sábado, 27 de junho de 2026

Dia de Assembleia na Luz!

 

Dia 25 de Junho foi (é sempre, uma vez por ano) Dia do Marinheiro! Um dia especial para eu recordar os seis anos e meio que passei na Briosa, a maior parte em Moçambique!

Mas foi também o dia em que Marco Silva, o novo treinador do Glorioso SLB, foi o primeiro a chegar ao Centro de Treinos do Seixal para dar início à época de 2026/2027 que, por força das circunstâncias, começou mais cedo este ano. Há muito que fazer, muitos jogadores a analisar e decidir o que fazer com eles, além de peneirar o mercado para encontrar alguns que possam entrar e acrescentar valor ao plantel.

As últimas épocas, desde que o Rui Costa é presidente, têm sido um verdadeiro desastre, pagar caro jogadores de pouco valor. Basta o Benfica mostrar-se interessado para o preço duplicar de imediato. No tempo do Vieira havia uma tabela de 3 níveis, 1º nível até 2,5 milhões; 2º nível até 7,5 milhões; 3º nível até 15 milhões, agora chega-se aos 25 ou 30 milhões para depois concluir que os jogadores nem metade disso valem.

Hoje, decorre mais uma AG em que tudo o que interessa é aprovar o Orçamento (por mais errado que ele possa estar), as grandes opções para o futuro ficam sempre de fora, mas os sócios mais críticos enchem as redes sociais com críticas ao presidente e a quem dá ordens no clube. Eu sei que não é fácil ouvir a nossa voz numa Assembleia Geral, mas é aí o lugar certo para falar nos problemas e tentar encontrar as soluções.

Desejo toda a sorte do mundo ao Marco Silva, pois o seu sucesso será a minha alegria, mas reconheço que a tarefa não será fácil. Cometer erros é muito fácil, corrigi-los é que é difícil. E armar em rico com o dinheiro dos outros também não é grande ideia. A situação financeira do clube piorou bastante e já foi preciso recorrer à emissão de obrigações. Se este ano não houver contenção nos gastos, a coisa pode agravar-se muito. Os adversários mais directos já garantiram uma grossa fatia dos seus orçamentos, enquanto o Benfica contrai dívida!

Os "escovas" do costume andam à volta do presidente, como abelhas em campo florido, mas esses querem apenas saber do seu tacho e estão-se marimbando para o clube. Como tenho ouvido dizer por aí, abre a pestana, Rui!!!  

sexta-feira, 26 de junho de 2026

O ministreco!

 Não sei se é por causa da sua orientação sexual, se por pertencer ao mesmo partido do Montenegro, ou apenas pelo seu aspecto barbudo e mal apurado, o que sei é que não vou à bola com ele por nada deste mundo!

Ontem, andou o dia todo a prometer que vai enviar ajuda para a Venezuela, pois temos lá 600 mil almas que nasceram aqui, ou são descendentes de quem nasceu, o que vem "quase" a dar no mesmo. Hoje, continua a lenga-lenga da ajuda que está a recolher e já tem garantidas 30 toneladas de açúcar que seguirão em breve.

Em breve pode significar 5 minutos, 5 horas, ou até 5 dias! Num caso destes, em que há milhares de vítimas sob os escombros, a maioria mortas, com certeza, mas algumas vivas que não durarão muito se não forem resgatadas, o segredo é chegar depressa. Já lá deveriam ter chegado, digo eu, mas ele, o nosso ministreco, continua a falar para as câmaras de TV que está a dar o máximo para enviar a equipa que vai ter GNR's - com cães pisteiros e tudo, adivinho eu - mas chegará tarde demais. Com as vítimas todas mortas já não será necessária a ajuda.

Com o aeroporto também afectado, admito que será difícil gerir o envio de aviões com a ajuda, mas para isso existem os serviços diplomáticos que devem estabelecer as prioridades. Toda e qualquer ajuda tem que ter via aberta para Caracas, ou qualquer aeroporto que exista naquela região, o resto logo se vê e depende do interesse e habilidade das pessoas envolvidas.

Se calhar sou eu que não sei ver as coisas, mas não gosto da maneira como são abordados os problemas, aqui. Falar falam eles e muito, mas fazer, está quieto oh mau, não acontece nada! Tive, em tempos, um professor de Sociologia que nos ensinava que existem 3 tipos de pessoas, as que falam, as que dizem e as que fazem. Se quiseres ter sucesso no teu negócio procura as que fazem e esquece as outras que só te fazem perder tempo e consumir recursos.

 Quantos dias aguenta um humano sem comer! E sem beber? E se estiver ferido, com membros esmagados e possíveis hemorragias internas? Corre, ministreco, acelera a fundo senão não chegarás a tempo de salvar ninguém! Fazer sim, falar não, por favor!!!

quinta-feira, 25 de junho de 2026

Turismo de sofá!

 


Fui dar uma espreitadela à zona onde fica a tal lagoa que o António (Vidas) mencionou na sua última publicação. Pode ser que ganhe coragem de ir almoçar, ali por perto, num qualquer domingo, e vou apreciar a quietude da lagoa, enquanto decorre a digestão e espero pela hora de regresso a casa.

Não são assim tantos quilómetros, daqui até lá, e pode facilmente acontecer. Mas há sempre a hipótese de explorar estas coisas, sentadinho no sofá, com recurso ao Earth, Youtube e outras ferramentas que são cada vez mais comuns. Até o "Chatgpt" te pode ajudar a chegar onde queres!

P.S. - Ainda me dói muito a minha mão direita, por isso fico-me por aqui!

quarta-feira, 24 de junho de 2026

A tão desejada paz!

 


Putin está a sentir-se encurralado e já diz estar preparado para negociar! Só que em vez de ir negociar com o interessado directo, o presidente Zelensky, quer negociar com o anzoneiro do Trump, pois sabe que ele puxará a brasa para assar a sua sardinha e nunca a do desgraçado presidente ucraniano, a quem alguns compatriotas já querem mandar para a reforma.

No passado fim de semana, vi num canal de tv uma reportagem pormenorizada sobre a campanha eleitoral de Trump e as mil e uma trafulhices que organizou com os seus amigos de ocasião, a começar por Elon Musk, para recolher apoios e aumentar a sua fortuna pessoal. Só posso imaginar que essa reportagem foi preparada pelos seus inimigos mais ferrenhos, pois mais mal do que disseram não poderiam dizer. Que ganhou milhares de milhões no negócio das criptomoedas instigado pelos amigos que vivem no meundo das tecnologias e dominam a IA, a começar pelo mesmo Musk.

Foi por essa razão que lhe chamei anzoneiro e fui à Infopédia buscar  aquela imagem que afixei ali em cima. O meu objectivo era falar da Ucrânia e de Zelensky, pois é ele e mais ninguém que tem infernizado a vida a Putin e o faz querer negociar a paragem da guerra, embora sempre nas suas condições, claro! Os bombardeamentos em Moscovo e na Crimeia tiveram um efeito demolidor. O povo russo passou a ver a guerra um pouco mais a sério e correr para os abrigos, como fazem os ucranianos, há mais de 4 anos.

No que diz respeito à Crimeia que era a zona turística da Ucrânia por excelência e que os "irmãos" russos usavam para as suas férias, passou a ser uma ratoeira que ameaça apanhá-los a todos como invasores que são. Bombardeamentos estratégicos nos pontos-chave que dão acesso à região, tornando impossível o seu reabastecimento e deixando em cheque as forças russas que a protegem. Assim, começou a debandada da Crimeia para a Ucrânia, ou para a Rússia, conforme a vontade de cada um.

A situação política na Ucrânia, assim como na vizinha Polónia, não ajudam nada na resolução do conflito e vejo mais gente interessada em deitar gasolina para a fogueira do que apagá-la. Putin a puxar para um lado e Trump pelo outro a querer tirar dividendos da sua pretensa ajuda, além de uma Europa em cacos e pouco solidária, vejo a negociação pretendida por Moscovo a não levar a lado nenhum!

P.S. - Ontem foi dia de reatar os tratamentos oncológicos no HPH e, pela primeira vez, as coisas não correram bem. O organismo rebelou-se contra a injecção do cocktail de drogas preparado para o meu caso e tive um ataque súbito de urticária que obrigou os enfermeiros a suspender e chamar os médicos. Foi preciso fazer uma limpeza na veia e continuar, depois disso, o tratamento a passo de caracol. Resultado, mais 3 horas de sacrifício sentado no cadeirão das torturas!

Até no céu da boca apareceram essas bolhinhas!

segunda-feira, 22 de junho de 2026

sexta-feira, 19 de junho de 2026

Lesionado!

 Mão direita fora de serviço!

Impossível teclar!

Coisas do ácido úrico, penso eu!

Regresso logo que me sinta capaz!



quarta-feira, 17 de junho de 2026

É hoje, minha gente!

 

Tinha decidido não escrever uma linha sobre o Campeonato do Mundo de Futebol até acontecer o primeiro jogo. Se conseguíssemos um vitória seria uma publicação cheia de vivas aos nossos craques, se, pelo contrário, não conseguíssemos ganhar tentaria dissecar aqui as razões para tal. Mas, hoje, que é chegado o dia do primeiro jogo, isso cheira-me a cobardia e resolvi mudar de atitude.

Se não estivermos todos com espírito ganhador é que as coisas não acontecem mesmo. Para más notícias já nos basta a lesão do Ruben Dias, o patrão da nossa defesa, e o anúncio da saída do seleccionador, logo que termine a prova. Não sei porquê, mas cheira-me que alguém teve interesse em dar a notícia ontem, na véspera do jogo, talvez tentando quebrar a moral das nossas tropas.

Tenho visto muito bons jogos, de equipas não favoritas, assim como algumas decepções com equipas de quem se esperava mais. Nem vou falar de Cabo Verde, mas, entre outras, gostei de Marrocos, do Senegal e do Japão. O resultado gordo da Mannschaft germânica é um aviso, assim como o Hat-Trick do Messi e o bis do Mbapé são razões de força para moderarmos o nosso optimismo. Nada de cantar de galo antes de tempo.

Já icei a bandeira verde/rubra no meio do meu quintal, a quatro metros de altura e espero que isso nos traga a sorte que precisamos, pois sem ela não chegaremos a lado nenhum. Dar tudo por tudo e sem peneiras pelos primeiros 3 pontos, pois se falhamos esse objectivo tudo ficará muito mais complicado!

Vamos lá cambada, como cantava o Herman, e força nas canetas !!!

 

terça-feira, 16 de junho de 2026

Não sei se ria ...!

 ... ou se chore!


A nossa televisão mexeriqueira, órgão de informação da Média Livre, deu, ontem, grande destaque às sentenças de pena suspensa (3 anos e meio) em dois casos que são completamente diferentes e se esperaria que a nossa Justiça o reconhecesse. Um dos acusados deu duas lambadas na namorada - nem faço ideia se ela as mereceu e/ou gostou de as apanhar, há um ditado que afirma "quanto mais me bates mais gosto de ti" - e o outro que era polícia matou a tiro um "artista" que resistiu à autoridade.

Não vejo que semelhança pode haver entre os dois casos para terem merecido uma pena igual. Está na moda a "violência doméstica" e nem quero publicar a minha opinião sobre o assunto, pois acho que as mulheres perdem mais do que ganham ao entrar pelo caminho das queixinhas. Que há casos graves é verdade, mas as autoridades têm que aprender a separar o trigo do joio. Por mera curiosidade refiro o caso do meu genro (divorciado da minha filha) que também teve direito a uma pena igual por se ter defendido da namorada que o atacou de faca em punho.

O caso do Odair Moniz é um mau exemplo daquilo que, cada vez mais, acontece em Portugal. Ora é a polícia que exagera na autoridade com que aborda os cidadãos, ora são os cidadãos que faltam ao respeito às autoridades e acabam por complicar tudo. Mas quando entregam uma pistola a um polícia tem que haver a certeza que ele saberá quando utilizá-la e não lhe podem cair todos em cima, logo que carrega no gatilho. Nada teria acontecido se o Odair obedecesse às ordens da polícia, logo é ele o culpado daquilo que lhe aconteceu, tornando o polícia inocente e merecedor de castigo nenhum.

Quanto ao machista que (por aquilo que ouvi) é useiro e vezeiro a bater em mulheres, ele merecia ser internado, durante alguns meses, numa casa de doidos e ser sujeito a um tratamento psiquiátrico ajustado ao seu caso. Três anos de prisão, suspensa ou não, parece-me coisa de juiz que não sabe bem como as coisas funcionam neste mundo. E se é a nossa lei que o obriga a ir por esse caminho que se recuse a julgar e exija a alteração do que está mal.

De leis não percebo patavina, mas isto que acabei de escrever é o que me dita o senso comum, coisa que parece andar arredada da cabeça de muita gente!

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Bendito pitrol!

 Se o nosso governo fosse como o de Trump - que adivinha e reage ao que vai acontecer logo à tarde - os combustíveis deveriam descer e não subir nas bombas (que não rebentam, mas) abastecem os carros dos contribuintes deste país!

Há dias que se vinha prevendo a queda do preço do petróleo - desceu 10$ na sexta e mais 10$ hoje - e mesmo assim o nosso Ministro das Finanças, cumprindo ordens do Montenegro (estou convencido disso) aumentou o preço dos nossos combustíveis nuns pozinhos, só para dar a ganhar mais uns cobres aos amigos do costume, Galp, etc.! Eles já têm ganho tanto, desde o mês de fevereiro, que arriscar a perder uns cêntimos não os devia assustar, mas quando até o acerto do preço vai às décimas do cêntimo, ficamos a saber com quem lidamos. Para eles, risco nenhum. para nós, todo o prejuízo advindo da guerra e da especulação.

Parece que desta vez é para valer e vai mesmo haver um acordo para encontrar o caminho da paz. A situação de Israel e a promessa do Irão de o apagar do mapa continuará a ser um problema e não lhe adivinho uma solução à vista. Mas isso, para nós (o resto do mundo) deve ser considerado o menor dos problemas. First things first, como diz o inglês, resolver os grandes problemas em primeiro lugar, a seguir logo se vê!

Amanhã é dia de G7, em Genebra, e o presidente da Ucrânia vai estar presente. Concordo em absoluto, pois, de momento, a Guerra da Ucrânia é o maior problema que a Europa tem entre mãos. Espero que a onda de optimismo vinda do Irão dê fruto neste caso também, isto é, que abra as mentes daqueles que estarão à volta da mesa para perceberem que só a paz trará benefícios a todos. Continuar a investir na defesa, em vez de fomentar a luta pela paz, é o caminho errado e só traz sofrimento ao mundo.

Desceu o petróleo, subiu o ouro e as Bolsas de valores estão a dar alguma alegria aos investidores. Pode ser que os magros ganhos deste ano comecem a "inchar" com estas notícias. E para ser completa a minha felicidade, quero ver os combustíveis a descer, mas a sério, na próxima segunda feira. Ouviste, oh Montenegro?


A descida do petróleo e a subida do ouro refletem diretamente o alívio das tensões geopolíticas no Médio Oriente e a consequente redução das expectativas de inflação global. Este movimento consolidou-se fortemente após o anúncio de um acordo de paz e o fim do bloqueio naval entre os EUA e o Irão, o que reabriu as rotas de exportação de energia.

domingo, 14 de junho de 2026

Manuel Macieira!

 

Houve uma altura da minha vida em que pensei em recorrer aos tribunais para averbar o apelido de Macieira ao meu Silva, herdado do meu pai. Depois, cheguei à conclusão que ficaria a perder mais que ganhar e abandonei a ideia. Hoje, voltei a pensar nisso ao ver a foto do atleta que podem ver acima e joga nos juvenis do Mafra.

O meu nome é Manuel, tão comum em Portugal que é quase como não ter nome nenhum. Quando ingressei na Marinha passei a ser Carlos, nome que substituiu o 29 com que fui brindado durante os primeiros seis meses, até ser mobilizado para Moçambique. Aí cruzei-me com um antigo colega de estudos que me tratou por Carlos e Carlos fiquei até hoje.

O apelido Silva, do meu pai, também ele é tão comum e de significado tão primário que comecei a desejar acrescentar-lhe outro que me pudesse, de facto personalizar. Aconteceu um dia, quando andava enfronhado na Genealogia das gentes da minha aldeia, esbarrar com o apelido Macieira que, do nada, começou a ser usado pelos filhos da Bernardina Martins.

Mas deixem-me explicar quem era a Bernardina, senão não vão dar o mínimo valor a esta minha historieta. Martins era o apelido mais antigo do lugar e freguesia em que nasci. Família grande de muitos filhos que se foram casando e espalhando pela freguesia toda e assim chegamos ao princípio do século XIX, quando o Sr. Manuel Martins casado com a Ana Maria, lavradores abastados do lugar de Modeste, geraram e puseram no mundo a Bernardina, a número 5 de 7 filhos, que haveria de dar que falar na aldeia.

A Bernardina devia ser fresca para assar. Namoriscou, com certeza, alguns rapazes, mas não convenceu nenhum a levá-la ao altar. Aos 29 anos de idade ofereceu ao seu pai uma neta a que deu o nome de Maria que era nome quase obrigatório, a invocar o nome da mãe de Jesus, para dar à primeira filha de qualquer mulher. O nome próprio estava resolvido, como resolver a questão do apelido? Havia donzelas enganadas que, talvez por vingança, ou se acharem no direito de o fazer , davam ao filho o apelido do pai incógnito. A Bernardina não optou por essa solução, mas também não quis envergonhar a cara do pai, acrescentando o apelido Martins à prova viva do seu pecado.

Assim, ela inventou uma solução inovadora, juntando o apelido Macieira ao nome de Maria. E eu até concordo com ela, se a Maria nasceu em Macieira, porque razão não poderia ser conhecida como Maria (de) Macieira? E assim ficou ela e os seus dois irmãos, Joaquim e Manuel, a serem os Macieiras da freguesia de Macieira que, uns anos mais tarde, seria também a minha!

Durante os 5 anos que passei em Moçambique, eu passei a ser o Tintinaine, alcunha que carrego até hoje, por conta da minha ligação aos fuzileiros, à Guerra Colonial e a Moçambique. Como se pode ver, além dos meus números que deram origem ao nome deste meu ainda novo blog, também tenho uma rica colecção de nomes. Mas não o Macieira que, durante algum tempo, pensei ter o direito de usar, Manuel Macieira, tal e qual como o puto que joga futebol pelo Mafra e, quase de certeza, não nasceu em Macieira, como eu nasci (em 1944)!

sábado, 13 de junho de 2026

Enquanto isso...!

 Enquanto uns se entretêm a dar pontapés na bola e outros a festejar o Santo António (de Pádua ou de Lisboa), o Trump diz que desta é para valer, vai celebrar o tal acordo que tem andado para cá e para lá tantas vezes que deve estar todo desgastado e ameaça romper-se se alguém der um espirro!

Não haja dúvida que todos estamos fartos de guerra e ansiamos pela paz, mais os que estão lá e levam com as morteiradas pela cabeça abaixo, do que nós que apenas temos que suportar os excessos dos comentadores que falam, falam, falam, só para nos manter entretidos que informados nem por isso!

Com a promessa que a coisa acontecerá durante este fim de semana a Bolsa de New York já deu um sinal positivo e o petróleo veio por aí abaixo. Sempre quero ver se o Montenegro está atento aos sinais e baixa o preço dos combustíveis que, tendo em conta o nosso nível de vida, é o mais alto de toda a União Europeia!

A entrada em bolsa da Spacex, a tal empresa que vai começar a comercializar excursões para Marte, com data de partida marcada, mas sem data de regresso, pois a viagem dura tanto que metade dos turistas morrerá pelo caminho e os seus restos mortais serão abandonados no Cosmos, fez do Elon Musk, o rapaz sul africano e amigo de Trump (por conveniência) o primeiro bilionário à face da Terra.

Um milhão de euros faria a felicidade de qualquer português que com esse dinheiro compraria uma boa casa, um bom automóvel e ainda lhe sobraria o suficiente para ir passar um mês de férias ao México, República Dominicana ou qualquer outro país daquela zona, menos Cuba, onde não há condições de momento. Talvez, se o Diaz-Canel abandonasse o poleiro e libertasse o seu povo da obrigação de se manter comunista, as coisas mudassem!

Mil milhões já é coisa para os Ronaldos e outros que tais que nasceram com o cu virado para a Lua e a deusa da sorte os acompanha. Daí para cima, contando o dinheiro em milhares de milhões, é só para aqueles que andam envolvidos com semicondutores  e inteligência artificial, ou comércio electrónico e publicidade. Mais que isso só mesmo o Elon Musk que vive na Lua e quer mudar-se para Marte!

Que Deus o ajude e faça boa viagem! Eu quedo-me por aqui mesmo, pois o meu raio de acção está limitado a Barcelos, Famalicão ou Porto, cerca de 30 Kms e mesmo assim com a ajuda do boguinhas que comprei no mês passado!

Com as guerras todas a acabar, vou tentar convencer a Sra. Von der Leyen para propor uma aliança aos grandes players do mundo (China, Índia, Rússia, pelas esquerdas, e EUA e União Europeia, pelas direitas) para desinvestirem a sério na Indústria da Defesa e usarem os fundos livres para melhorar a vida das pessoas que são afinal o que interessa. Sem guerras quem precisa de armas?

O meu desejo sincero para este dia de Santo António é que o preço do petróleo desça tanto que ninguém o queira mais extrair das profundezas da Terra, este planeta sofredor que está todo chamuscado desde que o ouro negro começou a ser explorado, em meados do século XIX. E com isso talvez parem as alterações climáticas e nos livremos de mais desgraças, como as últimas que devastaram o distrito de Leiria! 

sexta-feira, 12 de junho de 2026

Dia de avaliação!

 Computadores fora de serviço em todo o SNS, até à hora de almoço! Caos total, mas a minha médica não deu parte de fraca, apareceu na sala de espera e disse, alto e bom som: - dos meus doentes ninguém arreda pé, mesmo que não almoce só saio daqui depois de os atender a todos!

Um quarto para o meio dia e já vinha eu pela porta fora! Mas mais importante que isso, com a notícia que o tratamento feito tinha resultado, satisfatoriamente, e os próximos tratamentos passarão a ser mensais, em vez de semanais! Nada mau, o sacrifício reduzido para 25% do que foi em Abril e Maio!

Hoje, haverá festa de Santo António, em Lisboa e mais uns quantos sítios aqui nas redondezas, mas não me verão lá, pois, embora a vontade fosse essa, as pernas não me ajudam. Hoje, estive tentado a recorrer à cadeira de rodas para me movimentar dentro do hospital, mas não quis sujeitar o meu acompanhante a esse "biscate"!

Não é habitual eu andar por aqui a estas horas, mas não quis esperar até amanhã para vos transmitir as boas notícias! 

quinta-feira, 11 de junho de 2026

De volta a 1980!

 


Grande salão de exposições, em Londres, decorria a feira têxtil e de confecções a que assisti algumas vezes. Esta uma manhã sossegada sem grande movimento e eu entretinha-me na conversa com um cliente que morava em Belfast e tinha uma voz nasalada que, por vezes e aliada ao sotaque próprio da Irlanda, eu me via aflito para descodificar.

De repente, aproxima-se um homem, já entradote na idade, com a farda da organização do evento, põe a mão em forma de concha, em frente á sua boca, e diz: - This is a bomb alert, abandomn the premises now and quietly! (Alerta de bomba, abandonem o edifício já e nas calmas).

Foi o tempo em que após os muitos atentados em Belfast, o IRA decidiu transferir a guerra para a capital inglesa para eles, os ingleses, sofrerem aquilo que os nacionalistas irlandeses sofriam na pele na sua terra natal, onde eram oprimidos pelos ocupantes (tal como ainda hoje acontece).

Respeitando a ordem, eu e os meus companheiros pusemo-nos na rua em três tempos. Escondemo-nos pelos cantos à espera de ouvir o tradicional boom e os gritos das pessoas, mas não aconteceu nada. Cerca de meia hora mais tarde veio a informação de que se tratou de falso alarme e voltámos todos aos nossos afazeres na paz do Senhor.

Os recentes acontecimentos, em Belfast, com autocarros incendiados, pancadaria, tiros e muita confusão fizeram-me recordar este episódio do tempo em que andava de malinha na mão a correr as capitais europeias, de feira em feira e a aturar os caprichos dos clientes. O cliente tem sempre razão, ensinaram-me, e eu que fui sempre bom aluno nunca me esqueci disso. Paris, Londres, Milão ou Colónia eram-me familiares nesses tempos e foram o meu campo de batalha, nos últimos 20 anos do século XX.

Agora, estou velho e trôpego e nem um alerta de bomba me faria correr. Como diz o ditado, quem já andou não tem para andar!

N.B. - A figura acima, para quem não conhece, pertence a Gerry Adams, carismático líder do IRA, nesses tempos conturbados da guerra contra a Inglaterra de Elizabeth II.

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Luís de Camões!

 Ele foi um grande poeta
O nosso Luís de Camões
Por azar ficou cegueta
Trocou um olho por dez tostões!


É dia de Portugal!
Já foi dia da Raça!
Também é de Camões
E das comunidades de emigrantes
espelhados por todo o mundo!!!




terça-feira, 9 de junho de 2026

Em 2013, neste dia!

 Vou recuar no tempo até ao dia em que caí na asneira de organizar o convívio anual dos filhos da escola de Março de 62! Os marujos (alunos de Vila Franca) e os fuzos (alunos de Vale de Zebro) nunca se deram bem por razões óbvias. Uns achavam-se herdeiros das tradições do Infante D. Henrique e Vasco da Gama, enquanto que os outros foram chamados à pressa e lançados no mato africano para defender a Pátria ameaçada.

Cada um deles tinha as suas razões e muitas glórias conseguidas no passado, mas em 2013 tudo o que se pretendia era comer um almoço em paz e harmonia organizado, pela primeira vez, por um fuzo, euzinho da Silva, o Tintinaine da Escola de Fuzileiros que falava inglês e, por essa razão e mais nenhuma teve direito a usar essa alcunha até ao dia em que o Criador resolver chamar-me à sua presença para acertarmos as contas. Espero que Ele não seja muito exigente e rigoroso, senão estarei feito ao bife que os pecados são muitos!

Comemos o almoço, mas não fomos capazes de o digerir em paz e acabamos o dia numa guerra pegada jurando para nunca mais repetir uma asneira destas. Dos cerca de 900 filhos da escola desse recrutamento, um terço era fuzo e dois terços marujos. Eles estavam em maioria e, por conseguinte, que organizassem a coisa, no ano a seguir, que comigo não poderiam contar mais. Saiu a fava ao Teixeira, voluntário como eu, o 56 da Escola de Alunos Marinheiros.

 Com a tarde a chegar ao fim e os ânimos exaltados decidi partir e ir procurar dormida em Torres Novas que ficava ali mesmo ao lado e serviria de ponto de partida para uma viagem pelo Alentejo que eu pretendia fazer no dia seguinte, o Dia de Portugal. Por acaso, nesse ano de 2013, tinha sido decidido que as comemorações oficiais se desenrolariam em Elvas, junto ao Aqueduto da Amoreira, Ex-Libris dessa cidade alentejana.

Levantei-me cedo, mas a viagem é longa e quando, finalmente, avistei o aqueduto já as tropas desmobilizavam e as autoridades civis e militares tinham partido á procura do Almoço. De Torres Novas a Abrantes, daí até Portalegre para depois acelerar em direcção a Elvas, tive que ouvir das boas da minha acompanhante que não gosta de ver o conta quilómetros ultrapassar os 100 à hora. E depois apanhei muitas placas de 50 pelo caminho, o que quer queiramos ou não nos obriga a refrear os ânimos.

Depois da festa oficial a que presidiu o Cavaco e o respectivo pupilo Passos Coelho, fui à procura de dois filhos da minha escola, oriundos daquela cidade, com quem tinha apalavrado um almoço em conjunto. Mas, antes do almoço, ainda fomos dar uma volta pela cidade, espreitar o Forte de Elvas, onde a PIDE fez sofrer tantos militares "mal comportados", e as Forças Armadas em parada com as suas armas e bagagens a tentar imitar o que se faz em Moscovo ou Pequim.

Desse dois filhos da escola, um já partiu para o Além e o outro, mais novo um bom pedaço, anda, como eu próprio, a amargar uns tratamentos oncológicos que lhe permitam andar por cá mais uns tempos. Passei um bocado da tarde com ele, em casa do seu pai, o velho Santana, de quem tomava conta, mês sim mês não, alternando com outro irmão que o ajudava nessa missão. Depois disso, rumei a norte, fui às cerejas ao Fundão e pernoitei na Covilhã, relembrando andanças antigas, para no dia seguinte subir a Serra da Estrela e ver se encontrava um restaurante que servisse um cabritinho para o almoço.

E pouco mais tenho a contar. O caminho de regresso é sempre um pouco mais triste que o de ida, pois nos lembra que a festa acabou e a vida real volta com todo o seu peso. Vou deixar-vos aqui um par de fotos - se forem mais que duas não me castiguem pelo erro das palavras - para recordar outros feitos e outras eras que foram importantes na nossa História.

Olivença (centro) onde já se realizaram também estas comemorações e
amanhã acontecerá algum tipo de festa também.

Zona da fronteira do Caia com Elvas e Olivença bem
próximas uma da outra, mas separadas por uma questuiúncula
que nuestros hermanos teimam em manter, desde os
tempos de Napoleão Bonaparte.

Imagem da famosa batalha das Linhas de Elvas em que garantimos
a nossa independência do reino de Castela!

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Eu e os combustíveis!

 Ao comprar carro a minha primeira preocupação é saber quanto consomem aos 100!

Até a cor era essa!

Nunca gostei de carros bêbados, mas já me tocaram 3! Acabei por me livrar deles depressa, embora com algum custo que não me agradou muito. O último que me calhou em sorte foi um Renault Laguna 1.8 que foi o segundo carro que comprei novo, a estrear, e me saiu uma grande barraca. Tinha um motor que era um espectáculo, mas bebia 12 litros, na cidade. Comprei-o em 1996, aguentei 3 anos até o deixar enfiado na garagem, a apodrecer!

Por causa dele, eu decidi mudar para o GPL, no ano de 1999, e com ele me mantive até 2012. Corri Portugal de lés-a-lés nesses 2 carros, um Toyota Carina II já entrado na idade que comprei de propósito para adaptar a gás e o Laguna que ficou encostado na garagem, durante uns anos e se estava a estragar por falta de uso. Gastei 1.500€ para o adaptar a gás, vendi o Toyota, e cheguei até ao ano de 2012, farto de andar à procura de postos de combustível para abastecer e que não eram muitos.

Numa viagem daqui para o Algarve era obrigado a parar em Palmela, freguesia de Aires, para encher o depósito e depois só em Olhão, ou Portimão, para repetir a dose. No interior, ao rés da fronteira espanhola, era ainda pior, raríssimos os pontos onde abastecer. E depois, o Laguna era mesmo bêbado, tanto a gasolina como a gás, e não fora o preço ser pela metade já há muito me teria livrado do carro.

No fim do ano de 2012, decidi que era tempo de dizer adeus ao GPL e não estava disposto a pagar o preço da gasolina, vai daí comprei uma carrinha Ford Mondeo a gasóleo (grande máquina), talvez o carro que mais gostei de conduzir até hoje. Ainda é meu, mas anda o meu neto mais novo a dar cabo dele até cair para o lado. Eu decidi regressar à gasolina, por culpa do Trump, do Montenegro e outros filhos da mãe que decidiram enriquecer à minha custa, e comprei um pequeno carro vindo da Ásia que espero não consuma mais de 5 litros aos 100.

O carro é mesmo pequeno, por exagero parece que vou sentado sobre a roda traseira, quando me sento ao volante! Estava habituado a uma bagageira enorme, onde cabia tudo, agora tenho que ter em atenção o que compro, senão tenho que pedir ajuda a alguém para me trazer o resto das coisas. Eu costumava comprar 6 embalagens de garrafas de água e só cabem lá 3! Resta-me o banco traseiro como alternativa para trazer o resto!

Comecei a conduzir em Mozambique (pela esquerda, à moda dos ingleses), mas só lá tirei carta de mota. Ao chegar aqui, depois de dizer adeus à guerra, fui tirar a carta e escolhi "pesados", pois não tinha emprego nem sabia o que a vida me reservava, por isso era um trunfo extra que me podia ser útil. Depois de ter carta não há ninguém que não se sinta tentado a apostar no seu primeiro carro. Fraquinho, ao jeito das minhas economias, chegou 1 ano e 1 mês antes do 25 de Abril de 1974 (uma espécie de prenda do meu 30º aniversário), um pequeno utilitário a gasolina que me serviu para aprender a conduzir nas estradas portuguesas.

E aqui estamos, 52 anos depois, de volta a um pequeno utilitário a gasolina que está, hoje, mais barata que o gasóleo, quem havia de dizer! A grande diferença é que a gasolina custava apenas 5$60 por litro, quando comecei a conduzir! Mas, em boa verdade, isso durou pouco, pois ainda durante o ano de 73 o preço subiu para 11$20, por motivos da Guerra do Petróleo que nos trouxe as enormes bichas, nas bombas de combustível, e as "Conversas em Família" do Professor Marcelo Caetano, na TV, ao serão!

domingo, 7 de junho de 2026

Na minha insónia!

A Starlink é um serviço de internet por satélite de alta velocidade desenvolvido pela SpaceX, empresa de Elon Musk, projetado para fornecer conexão estável e de baixa latência em qualquer lugar do planeta. Ao contrário dos serviços de satélite tradicionais que operam em órbitas distantes, a rede utiliza milhares de satélites em órbita baixa da Terra (LEO), reduzindo o tempo de resposta e permitindo atividades exigentes como videochamadas, jogos online e streaming em 4K.

De vez em quando esbarro em programas de TV noturnos que me despertam algum interesse. Hoje, aconteceu outra vez. Alguém perorava sobre as guerras, sobre a Nato, sobre o problema da Europa que não tem defesa nem pode confiar nos EUA para lha garantir. Falta organização, faltam armas, faltam homens (e mulheres), falta dinheiro e, em especial, faltam ideias.

Aquilo que se tem passado na Ucrânia é uma espécie de "abre-olhos" para nós todos europeus que, desde o fim da II Grande Guerra, temos vivido debaixo do guarda chuva protector da América. Finalmente, estamos a chegar à conclusão que a América tem sabido tratar dos seus interesses, enquanto que nós nos esquecemos disso por completo. Nós desistimos das bombas atómicas, porque eles as tinham e nos garantiram que seriam usadas para nos defender. Eles espalharam-nas um pouco por toda a Europa, apontadas para leste, mas duvidamos, hoje, que sejam capazes de as utilizar para nos defender.

Em especial numa situação como esta em que a presidência está nas mãos de um mentecapto que, por razões pessoais, está mais interessado naquilo que há a Leste que na velha Europa. Eles têm as bombas, os meios para as transportarem, além dos sistemas de comunicação que permitem e facilitam o seu uso. E mais ainda quando esses sistemas estão na mão de privados que não obedecem a nada nem ninguém, a não ser que isso lhes garanta algum lucro.

A Starlink, mencionada acima, é uma dessas ferramentas. A «Guerra dos Drones» que parece ser a arma do futuro, precisa dessa ferramenta para funcionar e sem ela são meros brinquedos sem grande serventia. Lembro-me bem daqueles filmes da série 007 - James Bond em que havia sempre alguma arma ou segredo militar a ser contrabandeado pelos maus para prejudicar os bons. Hoje, nem isso faz falta, o serviço da Starlink é vendido a quem quiser comprar e tiver dinheiro para pagar. O mesmo que é dizer que "estamos no mato e sem cachorro", ou nos fazemos amigos do Trump e do Elon Musk ou eles levam-nos a fisga e deixam-nos apenas as pedrinhas no bolso.

Dizia o tal programa a que estive a assistir que a guerra já foi de carros de combate, de grandes navios ou modernos aviões e artilharia a disparar à distância, agora é de quem tiver os chips - que estão em Taywan, na China, na Rússia - ou os minerais para os fabricar e a inteligência (natural ou artificial) para os saber utilizar. Qualquer puto munido de um computador e escondido numa cave em qualquer canto do mundo será capaz de causar mais prejuízo que todos os carros de combate existentes na Europa, no dia em que esta se vir forçada a defender-se dum inimigo que está a perder o resto da vergonha que ainda tinha.

Felizmente para nós, parvos e distraídos europeus, a Ucrânia tem vindo a tornar-se uma sumidade nessa arte e só temos que acarinhá-la e trazê-la para o nosso seio, o mais rápido possível, para começarmos a pensar na nossa defesa a sério. Hoje, está programado um encontro entre os 3 grandes da Europa (Alemanha, França e Reino Unido) e espero que este tema esteja em cima da mesa. Na minha opinião está na hora de desactivar a NATO, dizer adeus às maluquices de Trump, e lançar os alicerces de uma nova ordem que tenha em consideração as preocupações dos Países Bálticos, da Polónia ou da Roménia que estão no olho do furacão.

Nós, os do flanco sul, temos outras grandes preocupações, a começar pela invasão do continente por asiáticos e africanos que procuram aquilo que não encontram nos seus países, a começar pela liberdade. A miséria gera guerras e disso eles estão fartos, fugindo para a Europa, onde encontram tudo aquilo que lhes falta, pão, paz e liberdade para dizerem e fazerem o que lhes apetece. Virou-se o bico ao prego, eles estão a fazer-nos aquilo que nós lhes fizemos, desde o fim do século XV, desde a ponta de Sagres até ao Mormugão e mais além! 

sábado, 6 de junho de 2026

O Leão!

 Estive vai não vai para vos dar música! É sábado, dia de descanso, e o meu cérebro também precisa de algum repouso. Mas, como me tornei num cronista da moda, vou dedicar umas linhas ao leão que é o rei dos animais e tem como prioridade ajudar e proteger as suas fêmeas que caçam para ele não passar fome.

Não era bem nesse leão que estava a pensar, mas por algum lado havia de iniciar a conversa. O Papa Francisco entregou a alma ao Criador, elegeram um novo para tomar o seu lugar e, vá lá a gente saber porquê, ele escolheu o nome de Leão para ficar na história da igreja de S. Pedro de Roma, primeiro papa indigitado por Jesus Cristo, antes de se reunir ao Pai.

 O anterior papa a usar este nome já faleceu em 1903, há quase 123 anos, e alguma obra deve ter deixado por terminar para este ter escolhido esse nome. Tudo leva a crer que o tenha feito para nos deixar uma mensagem. Eu tomo posse para terminar aquilo que ele não teve tempo de fazer, penso eu ser a mensagem implícita na escolha do nome.

Leão XIII viveu e chefiou a Igreja Católica num período complicado, tanto da Europa como da própria Igreja Católica, e poderíamos dizer que as muitas empresas a que meteu ombros necessitariam de um retoque final para ficar tudo nos eixos e a contento de todos. Quem sabe, é esse o objectivo do papa americano que teve o azar de ser escolhido ao mesmo tempo do "maluco" do Trump que faz tudo para pôr o mundo de pernas para o ar.

Assim estava a Igreja e a Europa, na segunda metade do século XIX e coube a Leão XIII contactar os governantes para resolver as muitas pendências e promover a paz entre os povos. Podemos dizer que hoje, por motivo das guerras que nos afligem, estamos outra vez numa situação parecida e precisamos de alguém com os parafusos todos no sítio e bem apertadinhos para tentar resolver a situação.

O Papa inicia, hoje, uma longa visita a Espanha que é foco de instabilidade, tanto interna como externa. Há vários anos que não se consegue eleger um governo a sério e saltam de um provisório para outro sem saber como as coisas irão acabar. Sobre as guerras, sobre a Imigração ou a Nato já sabemos a posição do governo de Sanchez e talvez o papa o confesse e faça aceitar a penitência que se impõe.

Seis dias de estadia num só país é uma novidade e só me faz pensar que será um ponto de partida para dar um sinal à Europa que tem andado mal e deve arrepiar caminho para não cair no abismo. Podemos dizer que os culpados são Putin, Trump e Netanyahu, mas a Europa, liderada por Von der Leyen, António Costa e Kaja Kallas, tem que assumir as suas responsabilidades e recolocar o comboio nos carris, de modo a continuarmos a viagem até ao destino.

Que seja bem sucedido nessa missão é aquilo que posso dizer a título de epílogo desta minha mensagem que espero recolha a vossa aprovação, em vez da tal musiquinha que tinha pensado dedicar-vos!

sexta-feira, 5 de junho de 2026

Não sei que pensar!

 O fórum económico de S. Petersburgo conta com cerca de 20 mil participantes de mais de 130 países, nesta edição de 2026, com forte presença de nações da Ásia, Médio Oriente, África e América Latina (BRICS e CEI). Uma delegação de alto nível dos EUA também está presente.


O discurso de Putin deu-me que pensar! Não sei precisar porquê, mas ele pareceu-me interessado em enterrar o machado de guerra e dar paz ao seu povo que, tal como o da Ucrânia, tem vivido num inferno, desde o dia em que ele decidiu dar início à tal operação militar especial, em Fevereiro de 2022. Operação essa que deveria demorar apenas alguns dias e serviria para meter os políticos de Kiev na ordem, mas se revelou como um dos maiores fracassos da História da Rússia com mais de um milhão de baixas, entre mortos e feridos.

Sei que é difícil acreditar, mas soou-me como alguém que está mortinho por sair desta situação em que está metido. Se é por sentir que a Ucrânia o pode atingir, como nunca acreditou que isso pudesse acontecer, por pressão interna dos seus pares ou porque a economia está num beco sem saída e não tem grandes meios financeiros para continuar com a "operação"? Não sei responder a esta pergunta, mas quando ele, finalmente, já aceita conversar com o presidente da Ucrânia, eu acredito em tudo que me quiserem contar.

Não sei como ficarão as coisas no leste da Ucrânia, no famoso Donbass, onde os separatistas russos têm feito a vida negra ao governo de Kiev, desde 2014. Que há muita gente, ali, que prefere pertencer à Rússia parece não haver dúvidas, mas, paredes-meias, vivem outros tantos que se sentem ucranianos e assim querem continuar. Talvez seja possível fazer um referendo e traçar uma linha de demarcação que os separe. De qualquer modo, não é razão suficiente para transformar esta guerra numa coisa sem fim.

Os interesses económicos que estão por trás disso é que serão muito mais difíceis de resolver por meios pacíficos, tal como acontece na Crimeia pelo domínio total do Mar de Aral e predomínio sobre o Mar Negro, onde a Rússia gostaria de mandar, por lhe faltar outro mar navegável, durante o inverno, por oposição ao mar de Murmansk que está debaixo de gelo, durante metade do ano. Tal como a grande China que tem falta de mar aberto, também a Rússia sofre desse mal e como tal vai fazer de tudo para não sair da Crimeia.

Se o Zelensky lhe mandar um recado do género "retira as tuas tropas da Crimeia e depois falamos", não adivinho o que lhe responderia Putin, mas quero crer que não haveria conversa tão cedo. Talvez se o Trump meter a viola no saco e se retirar para o seu jardim (o que pode acontecer apenas em 2029) e aumentar a pressão da União Europeia, usando, com maior eficácia do que até agora, o boicote económico, o Putin seja obrigado a encolher-se. Mas até isso acontecer ainda vai morrer muita gente!

Os drones que derrotaram Putin

quinta-feira, 4 de junho de 2026

O dia santo!

 Há uns minutos, ouvi alguém desejar "bom feriado" a alguém de quem se despedia. Apeteceu-me gritar-lhe, daqui do canto em que passo os meus dias, que não é feriado, é dia santo da igreja. E para a igreja deveriam ir as pessoas, rezar e pedir perdão pelos seus pecados, neste dia que se celebra o Corpo de Deus, e não a correr para o Algarve testar a temperatura da água dos mares do sul.

Os católicos levam a religião pouco a sério, talvez porque nem católicos sejam, foram apenas baptizados pelos seus pais, quando nasceram, porque isso era - talvez ainda seja - um hábito instituído. Uma concha de água pela cabeça abaixo e alguns nunca mais voltaram a entrar na igreja, depois dessa cerimónia. Estou a exagerar um pouco, mas nas grandes cidades e na grande maioria dos casos não ando muito longe da verdade.

Aqueles que, hoje, não se sentirem virados a ir para a igreja e ouvir o padre arengar sobre o dogma da Igreja Católica Apostólica Romana que afirma que o corpo e sangue de Jesus Cristo está naquela hóstia que é consagrada durante a missa, deviam ir trabalhar para o patrão que lhes paga o salário no fim do mês. Ou, em alternativa, ir para uma sinagoga ou uma mesquita pensar se não estará na altura de mudadrem de religião.

Eu sou um católico não praticante, pois não me revejo na actuação dos padres católicos e não tenho pachorra para ouvir aquilo que dizem. De padres já tive a minha dose e, juro, foi uma dose cavalar! A minha mãe era uma verdadeira fanática da religião, enganadinha e bem pelo abade da freguesia que recrutava (a bem ou a mal) todos os fregueses que o arcebispo de Braga lhe punha nas mãos. Desde os 6 anos de idade que me escorraçava da cama, a cada primeira quinta e sexta-feiras do mês, o mesmo no primeiro sábado e todos os domingos do mês, às 6 horas da matina, quer chovesse ou fizesse sol, para engolir a hóstia, a tal de que falei acima.

Depois da minha mãe vieram os padres jesuítas que foram meus educadores, até aos 16 anos, e me trataram ainda pior que ela. Ao começo e fim do dia, havia uma hora de capela para pôr as rezas em dia e não havia maneira de escapar a esse suplício. Bem o tentei algumas vezes, mas fui severamente castigado. Agora, quando me perguntam que religião sigo, eu digo que sou budista. Eu nem sei bem o que isso é, mas o resto do pessoal que ciranda à minha volta também não, portanto seguimos todos com a nossa vida na mais santa paz!

Eu não sou nenhum santo, reconheço isso, mas há muitos por aí que são piores que eu, pensem só no Putin e outros que a ele se assemelham e andam por aí todos engravatados a apertar as mãos uns dos outros. Eu prefiro-me assim!!! 

Hóstia consagrada exposta na custódia!

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Esquerda, ponto e vírgula!

 Há caras que ficam para a História e outras que lá não entram por muito que as empurrem!

O PCP sem o Jerónimo de Sousa não tem piada nenhuma! A CGTP sem a Tengarrinha não convence ninguém! Já antes dela, o Arménio ou o Carvalho da Silva eram pesos pesados a ter em conta! Passado que foi o primeiro quarto do século XXI e com o André Ventura convencido que veio para ficar (na História), parece cada vez mais claro que o socialismo à moda de Moscovo tem os dias contados.

Portugal anda sempre (muito) atrasado nestas coisas, mas "devagar se vai ao longe" e os sinais são claros, digo eu que não sou grande especialista na matéria. Vem esta conversa a respeito de mais uma greve do funcionalismo público, sim porque são os empregados do estado os únicos que se dão ao luxo de parar. Como são empregados do Montenegro e não gostam nem estão de acordo com ele, pois ... que o manifestem!

A CGTP, com Tengarrinha ou sem ela, há muito que descobriu como paralisar o país. A Educação e a Saúde, as Instituições Públicas e os Transportes congregam uma grande parte dos perto de 800 mil funcionários do Estado, em que mais de metade ganha menos de 1.000€ por mês, alguns ultrapassam os 3.500€ e o resto não chega aos 2.000€. Uma mistura que diz bem do atraso do nosso país no clube dos europeus e que os nossos governantes têm tido o cuidado de manter assim ao longo dos anos.

Não admira, por conseguinte, que façam greve, que refilem contra o chefe do governo e o queiram ver pelas costas, quanto mais depressa melhor. Um outro facto que deve merecer a nossa atenção é que o resto do mundo do trabalho não está, minimamente, interessado na greve, mas vê-se envolvida nela por força das circunstâncias. Com os transportes parados e tudo o que é público fechado (escolas, hospitais, repartições) como é possível ir trabalhar.

Deve ser esse o trunfo dos comunistas, paralisar o país quando querem sem haver quem os consiga contrariar. Houve um tempo em que o PS e a UGT queriam mostrar a força que tinham e deveria ser 3 ou 4 vezes superior aos que labutam mais à esquerda, mas, hoje, com o PS cada vez mais desacreditado e os sindicatos na mó de baixo, nada conseguem. Mesmo dizendo que não alinham nesta greve, ninguém lhes dá ouvidos e é como se já nem existissem!

E depois, as datas escolhidas são qualquer coisa de se lhe tirar o chapéu. Senão vejam: na próxima sexta muita gente tinha já planeada uma ponte para ter um fim de semana prolongado e ir até ao Algarve testar a temperatura da água, na quinta é dia santo da igreja (aqui paro para perguntar se os não católicos não deveriam ir trabalhar) e na quarta o dia ideal para agendar a greve. Nem o Putin, nas catacumbas do Kremlin seria capaz de melhor!

O do Porto tem pouco a ver com o de Lisboa!

terça-feira, 2 de junho de 2026

A Tia Eusébia!

Eusébia era o seu nome e era minha bisavó, não tia que tias são todas as mulheres da aldeia sejam elas familiares ou não. Um dia deu-me para descobrir, ou tentar, saber quem foram os meus antepassados. Não pensem que é tarefa fácil!

Houve um tempo em que a família da minha mãe eram três mulheres. Primeiro eram apenas duas, Maria e Rita, mãe e filha, mas depois a viuvez de Eusébia trouxe-a para casa da sua filha Maria e da sua neta que era ainda uma jovem rapariga solteira. A velhota andava na casa dos 80 e foi atacada pela forma mais severa de Alzheimer, o que fez da sua filha e neta escravas a tempo inteiro para tomar conta dela.

A minha avó Maria não era mulher de muitas falas, mas foi ela que me criou e passámos juntos os primeiros 11 anos da minha vida. Além do meu pai que raramente parava em casa, eu era o elemento masculino na vida da minha avó e ela, lá em cima do sítio para onde foi, há mais de 50 anos, deve estar a verter uma lágrima ao ver-me falar nisso.

Cresci a ouvi-la falar da sua mãe Eusébia e das tropelias que fez ainda jovem, do seu casamento tardio e da sua doença, nos últimos anos de vida, que redundavam sempre em grandes risadas pelas figuras parvas que fazia pela aldeia, cada vez que se conseguia furtar à vigilância das suas guardiãs. E foi esse o tiro de partida para uma investigação que me ocupou a tempo inteiro, durante perto de um ano.

Andar para trás no tempo à procura de nomes e parentescos de pessoas já desaparecidas não é tarefa fácil. Mais ainda, quando o único meio de prova é um velho livro de sacristia mal escrito e mal tratado pelo abade da freguesia que, em muitos casos, era bem preguiçoso e deixava a terceiros o ofício de escrever aquilo que a ele competia e para que tinha passado perto de 20 anos a estudar/aprender. Redigir o "assento" de baptismo, de casamento, ou de óbito dos seus fregueses provou ser mais pesado do que alguns conseguiam aguentar e delegavam em ajudantes que se prontificavam a fazê-lo.

Sabendo que não ia ser fácil encontrar o fio da meada, decidi copiar de fio a pavio todos os registos de baptismo e casamento da freguesia onde nasci. Comecei a encher o meu computador de nomes e datas que se iam encaixando e formando famílias. Infelizmente, alguns registos são completamente ilegíveis, seja por culpa de quem os escreveu, pela qualidade da tinta ou dos muitos anos já decorridos. E há ainda páginas rasgadas ou que sofreram qualquer acidente que as tornou incapazes de trazer até mim a sua mensagem.

Jerónimo era o nome que ansiava encontrar. A minha avó sempre afirmara ser da família do Jerónimo e tinha umas vizinhas que se diziam suas primas e pertencerem a essa mesma família. O Jerónimo só podia ser uma avô ou bisavô de quem elas não conheciam os apelidos. Registo atrás de registo fui mastigando aquela marmelada toda e só depois de recuar perto de 200 anos da nossa história recente, encontrei o primeiro Jerónimo nascido na minha freguesia.

Corria o ano de 1743 e a família que deu origem a esse Jerónimo era constituída por uma rapariga de família nascida e criada no mesmo lugar onde eu nasci e um homem filho de gente de fora da freguesia que trouxe o apelido Ferreira para juntar ao Jerónimo que eu tanto procurara. No início fez-me alguma confusão, pois o apelido da minha mãe, avó e bisavó era Sousa e seria esse o apelido que eu esperaria encontrar colado ao Jerónimo. Jerónimo de Sousa, tal e qual como o político de que vos falei ontem e que, em certa medida, me fez pegar neste assunto para a minha publicação de hoje.

Já com dois séculos de registos no meu computador recorri aos meus parcos conhecimentos de Excel para relacionar pais com filhos e filhos com pais, de modo a descobrir quem era quem e que famílias existiam naquela freguesia. E foi assim que descobri que a Eusébia era um dos dez filhos do Joaquim, que era filho do José e neto do Jerónimo Ferreira. A culpa da perda do apelido Ferreira coube a este José, meu tetravô, que ao casar-se com uma senhora de apelido Souza passou esse apelido para os seus descendentes em vez do seu Ferreira, herdado do pai e avô (Manuel, já agora e por curiosidade).

E não vos canso mais com as minhas manias geracionais, embora deva dizer que ando com um plano de escrever a história dos dez (10) irmãos, filhos de Joaquim Álvares de Souza, pelas muitas ligações a pessoas que povoaram a minha infância e vivem ainda na minha memória ligadas a lugares, propriedades e outras coisas que me dizem respeito!

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Quem se lembra da geringonça!

 


Eu que sou maluco por ditados, lembrei-me de mais um, agora mesmo. E esse reza assim: Atrás de mim virá quem de mim bom fará!

Não há dúvida que cada nodo governante nos parece melhor que o anterior. Acho eu que é pela simples razão de estarmos tão fartos dessa personagem que aceitamos de bom grado qualquer outra que a venha substituir.

Foi assim com Passos Coelho que substituiu Sócrates que tinha feito tantas e tão boas que só o queríamos ver pelas costas. Aconteceu o mesmo com Passos Coelho que perdeu o ugar para António Costa, embora de modo um tanto ou quanto irregular, a quem demos as boas vindas considerando que seria ele o "salvador da Pátria".

Não foi, bem pelo contrário, fugiu com o rabinho entre as pernas por causa de um parágrafo escrito no fim de um comunicado que veio a provar ser muito mais que isso. Claro que os 78 mil e quinhentos euros descobertos na gaveta do seu chefe de gabinete ajudaram muito, mas ele já planeara, há muito, a sua fuga para Bruxelas. Bem me lembro de o Prof. Marcelo o ter avisado, no dia da Tomada de Posse, olhe que se você for para Bruxelas o governo cai, não aceito outro Primeiro Ministro!

Um cargo em Bruxelas, como arranjou o Durão Barroso, é o sonho de qualquer político português. Uma vida boa, muita fama e uma reforma dourada paga pela calculadora de Bruxelas que não tem qualquer semelhança com a de Lisboa. Assim a modos que a reforma do Governador do Banco de Portugal, cuja reforma vem de um lado que não pode ser escrutinado, embora os seus fundos tenham saído dos bolsos de todos nós que nunca teremos direito a nada parecido ou semelhante.

Por falar em António Costa sou obrigado a recordar a famosíssima "Geringonça" criada por ele e também o velho comunista Jerónimo de Sousa que a ajudou a parir e cujas dores do parto deve sentir ainda hoje, pois alinhar numa jogada daquelas era tudo menos aquilo que ele considerava digno de um comunista seguidor de Álvaro Cunhal que passou pelo Forte de Peniche, no tempo da Ditadura.

Uma coisa tenho a dizer em abono da verdade, o Jerónimo abandonou a política e mais ninguém o viu nem ouviu a "botar faladura" fosse sobre que assunto fosse. Reformou-se e foi disfrutar da sua reforminha ligeira, pois mais nada precisa além disso. Pão e uma sopa honesta todos os dias da vida é tudo o que precisa para ser feliz. Se não é assim, parece!

domingo, 31 de maio de 2026

O salta pocinhas!

E assim chegamos ao fim de Maio, o mês que marcou algumas mudanças na minha vida. O abandono do antigo blog que já durava há uns bons anos e atingiu milhões de visitas, teve um pouco a ver com isso, foi preciso entrar num novo ciclo de vida sem ficar agarrado a velhos hábitos.

Um pequeno salto e já estaremos em Junho, o mês que nos traz o verão, as festas dos santos populares, as praias e as patuscadas numa sombrinha acolhedora nas margens de uma ribeira. Por falar nisso estou a lembrar-me de um piquenique que fiz com os netos, e a família toda, no açude do rio Vez, nos Arcos. Para os convencer a acompanhar-me tive que prometer uma surpresa e um "subsídio de férias" para cada um fazer o que quisesse com o dinheiro.

E lá se foram algumas notas de 100€ a voar do meu bolso para fora, mas valeu a pena, eles agora são gente adulta que vive a sua vida e liga pouco aos velhotes que só atrapalham, mas ainda se lembram desse episódio. E cortar o cabelo à escovinha aos netos (rapazes) era a minha mania e também lhes acenava com as notas para os convencer. Refilavam, mas caíam sempre na ratoeira!

Por falar nisso, aquelas paragens do Gerês são o lugar ideal para gozar a natureza. Aconselho a preparar um farnel gostoso que cerveja fresquinha e sombras apetitosas para nos escondermos do sol não faltam por lá. Não aconselho Ponte de Lima, pois aí só no inverno, desde que o rio não ande fora do leito, a terra é pequena para tanto visitante, não há lugar onde estacionar a viatura nem aquele sossego que se procura para esquecer o corre-corre das nossas cidades.

Para quem ainda trabalha isto é mais difícil de levar à prática, mas para aqueles que como eu não sabem o que fazer ao tempo é a coisa mais fácil desta vida. É só pôr um boné na cabeça e rumar a norte com as costas viradas para o sol que fica reservado para os que preferem a confusão do Algarve e dos turistas transnacionais e de todas as cores e credos. Os distritos de Viana do Castelo ou Braga dão-vos as boas vindas!

sábado, 30 de maio de 2026

Essas são as 3 cousas!

 

Ontem, não estava com tempo para pesquisar e descobrir o que eram essas 3 coisas, hoje, tenho tempo de sobra para isso e aqui vos deixo «Los Stop» os entendidos na coisa! Eles dizem que a Saúde, o Dinheiro e o Amor são as 3 coisas que nos devem bastar para ser felizes, mas eu sou obrigado a discordar.

A Saúde sim que é importante e se nos falta está o caldo entornado!

Já o Dinheiro, esse vil metal que até consciências compra, traz-nos mais dores de cabeça que outra coisa. Custa muito a ganhar e custa ainda mais a guardar, pois à mínima distração lá se vai ele pela janela fora! Felizes daqueles que têm apenas o mínimo para garantir que não passam fome nem miséria e dormem todas as noites descansadinhos na sua cama!

O Amor é outro que tal, muitas lágrimas são derramadas, muitos crimes são cometidos e muitas desgraças acontecem por causa dele! Eu que fui um guerreiro nessa guerra, cheguei aos 80 anos derreado pelo peso da minha história. E se me perguntarem se alguma vez fui feliz, se me senti satisfeito com o estado de coisas que era a minha vida, responderei que não. E mais não digo, pois a IA anda por aí que nem a PIDE dos velhos tempos, à cata dos nossos segredos mais bem guardados!

Dia de Assembleia na Luz!

  Dia 25 de Junho foi (é sempre, uma vez por ano) Dia do Marinheiro! Um dia especial para eu recordar os seis anos e meio que passei na Brio...