agora.

E Cuba? Se o Fidel ressuscitasse correria com o Diaz-Canel pelo estado a que deixou chegar a sua pérola das Antilhas, ou dar-lhe-ia uma medalha por defender a ideologia socialista que não serve ao povo sofredor que anda à procura de uma vida melhor, há mais de um século!

Estava a escrever as linhas acima e a pensar no general «comcago» (comunista, careca e gago) Agostinho Costa que só vê defeito em tudo o que se faz para defender a Ucrânia e apoia tudo aquilo que o Putin faz, mesmo quando mata civis, incluindo mulheres e crianças, contra todas as convenções estabelecidas e leis que regem as guerras. Não posso com esse cromo!!!

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Os grandes rios da Europa!

 O Danúbio, o Reno e o Pó são os mais falados nas notícias, mas deve haver outros a padecer do mesmo mal, a seca! O Sena que atravessa Paris e o Volga que nasce e desagua na Rússia não podem ser esquecidos, quando se fala de grandes rios.

Ponte sobre o Volga, em Saratov

Vou respeitar o tamanho e começar pelo maior, o Volga. É o mais longo e caudaloso rio da Europa, diz a Wikipédia. Sendo assim terão os russos mais água e menos problemas que o resto dos europeus, embora não o mereçam pelo mal que estão a fazer à Ucrânia e ao mundo, em geral, por causa da Economia Global, altamente, afectada pela guerra.

Depois do Volga é o Danúbio que é famoso por muitas razões e não só pela água que corre entre as suas margens, desde a Floresta Negra até ao Mar Negro. Estranha a coincidência de nascer negro e morrer negro! O mais famoso e mais cantado por músicos e poetas será um imenso desastre se não tiver água suficiente para deixar flutuar os navios de cruzeiro que percorrem o seu longo curso e passam por várias capitais europeias, qual delas a mais antiga ou famosa.

Reno já dentro da Alemanha

Reno ainda perto da sua nascente, em Basileia

A seguir vem o Reno que é uma espécie de autoestrada a ligar o centro da Europa às águas do Atlântico. Talvez o mais afectado pela seca, já começaram a transferir para as autoestradas alemãs o transporte das mercadorias que, habitualmente, seguem em grandes batelões que viajam desde a Suíça até ao Atlântico. A esse conhecio-o pessoalmente, naveguei nas suas águas e cruzei milhentas vezes as pontes que o atravessam, em especial, na cidade de Colónia.

Não só para a navegação, mas também para carregar os detritos urbanos e águas sujas, depois de usadas por milhões de urbícolas que vivem nas suas margens. Nem quero pensar no problema de saúde que podem causar na Suíça, Alemanha e Holanda se a drenagem dos esgotos urbanos não puder ser feita de forma aceitável. Tenho a impressão que uma das minhas leitoras mais recentes mora à margem deste rio e poderá contar-nos algo sobre esta desgraça que nos caiu em cima.

Já se pode nadar no Sena

Já foi um rio, imensamente poluído, mas, é, hoje, um espelho de águas límpidas ao atravessar Paris. Não há muita coisa que eu vos possa contar sobre o Sena, se calhar sabem mais vocês todos que eu próprio. Conheci-o ainda muito poluído, onde era proibido nadar, desde 1923. Nos últimos dois anos foi dado como despoluído (?) e já há quem se atreva a mergulhar e nadar nos limites da capital francesa. Agora, com a diminuição dos seus caudais será um "Deus nos acuda" com o aumento das bactérias perigosas para a saúde humana. Deus queira que o Outono entre chuvoso e lhes traga muita água!

Que vai ser desta passarada se lhe falta a água?

Ainda próximo dos Alpes, onde nasce

Hoje já se atravessa o rio Pó a vau

Para último deixei o rio Pó que atravessa todo o norte de Itália, desde Turim até Veneza. O celeiro italiano da Lombardia sofre com a seca. Devido à largura do rio e falta de profundidade - o rio corre através de uma imensa planície - a falta de água sente-se neste rio antes de em nenhum outro. Mais uma vez só me resta desejar que comece a chover, o mais cedo possível, para aquelas bandas! Aqui não, pois me dará cabo da época dos figos que está, agora, a começar! Ontem, já descobri 3, antes da passarada, e papei-os num abrir e fechar de olhos!

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Quem tem cu tem medo!


O Trump estava na Turquia e andar por aquelas paragens com tantos drones, mísseis e outras coisas voadoras carregadas de alto explosivo é um risco a evitar. Ele soube, desconfiou ou disseram-lhe que os barbudos do Irão tentariam atirar ao chão o Air Force One, logo que ele descolasse. E, como homem prevenido vale por dois, ele levantou voo e foi aterrar num aeroporto vizinho e em segredo trocar de avião, não fosse o diabo tecê-las!

Ele farta-se de gritar aos quatro ventos que já destruiu o Irão por completo. Que eles já não têm aviação, nem Marinha, nem coisa nenhuma, mas talvez o pudessem atirar abaixo com uma fisga, ou pedindo ajuda a algum dos amigos que ainda têm alguma coisa capaz de perseguir e fazer explodir o avião em que ele faz questão de correr o mundo.

O mais seguro mesmo é fugir da zona de perigo, quanto mais depressa melhor, e foi, exactamente, isso que ele fez. Pelo menos é o que afirmam os noticiários que aproveitei para ver, durante mais uma noite mal dormida. Já não me bastavam os males que tinha, de um momento para o outro inchou-me o joelho esquerdo, o que me provoca umas dores danadas e não me deixa dormir. Esta foi a segunda noite de vigília, mas carreguei-lhe no Ben-U-Ron e no Exxib e passei-a um pouco melhor que a anterior.

Por ter falado no meu joelho esquerdo, vou contar-vos um pequeno pormenor da minha vida que, acho eu, nunca mencionei em nenhuma das abordagens que tenho feito sobre a minha vida privada. Não tem nada de especial, nem interessante, mas eu vivo de recordar tudo aquilo por que passei e este é apenas mais um caso desses.

Eu sou direito em tudo, refiro-me ao uso da mão direita, claro. Mas, embora eu nunca tenha sido bom a jogar futebol, só chuto com o pé esquerdo. Ou melhor dizendo, eu também chutava a bola com o pé direito, até ao dia em que, ao marcar um penalti, fiz uma entorse no joelho que me mandou para o enfermaria do colégio, durante um mês inteirinho. Depois de recuperado, mas ainda algo dorido, nunca mais tive coragem de chutar a bola com o pé direito.

Aprendi a chutar com o pé esquerdo e, mais tarde, durante a minha vida de adulto, fiquei convencido que o fazia melhor que com o direito, o qual usei até por volta dos meus 13 anos de idade. E assim agora já me não posso vangloriar de ser direito em tudo, pois o pé, e também alguns neurónios que se habituaram a ser independentes, me puxam para as esquerdas!

No próximo fim de semana acontece, aqui no meu burgo, a grande festa da Póvoa. Quem for amigo de procissões e romarias pode aparecer por aí para se misturar com a multidão que vem do interior, deste e de outros concelhos vizinhos, para ver os andores e ouvir os foguetes estourar, sobre o porto de pesca. A N. S. da Assunção é a padroeira dos pescadores poveiros e a festa já foi grande, quando a frota pesqueira era grande também, Mas depois apareceu o Cavaco (mais conhecido por Múmia de Boliqueime) que se encarregou de a destruir e sem os frutos da pesca (ou a sua redução à ínfima espécie) os pescadores não têm os fundos necessários para promover uma grande festa, como antigamente!


domingo, 9 de agosto de 2026

Eu no aviso!

Este era o líder da classe a que deu o nome

Os Avisos de 1ª Classe da Marinha de Guerra Portuguesa foram navios de construção britânica (lançados à água em 1934), vocacionados para a defesa e soberania no Império Ultramarino e apoio a operações anfíbias.
Fazia parte desta categoria a Classe Afonso de Albuquerque, que integrava:
NRP Afonso de Albuquerque (Líder da classe, abatido ao efetivo após o histórico combate em Goa em 1961)
NRP Bartolomeu Dias
Estes navios de guerra coloniais, com cerca de 100 metros de comprimento, foram fundamentais para a presença naval nos oceanos Índico e Pacífico. Mais tarde, após a Segunda Guerra Mundial, foram reclassificados como fragatas (número de amura "F470").

Bartolomeu Dias, a nova fragata que substitui aquela em que
eu fiz o meu baptismo de mar, no Oceano Índico

Ontem, estive ocupado demais para visitar os blogs! Cada um sabe de si, lá diz o ditado, e parece-me que vocês não me vão eigir uma justificação por escrito! Cá estou de volta e a pensar no que fiz, no já longínquo ano de 1963! Eu tinha apenas 19 anos e aconteceu muita coisa nesse ano, umas posso contar, outras é melhor não!

Estava há poucos meses em Moçambique, quando o Comando Naval deu ordens para embarcar um pelotão de fuzileiros e rumar a norte, talvez Porto Amélia, onde mais tarde tivemos uma Base com muitos fuzileiros em apoio da guerra que vinha do vizinho Tanganika, antiga colónia alemã e depois britânica que já era livre, desde 1961.

Na minha cabeça já imaginava combates e sentir o cano da minha G3 a escaldar, depois de tantas munições ter queimado, pois todo o mundo esperava que o terrorismo que rebentara, em Angola, dois anos antes, começasse a dar sinais de vida também, em Moçambique. Felizmente, não aconteceu nada disso e teria que esperar mais um ano e meio para ouvir tiros e sentir as balas a zunir sobre a minha cabeça.

Aquela viagem foi tão só para preencher a agenda da tripulação que tinha que mostrar serviço, no tempo que passava nas nossas províncias ultramarinas. No segundo dia de viagem, já estávamos em Inhanbane, com o Bartolomeu Dias, o velho, irmão gémeo do Afonso de Albuquerque que perdemos para a Índia, no fim do ano de 1961, acostado ao pequeno cais de madeira que ali havia. Nas fotos acima podem ver o velho e o novo navio que nada tem a ver um com o outro a não ser o nome.

Os velhos Avisos de 1ª, como os dois gémeos mencionados acima, tinham a particularidade de ter convés de madeira, muito leves e muito altos, o que os fazia dançar sobre as ondas que nem bailarinas tailandesas. Eram o horror dos marinheiros de primeira viagem que enjoavam mal punham os pés a bordo. E isso traz-me à lembrança o meu camarada Peniche da CF2, grumete artilheiro que foi connosco para a guerra para tomar conta da MG42. Ele enjoava de tal maneira que não comia nada, ou quase, em todo o tempo que durava a viagem. Passava o tempo a "gritar ao Gregório" com a cabeça fora de borda!

Depois de Inhambane rumámos à Beira e daí a Nacala e Ilha de Moçambique. Nem vos digo nem vos conto (que ainda posso ir preso), mas aquilo foi um verdadeiro cruzeiro no Índico, com os golfinhos na proa a desafiar os 15 ou 16 nós de velocidade que o velho aviso (de antes da II Grande Guerra) conseguia sacar das suas máquinas. Só a paragem na ILHA dava uma reportagem especial com fotos e tudo que trouxe de lá. Aliás, acho que já publiquei isso no meu velho blog da Companhia 2!

No regresso voltámos a parar na Beira, onde passámos uma noite e fomos a terra esticar as pernas. O pessoal da tripulação já conhecia aquilo e foram para o Moulin Rouge, para onde arrastaram alguns estreantes fuzileiros do meu pelotão. Eu fui ver a cidade, comi uns camarões e bebi umas cervejas, o que já foi mais do que aquilo a que estava habituado. O último trecho da viagem foi o mais sossegado, puseram-nos a trabalhar na "manutenção do navio" e a mim calhou-me ser calafate.

Em breve estávamos de novo em casa, depois da manobra de desembarque que fez a felicidade do Peniche e nos deixou a todos com saudades. Repeti essa viagem, umas duas ou três vezes, nos quatro anos que passei em Lourenço Marques. A minha última viagem no Índico foi já num navio civil (transporte de tropas) que me descarregou em Nacala, onde apanhei um comboio para as margens do Lago Niassa, onde passei o último ano da comissão, antes de regressar a Lisboa!

 

As criptomoedas!

 Hoje, eu escolhi para tema de conversa o «Bitcoin»! Esta semana tem sido complicada para mim e passei dois dias seguidos sem ligar o comput...