quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Os grandes rios da Europa!

 O Danúbio, o Reno e o Pó são os mais falados nas notícias, mas deve haver outros a padecer do mesmo mal, a seca! O Sena que atravessa Paris e o Volga que nasce e desagua na Rússia não podem ser esquecidos, quando se fala de grandes rios.

Ponte sobre o Volga, em Saratov

Vou respeitar o tamanho e começar pelo maior, o Volga. É o mais longo e caudaloso rio da Europa, diz a Wikipédia. Sendo assim terão os russos mais água e menos problemas que o resto dos europeus, embora não o mereçam pelo mal que estão a fazer à Ucrânia e ao mundo, em geral, por causa da Economia Global, altamente, afectada pela guerra.

Depois do Volga é o Danúbio que é famoso por muitas razões e não só pela água que corre entre as suas margens, desde a Floresta Negra até ao Mar Negro. Estranha a coincidência de nascer negro e morrer negro! O mais famoso e mais cantado por músicos e poetas será um imenso desastre se não tiver água suficiente para deixar flutuar os navios de cruzeiro que percorrem o seu longo curso e passam por várias capitais europeias, qual delas a mais antiga ou famosa.

Reno já dentro da Alemanha

Reno ainda perto da sua nascente, em Basileia

A seguir vem o Reno que é uma espécie de autoestrada a ligar o centro da Europa às águas do Atlântico. Talvez o mais afectado pela seca, já começaram a transferir para as autoestradas alemãs o transporte das mercadorias que, habitualmente, seguem em grandes batelões que viajam desde a Suíça até ao Atlântico. A esse conhecio-o pessoalmente, naveguei nas suas águas e cruzei milhentas vezes as pontes que o atravessam, em especial, na cidade de Colónia.

Não só para a navegação, mas também para carregar os detritos urbanos e águas sujas, depois de usadas por milhões de urbícolas que vivem nas suas margens. Nem quero pensar no problema de saúde que podem causar na Suíça, Alemanha e Holanda se a drenagem dos esgotos urbanos não puder ser feita de forma aceitável. Tenho a impressão que uma das minhas leitoras mais recentes mora à margem deste rio e poderá contar-nos algo sobre esta desgraça que nos caiu em cima.

Já se pode nadar no Sena

Já foi um rio, imensamente poluído, mas, é, hoje, um espelho de águas límpidas ao atravessar Paris. Não há muita coisa que eu vos possa contar sobre o Sena, se calhar sabem mais vocês todos que eu próprio. Conheci-o ainda muito poluído, onde era proibido nadar, desde 1923. Nos últimos dois anos foi dado como despoluído (?) e já há quem se atreva a mergulhar e nadar nos limites da capital francesa. Agora, com a diminuição dos seus caudais será um "Deus nos acuda" com o aumento das bactérias perigosas para a saúde humana. Deus queira que o Outono entre chuvoso e lhes traga muita água!

Que vai ser desta passarada se lhe falta a água?

Ainda próximo dos Alpes, onde nasce

Hoje já se atravessa o rio Pó a vau

Para último deixei o rio Pó que atravessa todo o norte de Itália, desde Turim até Veneza. O celeiro italiano da Lombardia sofre com a seca. Devido à largura do rio e falta de profundidade - o rio corre através de uma imensa planície - a falta de água sente-se neste rio antes de em nenhum outro. Mais uma vez só me resta desejar que comece a chover, o mais cedo possível, para aquelas bandas! Aqui não, pois me dará cabo da época dos figos que está, agora, a começar! Ontem, já descobri 3, antes da passarada, e papei-os num abrir e fechar de olhos!

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Quem tem cu tem medo!


O Trump estava na Turquia e andar por aquelas paragens com tantos drones, mísseis e outras coisas voadoras carregadas de alto explosivo é um risco a evitar. Ele soube, desconfiou ou disseram-lhe que os barbudos do Irão tentariam atirar ao chão o Air Force One, logo que ele descolasse. E, como homem prevenido vale por dois, ele levantou voo e foi aterrar num aeroporto vizinho e em segredo trocar de avião, não fosse o diabo tecê-las!

Ele farta-se de gritar aos quatro ventos que já destruiu o Irão por completo. Que eles já não têm aviação, nem Marinha, nem coisa nenhuma, mas talvez o pudessem atirar abaixo com uma fisga, ou pedindo ajuda a algum dos amigos que ainda têm alguma coisa capaz de perseguir e fazer explodir o avião em que ele faz questão de correr o mundo.

O mais seguro mesmo é fugir da zona de perigo, quanto mais depressa melhor, e foi, exactamente, isso que ele fez. Pelo menos é o que afirmam os noticiários que aproveitei para ver, durante mais uma noite mal dormida. Já não me bastavam os males que tinha, de um momento para o outro inchou-me o joelho esquerdo, o que me provoca umas dores danadas e não me deixa dormir. Esta foi a segunda noite de vigília, mas carreguei-lhe no Ben-U-Ron e no Exxib e passei-a um pouco melhor que a anterior.

Por ter falado no meu joelho esquerdo, vou contar-vos um pequeno pormenor da minha vida que, acho eu, nunca mencionei em nenhuma das abordagens que tenho feito sobre a minha vida privada. Não tem nada de especial, nem interessante, mas eu vivo de recordar tudo aquilo por que passei e este é apenas mais um caso desses.

Eu sou direito em tudo, refiro-me ao uso da mão direita, claro. Mas, embora eu nunca tenha sido bom a jogar futebol, só chuto com o pé esquerdo. Ou melhor dizendo, eu também chutava a bola com o pé direito, até ao dia em que, ao marcar um penalti, fiz uma entorse no joelho que me mandou para o enfermaria do colégio, durante um mês inteirinho. Depois de recuperado, mas ainda algo dorido, nunca mais tive coragem de chutar a bola com o pé direito.

Aprendi a chutar com o pé esquerdo e, mais tarde, durante a minha vida de adulto, fiquei convencido que o fazia melhor que com o direito, o qual usei até por volta dos meus 13 anos de idade. E assim agora já me não posso vangloriar de ser direito em tudo, pois o pé, e também alguns neurónios que se habituaram a ser independentes, me puxam para as esquerdas!

No próximo fim de semana acontece, aqui no meu burgo, a grande festa da Póvoa. Quem for amigo de procissões e romarias pode aparecer por aí para se misturar com a multidão que vem do interior, deste e de outros concelhos vizinhos, para ver os andores e ouvir os foguetes estourar, sobre o porto de pesca. A N. S. da Assunção é a padroeira dos pescadores poveiros e a festa já foi grande, quando a frota pesqueira era grande também, Mas depois apareceu o Cavaco (mais conhecido por Múmia de Boliqueime) que se encarregou de a destruir e sem os frutos da pesca (ou a sua redução à ínfima espécie) os pescadores não têm os fundos necessários para promover uma grande festa, como antigamente!


domingo, 9 de agosto de 2026

Eu no aviso!

Este era o líder da classe a que deu o nome

Os Avisos de 1ª Classe da Marinha de Guerra Portuguesa foram navios de construção britânica (lançados à água em 1934), vocacionados para a defesa e soberania no Império Ultramarino e apoio a operações anfíbias.
Fazia parte desta categoria a Classe Afonso de Albuquerque, que integrava:
NRP Afonso de Albuquerque (Líder da classe, abatido ao efetivo após o histórico combate em Goa em 1961)
NRP Bartolomeu Dias
Estes navios de guerra coloniais, com cerca de 100 metros de comprimento, foram fundamentais para a presença naval nos oceanos Índico e Pacífico. Mais tarde, após a Segunda Guerra Mundial, foram reclassificados como fragatas (número de amura "F470").

Bartolomeu Dias, a nova fragata que substitui aquela em que
eu fiz o meu baptismo de mar, no Oceano Índico

Ontem, estive ocupado demais para visitar os blogs! Cada um sabe de si, lá diz o ditado, e parece-me que vocês não me vão eigir uma justificação por escrito! Cá estou de volta e a pensar no que fiz, no já longínquo ano de 1963! Eu tinha apenas 19 anos e aconteceu muita coisa nesse ano, umas posso contar, outras é melhor não!

Estava há poucos meses em Moçambique, quando o Comando Naval deu ordens para embarcar um pelotão de fuzileiros e rumar a norte, talvez Porto Amélia, onde mais tarde tivemos uma Base com muitos fuzileiros em apoio da guerra que vinha do vizinho Tanganika, antiga colónia alemã e depois britânica que já era livre, desde 1961.

Na minha cabeça já imaginava combates e sentir o cano da minha G3 a escaldar, depois de tantas munições ter queimado, pois todo o mundo esperava que o terrorismo que rebentara, em Angola, dois anos antes, começasse a dar sinais de vida também, em Moçambique. Felizmente, não aconteceu nada disso e teria que esperar mais um ano e meio para ouvir tiros e sentir as balas a zunir sobre a minha cabeça.

Aquela viagem foi tão só para preencher a agenda da tripulação que tinha que mostrar serviço, no tempo que passava nas nossas províncias ultramarinas. No segundo dia de viagem, já estávamos em Inhanbane, com o Bartolomeu Dias, o velho, irmão gémeo do Afonso de Albuquerque que perdemos para a Índia, no fim do ano de 1961, acostado ao pequeno cais de madeira que ali havia. Nas fotos acima podem ver o velho e o novo navio que nada tem a ver um com o outro a não ser o nome.

Os velhos Avisos de 1ª, como os dois gémeos mencionados acima, tinham a particularidade de ter convés de madeira, muito leves e muito altos, o que os fazia dançar sobre as ondas que nem bailarinas tailandesas. Eram o horror dos marinheiros de primeira viagem que enjoavam mal punham os pés a bordo. E isso traz-me à lembrança o meu camarada Peniche da CF2, grumete artilheiro que foi connosco para a guerra para tomar conta da MG42. Ele enjoava de tal maneira que não comia nada, ou quase, em todo o tempo que durava a viagem. Passava o tempo a "gritar ao Gregório" com a cabeça fora de borda!

Depois de Inhambane rumámos à Beira e daí a Nacala e Ilha de Moçambique. Nem vos digo nem vos conto (que ainda posso ir preso), mas aquilo foi um verdadeiro cruzeiro no Índico, com os golfinhos na proa a desafiar os 15 ou 16 nós de velocidade que o velho aviso (de antes da II Grande Guerra) conseguia sacar das suas máquinas. Só a paragem na ILHA dava uma reportagem especial com fotos e tudo que trouxe de lá. Aliás, acho que já publiquei isso no meu velho blog da Companhia 2!

No regresso voltámos a parar na Beira, onde passámos uma noite e fomos a terra esticar as pernas. O pessoal da tripulação já conhecia aquilo e foram para o Moulin Rouge, para onde arrastaram alguns estreantes fuzileiros do meu pelotão. Eu fui ver a cidade, comi uns camarões e bebi umas cervejas, o que já foi mais do que aquilo a que estava habituado. O último trecho da viagem foi o mais sossegado, puseram-nos a trabalhar na "manutenção do navio" e a mim calhou-me ser calafate.

Em breve estávamos de novo em casa, depois da manobra de desembarque que fez a felicidade do Peniche e nos deixou a todos com saudades. Repeti essa viagem, umas duas ou três vezes, nos quatro anos que passei em Lourenço Marques. A minha última viagem no Índico foi já num navio civil (transporte de tropas) que me descarregou em Nacala, onde apanhei um comboio para as margens do Lago Niassa, onde passei o último ano da comissão, antes de regressar a Lisboa!

 

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

O lado social da coisa!

 


Foi a rainha D. Leonor que iniciou a obra das Misericórdias, quando ficou viúva e não encontrou coisa melhor para fazer que tratar dos pobres e doentes (de Lisboa).

Hoje não temos rei nem rainha, mas sim um presidente que parece preocupar-se com os pobres que, velhos e doentes, não encontram um lugar onde passar o resto dos seus dias em paz e com um mínimo de conforto.

António José Seguro levantou, ontem, o enorme problema que representa o custo de internamento e a falta de lugares que gera grandes filas de espera e pediu ao governo que olhe para o problema com a urgência que ele merece.

Com o governo que temos, acredito pouco que algo vá ser feito. E no entanto a comparticipação que a Segurança Social paga por cada internado é uma miséria e quando somada à reforma que o internado entrega ao lar, cobre pouco mais de metade da despesa total. E o pobre desgraçado que não tem onde ir buscar o que lhe falta vê-se obrigado (sujeito) à caridade dos filhos (se os tiver).

Se querem a minha opinião, neste melindroso assunto, o lar, público, bem entendido, devia ficar com a reforma do internado e ir à Segurança Social buscar o resto. E se ainda existem, por aí, antigos quartéis das Forças Armadas ao abandono, usem-nas para internar os velhotes, contratem pessoal para pôr aquilo a funcionar e acrescentem uma parcela no Orçamento de Estado para o efeito.

Cada vez é maior o fosso entre ricos e pobres, obriguem aqueles a pagar uma taxa para cobrir a miséria destes últimos. Tenho lido notícias que dão conta do aumento exponencial de milionários, em Portugal, por isso não deverá ser difícil recolher a verna necessária para pôr de pé esse plano.

A rainha D. Leonor fundou também as Caldas da Rainha. Que tal começar com o grande quartel existente nessa cidade para dar início ao meu projecto? Já houve revoluções que começaram nas Caldas, que tal mais uma?

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Está tudo dito!

 Há quase 20 anos que ando nestas lides e já escrevi sobre tudo e mais alguma coisa. No início, pensei apenas escrever sobre a minha vida na Marinha de Guerra e o envolvimento dos Fuzileiros (A Infantaria da Marinha) na Guerra Colonial, também chamada do Ultramar, além de pequenas e esporádicas crónicas sobre o Benfica e as suas conquistas na Liga Portuguesa de Futebol.

Em vez disso já vos contei a minha vida toda, falei da minha família e dos meus amigos, fiz de cronista social e, empurrado por alguns «compagnons de route», até poesia me atrevi a escrever. Agora, depois de 80 anos vividos e 60 depois da juventude que foi boa, enquanto durou, resta espremer a memória e tentar encontrar algo que ainda não foi dito ou, de algum modo, tenha ficado esquecido.

Se eu fosse como a Elviva (do Sexta Feira) inventaria contos que seriam divididos em episódios, tal e qual como as telenovelas, e vos seriam servidos uma ou duas vezes por semana, ou quando não houvesse ideias para outro tipo de publicações. Ou o Edumanes (do Nasci no Alentejo) que bem ou mal rimadas enchia as suas publicações de poesias nascidas ao acaso.

Se eu fosse como o Valdemar, camarada fuzileiro, alfacinha de nascença que hoje vive do outro lado planeta, publicaria fotos e videos das minhas andanças pelo mundo, dos lugares visitados, dos vinhos e petiscos degustados para vos encher de inveja que, tal como eu, não têm genica, tempo ou dinheiro para fazer o que ele faz.

Sobre ementas, mais do que receitas culinárias, também já foram assunto nas minhas pretéritas publicações, agora prefiro saborear os petiscos nelas referidos, quando posso, do que dissertar sobre elas. De vinhos não sou especialista, mas já vos confessei que sou apreciador daqueles que vêm da região do Dão, mas não digo que não a um alentejano ou da Península de Palmela, deixando os do Douro para o último lugar da mina lista.

E de carros, já vos falei? Prefiro os usados e não os novos. Não sou fiel a marcas e gosto de mudar de carro a cada 2 ou 3 anos, o que nunca poderia fazer optando por carros novos, pois isso está muito para além da minha capacidade financeira. E considero um muito mau investimento gastar tanto dinheiro num carro que serve apenas para te levar de um lugar para o outro. E isso tanto fazes num velho como num novo, com as devidas reservas.

Tinha dois carros a gasóleo e dei-os aos netos, comprando para mim um pequeno utilitário, a gasolina, que vai dar e sobrar para as poucas centenas de quilómetros que faço por ano. É um Mazda que veio de Hiroshima, a cidade queimada por uma das bombas atómicas lançadas durante a II Guerra Mundial. Em tempos estive quase para comprar um Toyota Corolla novo, mas em vez disso comprei um velho Carina II que adaptei para consumir GPL e fiz milhares de quilómetros com ele.

De namoradas já vos contei tudo e não vos escondi nada. Sou homofóbico confesso e espero morrer assim! Que mais hei-de dizer? Isto não é um conto como os da Elvira e vai tudo num episódio só. Amanhã terei que buscar inspiração para mais uma publicação e tentarei evitar o Trump, o Putin e outros cromos como esses de quem já nem posso ouvir falar!

Apresento-vos o meu Toyota que foi matriculado no dia 2 de
Janeiro de 1989, pois com a pressa de ir para a festa da passagem
de ano esqueceram-se de o fazer no último dia de 1988!!!


terça-feira, 4 de agosto de 2026

O pecado esquecido no passado!

 


Na próxima semana, completam-se 55 anos de vida da minha filha mais nova, aquela que tem cidadania alemã e nunca quis ser portuguesa!

O ano de 1971 foi complicado na minha vida. Ontem, contei-vos a minha mudança de emprego, hoje o assunto é outro, muito pessoal e já conhecido de alguns dos meus seguidores. Nesse longínquo mês de julho de 71, fui forçado a tomar uma decisão (nada fácil) que marcaria o meu destino, daí em diante.

Estive à beira do divórcio e só uma coisa (que nada tinha a ver com sentimentos) fez com que isso não acontecesse, o futuro como trabalhador metalúrgico não era coisa que me seduzisse muito. Divorciar-me e ficar a viver na Alemanha com a namorada e a filha prestes a nascer não me parecia coisa para me trazer a felicidade. Assim e um pouco a contragosto decidi continuar casado e regressar a Portugal.

Um blog público não é o melhor lugar para expor estas coisas, mas como vos considero a minha família virtual e a maioria já me conhece o pecado, serve isto para despejar o saco e aliviar a carga que carrego sozinho, há tantos anos!



segunda-feira, 3 de agosto de 2026

O dia 2 de Agosto ...!

 ... calhou ao domingo, neste ano de 2026!

Mas, em 1971, foi segunda-feira!

Como te lembras de uma coisa dessas, perguntam vocês que não conseguem ler os meus pensamentos. Para mim é fácil, foi o dia em que entrei no meu quarto emprego, em que fiquei até ao dia em que me reformei!

Era uma sexta-feira o dia em que consegui a entrevista que mudaria a minha vida. Hoje, ao fim do dia, entraremos de férias e voltaremos ao trabalho no dia 2 de Agosto, disse-me o entrevistador que era o director geral da empresa que acabara de me contractar, às 9 em ponto quero-te aqui no escritório!

E nesse famoso e nunca esquecido 2 de Agosto lá estava eu (com os nervos em franja), antes ainda de soarem as 9 horas, mas tive que esperar até às 10.30 horas, pois o director teve coisas mais importantes a tratar e fez-me esperar e sofrer temendo ter sido esquecido ou apenas sonhado com aquela entrevista e a promessa de um emprego de que tanto precisava.

Tinha vindo da Alemanha de propósito para procurar emprego, se o não conseguisse teria que regressar ao emprego que lá tinha deixado em suspenso, por obra e graça de um encarregado que sempre gostou de mim, desde o dia em que me apresentei ao serviço naquela empresa do ramo metalúrgico. Felizmente, isso não aconteceria e ao fim da desesperante espera o homem apareceu e pôs-me a trabalhar.

Nem vos digo o que me ia na cabeça, eu não fazia ideia do trabalho que me estava destinado e não tinha a mínima experiência como empregado de escritório. Mas como fora contratado para chefiar um grupo de escriturárias que já tinha larga experiência, a solução seria esperar que as coisas fossem acontecendo naturalmente. Primeiro tive que lhes pedir que me explicassem, em pormenor, o que faziam para perceber o que esperavam que eu fizesse. Ajudar no que faziam e controlar!

Mas, em breve, as coisas começaram a mudar e fui chamado a resolver situações que nunca se me tinham posto na vida. Capacidade de decisão, assunção dos riscos e rapidez de actuação para minimizar riscos, acho que acabei por ter tido muita sorte nesses primeiros embates e com isso conquistei o meu lugar ao sol.

Além dos 6 anos e picos que passei na Marinha de Guerra Portuguesa, só tive 4 empregos na minha vida e, por estranho que pareça, 3 deles duraram, exactamente, 13 meses e o quarto e último o resto da minha vida útil. O primeiro, desde que deixei de ser estudante até entrar, como voluntário, para a Marinha. O segundo, depois de sair da Marinha, numa fábrica de Cordoaria (que já não existe) até optar pela emigração, na Alemanha. O terceiro foi numa fábrica de fundição de ferro, situada numa pequena cidade entre Bona (à altura a capital da BRD) e a fronteira belga.

E depois o quarto que duraria até eu pedir a reforma antecipada, com receio de ficar no desemprego pela falência da minha empregadora que se adivinhava a qualquer momento. Havia uma lei que permitia o pedido de reforma ao fim de 40 anos de descontos, mas falava-se à boca pequena que o governo, liderado por Guterres, se preparava para a revogar ou alterar. , Milhares de trabalhadores, alguns com apenas 55 anos de idade, tinham já passado à reforma para aliviar a folha salarial das empresas, maioritariamente, públicas e isso teria que acabar, pois significava uma verdadeira sangria nas finanças do Estado.

Começou no dia 2 de Agosto e terminou no dia 3 de Maio, 32 anos depois. Pelo meio ficam muitas coisas por contar, muitas dores de cabeça, muitas alegrias e algumas tristezas à mistura. Mas acima de tudo um curso completo daquilo que é trabalhar numa grande empresa internacional com escritórios abertos nas maiores capitais europeias e até em New York. Rara era a reunião em que eu não estava presente e isso fazia de mim um verdadeiro cofre em que estavam guardados os maiores segredos daquela empresa.

Pena tive de a ver fechar as portas, 6 anos depois de eu ter saído, e depois de muitos processos de reestruturação que derreteram milhões de euros, liderados por gente que não percebia patavina daquilo que ali estava em jogo. Engenheiros e doutores de economia, recém-formados, para ali enviados para gerirem processos condenados ao insucesso!

No dia 2 de Agosto, 6 anos depois, falecia o grande amigo de Salazar

sábado, 1 de agosto de 2026

Luar de Agosto!

 Como foi Lua Cheia esta semana, vai ser preciso esperar até ao fim do mês para ver a de Agosto que costuma ser especial!

Que tal um fadinho para recordar o Bairro Alto!


sexta-feira, 31 de julho de 2026

A meta!

 A meta é a linha de chegada, ultrapassada que seja pode-se respirar fundo e descansar um pouco do esforço dispendido para ali chegar!

Temos muitas metas pelo caminho ao longo da nossa vida. Umas mais difíceis de ultrapassar que outras. A de hoje é coisa simples, mais uma folha do calendário de 2026 que cai. Chega ao fim o mês de Julho para dar lugar ao de Agosto que em si mesmo é uma meta também para milhões de pessoas por esse mundo fora. Termina um ano de trabalho e chegam as férias merecidas e muito aguardadas.

No meu caso particular, venho assinalar o fim de Julho que é o 3º mês da vida deste meu novo blog e para vos mostrar alguma coisa a esse respeito eu trouxe duas imagens que têm algo a ver convosco, meus fiéis seguidores. Ora vejam:

As estatísticas são factos que dizem muito a alguns e não têm o mínimo interesse para outros. Na imagem acima podem ver quem é mais assíduo e quem nem aparece para me visitar neste espaço que mantenho aberto e activo para quem me segue. Se não estou em erro, os números referem-se apenas à última semana.

Como se pode ver, também aquilo que publico gera maior ou menor interesse ou atrai a atenção de quem passa, conforme o tema que escolho a cada dia. Na última semana foi a procissão de S. Tiago que levou a palma.

De futebol e do Benfica nem sinal! Nota-se que quem me acompanha liga pouco, ou nada, a esse tema, o que não me tira o sono.

E por aqui me fico, pois tenho outra missão a cumprir. Os meus tomates sentem-se abandonados e estão a definhar a olhos vistos, tenho que dedicar-lhes alguma atenção se quero contar com eles para as minhas saladas de verão. Não sei se é é do excesso de calor, se da qualidade que trouxe do viveiro da Estela, o que sei é que este ano ainda não colhi um tomate que se veja. Já arranquei parte dos tomateiros e não sei que faça com o resto para que durem (pelo menos) até ao fim de Agosto.

É que os tomates de estufa que se compram por aí não têm sabor a nada, parecem feitos de plástico, plasticina ou silicone! Por mais sal, azeite e vinagre que se ponha na salada ela não ganha gosto. Por outro lado, os tomates cultivados por nós, ao sol e à chuva, comem-se como maçãs e são uma delícia!

Fui!!!

quinta-feira, 30 de julho de 2026

Hoje joga o Benfica!


Mas mais que isso joga-se o futuro do novo treinador, o Marco Silva que herdou o lugar do Mourinho que passou pelo Benfica como a sombra negra de um corvo que atravessou a Luz, roubando o lugar à águia Vitória! Com uma derrota no seu primeiro jogo oficial, o Marco Silva terá o seu futuro comprometido se não eliminar, logo à noite, o seu adversário que vem da Suíça tentar defender a magra vitória que conseguiu em casa.

Jogar na Liga Europa, em vez de jogar na Champions, já é um insulto que os benfiquistas querem esquecer, mas ser eliminado dessa prova é um insulto maior ainda e uma nódoa na história do Glorioso SLB. Espero que, para bem da nossa (dos adeptos e simpatizantes) sanidade mental, isso não aconteça e que o Marco Silva saia em ombros ovacionado por uma grande vitória conseguida num momento delicado.

Não ser campeão já é mau, ficar em 3º lugar, com o FCP campeão e o Sporting em 2º lugar é como levar uma marretada na cabeça e ficar com um galo que demora a curar. O Marco Silva foi trazido de Inglaterra para tentar inverter esse ciclo negativo que entra no seu quarto ano. Dois títulos para o Sporting e um para o Porto são como 3 balas disparadas no coração benfiquista e só um título poderá apagar essa mazela.

Assim, ficarei o dia todo a contar os minutos, até que o jogo comece e depois a contá-los de novo até que marquem o primeiro golo. Depois disso só espero que a deusa da sorte esteja do meu lado para me alegrar a vida!

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Tombe na neige!

Cai neve em Nova Iorque
Há sol no meu país
Faz-me falta Lisboa
Para me sentir feliz!

Assim canta o José Cid e faz-nos felizes a todos os que apreciam a sua música!

Neve é uma palavra muitas vezes usada no singular e raramente no plural. Neves há as que são eternas nos Himalaias e pouco mais. Mas Neves é também um nome que me traz algumas recordações e delas vos decidi falar nesta minha publicação.

Maria das Neves era a telefonista da empresa que me contratou, em Agosto de 1971. O PBX ainda era daquele tipo de cavilhas que se enfiavam no orifício correspondente a cada uma das poucas linhas telefónicas que tínhamos ao nosso dispor. Um ano depois da minha entrada, fizeram-se grandes obras na minha (?) empresa, o velho PBX deu lugar a uma moderna cabine telefónica e a Neves que não falava inglês depressa foi substituída por outra mais moderna que sabia atender os clientes, maioritariamente, ingleses, com um "good morning" seguido de "a moment please".

A mãe da Neves pariu muitos filhos, mais filhas que filhos em que uma delas sofria de paralisia numa das pernas. Família pobre a morar no, à data, único bairro camarário tinha o pai como sustento da família, a mãe ficava em casa a tomar conta dos filhos. Ele era o bilheteiro no Mercado Municipal e entre a gente mais pobre da Póvoa era uma espécie de general com o seu boné de pala. A filha semi-paralítica sentava-se à porta de casa, sempre que o tempo o permitia, para ver passar a gente.

Neves era também o nome de uma personagem importante que conheci, em Metangula, pequeno povoado nas margens do Lago Niassa, em Moçambique, quando para lá fui enviado, em Setembro de 1964, logo no dia seguinte àquele em que foram disparados os primeiros tiros pelos turras da Frelimo.

Recuando no tempo, cerca de ano e meio, o Sr. Neves morava em Vila Cabral e trabalhava para um empreiteiro que foi contratado pelo Ministério da Marinha para construir a Base Naval de Metangula que era uma verdadeira cidade de betão no meio do mato africano. Acabadas as obras, convidaram o homem que era serralheiro de profissão a ficar na Base, como encarregado das Oficinas Navais que seriam de importância capital num futuro próximo, quando começou a ser formada a Esquadrilha de Lanchas do Niassa, a partir de 1965.

O Sr. Neves tornou-se uma pessoa importante, quando fisgou a criada do comandante e se casou com ela, trazendo ao mundo um rebento do sexo masculino, o Marinho, que ainda hoje vive em Lichinga, actual nome da velha Vila Cabral do tempo colonial. A importância do Sr. Neves cresceu, quando ele abriu um Bar-Restaurante, quase em frente da Porta de Armas da Base e começou a arrecadar o pré da marinhagem, tal como se da Caixa Geral de Depósitos se tratasse.

A esse negócio acrescentaria uma padaria, algum tempo depois, e tornou-se o suporte da população negra, depois da independência, só regressando a Lichinga, quando o peso dos anos a tal o obrigou, deixando o negócio abandonado por falta de quem se interessasse ou tivesse dinheiro para isso. Ele faleceu, há cerca de dois anos, e os edifícios do Bar e da Padaria continuam de pé, à espera de quem os saiba aproveitar.

A minha história e a desse senhor cruzam-se no dia em que lhe roubei um galo de estimação que era o ai-jesus da sua mulher, Maria, ex-criada do comandante Zilhão e actual cozinheira do restaurante. Aliás, ela era empregada e patroa de si própria, uma vez que o marido trabalhava para a Marinha, durante o horário normal em todos os dias úteis. Para mal dos meus pecados encarreguei-a de me cozinhar o galo que eu e uns quantos amigos comemos sentados à mesa do seu restaurante.

Não sei se ela desconfiou, ao ver o tamanho de bicho, pois era de tamanho gigante, mas logo soube a verdade, quando foi ao galinheiro alimentar as galinhas e não o encontrou lá. Obrigou-me a ir a Vila Cabral, à procura de um que substituísse o defunto e eu trouxe-lhe um galo que era uma estampa. Em princípio aceitou, mas depois chorou baba e ranho, por serem as penas deste mais brancas, menos coloridas, que as do que lhe tínhamos comido!

E de Neves estamos falados! Espero que vos tenha agradado o meu conto que tinha previsto ser um pouco mais extenso, mas sou obrigado a terminar à pressa, pois chegou uma visita e não quero deixar isto em suspenso. Uma boa notícia é que estou melhor das minhas artroses e já consegui escrever isto a duas mãos!

domingo, 26 de julho de 2026

A Procissão!

 

Ontem, foi o dia do santo, mas é hoje que a procissão sai à rua! Nas aldeias de Portugal é habitual acontecer isso, pois a semana consta de 6 dias de trabalho e 1 para descansar e pensar em festas!

Na minha terra também funciona assim. E, actualmente, com a crise em que vivemos, os andores são pequeninos e carregados por mulheres, coisa impensável nos tempos de antigamente. Com excepção do andor de S. Tiago que é sempre o maior de todos, tão grande que era difícil fazê-lo passar por baixo dos grandes carvalhos que enchiam o adro da igreja.

Vai daí, a comissão fabriqueira que zela por essas coisas da igreja mandou abater todos os carvalhos e plantar umas miniaturas de oliveira que serão podadas a contento do Sr. Abade para que o andor passe sem atritos. E, no fim, talvez ainda colha uns alqueires de azeitona que dará para manter acesa a candeia que ilumina o Santíssimo!

Já eram grandes, quando eu fui baptizado e agora foram transformados em lenha para aquecer alguém, esses carvalhos que embelezavam o adro. Não tinha que ser assim, era uma questão de aperfeiçoar a poda, mas há ideias contra as quais não vale a pena lutar. Bota abaixo que assim não se fala mais nisso!

E, já agora, a candeia do Santíssimo foi substituída por uma lâmpada eléctrica e as azeitonas já podem ser destinadas a outros fins, por exemplo, a merenda do Sr. Abade, depois da festa!

sábado, 25 de julho de 2026

Foi há 54 anos!

 


Parece muito, mas passou num ápice! Mal dei por isso! E, daqui a pouco, vou encontrar-me com o meu filho que nasceu no dia de S. Tiago, no ano da graça de 1972, e comer e beber à sua saúde. Que tenha muita e sempre boa, melhor que a minha, se for possível, e chegue aos 90 sem grandes preocupações.

Não lhe dei o nome de Tiago, porque queria que ele tivesse um nome com história e que se interessasse por ela, como eu sempre fiz. Gente sem história não tem passado nem futuro, assim chamei-lhe MARCO AURÉLIO e ensinei-o a gostar da história de Roma antiga.

Herdou mais coisas da mãe que do pai, mas o cocktail saiu melhorado e não tenho razão de queixa. Custou a encontrar o seu caminho, a nível profissional, mas acho que a coisa, agora, está resolvida. Trabalho não lhe falta e ele não é de lhe virar as costas, por isso está como um comboio em cima dos carris, a inércia não o deixará parar.

O nome de Tiago ficou reservado para um sobrinho que nasceu alguns anos depois e de quem me encarreguei também até sair da universidade. Agora já voa sozinho e serve o governo de Luís Montenegro, como Técnico Revisor de Contas. Podia estar melhor, mas não está mal de todo!

Isto do TIAGO tem a ver com a única festa que eu conheci, quando era criança, a de S. Tiago, na minha aldeia natal. Tempo da Escola Primária em que tudo era novidade. Carros não havia, estradas também não, andava todo o mundo de bicicleta para ir "ver a moça" ou a festa de S. Tiago com sermão e missa cantada, onde não faltava uma banda de música e foguetes no ar a cada passo.

Vida simples de gente simples que vivia para o trabalho e não conhecia grandes prazeres. Trabalhar de sol a sol, 365 dias por ano, com um leve abrandar das actividades no dia de domingo, era o fado de cada um naquele fim de guerra em que o Salazar evitou que entrássemos, mas cujo efeito se fez sentir e bem, durante os meus primeiros 10 anos de vida. Bens de primeira necessidade racionados e miséria à vista por todo o lado.

Muitas graças tenho que dar a Deus pelo pai e mãe que me reservou, pois deram o litro para que a fome, impossível de evitar numa família que crescia todos os anos, fosse suportável e não provocasse mazelas na saúde de todos nós. E no dia da festa do S. Tiago rezávamos uma oração especial ao nosso santo para que nos protegesse por mais um ano.

Passado o dia da festa, começavam as uvas a pintar e até fim de Setembro eram a nossa manteiga para amaciar a broa de milho, por vezes já bolorenta, que era o nosso alimento principal. Uma fatia de pão de milho 5 vezes ao dia era dose cavalar, mas sem isso era a fome garantida. No recreio da escola ou no campo, a meio da tarde, com meia dúzia de azeitonas, era assim que lutávamos contra a "larica".

Obrigado, S. Tiago, por me teres trazido até aqui! Há 82 anos que viajamos juntos e quando chegar aí a cima vou à tua procura para te agradecer, pessoalmente!

sexta-feira, 24 de julho de 2026

É só conversa!

 O Rúbio (ponta de lança de Trump) e o Lavrov (cão de fila de Putin) encontraram-se, em Manila, e há quem diga que isso pode pôr um fim na Guerra da Ucrânia. Eu não acredito, aquilo é uma guerra de interesses e enquanto os interessados beneficiarem com ela não acabará.

No Irão o Trump está a queimar milhares de milhões de dólares e ninguém consegue pôr um travão nesse gasto que, aparentemente, não serve para nada nem ninguém. Bombardear as montanhas do Irão, na esperança de inutilizar o tal urânio enriquecido que ninguém sabe onde foi parar, ou deitar abaixo umas quantas pontes para dificultar a vida aos barbudos seguidores dos aiatolas não me parece tarefa assim tão meritória.

O Benjamin, em Televive, está mortinho por dar uns tiros também e inimigos não lhe faltam. Seja a norte, a sul ou dos dois lados onde nasce e se põe o sol, inimigos é o que ele mais tem e precisa apenas de um acenar de cabeça do presidente americano para dar ao gatilho. Ambos devem ganhar uma comissão por cada kilo de trotil gasto e por isso vamos ter que aguentar com eles mais dois anitos que é o tempo que resta ao Trump.

Depois do Trump não sei o que vai acontecer nos States, aquilo é um ninho de vespas e a guerra entres os de gravata azul e os que preferem a vermelha está para durar. Cada um defende os seus interesses e com a alta tecnologia, mais a AI, a dominar o mundo temos que contar também com os bilionários de Silicon Valley que querem mandar mais que qualquer um dos outros dois. O poder da política contra o poder do dinheiro e só Deus sabe qual deles é o mais poderoso.

O caso de Gaza que ficou pior que Caracas, depois do terramoto recente, é um exemplo do que faz a política misturada com os interesses de quem investe tudo para ficar cada vez mais rico e poderoso, como é o clã de Trump e família. Esse canto do mundo nunca mais será dos palestinos, afirmo-o com toda a convicção, e só começará a renascer da entulheira em que foi transformado, depois de combinados os interesses de quem ali vai mandar, no futuro.

A conversar é que a gente se entende, lá diz o ditado! Mas há conversas e conversas e algumas não levam a lado nenhum!

Eles falam, falam, mas não dizem nada!

quinta-feira, 23 de julho de 2026

quarta-feira, 22 de julho de 2026

Um dia a menos!

 No diário deste blog que não na minha vida, claro!

Ontem parti cedo para o hospital e regressei tarde e todo partido. Resultado, atirei-me para cima da cama e adormeci quase de imediato. Acordei esta madrugada, por volta das 5 horas e esfreguei os olhos, estremunhado, sem saber muito bem onde estava ou o que fazia na cama!

Não liguei o computador, antes de sair de casa, o que por vezes faço, e assim caiu a folha do dia 21 (no calendário da minha vida) sem eu ter visitado este blog e interagido com os seus frequentadores.

O tratamento correu outra vez mal, parece que vai continuar assim, e tive que fazer várias aplicações extra, uma delas que me fez bem ao edema que me tem afligido nas últimas 3 semanas, segundo palavras do enfermeiro. Vai ver como a sua mão melhora, disse-me ele a título de despedida!

E, na verdade, atrevo-me a teclar um pouco e a medo com os dedos da mão esquerda que andava metida numa tipoia há muitos dias! Além disso ainda me arranjou uma receita para ir à farmácia que afirma ser tiro e queda. Um comprimido em três tomas diárias que me resolve o problema (de certeza), mas a médica que assinou a receita lá foi avisando, cuidado com esse medicamento que é um veneno para os rins e os seus já estão no limite.

E não são apenas os rins que estão no limite, está tudo, a começar pela vida que está a chegar ao fim! Deus que é omnisciente decidiu que não deveríamos conhecer, antecipadamente, a hora da nossa morte, pois daríamos todos em doidos, antes dessa hora chegar.

Hoje não vos dou música, pois ela está de luto com a morte do Luís Represas. Passou alguns anos a gemer com um cancro e abalou hoje, aos 69 anos de vida. Que a terra lhe seja leve e ganhe um bom lugar à direita de Deus pai!!!

Directamente da China para me ajudar a
ter pernas mais sãs!


segunda-feira, 20 de julho de 2026

Estatística!

 Alguma coisa devo ter publicado que atraiu a atenção dos espiões da Google. Sim, porque não acredito que tenha sido pelos meus lindos olhos!

Números de hoje!


Números de ontem!

E continua!

 

Já lá vai quase um mês que ando neste martírio!
E as dores atormentam-me o corpo e a alma!
Amanhã será o regresso aos tratamentos, um
panorama nada animador para esta semana!

domingo, 19 de julho de 2026

O melhor dos piores!

Ontem, jogou-se o tal jogo em que ninguém queria participar. Todas as equipas ambicionavam chegar à final e ser obrigado a disputar o 3º e 4º lugar é uma humilhação.

A França, grande favorita desde o primeiro dia, perdia por 4 a 0 ao intervalo. Pensei que a coisa já estava decidida, mas o 4 a 3, a meio da segunda parte, levou-me a acreditar que os "galos" poderiam fazer valer o seu favoritismo. Ainda por cima, a selecção inglesa tem sido uma verdadeira nódoa nas últimas provas.

Mas o resultado foi engordando, primeiro o 5 a 3, depois o 5 a 4, fazendo os adeptos franceses acreditar que ainda poderiam empatar o jogo e ir a prolongamento. E, verdade seja dita, tiveram a sua oportunidade, mas a pontaria dos artilheiros do lado de cá do canal não foi a melhor. E mesmo ao cair do pano, os ingleses ainda aumentaram a sua marca para 6 golos.

Não é muito normal, nos dias que correm, assistir a um jogo com 10 golos. Com as defesas treinadas para neutralizar todas as jogadas, seria mais expectável um empate a zero, entre duas equipas de topo, que os 6 a 4 que vimos ontem. Mas a bola é redonda e rola para onde calha, por vezes sem respeitar a vontade e ou habilidade de quem a chuta.

E assim vimos o 3º lugar, medalha de cobre, ser atribuído aos súbditos de Sua Majestade, o rei Carlos III, relegando os franceses, treinados por Dechamps, para fora do pódio. Pelos sinais de adeus que o vi fazer para o público, acho que foi a sua última tentativa (falhada) de chegar ao título mundial e teremos um novo treinador à frente da equipa para disputar o Campeonato da Europa, dentro de dois anos.

 Do nosso lado também será um treinador novo, o JJ já empossado no cargo. Com certeza, já não haverá Ronaldo e serão outras as estrelas a brilhar. Entretanto, logo à noite, se verá se os espanhóis, nuestros hermanos e eternos rivais, serão capazes de "arrumar" a Argentina que detém o título conquistado, em 2022, numa final muito disputada com a França, no Quatar.

E depois disso, os craques vão gozar umas curtas férias, pois os seus clubes reclamam o seu regresso a casa para preparar a nova época que está quase a começar. E nós, os adeptos, ansiamos por ver a competição começar e perceber se a nova época nos trará mais alegrias que aquela que terminou no fim de Maio. E eu quero, como sempre, que o Benfica seja o campeão!

Rice (4) marcou o primeiro!

sábado, 18 de julho de 2026

Ecco Italia mia!

 


Esta miúda e a Rita Pavone (ainda mais miudinha)
eram as minhas eleitas quando tinha 20 anos!

sexta-feira, 17 de julho de 2026

E depois da censura!

 Chegou a Emmanuelle com todo o erotismo e libertinagem! Depois da revolução dos cravos, este e «O último tango em Paris» apareceram para provar ao povo que os tempos e os costumes tinham mudado. Salazar e Cerejeira tinham passado à História e agora tudo era permitido a quem sempre fora proibido.



quinta-feira, 16 de julho de 2026

Diálogo de surdos!

 O Quim e o Zé eram vizinhos, moravam na mesma rua, as portas das suas casas distavam menos de 50 metros uma da outra. Era raro eles falarem, mas sempre que se cruzavam na rua, levantavam a mão e faziam questão de dizer qualquer coisa um ao outro.

Um certo dia, ia o Quim a descer a rua com uma cana de pesca ao ombro e assobiando, alegremente, uma cançoneta que estava na moda. Ao seu encontro vinha o Zé que, descontraidamente, subia a rua sem pensar em mais nada a não ser em chegar a casa e descansar as pernas que já lhe doíam da longa caminhada matinal. Ao cruzar-se com o Quim levanta a mão, como era seu hábito, e pergunta:

- Olá Quim, vais à pesca?
- Não, vou à pesca.
- Ah, ao ver-te com a cana ao ombro pensei que ias à pesca.
- Não, vou mesmo à pesca!

O Tony e o Luís são dois políticos portugueses. O primeiro fez parte do XIII Constitucional presidido por António Guterres que abandonou por causa de um negócio imobiliário no Alentejo que cheirava um pouco a esturro (entenda-se pouco sério) do ponto de vista fiscal. O Luís é um estreante na política e faz parte do actual governo de Montenegro.

Também ele, o Luís, está embrulhado numa grande confusão por causa de um monte que tem no Baixo Alentejo, no concelho de Odemira, não abandonou ainda o governo, mas todo o mundo acha que já o devia ter feito para "dar uma" de honesto

Cruzaram-se, um dia destes, quando um saía e o outro entrava nas portas da SIC, onde foi fazer um comentário sobre o momento político, económico e financeiro que se vive em Portugal. E a conversa fluiu, naturalmente, sobre o assunto do dia:

- Olá Luís, jà disseste adeus ao tacho que o Montenegro te arranjou neste governo?
- Pois è, Tony, com o calor que tem feito não há quem pare no Alentejo!
- Ah, pensei que isso já estava arrumado, done and dusted, como dizem os ingleses.
- Nada disso, eu sinto-me bem em Lisboa!

O Donald, a quem, carinhosamente, há quem trate por Ron, vive na Casa Branca, em Washington, e pensa que governa os EUA, o país mais poderoso do mundo, segundo as suas próprias palavras, tanto do ponto de vista militar como económico, financeiro, comercial ou industrial.

Em Teerão vive o Moji que ninguém sabe se está vivo ou morto e que, segundo alguns palermas comentadores de "geopolítica", é o grande chefe daquela república teocrática islamita. Tal como o Ron, ou alguém em seu nome, também ele afirma que o seu país é o mais poderoso do Médio Oriente e ninguém lhe mete medo. Americanos ou judeus come disso ao pequeno almoço e nem os ossos cospe fora.

Esses dois cruzam-se, diariamente, nas redes sociais e posso garantir-vos que a sua conversa é ainda mais estúpida e descabida do que a dos vizinhos, sobre a pesca, ou dos dois políticos sobre o Alentejo, mas causa morte e destruição entre o povo que não tem culpa de eles serem "surdos como portas"!


P.S. - Entretanto, a Argentina prepara-se para ser, de novo, a campeã do mundo!

terça-feira, 14 de julho de 2026

Click, click, click!

 O desafio da amiga Janita fez-me ir à procura das obras de Sir Arthur Conan Doyle que me lembro de ter lido, há muitos anos, quando era ainda um rapaz novo e sonhador. Antes disso, eu lia Emílio Salgari, depois de ter abandonado o Cavaleiro Andante e outras revistas aos quadradinhos.

Os títulos dos contos não me fazem recordar coisa alguma, mas tenho a certeza que li alguns dos contos e outros vi-os no cinema. Mas não fico admirado, pois durante anos da minha vida profissional fui obrigado a memorizar muitas outras coisas que eram mais importantes. Dizem que a nossa memória, alojada na massa cinzenta do cérebro, é ilimitada, mas não é bem assim. Imagino que ela esteja disposta em camadas, como uma cebola, em que as mais superficiais correspondem às mais recentes e/ou importantes. As menos importantes ou mais antigas alojam-se no centro.

Se não for assim é algo parecido, mas isso agora não interessa nada uma vez que estamos a falar de Sherlock Holmes, o homem que resolvia qualquer enigma com a ajuda do Dr. Watson seu inseparável amigo. Watson que, segundo Sherlock, era uma nódoa en alguns temas, mas uma sumidade em alguns outros. A dupla que me fez viajar pelo espaço imaginário, quando não tinha nada melhor para fazer.

Agora, escrevo em vez de ler. E bem gostava de fazer os meus leitores viajarem, tal como Conan Doyle me fez viajar a mim, mas falta-me a habilidade que ele tinha de sobra!

segunda-feira, 13 de julho de 2026

Felizmente é a esquerda!

 A minha mão, ou melhor, o meu pulso está pior que nunca! Se fosse na direita teria mesmo que parar (como fez a Elvira do Sexta Feira por causa dos olhos), pois com a esquerda não consigo fazer nada, a não ser coçar o cotovelo direito!

Esta noite passei-a em claro, sentado na sala de estar a ver televisão. O que eu faço para evitar ligar para o SNS 24 e pedir para ir ao hospital e levar uma seca de horas!

Assim, com o dedo indicador da mão direita e pouco mais, vou continuar a publicar aqui uns links do Youtube, ou coisa parecida, para manter o meu compromisso convosco que é um dever sagrado.


Divirtam-se! 

domingo, 12 de julho de 2026

Ar de Rock!

 Como hoje é domingo, vamos ouvir o Sr. Padre Guilherme!


O pafre DJ da Póvoa que já é famoso no
mundo inteiro!




Prenda para a Janita!

 

O meu sonho erótico!


Para quem tiver paciência para ver o filme completo,
quem não tiver pode ir clicando na "timeline" e ver
uns bocadillos!



sábado, 11 de julho de 2026

Erotismo!

 


Além dos actores cómicos, havia também as "boazonas" que mostravam a cor da sua pele!

A Glória Guida, além da Ornella Muti, era uma das que mais gostava!

Cómicos italianos!

 O que eu me ri com estes dois!



sexta-feira, 10 de julho de 2026

João no crematório!

 Ontem, fizeram-lhe o funeral com a presença dos filhos (3) que vieram de Paris para o efeito. Muitos amigos presentes, o que não me adira nada, o João era a pessoa mais popular que eu conheci. Excepto eu que que poderia ter feito um sacrificiozinho, mas sou demasiado preguiçoso para isso e não me dou muito bem com igrejas.

Hoje vão esturricá-lo no crematório do Vale do Ave que é o que está na moda! E assim acaba a sua história de 80 anos, feitos há pouco, que ele, segundo o seu filho Pedro, viveu em grande!

Na primeira semana de Outubro, do ano da graça de 1959, aterrei na Póvoa como estudante e fiquei a viver numa velha casa - que dista apenas 20 metros desta em que moro hoje - partilhada por duas famílias, a minha e a dele que constava de uma mãe solteira com dois filhos. O mais velho, José, tinha 18 anos e o João 14 e que foi o meu primeiro amigo da Póvoa. Partilhávamos a cozinha, a sala e o grande quintal da casa, de resto cada um tinha o seu canto para dormir.

Eu passava as manhãs no colégio que frequentava como externo e estudava de tarde. O João já trabalhava, como ajudante de pintor, e saía de casa antes de mim. As brincadeiras ficavam reservadas para o fim de semana e cada um de nós tinha um grupo de amigos diferente. Se não fosse por morarmos na mesma casa, talvez nunca tivéssemos chegado a ser amigos.

Depois veio o tempo da tropa, eu comecei cedo oferecendo-me como voluntário para a Marinha, e cada um seguiu o seu destino. Por casualidade o João também fez a Guerra Colonial, em Moçambique, tal como eu. Depois da tropa veio a emigração e ele foi para Paris pintar paredes para os franceses, Na hora da reforma regressou à Póvoa e fez questão de reunir os seus velhos amigos e passar com eles a maior parte dos seus tempos livres.

No mínimo, uma vez por ano, reunia-os a todos, coisa nada fácil pois vivem espalhados pelo país e alguns no estrangeiro, num grande jantar que deixou marcas em todos nós que fazíamos parte do grupo. Bastantes tinham já falecido e ele ia juntando ao grupo amigos mais jovens, todos oriundos do bairro onde ele nasceu e morou, antes de emigrar, para que o grupo se mantivesse de um tamanho impactante e fizesse furor nos dias desse jantar anual.

Seria no próximo mês de Agosto o jantar deste ano e ele já me tinha avisado para não faltar. Afinal, será ele a marcar falta de comparência, porque o destino lhe passou essa rasteira. Cada vez somos menos e não tardará que ele consiga reunir, de novo, todo o grupo numa nova dimensão e sob os auspícios de S. Pedro que sempre foi o nosso padroeiro!

Contrariado!

A artrite reumatoide nas mãos é uma doença autoimune que causa inflamação crónica nas pequenas articulações, punhos e dedos. Os sintomas incluem dor, inchaço, calor local e rigidez matinal que dura mais de 30 minutos. O diagnóstico e tratamento precoces são essenciais para evitar deformidades articulares.



Para quem mal consegue mexer as mãos, o copiar e colar é uma boa solução para conseguir publicar alguma coisa!

Eu continuo de braço ao peito para não armar em esperto e fazer o que não devo!

quarta-feira, 8 de julho de 2026

Festa com foguetes e tudo!

 Em Portugal fala-se do dinheiro que o presidente dos EUA ganhou, desde que tomou posse. É muito dinheiro, veja-se a coisa por qualquer prisma. E já ninguém quer saber se foi conseguido de forma limpa ou nem por isso.

Em Ankara negoceia-se um pacote de 80 mil milhões em armas que os americanos querem forçar os europeus a comprar para reforçar as defesas da NATO na velha zona da cortina de ferro. A América a facturar e a ganhar dinheiro, a Europa a pagar com dinheiro que não tem e a mandar os seus cidadãos apertar o cinto.

Ainda em Ankara, o grande chefe turco afirma que não é aliado dos Estados Unidos e pode fazer com a Rússia os negócios que lhe apetecer. Aliás, ele e o Trump têm feito grandes negócios com Putin e nada parece afectar aquela amizade que lhes enche os bolsos de dólares!

Em Ormuz é que ninguém tem sossego, terminado o funeral do velho barbudo os iranianos borrifam-se para o tal acordo que assinaram e voltam a bombardear quem lhes apetece. E os americanos que não querem ficar atrás, respondem ao fogo com fogo, ontem à noite andava tudo aos tiros! Isto é uma forma de falar, pois nem espingardas eles usam, a moda actual é foguetes teleguiados!

E o preço do petróleo, para nossa desgraça, em vez de passar para baixo dos 70 dólares já passou de 78! E eu à espera que a gasolina desça para ir encher o depósito que está de meio para baixo! Comigo ninguém se preocupa, eles, os cabeças coroadas que governam o mundo, só discutem caças-bombardeiros e mísseis Patriot que isso é que os faz felizes.

Não vou à bola com este gajo!

terça-feira, 7 de julho de 2026

Hoje tem que ser!

 É o futebol, ou melhor, era! Portugal, tal como o anfitrião EUA, levou um chuto no traseiro e está fora de prova! Em 2030, haverá mais e sem Ronaldo para acabar com a polémica. Se ele tem culpa pela nossa derrota? Ele, directamente, não, mas sim quem o pôs a jogar. Quando a equipa precisava de estar na máxima força, ele deveria ter ficado no banco.

É hora de apanhar o avião de regresso e voltar aos clubes que são quem lhes paga os salários e precisam dos seus serviços para continuar a escrever a sua história. As provas internacionais são uma feira de vaidades, em que jogadores são promovidos a estrelas e fazem render uns "cobres" a quem detém os seus passes. Os clubes, no imediato, são prejudicados, mas, na esperança de vender bem algum dos seus craques, lá vão aguentando o tranco.

Para o Europeu de 2028 teremos outro treinador - há quem aposte no JJ recém chegado das Arábias - e outro capitão. Sem a responsabilidade de "aguentar" o CR7 em campo, durante os 90 minutos de cada jogo, e ainda passar-lhe a bola para ele aumentar o seu score pessoal, talvez a equipa encontre o caminho para novos sucessos.

Para ter uma grande equipa que nos faça sonhar com vitórias gordas, é preciso juntar uma boa defesa a um meio campo impecável e ainda um ataque matador, coisa que não temos conseguido juntar. Ora nos falta um ora o outro e essa é a razão porque ainda não conseguimos afirmar-nos como uma das grandes selecções da Europa e menos ainda do mundo. De momento, temos uma defesa razoável e um meio campo bem bom, o JJ que arranje o resto para começar a sonhar com o próximo europeu!

segunda-feira, 6 de julho de 2026

A enfermeira!

 


O meu neto mais velho arranjou uma nova namorada e trouxe-a cá a casa, ontem, para almoçar conosco.

Eu sou a Bia, disse ela!

E que fazes tu para ganhar a vida?

Sou enfermeira, disse ela!

Se fosses a minha enfermeira o que farias para me curar desta doença, perguntei eu mostrando o pulso e a mão inchada.

Brufen em comprimidos, Voltaren em creme, gelo 3 ou 4 vezes ao dia e Paracetamol para as dores.

Desde ontem ao almoço que vivo sossegado sem as dores que me atormentaram nos últimos dias!

Bendita enfermeira que me caiu do céu!

P.S. - A imagem é da net e não da Bia!!!


domingo, 5 de julho de 2026

Mais música|

 Só com um dedo da mão direita é tudo o que vos consigo oferecer!



Celentano era o meu tipo de cantor!


sábado, 4 de julho de 2026

Maneta!

 A minha mão direita está quase boa, mas o mal passou para a outra que está pior que nunca! As dores são insuportáveis e apetece-me gritar "oh da guarda, quem me acode", mas sei que isso não adiantaria nada!

Contentem-se com uma musiquinha daquelas que eu gosto!



sexta-feira, 3 de julho de 2026

Dar vida nova às coisas velhas!

 

Imagem criada pela IA para meu uso

Há muitos anos, ainda mal sabia o que era um computador, comecei a usar o "Spaces", uma das primeiras redes sociais que apareceram na net. O navegador era da Microsoft, ainda não conhecia o Google, e já nem me lembro do nome, agora chama-se EDGE e, ontem, deu-me para lá entrar e ver em que param as modas.

O meu primeiro e.mail também era da Microsoft, terminava em @msn.com e serviu-me para muitas coisas, inclusivé para criar um blog no site da Wordpress, onde fui espreitar para ver se me tinham apagado aquilo ou restringido a entrada. Quando descobri o site do Blogger, eu abandonei tudo o resto, desde o Wordpress até ao Sapo, onde tive, durante anos, um blog de família. Os templates, assim como as ferramentas do blogger são as melhores de todas as que conheço e por essa razão não vale a pena perder tempo com os outros.

Deu-me um trabalhão andar pelo EDGE às apalpadelas para descobrir o caminho, fui obrigado a mudar passwords, tentei escrever algo e colocar lá uma foto, mas não fui bem sucedido. Se aquilo já era mau, mudou para pior, tudo o que lhes interessa é vender domains e fazer publicidade gratuita. Queriam a todo o custo vender-me o «tintinaine.art» que estava livre e custava baratinho. Nããã, virei-lhes as costas e pus-me ao fresco!

A situação no Golfo Pérsico, ou Oriente Médio, está meio resolvida, mas as Bolsas mundiais continuam a tratar mal os investidores, no mês de Junho vi a minha vida financeira a andar para trás vários milhares de euros. Assim não vou poder ir passar férias a Cancun e terei que me contentar com as praias do meu concelho ou, no máximo, ir até ao Gerês petiscar umas carninhas da raça cachena e dar uma volta pelos espigueiros do Soajo. O único (ou talvez não) que ficou a ganhar foi o Trump que viu a sua fortuna pessoal multiplicada por 2,5, desde que iniciou este mandato e fez fel e vinagre a meio mundo, a começar pelo Maduro!

Mas, aquilo que faz delirar o povinho é o futebol, o Ronaldo e a nossa selecção que cada vez joga mais mal, mas lá vai marcando alguns pontos. Eu sei que os croatas não são nenhuns mancos, mas podíamos ter jogado um pouco melhor, esta madrugada. Com alguma sorte e alguma azia do Ronaldo por ter sido substituído, lá passámos aos oitavos e mandámos o Modric para casa e para a reforma, pois acho que ele já terá dito que abandonaria a selecção da Croácia, mal a sua equipa fosse eliminada da prova.

 E é assim, minha gente, os americanos já andam, há dois dias, a preparar a festa de amanhã que vai ser maior do que nunca!

Sim, os Estados Unidos celebram amanhã, dia 4 de julho de 2026, o marco histórico dos seus 250 anos de independência. Este aniversário de um quarto de século (conhecido como o Semiquincentenário) assinala a data em que as 13 colónias britânicas declararam oficialmente a sua separação da Coroa britânica, em 1776.

Bom fim de semana!!!

Os grandes rios da Europa!

 O Danúbio, o Reno e o Pó são os mais falados nas notícias, mas deve haver outros a padecer do mesmo mal, a seca! O Sena que atravessa Paris...