domingo, 3 de maio de 2026

Bem vindos a bordo!

 Bem vindos a bordo desta minha embarcação que pode balançar muito, mas garanto que não vai ao fundo!

Já vinha amadurecendo esta ideia de criar um novo blog, há algum tempo. O Número de Matrícula na Armada foi chão que deu boas uvas, mas era tempo de desembarcar e ingressar na vida civil a sério, Por isso aqui estou para vos falar de tudo e de nada em particular, daquilo que me vier à cabeça e espero recolha a vossa aprovação».

Me and my numbers, «estestodosououtros» foi aquilo em que pensei, quando quis esquecer o aspecto militar da minha vida. Como militar nunca subi muito na engrenagem classista, como estudante nunca cheguei a doutor nem engenheiro, como civil, estudante e trabalhador, sempre tive um número que me definiu.

Lembro-me de, nos anos 50 do século passado, ter ingressado num colégio interno e ter sido recomendado à minha família que marcasse todos os meus pertences com o número 57, pois assim passaria a ser identificado em todos os serviços do colégio, desde a lavandaria, para não se extraviarem as minhas roupas, à secretaria, onde seriam registadas as minhas notas, assim como os castigos recebidos.

O menino (!) 57 durou 4 longos anos daquilo que considero um cativeiro que agradou a muito poucos. Nós éramos um conjunto de duas turmas com mais ou menos 30 alunos cada e só um chegou ao fim! Muita disciplina, bons mestres (com raras excepções), boas instalações, boas refeições e criadagem atenta. Mas faz-me lembrar aquilo do passarinho na gaiola que canta para ver se conquista a liberdade.

Assim, para completar o 5º Ano dos Liceus que a tanto chegou a minha formação, mudei-me para outro colégio, desta vez como aluno externo, e para ter uma identidade própria carimbaram-me com o número 73. Lembro-me que os professores teimavam em fazer a chamada pelos números para não se verem obrigados a dizer, o menino Chico, o menino Luís, ou o menino Abílio que eram todos filhos de juízes, advogados ou militares de carreira e impunham respeito à direcção do colégio.

Terminada a minha vida de estudante, ingressei na vida activa, na Indústria Têxtil, o que durou apenas 13 meses por ter-me decidido a apresentar na Marinha de Guerra, como voluntário, mas essa parte da História, assim como de me terem matriculado com o número 29 (por extenso 16429), já conhecem de ginjeira! À indústria dos farrapos haveria de voltar, mais tarde, depois de uma curta experiência na Cordoaria e na emigração, em que fui trabalhador de ferro em frio. O serviço de ferro em quente era bem pago, mas muito pesado para quem nunca tinha trabalhado a sério.

Devo ter tido também números de identificação nessas empresas que me empregaram nos anos de 1969/1970/1971, mas, sinceramente, não tenho a mínima recordação de quais seriam, pois não deixaram qualquer marca na minha memória que é um tanto ou quanto selectiva e guarda apenas aquilo em que reconhece algum valor. Depois disso e até à minha reforma só conheci uma empresa, da Indústria de Confecções (de roupa exterior para homem) e aí recebi o número 31, como se tivesse assentado praça na tropa!

De parto natural!

 Hoje é o Dia da Mãe 2026!

A função da mãe é dar à luz!

E assim nasceu este blog, onde planeio passar o resto dos meus dias como escritor de blogs!

Seja bem vindo quem vier por bem!



Moçambique, minha segunda pátria!

Os recursos de Gás Natural (GN) existentes no offshore da Bacia do Rovuma em Cabo Delgado em jazidas de águas profundas, são extraordinários...