quarta-feira, 17 de junho de 2026

É hoje, minha gente!

 

Tinha decidido não escrever uma linha sobre o Campeonato do Mundo de Futebol até acontecer o primeiro jogo. Se conseguíssemos um vitória seria uma publicação cheia de vivas aos nossos craques, se, pelo contrário, não conseguíssemos ganhar tentaria dissecar aqui as razões para tal. Mas, hoje, que é chegado o dia do primeiro jogo, isso cheira-me a cobardia e resolvi mudar de atitude.

Se não estivermos todos com espírito ganhador é que as coisas não acontecem mesmo. Para más notícias já nos basta a lesão do Ruben Dias, o patrão da nossa defesa, e o anúncio da saída do seleccionador, logo que termine a prova. Não sei porquê, mas cheira-me que alguém teve interesse em dar a notícia ontem, na véspera do jogo, talvez tentando quebrar a moral das nossas tropas.

Tenho visto muito bons jogos, de equipas não favoritas, assim como algumas decepções com equipas de quem se esperava mais. Nem vou falar de Cabo Verde, mas, entre outras, gostei de Marrocos, do Senegal e do Japão. O resultado gordo da Mannschaft germânica é um aviso, assim como o Hat-Trick do Messi e o bis do Mbapé são razões de força para moderarmos o nosso optimismo. Nada de cantar de galo antes de tempo.

Já icei a bandeira verde/rubra no meio do meu quintal, a quatro metros de altura e espero que isso nos traga a sorte que precisamos, pois sem ela não chegaremos a lado nenhum. Dar tudo por tudo e sem peneiras pelos primeiros 3 pontos, pois se falhamos esse objectivo tudo ficará muito mais complicado!

Vamos lá cambada, como cantava o Herman, e força nas canetas !!!

 

terça-feira, 16 de junho de 2026

Não sei se ria ...!

 ... ou se chore!


A nossa televisão mexeriqueira, órgão de informação da Média Livre, deu, ontem, grande destaque às sentenças de pena suspensa (3 anos e meio) em dois casos que são completamente diferentes e se esperaria que a nossa Justiça o reconhecesse. Um dos acusados deu duas lambadas na namorada - nem faço ideia se ela as mereceu e/ou gostou de as apanhar, há um ditado que afirma "quanto mais me bates mais gosto de ti" - e o outro que era polícia matou a tiro um "artista" que resistiu à autoridade.

Não vejo que semelhança pode haver entre os dois casos para terem merecido uma pena igual. Está na moda a "violência doméstica" e nem quero publicar a minha opinião sobre o assunto, pois acho que as mulheres perdem mais do que ganham ao entrar pelo caminho das queixinhas. Que há casos graves é verdade, mas as autoridades têm que aprender a separar o trigo do joio. Por mera curiosidade refiro o caso do meu genro (divorciado da minha filha) que também teve direito a uma pena igual por se ter defendido da namorada que o atacou de faca em punho.

O caso do Odair Moniz é um mau exemplo daquilo que, cada vez mais, acontece em Portugal. Ora é a polícia que exagera na autoridade com que aborda os cidadãos, ora são os cidadãos que faltam ao respeito às autoridades e acabam por complicar tudo. Mas quando entregam uma pistola a um polícia tem que haver a certeza que ele saberá quando utilizá-la e não lhe podem cair todos em cima, logo que carrega no gatilho. Nada teria acontecido se o Odair obedecesse às ordens da polícia, logo é ele o culpado daquilo que lhe aconteceu, tornando o polícia inocente e merecedor de castigo nenhum.

Quanto ao machista que (por aquilo que ouvi) é useiro e vezeiro a bater em mulheres, ele merecia ser internado, durante alguns meses, numa casa de doidos e ser sujeito a um tratamento psiquiátrico ajustado ao seu caso. Três anos de prisão, suspensa ou não, parece-me coisa de juiz que não sabe bem como as coisas funcionam neste mundo. E se é a nossa lei que o obriga a ir por esse caminho que se recuse a julgar e exija a alteração do que está mal.

De leis não percebo patavina, mas isto que acabei de escrever é o que me dita o senso comum, coisa que parece andar arredada da cabeça de muita gente!

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Bendito pitrol!

 Se o nosso governo fosse como o de Trump - que adivinha e reage ao que vai acontecer logo à tarde - os combustíveis deveriam descer e não subir nas bombas (que não rebentam, mas) abastecem os carros dos contribuintes deste país!

Há dias que se vinha prevendo a queda do preço do petróleo - desceu 10$ na sexta e mais 10$ hoje - e mesmo assim o nosso Ministro das Finanças, cumprindo ordens do Montenegro (estou convencido disso) aumentou o preço dos nossos combustíveis nuns pozinhos, só para dar a ganhar mais uns cobres aos amigos do costume, Galp, etc.! Eles já têm ganho tanto, desde o mês de fevereiro, que arriscar a perder uns cêntimos não os devia assustar, mas quando até o acerto do preço vai às décimas do cêntimo, ficamos a saber com quem lidamos. Para eles, risco nenhum. para nós, todo o prejuízo advindo da guerra e da especulação.

Parece que desta vez é para valer e vai mesmo haver um acordo para encontrar o caminho da paz. A situação de Israel e a promessa do Irão de o apagar do mapa continuará a ser um problema e não lhe adivinho uma solução à vista. Mas isso, para nós (o resto do mundo) deve ser considerado o menor dos problemas. First things first, como diz o inglês, resolver os grandes problemas em primeiro lugar, a seguir logo se vê!

Amanhã é dia de G7, em Genebra, e o presidente da Ucrânia vai estar presente. Concordo em absoluto, pois, de momento, a Guerra da Ucrânia é o maior problema que a Europa tem entre mãos. Espero que a onda de optimismo vinda do Irão dê fruto neste caso também, isto é, que abra as mentes daqueles que estarão à volta da mesa para perceberem que só a paz trará benefícios a todos. Continuar a investir na defesa, em vez de fomentar a luta pela paz, é o caminho errado e só traz sofrimento ao mundo.

Desceu o petróleo, subiu o ouro e as Bolsas de valores estão a dar alguma alegria aos investidores. Pode ser que os magros ganhos deste ano comecem a "inchar" com estas notícias. E para ser completa a minha felicidade, quero ver os combustíveis a descer, mas a sério, na próxima segunda feira. Ouviste, oh Montenegro?


A descida do petróleo e a subida do ouro refletem diretamente o alívio das tensões geopolíticas no Médio Oriente e a consequente redução das expectativas de inflação global. Este movimento consolidou-se fortemente após o anúncio de um acordo de paz e o fim do bloqueio naval entre os EUA e o Irão, o que reabriu as rotas de exportação de energia.

domingo, 14 de junho de 2026

Manuel Macieira!

 

Houve uma altura da minha vida em que pensei em recorrer aos tribunais para averbar o apelido de Macieira ao meu Silva, herdado do meu pai. Depois, cheguei à conclusão que ficaria a perder mais que ganhar e abandonei a ideia. Hoje, voltei a pensar nisso ao ver a foto do atleta que podem ver acima e joga nos juvenis do Mafra.

O meu nome é Manuel, tão comum em Portugal que é quase como não ter nome nenhum. Quando ingressei na Marinha passei a ser Carlos, nome que substituiu o 29 com que fui brindado durante os primeiros seis meses, até ser mobilizado para Moçambique. Aí cruzei-me com um antigo colega de estudos que me tratou por Carlos e Carlos fiquei até hoje.

O apelido Silva, do meu pai, também ele é tão comum e de significado tão primário que comecei a desejar acrescentar-lhe outro que me pudesse, de facto personalizar. Aconteceu um dia, quando andava enfronhado na Genealogia das gentes da minha aldeia, esbarrar com o apelido Macieira que, do nada, começou a ser usado pelos filhos da Bernardina Martins.

Mas deixem-me explicar quem era a Bernardina, senão não vão dar o mínimo valor a esta minha historieta. Martins era o apelido mais antigo do lugar e freguesia em que nasci. Família grande de muitos filhos que se foram casando e espalhando pela freguesia toda e assim chegamos ao princípio do século XIX, quando o Sr. Manuel Martins casado com a Ana Maria, lavradores abastados do lugar de Modeste, geraram e puseram no mundo a Bernardina, a número 5 de 7 filhos, que haveria de dar que falar na aldeia.

A Bernardina devia ser fresca para assar. Namoriscou, com certeza, alguns rapazes, mas não convenceu nenhum a levá-la ao altar. Aos 29 anos de idade ofereceu ao seu pai uma neta a que deu o nome de Maria que era nome quase obrigatório, a invocar o nome da mãe de Jesus, para dar à primeira filha de qualquer mulher. O nome próprio estava resolvido, como resolver a questão do apelido? Havia donzelas enganadas que, talvez por vingança, ou se acharem no direito de o fazer , davam ao filho o apelido do pai incógnito. A Bernardina não optou por essa solução, mas também não quis envergonhar a cara do pai, acrescentando o apelido Martins à prova viva do seu pecado.

Assim, ela inventou uma solução inovadora, juntando o apelido Macieira ao nome de Maria. E eu até concordo com ela, se a Maria nasceu em Macieira, porque razão não poderia ser conhecida como Maria (de) Macieira? E assim ficou ela e os seus dois irmãos, Joaquim e Manuel, a serem os Macieiras da freguesia de Macieira que, uns anos mais tarde, seria também a minha!

Durante os 5 anos que passei em Moçambique, eu passei a ser o Tintinaine, alcunha que carrego até hoje, por conta da minha ligação aos fuzileiros, à Guerra Colonial e a Moçambique. Como se pode ver, além dos meus números que deram origem ao nome deste meu ainda novo blog, também tenho uma rica colecção de nomes. Mas não o Macieira que, durante algum tempo, pensei ter o direito de usar, Manuel Macieira, tal e qual como o puto que joga futebol pelo Mafra e, quase de certeza, não nasceu em Macieira, como eu nasci (em 1944)!

sábado, 13 de junho de 2026

Enquanto isso...!

 Enquanto uns se entretêm a dar pontapés na bola e outros a festejar o Santo António (de Pádua ou de Lisboa), o Trump diz que desta é para valer, vai celebrar o tal acordo que tem andado para cá e para lá tantas vezes que deve estar todo desgastado e ameaça romper-se se alguém der um espirro!

Não haja dúvida que todos estamos fartos de guerra e ansiamos pela paz, mais os que estão lá e levam com as morteiradas pela cabeça abaixo, do que nós que apenas temos que suportar os excessos dos comentadores que falam, falam, falam, só para nos manter entretidos que informados nem por isso!

Com a promessa que a coisa acontecerá durante este fim de semana a Bolsa de New York já deu um sinal positivo e o petróleo veio por aí abaixo. Sempre quero ver se o Montenegro está atento aos sinais e baixa o preço dos combustíveis que, tendo em conta o nosso nível de vida, é o mais alto de toda a União Europeia!

A entrada em bolsa da Spacex, a tal empresa que vai começar a comercializar excursões para Marte, com data de partida marcada, mas sem data de regresso, pois a viagem dura tanto que metade dos turistas morrerá pelo caminho e os seus restos mortais serão abandonados no Cosmos, fez do Elon Musk, o rapaz sul africano e amigo de Trump (por conveniência) o primeiro bilionário à face da Terra.

Um milhão de euros faria a felicidade de qualquer português que com esse dinheiro compraria uma boa casa, um bom automóvel e ainda lhe sobraria o suficiente para ir passar um mês de férias ao México, República Dominicana ou qualquer outro país daquela zona, menos Cuba, onde não há condições de momento. Talvez, se o Diaz-Canel abandonasse o poleiro e libertasse o seu povo da obrigação de se manter comunista, as coisas mudassem!

Mil milhões já é coisa para os Ronaldos e outros que tais que nasceram com o cu virado para a Lua e a deusa da sorte os acompanha. Daí para cima, contando o dinheiro em milhares de milhões, é só para aqueles que andam envolvidos com semicondutores  e inteligência artificial, ou comércio electrónico e publicidade. Mais que isso só mesmo o Elon Musk que vive na Lua e quer mudar-se para Marte!

Que Deus o ajude e faça boa viagem! Eu quedo-me por aqui mesmo, pois o meu raio de acção está limitado a Barcelos, Famalicão ou Porto, cerca de 30 Kms e mesmo assim com a ajuda do boguinhas que comprei no mês passado!

Com as guerras todas a acabar, vou tentar convencer a Sra. Von der Leyen para propor uma aliança aos grandes players do mundo (China, Índia, Rússia, pelas esquerdas, e EUA e União Europeia, pelas direitas) para desinvestirem a sério na Indústria da Defesa e usarem os fundos livres para melhorar a vida das pessoas que são afinal o que interessa. Sem guerras quem precisa de armas?

O meu desejo sincero para este dia de Santo António é que o preço do petróleo desça tanto que ninguém o queira mais extrair das profundezas da Terra, este planeta sofredor que está todo chamuscado desde que o ouro negro começou a ser explorado, em meados do século XIX. E com isso talvez parem as alterações climáticas e nos livremos de mais desgraças, como as últimas que devastaram o distrito de Leiria! 

sexta-feira, 12 de junho de 2026

Dia de avaliação!

 Computadores fora de serviço em todo o SNS, até à hora de almoço! Caos total, mas a minha médica não deu parte de fraca, apareceu na sala de espera e disse, alto e bom som: - dos meus doentes ninguém arreda pé, mesmo que não almoce só saio daqui depois de os atender a todos!

Um quarto para o meio dia e já vinha eu pela porta fora! Mas mais importante que isso, com a notícia que o tratamento feito tinha resultado, satisfatoriamente, e os próximos tratamentos passarão a ser mensais, em vez de semanais! Nada mau, o sacrifício reduzido para 25% do que foi em Abril e Maio!

Hoje, haverá festa de Santo António, em Lisboa e mais uns quantos sítios aqui nas redondezas, mas não me verão lá, pois, embora a vontade fosse essa, as pernas não me ajudam. Hoje, estive tentado a recorrer à cadeira de rodas para me movimentar dentro do hospital, mas não quis sujeitar o meu acompanhante a esse "biscate"!

Não é habitual eu andar por aqui a estas horas, mas não quis esperar até amanhã para vos transmitir as boas notícias! 

quinta-feira, 11 de junho de 2026

De volta a 1980!

 


Grande salão de exposições, em Londres, decorria a feira têxtil e de confecções a que assisti algumas vezes. Esta uma manhã sossegada sem grande movimento e eu entretinha-me na conversa com um cliente que morava em Belfast e tinha uma voz nasalada que, por vezes e aliada ao sotaque próprio da Irlanda, eu me via aflito para descodificar.

De repente, aproxima-se um homem, já entradote na idade, com a farda da organização do evento, põe a mão em forma de concha, em frente á sua boca, e diz: - This is a bomb alert, abandomn the premises now and quietly! (Alerta de bomba, abandonem o edifício já e nas calmas).

Foi o tempo em que após os muitos atentados em Belfast, o IRA decidiu transferir a guerra para a capital inglesa para eles, os ingleses, sofrerem aquilo que os nacionalistas irlandeses sofriam na pele na sua terra natal, onde eram oprimidos pelos ocupantes (tal como ainda hoje acontece).

Respeitando a ordem, eu e os meus companheiros pusemo-nos na rua em três tempos. Escondemo-nos pelos cantos à espera de ouvir o tradicional boom e os gritos das pessoas, mas não aconteceu nada. Cerca de meia hora mais tarde veio a informação de que se tratou de falso alarme e voltámos todos aos nossos afazeres na paz do Senhor.

Os recentes acontecimentos, em Belfast, com autocarros incendiados, pancadaria, tiros e muita confusão fizeram-me recordar este episódio do tempo em que andava de malinha na mão a correr as capitais europeias, de feira em feira e a aturar os caprichos dos clientes. O cliente tem sempre razão, ensinaram-me, e eu que fui sempre bom aluno nunca me esqueci disso. Paris, Londres, Milão ou Colónia eram-me familiares nesses tempos e foram o meu campo de batalha, nos últimos 20 anos do século XX.

Agora, estou velho e trôpego e nem um alerta de bomba me faria correr. Como diz o ditado, quem já andou não tem para andar!

N.B. - A figura acima, para quem não conhece, pertence a Gerry Adams, carismático líder do IRA, nesses tempos conturbados da guerra contra a Inglaterra de Elizabeth II.

É hoje, minha gente!

  Tinha decidido não escrever uma linha sobre o Campeonato do Mundo de Futebol até acontecer o primeiro jogo. Se conseguíssemos um vitória s...