domingo, 27 de setembro de 2026

Chamava-se Isabel!

 

Eu sei que daquilo que os meus leitores gostam mais é que eu lhes conte a respeito das minhas namoradas. Num tempo em que o namoro era mais à janela ou à varanda, para não podermos enfiar as mãos por onde não devíamos, do que num sítio recatado, onde nos pudéssemos esticar à vontade, qualquer namoro era uma epopeia de acontecimentos que vale a pena contar.

Casei-me aos 24 anos, por conseguinte, o meu tempo de tirocínio não foi muito longo, mas teve os seus pontos altos. Alguns namoros não duraram mais que dias e deles não restam grandes memórias. Está neste caso a Isabel, última das três com este nome, que me sugeriu que a convidasse a ir com ela ver o Fogo de S. João, em Vila do Conde, um curto mês depois de eu ter abandonado a Briosa. Eu sei o porquê de ela ter feito isso. Havia uma moreninha (de pelo na venta e nariz arrebitado) que morava na casa em frente e que a Isabel sabia que me interessava.

A Isabel acabou casada com um vizinho, empregado na construção civil e, alguns anos depois, veio morar aqui para a vizinhança. Cada vez que nos cruzávamos no caminho, ela não desviava o olhar e parecia-me que me recriminava por não ter levado o namoro mais longe e ter sido obrigada a casar com o "trolha". Ela não deve ter sido muito feliz com ele, nunca os vi juntos na rua. Naquela noite de fogo de artifício, foi mais ela a tomar a iniciativa do que eu próprio, aconteceu um pouco de marmelada, mas os meus pensamentos estavam com a moreninha. Morena com quem namorei cerca de dois meses, até a minha prometida regressar da Alemanha e termos decidido casar.

Antes desta Isabel houve outra, ainda em Lourenço Marques, que pouco ou nada adiantou na minha vida amorosa. Apresentado por um camarada fuzileiro que vivia atrás de qualquer rabo de saia que lhe cruzasse no caminho, comecei a sair e passar as tardes de domingo com um grupinho de jovens de que fazia parte essa Isabel, de corpo franzino, caixa de óculos e que parecia necessitar de uma autorização expressa para abrir a boca e dizer qualquer coisa.

Ela tinha como amigas mais chegadas duas irmãs, ambas que nada tinham ficado a dever à deusa da formosura, e palradeiras de cansar um santo. Por exclusão de partes, comecei a pôr-me ao lado da Isabel sempre que íamos dar uma volta e quando nos sentávamos numa esplanada, coisa frequente naquele clima, ocupava a cadeira mais chegada a ela para marcar posição. O namoro acabou por pegar e durou uns meses até a guerra me obrigar a sair da cidade e rumar ao norte, onde o som de rajadas de metralhadora, ou rebentamento de granadas e minas eram a música a que tínhamos direito.

A outra Isabel, a quem tratava por Belita, era uma senhora professora, uns quatro ou cinco anos mais velha que eu. Conheci-a antes de celebrar o meu vigésimo aniversário e foi ela que me ensinou aquilo que ainda não conhecia do sexo. Vivemos dias e noites tórridas, cada vez que resolvo fazer o inventário das minhas aventuras não me posso esquecer dela. Só houve na minha vida três mulheres que me tiravam do sério, esta pela sua experiência, uma outra pela sua juventude, nos seis meses que passei em Portugal, no ano de 65, e a última uma ninfomaníaca francesa divorciada que morava em Calais e vinha, duas vezes por ano, passar férias a Portugal.

A Belita era uma namorada bastante possessiva e, a páginas tantas, comecei a perceber que me limitava os horizontes. Um dia peguei-me de amores com uma amiga dela, a Verónica, o que deu azo a uma guerra que pôs em alvoroço toda a capoeira. As amigas separaram-se em dois grupos, um a favor da Isabel e outro que defendia a Verónica com unhas e dentes. Vi-me no meio dessa guerra sem saber muito bem o que fazer.

Pouco tempo depois, a Verónica foi viver e trabalhar para a cidade do Cabo e eu que estava a poucos meses de acabar a minha segunda comissão, em Moçambique, comecei a equacionar a hipótese de pedir baixa e segui-la, com casamento e tudo no horizonte. Mas, como diz aquele ditado popular, o homem põe e Deus dispõe, sem a Verónica por perto, um dia cruzei-me com a Belita e acabámos juntos na cama. Mas tinha chegado a hora de decidir o meu futuro e, entre todas as outras possibilidades, decido regressar a Lisboa e deixar as duas, Belita e Verónica, esquecidas em África.

Anos mais tarde, já depois da independência das nossas colónias africanas, recebi a vista de um retornado que me veio entregar um cartão da Belita, com um endereço de Londres, dizendo que ela gostaria de receber notícias minhas. Mas aí já eu era um homem casado e pai de três filhos e não havia espaço para aventuras. Divorciar-me e viver outra vida, isso só me passou pela cabeça, quando nasceu a minha filha mais nova (fora do casamento), mas não o fiz por achar que tinha mais a perder que a ganhar.

E foi assim a história das minhas 3 Isabéis!!!

sábado, 26 de setembro de 2026

Ainda Moçambique!

 Como, hoje, não tenho muito tempo para escrever, e o tema de ontem foi Moçambique, lembrei-me de vos oferecer uma musiquinha que foi sucesso no tempo que vivi em Lourenço Marques, a Marrabenta, música boa para mexer as pernas!

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Hello Mozambique!

 Sendo Moçambique um dos países em que passei parte da minha vida, tudo o que lhe diga respeito me interessa. Independente, há mais de 50 anos, tem andado mais para trás que para diante, no que à sua independência concerne. Os 16 anos de guerra civil ajudaram a entrar nessa espiral negativa e será a exploração do petróleo e gás da Bacia do Rovuma, na zona litoral norte, que porá o país na rota do desenvolvimento e ajudará a conquistar a verdadeira independência que procuram desde que se desligaram de Portugal

Talvez seja tempo de ampliar o próprio conceito de independência económica. No passado, discutíamos a capacidade de produzir aquilo que consumimos, financiar aquilo que investimos e exportar aquilo que produzimos.

No futuro, teremos também de discutir a capacidade de produzir e dominar o conhecimento que sustenta aquilo que produzimos. É neste ponto que a Inteligência Artificial deixa de ser apenas uma questão tecnológica e passa a ser uma questão de desenvolvimento nacional.

A independência económica não significará fechar Moçambique ao mundo. Pelo contrário. Significará participar melhor no mundo: negociar melhor, produzir melhor; inovar mais, acrescentar mais valor e depender menos daquilo que podemos aprender a fazer.

O verdadeiro desafio não será impedir a entrada da Inteligência Artificial em Moçambique. Será garantir que ela entre em Moçambique como instrumento de emancipação económica e não como uma nova forma de dependência.

No entanto, os actos de terrorismo que forças hostis, sabe Deus patrocinadas por quem, têm tornado esse projecto difícil de entrar em velocidade de cruzeiro. Os investimentos foram suspensos, durante anos, e só agora parece terem entrado de novo na agenda do governo. O presidente Chapo tem trabalhado para tornar isso viável e conseguiu obrigar a francesa Total Energies a relançar o seu plano de obra, parado há muito, por causa da insegurança da zona de Palma.

Os ataques dos chamados insurgentes também abrandaram nos últimos tempos, pelo menos não os tenho visto referidos nas notícias internacionais. Há cerca de 4 anos, eles tinham até corrido com os militares de algumas vilas e ocupado os edifícios principais, como aconteceu em Macomia. Agora têm-se limitado a incoomodar a população rural, queimando-lhes as casas e roubando-lhe os bens alimentares que lhe fazem falta para a sua andança pelo "mato".

Acordo Bilateral Direto: Em maio de 2026, o Ruanda confirmou que decidiu contornar a dependência de terceiros e passou a tratar do assunto diretamente com o Executivo de Moçambique.

Financiamento Garantido: O governo moçambicano assegurou e assumiu a gestão dos fundos necessários para cobrir os custos das operações, garantindo a permanência do contingente ruandês no norte do país.

Operações Atuais: As Forças de Defesa do Ruanda (RDF) mantêm mais de 2.000 operacionais posicionados em distritos-chave como Palma e Mocímboa da Praia, continuando a realizar patrulhas e missões de combate conjuntas com as forças moçambicanas.

Embora tivesse corrido a notícia de que as forças ruandesas seriam retiradas do terreno, isso não veio a acontecer, como se percebe pela notícia acima, Se correr tudo bem, a segunda plataforma móvel entrará em laboração durante o próximo ano e duplicará a produção da empresa Eni, única em exploração de facto até hoje, e espera-se que os investimentos da Total Energies e Exxon-Mobil comecem também a dar frutos, antes do fim da corrente década.

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

O Lula é que o topa!

 


Já todos topamos que o Trump é um gabarola de primeira apanha! Ele pensa num problema que aflige o mundo e afirma ser capaz de resolvê-lo em 48 horas. Depois dá com os burros na água e vem com conversa fiada para tentar enganar os papalvos. Tal e qual como o Putin, quando pensou ir a Kiev destituir o Zelensky e colocar no lugar dele um dos seus fiéis amigos que faria tudo o que ele mandasse. Estão um bem para o outro, ficarão na História como bons amigos que souberam tratar dos seus interesses em detrimento do povo que governam.

O Lula da Silva tem muita razão naquilo que diz neste video, sou obrigado a concordar com ele. Infelizes de nós que somos pequeninos e temos de viver dependentes das loucuras de Trump e outros esbirros como ele que não vieram ao mundo para nos agradar e resolver os nossos problemas. Eu só quero acreditar numa das suas afirmações, que no fim de Novembro o petróleo estará ao preço que estava em Fevereiro!

A última notícia, alarmista até mais não, diz que Putin está a considerar a hipótese de disparar uns drones contra a Espanha, França e Itália, a partir de petroleiros da sua frota fantasma de passagem pelo Mediterrâneo. Diz ele que não perdoa a ajuda que esses países estão a dar, ou já deram, à Ucrânia. Isso obrigaria a NATO a entrar em cena e estaríamos todos mobilizados para uma guerra que não sabemos até onde poderia ir.

O Lavrov tem afirmado que se a NATO, ou algum país a ela pertencente, se meter na luta, a guerra será muito curta e nada agradável. Acredito que ele se esteja a referir ao arsenal nuclear que a Rússia tem pronto a disparar sobre todas as capitais europeias, desde os velhos tempos da guerra fria e que o Putin gostaria de testar a sério. Toda a gente tem em mente o que aconteceu em Hiroshima, mas ninguém sabe até que ponto essa arma foi melhorada.

Também os americanos colocaram ogivas nucleares, ao longo de toda a «Cortina de Ferro», do Báltico ao Mar Negro, e acreditam que teriam sucesso em fazê-las voar até Moscovo ou outros pontos considerados importantes, dentro da grande Rússia. Todo o mundo acredita que nenhum governante, russo ou americano terá coragem de testar essa possibilidade. E que papel desempenharia a amizade de Putin e Trump, se chegassem a esses extremos?

Um e outro reuniram uma fortuna assombrosa, a acreditar naquilo que se diz e ouve por aí, e quero crer que os seus planos incluem ficar vivo mais uns aninhos para a poder gozar. Jogar uma bomba atómica na cabeça de um deles não resolverá o problema e pode tornar a situação pior ainda. Sendo assim mais vale estar quietos e nós ficaremos mais felizes com isso!

Como costumava dizer o RAP (a quem agora apelidam de "piadolas"), eles falam, falam, mas não fazem nada!

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Que stress!

 Tenho que estar de olhos e ouvidos ligados a Nova Iorque, mas também a Londres e Frankfurt, onde fluem sentimentos que fazem o nosso dinheiro crescer ou desaparecer da nossa carteira num abrir e fechar de olhos. Diz o Trump que a guerra acabará antes das (suas) eleições e o preço do petróleo voltará ao preço do princípio do ano, coisa em que todos gostariam de acreditar, mas ninguém acredita já no que ele diz.

No Algarve. a GNR apanhou mais de 100 mil litros de gasolina aos contrabandistas de droga e afirma (???) que não sabe o que lhe há-de fazer. Afirmação infeliz, diria eu, com tanta gente aflita para arranjar esse bem de consumo que tanta falta lhe faz. A 50 litros por pessoa, dá para fazer 2.000 portugueses felizes, comecem a chamar por eles, podem usar um megafone, que depressa ficarão com o vosso problema resolvido.

Felizmente, também, o petróleo abriu, hoje, abaixo dos 100 dólares, mas com o Trump a vomitar baboseiras pela boca fora ninguém consegue adivinhar qual será o preço ao fim do dia. Ele jura dar cabo da república islâmica, mas está convencido que eles preferirão um acordo (deal), no entanto as acções no terreno, em toda a península arábica levam o mundo a acreditar que ele anda tão perdido como Putin.

Sim, o Putin que continua a ameaçar e a exigir tudo da Ucrânia, mas não está disposto ceder um centímetro nas suas exigências iniciais. E isto sem perceber que a guerra no terreno corre muito mais em favor dos ucranianos que dele próprio. Os seus concidadãos começam a fazer bicha para abastecer os seus automóveis, além de contarem os rublos que são obrigados a desembolsar para atestar o depósito, e não tardará muito que o comecem a confrontar com os efeitos desastrosos da tal "operação militar especial".

Centenas de milhar de mortos, desde que atravessaram as fronteiras da Ucrânia, em 2022, é coisa para deixar marca em qualquer pessoa por mais comunista ou putinista que seja, Eu quero acreditar que, mais dia menos dia, vão ser os cidadãos russos a exigir que se acabe com esta loucura. E aí podem ser de grande ajuda os milhares que conseguiram fugir e vivem em países vizinhos. Usando os meios modernos de comunicação eles podem ajudar a abrir os olhos dos seus concidadãos para aquilo que Putin está a fazer à Rússia e não é nada de bom.

O Lula da Silva disse, ontem, que o Brasil não cabe no quintal de ninguém, piada dirigida ao presidente americano que o quer condicionar no processo eleitoral em curso. Confesso que não sou grande adepto do Lula e da sua política um tanto ou quanto alinhada com os grandes comunas deste planeta. O Brasil precisa de ser mais liberal para progredir e não enviar tantos migrantes para a Europa. Na estatística da AIMA publicada ontem, diz-se que só em Portugal já são mais de meio milhão.

Essa enorme afluência de brasileiros ao nosso país está a criar grandes constrangimentos a vários níveis, começando pelo escolar. O excesso de alunos por turma e o desconhecimento da nossa Língua tornam quase impossível a vida dos professores. Acresce ainda o facto de darem prioridade a esses alunos, deixando os nossos filhos e netos de fora. Tenho uma filha professora que me vem contar todas essas barbaridades cada vez que a vejo. E a coisa tende a piorar!

Cidadãos russos e chineses não vivem no céu, com toda a certeza, mas não têm direito a pronunciar-se sobre esse assunto. Todos os indianos, e são muitos, estão ainda pior. E dos africanos nem dá para falar, eles vivem ainda na Pré-História, com raras excepções, e desenrascam-se o melhor que sabem e podem. Com os seus governos não podem contar que aquilo é só corrupção até à medula. Ou são pobres como Job, ou logo que surge alguma riqueza os políticos do regime ficam-lhes com tudo.

Os líderes europeus, em Nova Iorque, bem querem dizer alguma coisa que se aproveite, como fez o líder da NATO ou o Macron, mas tudo soa a muito pouco e todos percebem que só a voz do anfitrião (his master voice) faz eco na Assembleia Geral da ONU. Do Guterres nem quero falar, ele já é uma carta fora do baralho. Que venha depressa o seu substituto! Alguém sabe se já se perfila algum candidato?

Entretanto, a cotação do Bitcoin já saltou de 66 mil para 86 mil dólares, no último mês. O Trump que tem os bolsos cheios dessa moeda deve estar feliz como nunca!!!

Fui perguntar ao Gemini, sobre a sucessão de Guterres e esta foi a sua resposta:

Principais Candidatos

  • Rebeca Grynspan (Costa Rica): Economista, ex-vice-presidente da Costa Rica e atual secretária-geral da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD). Tem despontado como uma das favoritas nas primeiras consultas informais do Conselho de Segurança.

  • Carolyn Rodrigues-Birkett (Guiana): Representante permanente da Guiana junto da ONU e ex-ministra dos Negócios Estrangeiros do seu país.

  • Rafael Mariano Grossi (Argentina): Diplomata e atual diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA).

  • María Fernanda Espinosa (Equador): Diplomata, ex-ministra das Relações Exteriores e ex-presidente da Assembleia Geral da ONU.

  • Macky Sall (Senegal): Ex-presidente do Senegal.

  • Olara Otunnu (Uganda): Diplomata e ex-subsecretário-geral da ONU para as Crianças e Conflitos Armados.

  • Virginia Gamba (Argentina): Ex-representante especial do secretário-geral para Crianças e Conflitos Armados.

terça-feira, 22 de setembro de 2026

Dia importante!

Começo por notar que o Blogger já começou a trabalhar nas actualizações, mas não foi longe! Apenas a publicação da Fatyly foi actualizado na minha lista de blogs, todo o resto continua na mesma (como a lesma)!

Hoje, será um dia grande, em Nova Iorque, por causa dos craques mundiais que lá se vão juntar para a Assembleia Geral da ONU que se realiza esta semana. Amigos de uns, inimigos de outros vão cruzar-se a cada passo que derem dentro do grande edifício sede dessa organização que nasceu no fim da II Grande Guerra com o intuito de nunca deixar começar a III.

Tenho aqui repetido várias vezes que a acho obsoleta e gostaria de a ver ressurgir noutro lado que não nos EUA, com uma nova cara e uma orgânica mais actualizada. Há assuntos importantes, a nível mundial, que só uma organização transnacional como esta consegue resolver e, por essa razão, deve continuar a existir, mas não sob a "pata" dos EUA.

Muitas pessoas importantes, assim como outras que procuram sê-lo, passarão por lá para fazer o seu discurso e convencer os outros das suas próprias ideias, convencidos que só eles conhecem o caminho certo para chegar à felicidade que prometeram aos seus governados. Hoje, será Lula da Silva, presidente do Brasil (e candidato a um novo mandato) que abrirá as "hostilidades" e, depois de amanhã, será o nosso PM, Luís Montenegro, a mostrar ao mundo como se governa um país pequeno e sem recursos, como o nosso.

Estarão lá grandes inimigos da Humanidade, com milhares de vítimas inocentes a pesar-lhe na consciência, como é o caso de Lavrov, o ministro de Putin que acha muito bem o que está a acontecer na Ucrânia e aprova tudo o que o seu chefe determina. A Ucrânia, ou parte dela, fazem parte da Grande Rússia, no seu entender, e deve ser regida a partir de Moscovo. Mas não estará sozinho, os outros líderes dos BRICS pensam da mesma forma e estarão lá também.

Estará lá e num lugar especial, visto estar no seu país, Donald Trump, assim como os representantes de todos os países do Médio Oriente que andam às turras uns com os outros. O petróleo e o seu preço especulativo são a razão de todos os problemas, mas a fabricação e venda de armas e munições para as guerras que os afligem são, diria eu que sou um leigo na matéria, tão ou mais importante que isso. Podiam discutir isso abertamente nesta assembleia e descobrir o caminho para a paz, mas isso não interessa muito a quem lucra com o negócio, Trump e Putin, em primeiro lugar.

A fome e as guerras, em África, serão temas obrigatórios. A descolonização, iniciada a meio do século passado, já devia ter dado a independência, de facto, a muitos desses países, mas assim não aconteceu, parece estarem cada vez mais dependentes da ajuda de terceiros, seja em bens alimentares, assistência médica e medicamentosa, ou até em protecção civil em guerras internas que não conseguem debelar. Quanto mais miseráveis mais guerreiam entre si!

Zonas mais ricas, com a zona mineira do Congo, ou a do petróleo e gás, no norte de Moçambique, ou na Nigéria, deveram ajudar a colmatar os grandes problemas com que se debatem, mas acabam por piorar ainda mais a situação, com a luta interna para controlar esses recursos caídos do céu. Tudo agravado ainda pela separação religiosa que lhes dá jeito invocar. Será que a ONU pode fazer alguma coisa para os ajudar a resolver a questão, além de enviar tropas para proteger os inocentes que morrem sem ter culpa nenhuma no que ali se passa? Espero que sim!


Cenas actuais de Cabo Delgado, Moçambique 

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Publicação 3 em 1!

Hoje, não posso evitar mencionar o meu Benfica que foi muito mal tratado no Estádio do Dragão. Perdeu por 3 a 1 com uma expulsão pelo meio e muitas faltas, ora não, ora mal assinaladas. Mais uma vez se pode dizer que o relvado estava inclinado, pelo menos uns 20º. Para não exagerar nas palavras, acho que o árbitro estava com medo dos ânimos sobreaquecidos da assistência.

Não digo que o FCP não conseguisse ganhar o jogo e reconheço o valor da sua equipa, muito mais incisiva que a do SLB, mas jogar o jogo quase todo com menos um jogador e com os adversários a fazer pontaria às canelas do adversário a coisa não é fácil. Tal como no tempo do Sérgio "arruaceiro" Conceição, parece haver jogadores que são treinados para agredir fisicamente o adversário. O Gabri Veiga, o William Gomes e o Alberto Costa são o exemplo mais marcante.

O treinador Farioli, além do presidente da direcção, conseguiu juntar um lote de jogadores melhor, poderia dizer muito melhor, do que aquilo que foi conseguido pelo adversário mais directo de Lisboa. Acresce ainda que a mudança de treinador, ou a sua continuidade, pode ser também um grande trunfo para começar bem a época e o atraso de 5 pontos do Benfica, à sétima jornada, mostra bem essa diferença.

O segundo item desta publicação tem a ver os grandes cromos da política mundial, Trump e Putin, e a situação decorrente da guerra que eles sustentam, quer na Ucrânia, quer na zona do Golfo Pérsico. Os povos que eles governam começam a ficar saturados de tudo que vêem acontecer à sua volta. Os milhares de mortos ou estropiados, o declínio das suas economias, o aumento da dívida pública, além da relação tensa com países com quem viviam em paz, são o espelho vivo dessa negra realidade.

No que respeita à Rússia e ao seu envolvimento na guerra da Ucrânia, os bombardeamentos aproximaram-se da capital, durante este fim de semana, e a população começa a viver uma situação que só era conhecida dos ucranianos, viver com medo que a casa lhes caia em cima a qualquer momento e acordem junto a S. Pedro para fazer as contas à vida terrena. A guerra está, finalmente, a entrar-lhes pela casa adentro e só há um culpado por essas situação.

O aumento dos combustíveis e de todos os bens de consumo tornaram-lhes a vida num inferno, ao mesmo tempo que os responsáveis por isso, mencionados acima, se fartam de ganhar dinheiro e vêem as suas fortunas crescerem a olhos vistos. O Trump ainda tem mais dois anos e dois meses para nos infernizar a vida, o outro foi, ontem, a votos e viu o seu governo validado por mais uns anitos. Só uma reviravolta muito grande na Rússia o afastará do poder.

O terceiro e último item é dedicado à Alemanha, país que tenho no coração por razões diversas que, aqui e agora, não vou invocar. As eleições de ontem, em dois estados confirmaram a tendência já verificada na anterior eleição em que a AFD, partido da direita radical, tinha vencido. Ontem, dois estados votaram e conseguiram um resultado divergente, um alinhou também com a AFD, enquanto o outro virou à esquerda.

Os moderados do centrão político parece não terem convencido ninguém a votar neles e o chanceler Merz começa a ver o seu lugar em risco. Eu diria até que os seus comparsas de partido estarão com vontade de o ver abandonar o cargo para tentarem dar a volta por cima com um novo representante do partido na campanha, quando chegar a altura das eleições gerais. Não será a mesma coisa em todos os estados, mas a sua popularidade nunca esteve tão baixa.

Há quem afirme que isso também tem a ver com o apoio dispensado à Ucrânia, mas devemos ter cuidado na análise, pois a posição dos 3 estados que já votaram é mais "putinista" que o resto da Alemanha e o encerramento do Nord Stream I e II não justifica que a Alemanha se bandeie para o lado dos oligarcas de Moscovo.

O Nord Stream 2 é um gasoduto de gás natural de 1.234 km que vai da Rússia até a Alemanha, atravessando o Mar Báltico. É financiado pela Gazprom e várias empresas europeias de energia. Foi iniciado em 2011 para expandir a linha Nord Stream 1 e dobrar a capacidade anual para 110 bilhões de m3. Foi concluído em setembro de 2021, mas não entrou em serviço. O planejamento e a construção do gasoduto se cercaram em controvérsias políticas.
Em 22 de fevereiro, um dia depois de Putin ter anunciado que reconhecia a independência das cidades separatistas Donetsk e Luhansk e de permitir que tropas russas invadissem a região, o chanceler alemão Olaf Scholz cancelou provisoriamente a certificação e inauguração do gasoduto. A empresa enfrentou graves problemas de fluxo de caixa devido às sanções impostas após a invasão e demitiu a maioria dos funcionários.

domingo, 20 de setembro de 2026

Pensamentos!

 Hoje dei comigo a pensar: afinal quantos amigos tenho?

Amigos da Escola Primária?

Esses não são amigos, são apenas vagas recordações de um tempo em que não sabíamos ainda o valor da amizade, esse sentimento que é mais forte e duradouro que o amor (se é que tal sentimento existe mesmo).

Amigos da tropa?
Aí sim, a coisa fia mais fino! É claro que nem todas as tropas são iguais, ou seja, depende de que tropa estamos a falar. No meu caso, foram 6 anos consecutivos de uma vida cheia de acontecimentos marcantes. A história da nossa vida, entre os 18 e os 24 anos, é a que mais nos marca, pois nos leva de uma quase puberdade à vida de homens adultos, muitas vezes casados e já pais. Foi assim no meu caso!
Depois, o período em que isso aconteceu, durante a Guerra Colonial, com a partilha de momentos de grande impacto psicológico, contribuiu para cimentar essas amizades de forma muito especial.

Amigos da rua?
Aqueles com quem partilhámos brincadeiras, enquanto crianças e de quem procurávamos a companhia, mais que a da família. A maioria desses amigos desaparece quando se casam, mudam de residência e parece terem-se esquecido da gente! O meu último grande amigo dessa época morreu no mês passado.

Amigos da família?
Tenho alguns, mas convivemos pouco e as afinidades também não são grande coisa por aí além. Começo a vê-los apenas nos funerais e isso deixa-me melancólico!

Amigos do Café e dos copos?
Desses tive muitos! Uns foram desaparecendo e sendo substituídos (remplaçados, como diz um deles que foi emigrante em França) por outros que iam ocupando os lugares deixados vagos. Por vezes íamos ao futebol ou ao cinema juntos, sempre sem as mulheres, e isso criou uma amizade ligeira boa para matar o tempo nas horas de ócio. Jogar ao bilhar ou às damas, além de contar anedotas, animavam os nossos dias de convívio!

Amigos do Facebook?
Na nossa vida moderna, existem agora os amigos virtuais que podemos conhecer ou não, amar, odiar ou ser indiferentes, mas constam da nossa lista de amigos, pois foi assim que a Meta os baptisou. Alguns são familiares, outros realmente amigos e a maior parte não nos dizem nada!

Amigos da Blogosfera?
Era aqui onde eu queria chegar com esta minha publicação. Começámos por ler alguma coisa do que publicam, depois vamos comentando e criando  um laço que se pode tornar forte e duradouro. Há (ou havia, ainda há pouco tempo) comunidades de bloggers que se juntavam em convívios anuais, ou até mais frequentes, e trocavam ideias e vivências de tal modo que se tornavam amigos de facto e para valer. Alguns desses que tive o prazer de ter na minha lista de seguidores, já foram ficando pelo caminho. Talvez por culpa minha que tive a sorte de uma vida mais longa que a deles!!!


Como podem ver, amigos há-os de muita espécie, prezem aqueles que vos calharam em sorte, pois há quem não tenha um único a quem possa chamar amigo!!!

sábado, 19 de setembro de 2026

Blogger a dar barraca!

 Recebi uma nota do Blogger a avisar que estão a fazer uma remodelação e que algumas coisas, em especial fotos e videos, se vão perder. Mas isso já dura há vários dias, o que é mau sinal. Quando essas coisas correm bem fazem-se numa noite, entre as 20.00 e as 08.00 horas. Quando algo corre mal, só Deus sabe o que é preciso fazer para remendar o que correu mal!

Na empresa em que trabalhei metade da minha vida, tive essa experiência mais que uma vez. A primeira, por alturas do 25 de Abril, com a vinda dos computadores e abandono do trabalho de escritório feito à unha, com máquinas de calcular, máquinas de escrever e milhares de fichas de cartolina preenchidas para criar um inventário permanente.

Na mudança de século, tudo teve que ser feito de novo por causa da formatação das datas que passaram de dia/mês/ano para o novo formato ano/mês/dia que a que a chegada do ano 2000 obrigava, pois a ordenação à moda antiga não se encaixava na linguagem computada. Aí tivemos problemas do arco da velha e foram precisos dias e noites, sábados e domingos para remendar o que saiu mal, à primeira.

Alguns, poucos, anos depois, migramos do ambiente dos grandes computadores (AS/400) para o ambiente windows - última geração do serviço feito em computador - em que cada operador tinha um PC em cima da sua secretária e o serviço se tornou mais simples e acessível a todos. Com alguns novos problemas daí decorrentes com que passámos a conviver. Os chamados «Backups» que, por segurança, eram feitos ao fim do dia, repetidos em maior escala ao fim de semana e mais uma vez ao fim do mês, por exigência dos serviços de contabilidade.

Saí da empresa em meados de Maio de 2003 e alguns dos problemas da mudança de século ainda persistiam. O pessoal da IBM e a nossa equipa de "informáticos" bem se esfarrapavam, mas chegavam sempre à conclusão que havia algo incompatível entre o software de base e aquele que os obrigáramos a inventar para servir a Indústria de Confecções, em que o envolvimento e a decisão humana são muito mais presentes que naquilo que eles tinham desenvolvido até ali.

Acredito que o Blogger, com a introdução da IA, teve que fazer ajustes da sua programação e migrar a sua Base de Dados para uma nova release, coisa que não deve ter corrido bem. Agora andam à procura dos defeitos para os reparar e nos deixar a todos contentes. Quanto tempo vai durar? Alguma coisa se perderá pelo caminho? Tudo é possível, mas só no fim o saberemos. Agora, o remédio é esperar e ter paciência!

Enjoy the music while waiting!

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

O mundo em mudança!

 Não há parto sem dor, sempre ouvi dizer!

A convulsão geral que atravessa o nosso planeta levará a mudanças significativas em algumas zonas. As guerras, normalmente, servem para isso. Os EUA, a China, a Índia ou a Rússia pretendem liderar o mundo, no futuro, mas não há lugar para todos e alguém terá que ficar em segundo lugar. Mas, até chegarmos aí, muita bomba vai rebentar e muitas vidas inocentes serão ceifadas. O que se tem passado na Ucrânia e, mais recentemente, na zona do Golfo Pérsico, são sinais dessa mudança que está em andamento.

Os combustíveis do futuro não são os mesmos do passado, mas, por enquanto, o petróleo continua a ser relevante e de importância capital para as maiores economias do mundo. Por outro lado, os "Chips" (semi condutores) são a base principal das novas tecnologias que estarão em primeiro lugar na governação do mundo. A robotização e a inteligência artificial não existiriam sem eles. 

Isso leva-me a estar de olho, 24 horas por dia , na evolução as Bolsas e na cotação dos bens transacionáveis. Os "Senhores da Guerra", como Trump, Putin, Netanyahu ou Zelensky fazem abanar a estrutura económica mundial cada vez que disparam um míssil ou meia dúzia de drones carregados de alto explosivo. É mais ou menos consensual que as bombas nucleares nunca serão usadas, mas ... (o eterno mas que nos deixa sempre na dúvida) e se forem?

O preço do petróleo flutua ao ritmo dos disparos, tanto na Ucrânia como no Irão e países vizinhos, e nós sentimos o efeito nas nossas carteiras com o eco dessas explosões. As matérias primas, os minerais e os bens de consumo estão também no mesmo barco e os seus preços oscilam ao sabor das ondas de choque. Cada dia que começa pode trazer-nos uma surpresa, ontem tivemos o nosso PM a falar ao país, dizendo que quer pôr Portugal no mapa dos países desenvolvidos e que não é baixando o preço dos combustíveis que o conseguirá.

Hoje, acordámos com os preços do petróleo e outros bens a recuar um pouco, como a retirar importância ao que ele disse. E, como hoje é sexta feira talvez signifique uma baixa, e não uma subida, do preço dos combustíveis, na próxima segunda feira. Pelo menos é isso que a lógica nos leva a pensar!

Até o dólar americano que tão baixinho tem andado, neste ano de 2026, parece querer voltar a marcar terreno frente ao nosso Euro. Essa variação talvez nos venha ensombrar o sonho de ver os preços descerem, pois teremos que pagar mais euros pelas importações das ramas de petróleo para refinar em Sines. Mas o dia é ainda uma criança e a Bolsa de New York só fecha às 21.00 horas e até lá muita coisa pode mudar!

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

As criptomoedas!

 Hoje, eu escolhi para tema de conversa o «Bitcoin»!

Esta semana tem sido complicada para mim e passei dois dias seguidos sem ligar o computador. Mas, por aquilo que me é dado ver, ausência de publicações e comentários, o mal não se restringe à minha pessoa. A segunda feira estava reservada para um encontro familiar, mesmo assim ainda tive duas horas, no início da manhã, para deixar aqui a minha pegada. Terça e quarta foram dois dias de hospital para conseguir realizar o tratamento mensal que tenho vindo a fazer.

Ontem, das 18.00 às 24.00 horas o tempo foi dedicado à minha senhora que completou 80 anos de vida. Juntar a família, encomendar a comida, organizar tudo e mais alguma coisa, não me permitiu nem pensar em ligar o computador. Era mais importante verificar se não faltava nada e se não tinha esquecido de meter todas as bebidas no frigorífico que com o calor que tem feito não há quem goste de bebidas mornas.

Hoje, finalmente, no sossego habitual cá estou para fazer prova de vida e partilhar convosco algumas ideias que me atravessam o pensamento e não terão servido de nada se não as partilhar convosco e as puser a circular na internet e ver se alguém lhes pega e utiliza. Tudo aquilo que se faz ou acontece no mundo tem sempre início numa ideia que atravessou o cérebro de alguém e acabou por ser posta em prática.

Tal e qual como aconteceu com o BITCOIN, a mais famosa moeda que o mundo conhece e atingiu valores para lá de toda a lógica e pode, um dia, dar um trambolhão a sério e fazer muita gente infeliz. A ideia era boa, mas foi desvirtuada e começou a ser utilizada para enganar as autoridades que regulam o serviço bancário e o mundo da alta finança. Foi inventada pelos fornecedores de jogos online para comprar créditos, pequenas operações de valores irrisórios (uns poucos dólares) e equiparada ao dólar americano.

Nesse tipo de operações, de tão baixo valor, ninguém estava preocupado com impostos ou contabilidades trabalhosas para controlar o processo e, assim, nasceu num deserto de regras e leis que explicassem todo o processo e o mantivessem controlado e, mais importante, dentro da legalidade. Como quase sempre acontece nestes casos, alguém tem a ideia de aproveitar as circunstâncias do acaso em benefício próprio.

Uma maravilha para ultrapassar a burocracia e custos bancários e esconder dinheiro do Fisco. E começou, então, a ser usado em grandes operações de investimento, nos quatro cantos do mundo e a sua cotação a subir por aí acima sem conhecer limites. Aquilo que tinha sido criado para valer um dólar e pagar valores residuais às empresas fornecedoras de jogos online, para crianças, já vinha a ser usado para pagar grandes investimentos imobiliários no Dubai, ou em qualquer outro canto do globo, e já ultrapassou os 125 mil dólares.

 A cotação mais alta de sempre do Bitcoin foi registada em outubro de 2025, atingindo um máximo histórico de aproximadamente 125.245 dólares (cerca de 107.000 euros).

Já serve para pagar tudo, seja legal ou ilegal, e até gente importante, como o presidente dos EUA, se gaba, publicamente, de ter os bolsos cheios dessa moeda. Os bancos perderam muita da sua importância com a invenção da criptomoedas, mas lá se vão amanhando com uns movimentos e umas comissõezitas que cobram a quem as movimenta. O pior são os estados que não exercem qualquer controlo sobre esse dinheiro que circula por aí livremente.

Se não for pensada uma legislação para regular os fluxos desse dinheiro, que seja discutida e aceite por todos, acabará por haver problemas e não imagino como se poderão resolver. O Bitcoin já recuou dos 125.245$ que valeu em Outubro do ano passado, para os 76.430$ que vale hoje, ou seja, pouco mais de metade. Imagine-se o trambolhão financeiro para quem tem milhões deles (como o D. Trump) guardados em qualquer banco do mundo.

E pode acontecer, se por criada uma regulação a sério e se fique a saber quem os tem e em que quantidade, que a cotação volte para a paridade do dólar/bitcoin pensada no início do processo. Muita gente ficaria muito menos rica e as Finanças de cada país voltariam a cobrar os seus impostos sobre a totalidade da riqueza existente no mundo. Era assim que deveria ser e eu espero que isso venha a acontecer.

Essa é uma das razões por que não compro nada disso, seja o Bitcoin ou qualquer outra moeda semelhante que agora há muitas à escolha, não quero participar numa coisa que considero errada, enquanto faço campanha para que seja corrigida. Mas, enquanto os líderes mundiais, como Trump, Putin ou os barões da droga e redes de prostituição se vangloriarem de viver nesse mundo sem regulação, não será nada fácil pôr o assunto na agenda e sonhar em discuti-lo.

Um homem como o Paulo Macedo seria capaz de congeminar um sistema para controlar a coisa a nível nacional, mas como fazê-a funcionar lá fora? É fácil escolher um banco escondido em qualquer país que não preste contas a ninguém e a partir daí fazer compras e pagamentos na moeda virtual, sem que qualquer governo se aperceba disso. Ou seja, é um problema bicudo que vai fazer cair o cabelo ou embranquecê-lo a muita gente que pense em resolver a questão!

Nem quero pensar no que fará a IA com esta moeda, no futuro! 

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Piorou!

 Quando se fala de Donald Trump nada nos pode, ou deve, surpreender!

Na convenção dos republicanos desatou a oferecer dólares por votos nas eleições de Novembro. Não sei quem paga nem onde os vai buscar, pois a dívida pública do seu país já é monstruosa e qualquer dia arrisca-se a que ninguém lhe fie um dólar que seja!

Na passada semana foi para a Irlanda fazer uma espécie de regresso ao passado, pois os seus antepassados são emigrantes irlandeses que aterraram nos Estados Unidos, não há assim tantos anos. Para começar e dar motivo aos jornalistas para falarem, viajou no seu novo avião oficial, oferecido pelo Catar que ainda não sabemos se foi uma oferta pessoal ou ao presidente dos EUA, o que é, substancialmente, diferente. Se foi uma oferta pessoal levá-lo-á para Mar-a-Lago, no fim do mandato!

Como ele não é de fiar e fala do que não sabe nem deve, desatou a defender a fusão das duas Irlandas, a protestante, minoritária, e a católica, maioritária, dizendo que a ilha deve ser apenas um país e não viver no caos actual com uma parte pertencente à UE e a outra ao Reino Unido. Aliás, começou também a falar-se com grande insistência em desunir o reino, dando a independência a Gales e à Escócia. E, como eu não acredito em coincidências, nem em bruxas, a coisa deve ter vindo do mesmo lado.

Eu que tenho amigos e familiares a viver e a trabalhar na República da Irlanda e trabalhei metade da minha vida com gente da Irlanda do Norte. Não nego que gostava de ver a ilha governada a partir de Dublin, mas, recordando a guerra movida pelo Sinn Fein, no último quartel do século XX, não acredito que isso seja fácil de acontecer. A ver vamos, como diz o cego!

Mas a saída mais espectacular do presidente americano foi quando se dirigiu ao presidente Zelensky pedindo que não ataque o petróleo russo. Que está a dar cabo do negócio e fazer subir o preço e que não lhe faltam outros alvos à escolha para atacar. Que faça explodir o que quiser, mas o petróleo não. Aliás, se me não engano, o Putin abordou o assunto da mesma maneira na reunião dos BRICS, em Nova Deli. Ele acha que a Ucrânia não tem o direito de lhe bombardear as refinarias e depósitos de combustível, além dos petroleiros que tentam, por todos os meios, rumar à Índia ou China!

Tudo isto são coisas de quem não anda muito bom da mioleira, mas tratando-se do "loiro burro" nada nos deve admirar. A sua defesa em prol do cacique russo está aí para durar e não sei se a Ucrânia, assim como a Europa no seu todo, aguentarão mais dois anos e dois meses que é o tempo que ainda lhe resta do mandato. Embora ele ainda sonhe com um terceiro mandato, acho que nem a lei nem a vontade dos seus concidadãos o permitirão! 

Cada macaco no seu galho, será?

domingo, 13 de setembro de 2026

O fim do verão 2026!

 Neste domingo, dia 13 de Setembro, entramos na última semana de verão, na próxima semana chegará o Outono, tempo mais fresco, de ventanias e queda da folha. Os pobres dos varredores lutam para juntá-las num montinho, mas o vento estraga-lhe os planos espalhando-as de novo. Terminam-se as vindimas, à pressa, antes que venham as chuvas e estraguem tudo.

Lembro-me de alguns lavradores pedirem ao S. Pedro uma chuva levezinha, antes de iniciarem a vindima, para lavar a poeira das uvas e obter um vinho de melhor qualidade. Mas chuva a mais não, pois apodrece as uvas e aparecem os bolores que estragam tudo. Por falar nisso, ainda não fui dar uma volta pelos campos e provar as uvas. Talvez já não encontre nenhumas se for agora, pelo menos as brancas que são vindimadas mais cedo.

De amanhã em diante, cada dia que passe será um grau a menos na temperatura máxima, avisa o IPMA, para entrarmos no Outono com uma temperatura outonal. Os grandes calores, assim como as consequentes secas não deixam grandes saudades a ninguém. E o mesmo se pode dizer dos incêndios que, este ano, massacraram meia Europa. Não me lembro de ver em Espanha e França incêndios como os deste ano.

Para os miúdos em idade escolar também o tempo mais fresco ajuda a sentirem-se bem dentro das salas de aula, com a caloraça de verão não há quem os ature! Acabaram as férias para quase todo o mundo e há menos gente nas estradas e nos aeroportos. Pena terem inventado o turismo da 3ª idade que mantém os aviões no ar, para mal dos nossos pecados, durante a época baixa. Por outro lado, aumenta o trânsito dentro das cidades e aumenta a confusão nos transportes públicos.

Mais fácil é a vida para quem vive nas cidades pequenas do interior, mas ninguém se quer mudar para lá. Não há lá emprego, nem Correios, nem outros serviços públicos necessários à população, assim não dá, mesmo que assim o desejassem as pessoas não podem ir para lá viver. Até os médicos e enfermeiros que faltam nesses lugares estão a ser aliciados com melhores condições de trabalho, mais dias de férias, etc., mas duvido que apareçam muitos candidatos. Aqueles que têm filhos, especialmente, em idade escolar, são obrigados a ficar por aqui, quer queiram ou não.

É assim e não há volta a dar-lhe, todos os anos acontece a mesma coisa. Para uns é uma tristeza, para outros uma alegria, não há modo de agradar a todos!





sábado, 12 de setembro de 2026

Lisboa, Nova Iorque ou Frankfurt?

 Uma vez que estamos no «Me and my numbers» vou contar-vos um pouco da minha vida financeira!

Farto de ser xulado pelos bancos portugueses que cobram comissões a torto e a direito - não perdoo ao Paulo Macedo pelos lucros fabulosos que tem conseguido na CGD enquanto continua a cobrar comissões por cada conta que lá temos - abri uma posição em Nova Iorque e outra em Frankfurt, transferindo para lá parte dos fundos que estavam à guarda desse instituição pública portuguesa.

 A minha ideia não é ficar rico, longe de mim tal sonho, mas apenas ver se consigo anular os efeitos da inflação que reduz o valor das nossas posses a cada dia que passa. Se não tomo cuidado, um dia destes chegarei à conclusão que não tenho dinheiro para mandar cantar um cego! A chefe do BCE já veio em meu auxílio, aumentando a taxa de juros, mas não creio que isso seja suficiente para travar os efeitos nocivos da inflação que, em Portugal, toma sempre proporções de meter medo.

Os 3 meses de verão são sempre um grande problema para quem anda pelas Bolsas à procura de uma oportunidade de negócio, muitas vezes corre-se o risco de perder nesses 3 messes o que se ganhou nos 6 anteriores. O conselho que recebi de um amigo que foi sempre mais sortudo, ou mais sabido, que eu, foi para vender tudo, no fim de Junho e voltar a comprar no princípio de Outubro. Cada vez penso mais que ele está cheio de razão!

O meu objectivo primário é ganhar 500€/mês para, como disse, ir neutralizando o efeito inflacionista, mas na praça lisboeta nunca seria capaz de o fazer. Para isso precisava de uma bola de cristal para adivinhar as raras oportunidades de negócio que nos aparecem pela frente. Tenho posto a equipa da CGD a trabalhar para mim, na Bolsa de Paris, mas fica-me caro e tem vários inconvenientes.

Assim, parti à aventura, como fizeram os nossos navegadores no fim do século XV, mandei uns euritos para New York e mandei-os investir em tecnologia, semicondutores e IA, como fazem os outros "artistas" que andam à caça de qualquer coisa que ponha a cabeça de fora. Em Maio, Junho e Julho, consegui alcançar o meu objectivo, Agosto foi muito mau e, em Setembro, estou a ver a banda passar e a rezar para Outubro chegar depressa.

Uma verdade vos posso garantir, não pago, nem de perto nem de longe, as despesas a que o Dr. Paulo Macedo me obriga. Em Frankfurt posso operar até 100 mil euros - quem me dera tê-los - sem pagar qualquer comissão e, em New York estou a pagar 1$16 por cada operação de Bolsa. Um verdadeiro achado, devia mandar um recado ao Dr. Paulo Macedo, avisando-o de que corre o risco de outros clientes seguirem o meu exemplo e deixá-lo a falar sozinho!

Como o mês de Outubro vem aí a passos de gigante, desejem-me sorte a ver se eu consigo recuperar o que não consegui no tempo em que vocês, a família e os amigos andaram pelos Algarves a fugir (?) do calor estival que este ano foi demais! No Minho, ao pé de um rio e à sombra de uma árvore é que se passam boas férias!

Dólares ou €uros tanto me faz!

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Muito pior que na Ucrânia!

 Qualquer noticiazita que noutro lado daria 2 minutos de antena, aqui, em Portugal, enche as nossas televisões, durante um dia inteiro! E não satisfeitas com isso ainda passam o dia seguinte a recordar o que foi o dia anterior! Com medo que a gente se esqueça do trabalho miserável que nos servem na bandeja!

Hoje é o dia do "nine eleven" no dizer dos americanos, e já sei que não terei direito a mais nada a não ser a imagem das torres gémeas a levar com os aviões da Al Quaeda e arder até se esborralharem todas no chão, matando 300 bombeiros e mais 2.600 pessoas que ali trabalhavam ou lá entraram, naquela manhã, por uma qualquer razão que desconheço.

Assim como assim, já estou habituado!

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

É mesmo!

 




Esta manhã andei à bulha com o meu computador para publicar umas imagens e tive que abandonar a "guitarra" sem o conseguir. Voltei aqui, agora, para ver se o problema persistia e, felizmente, parece que não. É bom quando as ferramentas que usamos obedecem a quem as manobra!
Quanto às imagens acima é uma daquelas publicações "sem palavras" para bons entendedores!

Rui Rocha ao ataque!

 Não ouvi a intervenção de Rui Rocha no Parlamento e como o assunto já foi aqui mencionado por dois comentadores, senti-me obrigado a ir à procura de dados para me actualizar.

A imagem que aparece neste video não se passa no Parlamento, mas a conversa parece fazer todo o sentido, por isso aqui fica!




Eu já votei na IL, mas no tempo do Cotrim de Figueiredo. Eu acredito no Liberalismo, seja lá o que isso for, Depois veio o Rui Rocha e eu desanimei, talvez tenha feito mal! E agora, temos a Mariana Leitão que não vejo como grande líder política. E ao abster-se na moção de censura do CHEGA não a fez subir na minha consideração!

E o Liberalismo já andou por cá no tempo de D. Pedro IV e não deu grandes frutos, a não ser separar o Brasil de Portugal. Pode ser que o Rui Rocha ainda volte ao poleiro da IL e então veremos o que decidirei das minhas convicções políticas!

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

E vão 4 de uma vez!

 Há dias assim!

Não sabia por onde começar e lembrei-me de ir ao Youtube buscar mais um clip do Adriano Celentano para vos dar a conhecer um pouco dos meus gostos musicais. Depois, dei de caras com o Fado do Tanque Alentejano e achei que era boa ideia trazê-lo para aqui também para recordar a sessão de ontem no Parlamento.

E, como não há duas sem três, ao sair do Youtube caiu-me sob os olhos o Fado da Moção de Censura. Abusando um pouco da vossa paciência, sei que há quem não goste de política nem de fado, quis trazê-lo também para fazer parte das minhas memórias.

O Celentano (6 anos mais velho que eu) recorda-me os velhos tempos da juventude, tempo em que qualquer pequeno nada fazia a nossa felicidade, e os fadistas que gravaram os dois clips que se seguiram contribuíram com o melhor que sabem para me recordar o dia 8 de Setembro de 2026, dia em que a nossa Assembleia da República se cobriu de ignomínia ao permitir uma discussão daquelas.

Como se não houvesse nada mais importante para ocupar o tempo, num país enterrado em problemas até ao pescoço! Um dos países mais pequenos e pobres da União Europeia, onde o custo vida ultrapassa quase todos os outros. Há vinho a mais e ninguém quer comprar as uvas do Douro? Isso não é problema para o Montenegro, talvez ele seja mais apreciador de cerveja e tenha até comprado acções da Heineken (como fez com as da REN, estas pagas com dinheiro dos contribuintes)!

O Verão está a chegar ao fim, gozem o sol e o calor, enquanto podem, pois o gás e a lenha para o aquecimento no inverno custam os olhos da cara!

Não há pai para eles!

 

Só para ficar na memória!

Para recordar a vergonha nacional!

 

Para eleitor tuga ver!

Ancora Adriano!

 

O que é bom nunca cansa!

terça-feira, 8 de setembro de 2026

Só podia ser!

 Vocês não foram criados no campo, como eu, e não podem saber que um rebanho é sempre liderado (guiado) por uma das ovelhas. Não sei quem a escolhe ou que lhe segreda ao ouvido que se deve pôr à frente para as outras a seguirem, mas a verdade é que assim acontece!

Eu disse uma ovelha e não um carneiro! Tenho que frisar isto, pois para muita gente um rebanho é sempre de ovelhas e esquecem-se dos carneiros e dos borregos que correm atrás das suas mães para se pendurarem nas suas tetas. Todo o rebanho segue a ovelha e não o carneiro, repito.

Mas há uma grande percentagem de portugueses - mais ou menos tantos como os que seguem o André Ventura do CHEGA - que seguem o Carneiro e, por respeito à sua raça, aceitam o que ele diz e aprovam o que ele faz. Refiro-me ao Carneiro que é de Baião e lidera, actualmente, o Partido Socialista.

Ele espalhou aos quatro ventos que não aprovará a «moção de censura» que irá à votação hoje à tarde e que irá abster-se para evitar uma crise política. Grande cara de pau! A crise política já está instalada e dela ninguém nos livra. Com um PM que só tem ministros "encrencados" e se recusa a remodelar o governo, por pura teimosia, só o Presidente da República nos pode valer.

Sim, porque um governo nestas condições faz mais mal que bem ao país e seria bom confrontar a PSD, ou melhor dizendo, a coligação PSD/CDS, com a possibilidade de escolher outra personalidade (homem ou mulher) para assumir o lugar de Primeiro Ministro. Ou, em alternativa, demitir o governo e dissolver a Assembleia da República devolvendo a palavra ao povo.

Se o Carneiro votasse ao lado do Ventura e mais alguns cromos se lhes juntassem, na votação desta tarde, talvez o resultado fosse o mesmo. E, se calhar, é isso que o líder do PS teme, ir a eleições e sair delas com pior resultado do que já tem hoje. Assim sendo, abstém-se e o Ventura (qual voz a clamar no deserto) dá com os burros na água!

E nós, os pobres lusitanos, continuaremos na nossa triste sina de comer o pão que o diabo amassou. E o diabo, desta vez, é de Vila da Feira, um lugar com História, como se pode ver pelo castelo que lá existe, ainda muito bem conservado. Mas não ficará no poleiro para sempre, um dia será substituído. Só me falta saber quando e por quem! 

Origem Antiga: A sua fundação remonta à época da Reconquista Cristã (anterior à fundação de Portugal), surgindo as primeiras referências escritas no ano de 1045 na Chronica Gothorum.

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Pois é!

 Cada vez me convenço mais que Trump e Putin têm uma aliança secreta para benefício próprio, usando a sua posição privilegiada para fazer negócios que de outro modo nunca conseguiriam. Quando a coisa dá dá, quando não dá eles arranjam maneira de dar. Vejam-se a manigâncias que eles têm feito com o preço do petróleo, a guerra na Ucrânia e no Irão, sem falar na interferência na Venezuela, têm enchido os bolsos a um e outro.

O envio de Witkoff e o seu genro a Moscovo cheira que tresanda!
- Vocês vão lá a Moscovo, perguntam-lhe o que ele quer e depois passam por Kiev para dar instruções ao Zelensky que não tem outro remédio senão aceitar, diz o manda-chuva mundial, enquanto fica sentado na Casa Branca à espera dos resultados do seu plano!

Foi assim que eu vi o filme, este fim de semana, e não me parece que valha a pena voltar a este assunto. Talvez as rezas do Papa Leão XIV surtam mais efeito que a intermediação de Trump neste assunto. Ou estou muito enganado ou a Ucrânia "nunca" aceitará qualquer plano de paz vindo de Washington.

Prefiro mudar de assunto e focar-me na DDR, antiga designação da Alemanha de Leste, sob domínio da URSS, no pós-II Grande Guerra, e naquilo que lá se passou, neste último fim de semana. Um pequeno estado, hoje parte da BRD (Bundesrepublikdeuchlands), com pouco mais de 2 milhões de habitantes e 20 milhões de Kms quadrados, foi a eleições e virou, completamente, à direita. Ulrich Siegmund (ao centro, na imagem acima) arrancou 44,5% dos votos para o seu partido, a AFD, cuja liderança partilha com a senhora lésbica que está ao seu lado.

Um mundo de incongruências, a AFD é contra o casamento gay, no entanto a sua mais destacada líder é isso mesmo e tem duas filhas adoptivas dessa ligação. Ao mesmo tempo, Siegmundo é um putinista reconhecido e quer que a "sua" Alemanha restabeleça as relações diplomáticas e comerciais com a Rússia, a extrema direita de um lado, unida à extrema esquerda, do outro. Ele nasceu (em 1990), um mês depois da queda do muro, e não sabe o que é viver debaixo do jugo dos ditadores comunistas.

A revista Der Spiegel dedicou-lhe um artigo em que o considera o homem mais perigoso da Alemanha. E não é por ele ser um mafioso ou um carniceiro amigo de armas e violência, mas sim pelo teor das suas ideias que ele quer levar a toda a Alemanha na campanha eleitoral de 2029, em que tem espererança de ser eleito Bundeskanzler, para suceder ao Merz que, segundo ele, meteu o seu país num buraco de onde será difícil sair.

Nem vale a pena referir que ele é contra a União Europeia e o Euro e fará tudo que estiver ao seu alcance para regressar ao passado e voltar a ter o Marco (Deutschmark, ou pior ainda, o Ostmark) como moeda nacional e a florescente economia da República Federal, como suporte de todo o resto. Ele só não compreende que isso nunca seria viável num regime dictatorial como o de Putin e isso ditará a sua ruína política em pouco tempo. A juventude alemã também sonha com a mudança, mas não é estúpida!

Chamava-se Isabel!

  Eu sei que daquilo que os meus leitores gostam mais é que eu lhes conte a respeito das minhas namoradas. Num tempo em que o namoro era mai...