domingo, 27 de setembro de 2026

Chamava-se Isabel!

 

Eu sei que daquilo que os meus leitores gostam mais é que eu lhes conte a respeito das minhas namoradas. Num tempo em que o namoro era mais à janela ou à varanda, para não podermos enfiar as mãos por onde não devíamos, do que num sítio recatado, onde nos pudéssemos esticar à vontade, qualquer namoro era uma epopeia de acontecimentos que vale a pena contar.

Casei-me aos 24 anos, por conseguinte, o meu tempo de tirocínio não foi muito longo, mas teve os seus pontos altos. Alguns namoros não duraram mais que dias e deles não restam grandes memórias. Está neste caso a Isabel, última das três com este nome, que me sugeriu que a convidasse a ir com ela ver o Fogo de S. João, em Vila do Conde, um curto mês depois de eu ter abandonado a Briosa. Eu sei o porquê de ela ter feito isso. Havia uma moreninha (de pelo na venta e nariz arrebitado) que morava na casa em frente e que a Isabel sabia que me interessava.

A Isabel acabou casada com um vizinho, empregado na construção civil e, alguns anos depois, veio morar aqui para a vizinhança. Cada vez que nos cruzávamos no caminho, ela não desviava o olhar e parecia-me que me recriminava por não ter levado o namoro mais longe e ter sido obrigada a casar com o "trolha". Ela não deve ter sido muito feliz com ele, nunca os vi juntos na rua. Naquela noite de fogo de artifício, foi mais ela a tomar a iniciativa do que eu próprio, aconteceu um pouco de marmelada, mas os meus pensamentos estavam com a moreninha. Morena com quem namorei cerca de dois meses, até a minha prometida regressar da Alemanha e termos decidido casar.

Antes desta Isabel houve outra, ainda em Lourenço Marques, que pouco ou nada adiantou na minha vida amorosa. Apresentado por um camarada fuzileiro que vivia atrás de qualquer rabo de saia que lhe cruzasse no caminho, comecei a sair e passar as tardes de domingo com um grupinho de jovens de que fazia parte essa Isabel, de corpo franzino, caixa de óculos e que parecia necessitar de uma autorização expressa para abrir a boca e dizer qualquer coisa.

Ela tinha como amigas mais chegadas duas irmãs, ambas que nada tinham ficado a dever à deusa da formosura, e palradeiras de cansar um santo. Por exclusão de partes, comecei a pôr-me ao lado da Isabel sempre que íamos dar uma volta e quando nos sentávamos numa esplanada, coisa frequente naquele clima, ocupava a cadeira mais chegada a ela para marcar posição. O namoro acabou por pegar e durou uns meses até a guerra me obrigar a sair da cidade e rumar ao norte, onde o som de rajadas de metralhadora, ou rebentamento de granadas e minas eram a música a que tínhamos direito.

A outra Isabel, a quem tratava por Belita, era uma senhora professora, uns quatro ou cinco anos mais velha que eu. Conheci-a antes de celebrar o meu vigésimo aniversário e foi ela que me ensinou aquilo que ainda não conhecia do sexo. Vivemos dias e noites tórridas, cada vez que resolvo fazer o inventário das minhas aventuras não me posso esquecer dela. Só houve na minha vida três mulheres que me tiravam do sério, esta pela sua experiência, uma outra pela sua juventude, nos seis meses que passei em Portugal, no ano de 65, e a última uma ninfomaníaca francesa divorciada que morava em Calais e vinha, duas vezes por ano, passar férias a Portugal.

A Belita era uma namorada bastante possessiva e, a páginas tantas, comecei a perceber que me limitava os horizontes. Um dia peguei-me de amores com uma amiga dela, a Verónica, o que deu azo a uma guerra que pôs em alvoroço toda a capoeira. As amigas separaram-se em dois grupos, um a favor da Isabel e outro que defendia a Verónica com unhas e dentes. Vi-me no meio dessa guerra sem saber muito bem o que fazer.

Pouco tempo depois, a Verónica foi viver e trabalhar para a cidade do Cabo e eu que estava a poucos meses de acabar a minha segunda comissão, em Moçambique, comecei a equacionar a hipótese de pedir baixa e segui-la, com casamento e tudo no horizonte. Mas, como diz aquele ditado popular, o homem põe e Deus dispõe, sem a Verónica por perto, um dia cruzei-me com a Belita e acabámos juntos na cama. Mas tinha chegado a hora de decidir o meu futuro e, entre todas as outras possibilidades, decido regressar a Lisboa e deixar as duas, Belita e Verónica, esquecidas em África.

Anos mais tarde, já depois da independência das nossas colónias africanas, recebi a vista de um retornado que me veio entregar um cartão da Belita, com um endereço de Londres, dizendo que ela gostaria de receber notícias minhas. Mas aí já eu era um homem casado e pai de três filhos e não havia espaço para aventuras. Divorciar-me e viver outra vida, isso só me passou pela cabeça, quando nasceu a minha filha mais nova (fora do casamento), mas não o fiz por achar que tinha mais a perder que a ganhar.

E foi assim a história das minhas 3 Isabéis!!!

sábado, 26 de setembro de 2026

Ainda Moçambique!

 Como, hoje, não tenho muito tempo para escrever, e o tema de ontem foi Moçambique, lembrei-me de vos oferecer uma musiquinha que foi sucesso no tempo que vivi em Lourenço Marques, a Marrabenta, música boa para mexer as pernas!

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Hello Mozambique!

 Sendo Moçambique um dos países em que passei parte da minha vida, tudo o que lhe diga respeito me interessa. Independente, há mais de 50 anos, tem andado mais para trás que para diante, no que à sua independência concerne. Os 16 anos de guerra civil ajudaram a entrar nessa espiral negativa e será a exploração do petróleo e gás da Bacia do Rovuma, na zona litoral norte, que porá o país na rota do desenvolvimento e ajudará a conquistar a verdadeira independência que procuram desde que se desligaram de Portugal

Talvez seja tempo de ampliar o próprio conceito de independência económica. No passado, discutíamos a capacidade de produzir aquilo que consumimos, financiar aquilo que investimos e exportar aquilo que produzimos.

No futuro, teremos também de discutir a capacidade de produzir e dominar o conhecimento que sustenta aquilo que produzimos. É neste ponto que a Inteligência Artificial deixa de ser apenas uma questão tecnológica e passa a ser uma questão de desenvolvimento nacional.

A independência económica não significará fechar Moçambique ao mundo. Pelo contrário. Significará participar melhor no mundo: negociar melhor, produzir melhor; inovar mais, acrescentar mais valor e depender menos daquilo que podemos aprender a fazer.

O verdadeiro desafio não será impedir a entrada da Inteligência Artificial em Moçambique. Será garantir que ela entre em Moçambique como instrumento de emancipação económica e não como uma nova forma de dependência.

No entanto, os actos de terrorismo que forças hostis, sabe Deus patrocinadas por quem, têm tornado esse projecto difícil de entrar em velocidade de cruzeiro. Os investimentos foram suspensos, durante anos, e só agora parece terem entrado de novo na agenda do governo. O presidente Chapo tem trabalhado para tornar isso viável e conseguiu obrigar a francesa Total Energies a relançar o seu plano de obra, parado há muito, por causa da insegurança da zona de Palma.

Os ataques dos chamados insurgentes também abrandaram nos últimos tempos, pelo menos não os tenho visto referidos nas notícias internacionais. Há cerca de 4 anos, eles tinham até corrido com os militares de algumas vilas e ocupado os edifícios principais, como aconteceu em Macomia. Agora têm-se limitado a incoomodar a população rural, queimando-lhes as casas e roubando-lhe os bens alimentares que lhe fazem falta para a sua andança pelo "mato".

Acordo Bilateral Direto: Em maio de 2026, o Ruanda confirmou que decidiu contornar a dependência de terceiros e passou a tratar do assunto diretamente com o Executivo de Moçambique.

Financiamento Garantido: O governo moçambicano assegurou e assumiu a gestão dos fundos necessários para cobrir os custos das operações, garantindo a permanência do contingente ruandês no norte do país.

Operações Atuais: As Forças de Defesa do Ruanda (RDF) mantêm mais de 2.000 operacionais posicionados em distritos-chave como Palma e Mocímboa da Praia, continuando a realizar patrulhas e missões de combate conjuntas com as forças moçambicanas.

Embora tivesse corrido a notícia de que as forças ruandesas seriam retiradas do terreno, isso não veio a acontecer, como se percebe pela notícia acima, Se correr tudo bem, a segunda plataforma móvel entrará em laboração durante o próximo ano e duplicará a produção da empresa Eni, única em exploração de facto até hoje, e espera-se que os investimentos da Total Energies e Exxon-Mobil comecem também a dar frutos, antes do fim da corrente década.

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

O Lula é que o topa!

 


Já todos topamos que o Trump é um gabarola de primeira apanha! Ele pensa num problema que aflige o mundo e afirma ser capaz de resolvê-lo em 48 horas. Depois dá com os burros na água e vem com conversa fiada para tentar enganar os papalvos. Tal e qual como o Putin, quando pensou ir a Kiev destituir o Zelensky e colocar no lugar dele um dos seus fiéis amigos que faria tudo o que ele mandasse. Estão um bem para o outro, ficarão na História como bons amigos que souberam tratar dos seus interesses em detrimento do povo que governam.

O Lula da Silva tem muita razão naquilo que diz neste video, sou obrigado a concordar com ele. Infelizes de nós que somos pequeninos e temos de viver dependentes das loucuras de Trump e outros esbirros como ele que não vieram ao mundo para nos agradar e resolver os nossos problemas. Eu só quero acreditar numa das suas afirmações, que no fim de Novembro o petróleo estará ao preço que estava em Fevereiro!

A última notícia, alarmista até mais não, diz que Putin está a considerar a hipótese de disparar uns drones contra a Espanha, França e Itália, a partir de petroleiros da sua frota fantasma de passagem pelo Mediterrâneo. Diz ele que não perdoa a ajuda que esses países estão a dar, ou já deram, à Ucrânia. Isso obrigaria a NATO a entrar em cena e estaríamos todos mobilizados para uma guerra que não sabemos até onde poderia ir.

O Lavrov tem afirmado que se a NATO, ou algum país a ela pertencente, se meter na luta, a guerra será muito curta e nada agradável. Acredito que ele se esteja a referir ao arsenal nuclear que a Rússia tem pronto a disparar sobre todas as capitais europeias, desde os velhos tempos da guerra fria e que o Putin gostaria de testar a sério. Toda a gente tem em mente o que aconteceu em Hiroshima, mas ninguém sabe até que ponto essa arma foi melhorada.

Também os americanos colocaram ogivas nucleares, ao longo de toda a «Cortina de Ferro», do Báltico ao Mar Negro, e acreditam que teriam sucesso em fazê-las voar até Moscovo ou outros pontos considerados importantes, dentro da grande Rússia. Todo o mundo acredita que nenhum governante, russo ou americano terá coragem de testar essa possibilidade. E que papel desempenharia a amizade de Putin e Trump, se chegassem a esses extremos?

Um e outro reuniram uma fortuna assombrosa, a acreditar naquilo que se diz e ouve por aí, e quero crer que os seus planos incluem ficar vivo mais uns aninhos para a poder gozar. Jogar uma bomba atómica na cabeça de um deles não resolverá o problema e pode tornar a situação pior ainda. Sendo assim mais vale estar quietos e nós ficaremos mais felizes com isso!

Como costumava dizer o RAP (a quem agora apelidam de "piadolas"), eles falam, falam, mas não fazem nada!

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Que stress!

 Tenho que estar de olhos e ouvidos ligados a Nova Iorque, mas também a Londres e Frankfurt, onde fluem sentimentos que fazem o nosso dinheiro crescer ou desaparecer da nossa carteira num abrir e fechar de olhos. Diz o Trump que a guerra acabará antes das (suas) eleições e o preço do petróleo voltará ao preço do princípio do ano, coisa em que todos gostariam de acreditar, mas ninguém acredita já no que ele diz.

No Algarve. a GNR apanhou mais de 100 mil litros de gasolina aos contrabandistas de droga e afirma (???) que não sabe o que lhe há-de fazer. Afirmação infeliz, diria eu, com tanta gente aflita para arranjar esse bem de consumo que tanta falta lhe faz. A 50 litros por pessoa, dá para fazer 2.000 portugueses felizes, comecem a chamar por eles, podem usar um megafone, que depressa ficarão com o vosso problema resolvido.

Felizmente, também, o petróleo abriu, hoje, abaixo dos 100 dólares, mas com o Trump a vomitar baboseiras pela boca fora ninguém consegue adivinhar qual será o preço ao fim do dia. Ele jura dar cabo da república islâmica, mas está convencido que eles preferirão um acordo (deal), no entanto as acções no terreno, em toda a península arábica levam o mundo a acreditar que ele anda tão perdido como Putin.

Sim, o Putin que continua a ameaçar e a exigir tudo da Ucrânia, mas não está disposto ceder um centímetro nas suas exigências iniciais. E isto sem perceber que a guerra no terreno corre muito mais em favor dos ucranianos que dele próprio. Os seus concidadãos começam a fazer bicha para abastecer os seus automóveis, além de contarem os rublos que são obrigados a desembolsar para atestar o depósito, e não tardará muito que o comecem a confrontar com os efeitos desastrosos da tal "operação militar especial".

Centenas de milhar de mortos, desde que atravessaram as fronteiras da Ucrânia, em 2022, é coisa para deixar marca em qualquer pessoa por mais comunista ou putinista que seja, Eu quero acreditar que, mais dia menos dia, vão ser os cidadãos russos a exigir que se acabe com esta loucura. E aí podem ser de grande ajuda os milhares que conseguiram fugir e vivem em países vizinhos. Usando os meios modernos de comunicação eles podem ajudar a abrir os olhos dos seus concidadãos para aquilo que Putin está a fazer à Rússia e não é nada de bom.

O Lula da Silva disse, ontem, que o Brasil não cabe no quintal de ninguém, piada dirigida ao presidente americano que o quer condicionar no processo eleitoral em curso. Confesso que não sou grande adepto do Lula e da sua política um tanto ou quanto alinhada com os grandes comunas deste planeta. O Brasil precisa de ser mais liberal para progredir e não enviar tantos migrantes para a Europa. Na estatística da AIMA publicada ontem, diz-se que só em Portugal já são mais de meio milhão.

Essa enorme afluência de brasileiros ao nosso país está a criar grandes constrangimentos a vários níveis, começando pelo escolar. O excesso de alunos por turma e o desconhecimento da nossa Língua tornam quase impossível a vida dos professores. Acresce ainda o facto de darem prioridade a esses alunos, deixando os nossos filhos e netos de fora. Tenho uma filha professora que me vem contar todas essas barbaridades cada vez que a vejo. E a coisa tende a piorar!

Cidadãos russos e chineses não vivem no céu, com toda a certeza, mas não têm direito a pronunciar-se sobre esse assunto. Todos os indianos, e são muitos, estão ainda pior. E dos africanos nem dá para falar, eles vivem ainda na Pré-História, com raras excepções, e desenrascam-se o melhor que sabem e podem. Com os seus governos não podem contar que aquilo é só corrupção até à medula. Ou são pobres como Job, ou logo que surge alguma riqueza os políticos do regime ficam-lhes com tudo.

Os líderes europeus, em Nova Iorque, bem querem dizer alguma coisa que se aproveite, como fez o líder da NATO ou o Macron, mas tudo soa a muito pouco e todos percebem que só a voz do anfitrião (his master voice) faz eco na Assembleia Geral da ONU. Do Guterres nem quero falar, ele já é uma carta fora do baralho. Que venha depressa o seu substituto! Alguém sabe se já se perfila algum candidato?

Entretanto, a cotação do Bitcoin já saltou de 66 mil para 86 mil dólares, no último mês. O Trump que tem os bolsos cheios dessa moeda deve estar feliz como nunca!!!

Fui perguntar ao Gemini, sobre a sucessão de Guterres e esta foi a sua resposta:

Principais Candidatos

  • Rebeca Grynspan (Costa Rica): Economista, ex-vice-presidente da Costa Rica e atual secretária-geral da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD). Tem despontado como uma das favoritas nas primeiras consultas informais do Conselho de Segurança.

  • Carolyn Rodrigues-Birkett (Guiana): Representante permanente da Guiana junto da ONU e ex-ministra dos Negócios Estrangeiros do seu país.

  • Rafael Mariano Grossi (Argentina): Diplomata e atual diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA).

  • María Fernanda Espinosa (Equador): Diplomata, ex-ministra das Relações Exteriores e ex-presidente da Assembleia Geral da ONU.

  • Macky Sall (Senegal): Ex-presidente do Senegal.

  • Olara Otunnu (Uganda): Diplomata e ex-subsecretário-geral da ONU para as Crianças e Conflitos Armados.

  • Virginia Gamba (Argentina): Ex-representante especial do secretário-geral para Crianças e Conflitos Armados.

terça-feira, 22 de setembro de 2026

Dia importante!

Começo por notar que o Blogger já começou a trabalhar nas actualizações, mas não foi longe! Apenas a publicação da Fatyly foi actualizado na minha lista de blogs, todo o resto continua na mesma (como a lesma)!

Hoje, será um dia grande, em Nova Iorque, por causa dos craques mundiais que lá se vão juntar para a Assembleia Geral da ONU que se realiza esta semana. Amigos de uns, inimigos de outros vão cruzar-se a cada passo que derem dentro do grande edifício sede dessa organização que nasceu no fim da II Grande Guerra com o intuito de nunca deixar começar a III.

Tenho aqui repetido várias vezes que a acho obsoleta e gostaria de a ver ressurgir noutro lado que não nos EUA, com uma nova cara e uma orgânica mais actualizada. Há assuntos importantes, a nível mundial, que só uma organização transnacional como esta consegue resolver e, por essa razão, deve continuar a existir, mas não sob a "pata" dos EUA.

Muitas pessoas importantes, assim como outras que procuram sê-lo, passarão por lá para fazer o seu discurso e convencer os outros das suas próprias ideias, convencidos que só eles conhecem o caminho certo para chegar à felicidade que prometeram aos seus governados. Hoje, será Lula da Silva, presidente do Brasil (e candidato a um novo mandato) que abrirá as "hostilidades" e, depois de amanhã, será o nosso PM, Luís Montenegro, a mostrar ao mundo como se governa um país pequeno e sem recursos, como o nosso.

Estarão lá grandes inimigos da Humanidade, com milhares de vítimas inocentes a pesar-lhe na consciência, como é o caso de Lavrov, o ministro de Putin que acha muito bem o que está a acontecer na Ucrânia e aprova tudo o que o seu chefe determina. A Ucrânia, ou parte dela, fazem parte da Grande Rússia, no seu entender, e deve ser regida a partir de Moscovo. Mas não estará sozinho, os outros líderes dos BRICS pensam da mesma forma e estarão lá também.

Estará lá e num lugar especial, visto estar no seu país, Donald Trump, assim como os representantes de todos os países do Médio Oriente que andam às turras uns com os outros. O petróleo e o seu preço especulativo são a razão de todos os problemas, mas a fabricação e venda de armas e munições para as guerras que os afligem são, diria eu que sou um leigo na matéria, tão ou mais importante que isso. Podiam discutir isso abertamente nesta assembleia e descobrir o caminho para a paz, mas isso não interessa muito a quem lucra com o negócio, Trump e Putin, em primeiro lugar.

A fome e as guerras, em África, serão temas obrigatórios. A descolonização, iniciada a meio do século passado, já devia ter dado a independência, de facto, a muitos desses países, mas assim não aconteceu, parece estarem cada vez mais dependentes da ajuda de terceiros, seja em bens alimentares, assistência médica e medicamentosa, ou até em protecção civil em guerras internas que não conseguem debelar. Quanto mais miseráveis mais guerreiam entre si!

Zonas mais ricas, com a zona mineira do Congo, ou a do petróleo e gás, no norte de Moçambique, ou na Nigéria, deveram ajudar a colmatar os grandes problemas com que se debatem, mas acabam por piorar ainda mais a situação, com a luta interna para controlar esses recursos caídos do céu. Tudo agravado ainda pela separação religiosa que lhes dá jeito invocar. Será que a ONU pode fazer alguma coisa para os ajudar a resolver a questão, além de enviar tropas para proteger os inocentes que morrem sem ter culpa nenhuma no que ali se passa? Espero que sim!


Cenas actuais de Cabo Delgado, Moçambique 

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Publicação 3 em 1!

Hoje, não posso evitar mencionar o meu Benfica que foi muito mal tratado no Estádio do Dragão. Perdeu por 3 a 1 com uma expulsão pelo meio e muitas faltas, ora não, ora mal assinaladas. Mais uma vez se pode dizer que o relvado estava inclinado, pelo menos uns 20º. Para não exagerar nas palavras, acho que o árbitro estava com medo dos ânimos sobreaquecidos da assistência.

Não digo que o FCP não conseguisse ganhar o jogo e reconheço o valor da sua equipa, muito mais incisiva que a do SLB, mas jogar o jogo quase todo com menos um jogador e com os adversários a fazer pontaria às canelas do adversário a coisa não é fácil. Tal como no tempo do Sérgio "arruaceiro" Conceição, parece haver jogadores que são treinados para agredir fisicamente o adversário. O Gabri Veiga, o William Gomes e o Alberto Costa são o exemplo mais marcante.

O treinador Farioli, além do presidente da direcção, conseguiu juntar um lote de jogadores melhor, poderia dizer muito melhor, do que aquilo que foi conseguido pelo adversário mais directo de Lisboa. Acresce ainda que a mudança de treinador, ou a sua continuidade, pode ser também um grande trunfo para começar bem a época e o atraso de 5 pontos do Benfica, à sétima jornada, mostra bem essa diferença.

O segundo item desta publicação tem a ver os grandes cromos da política mundial, Trump e Putin, e a situação decorrente da guerra que eles sustentam, quer na Ucrânia, quer na zona do Golfo Pérsico. Os povos que eles governam começam a ficar saturados de tudo que vêem acontecer à sua volta. Os milhares de mortos ou estropiados, o declínio das suas economias, o aumento da dívida pública, além da relação tensa com países com quem viviam em paz, são o espelho vivo dessa negra realidade.

No que respeita à Rússia e ao seu envolvimento na guerra da Ucrânia, os bombardeamentos aproximaram-se da capital, durante este fim de semana, e a população começa a viver uma situação que só era conhecida dos ucranianos, viver com medo que a casa lhes caia em cima a qualquer momento e acordem junto a S. Pedro para fazer as contas à vida terrena. A guerra está, finalmente, a entrar-lhes pela casa adentro e só há um culpado por essas situação.

O aumento dos combustíveis e de todos os bens de consumo tornaram-lhes a vida num inferno, ao mesmo tempo que os responsáveis por isso, mencionados acima, se fartam de ganhar dinheiro e vêem as suas fortunas crescerem a olhos vistos. O Trump ainda tem mais dois anos e dois meses para nos infernizar a vida, o outro foi, ontem, a votos e viu o seu governo validado por mais uns anitos. Só uma reviravolta muito grande na Rússia o afastará do poder.

O terceiro e último item é dedicado à Alemanha, país que tenho no coração por razões diversas que, aqui e agora, não vou invocar. As eleições de ontem, em dois estados confirmaram a tendência já verificada na anterior eleição em que a AFD, partido da direita radical, tinha vencido. Ontem, dois estados votaram e conseguiram um resultado divergente, um alinhou também com a AFD, enquanto o outro virou à esquerda.

Os moderados do centrão político parece não terem convencido ninguém a votar neles e o chanceler Merz começa a ver o seu lugar em risco. Eu diria até que os seus comparsas de partido estarão com vontade de o ver abandonar o cargo para tentarem dar a volta por cima com um novo representante do partido na campanha, quando chegar a altura das eleições gerais. Não será a mesma coisa em todos os estados, mas a sua popularidade nunca esteve tão baixa.

Há quem afirme que isso também tem a ver com o apoio dispensado à Ucrânia, mas devemos ter cuidado na análise, pois a posição dos 3 estados que já votaram é mais "putinista" que o resto da Alemanha e o encerramento do Nord Stream I e II não justifica que a Alemanha se bandeie para o lado dos oligarcas de Moscovo.

O Nord Stream 2 é um gasoduto de gás natural de 1.234 km que vai da Rússia até a Alemanha, atravessando o Mar Báltico. É financiado pela Gazprom e várias empresas europeias de energia. Foi iniciado em 2011 para expandir a linha Nord Stream 1 e dobrar a capacidade anual para 110 bilhões de m3. Foi concluído em setembro de 2021, mas não entrou em serviço. O planejamento e a construção do gasoduto se cercaram em controvérsias políticas.
Em 22 de fevereiro, um dia depois de Putin ter anunciado que reconhecia a independência das cidades separatistas Donetsk e Luhansk e de permitir que tropas russas invadissem a região, o chanceler alemão Olaf Scholz cancelou provisoriamente a certificação e inauguração do gasoduto. A empresa enfrentou graves problemas de fluxo de caixa devido às sanções impostas após a invasão e demitiu a maioria dos funcionários.

Chamava-se Isabel!

  Eu sei que daquilo que os meus leitores gostam mais é que eu lhes conte a respeito das minhas namoradas. Num tempo em que o namoro era mai...