O Júlio Raimundo, hoje Sargento-Ajudante reformado, foi o meu primeiro grande amigo na Marinha e, como não poderia deixar de ser, foi comigo para Moçambique, na CF2! O Manuel Raimundo é o mais fiel camarada e amigo que me resta da CF2 e da nossa aventura moçambicana! O Paulo Raimundo - são estes os 3 Raimundos que conheço - é uma espécie política em vias de extinção que, mais dia menos dia, não poderemos mais encontrar neste jardim à beira mar plantado!
Como muitas outras coisas que se passam neste mundo moderno que já leva quase 26 anos no novo século XXI e deixa afastados mais de dois mil anos o «Império Romano» e Jesus da Galileia, tempo em que se acreditava em milagres e se seguia alguém que dava conversa e distribuía pães e peixes, quando com o fluir da conversa, os seus seguidores até de comer se esqueciam, também a «Festa do Avante» acabará por passar de moda!
Mas não ainda este ano. Os amigos da comuna trabalharam, afincadamente, durante as últimas duas semanas para montar o circo habitual, na Quinta da Atalaia, para receber a cambada jovem que de política não percebe nada, mas gosta da convivência dos seus pares e daquilo que lhes é servido na "Quinta", durante o alargado fim de semana em que, abandonando o conforto dos seus lares, preferem viver numa tenda de campismo.
O mais provável é que também apareça por lá o "avô Jerónimo", relíquia viva das histórias que têm o Forte de Peniche como pano de fundo. Esse tem uma desculpa que os jovens de hoje já não podem invocar, o Salazar infernizou-lhe a vida e levou-o a ser comunista mesmo que essa não fosse nem a sua vocação nem o seu sonho, quando era ainda um jovem imberbe. Hoje, há outros caminhos e outras razões que levam a nossa juventude a olhar para Marx, Lenine ou Trotsky, mas nenhuma delas aceitável à luz da inteligência.
Estava eu a discorrer sobre estes princípios (filosóficos?) e a pensar como num outro mundo, não muito distante daqui, nem no tempo nem no espaço, há outra figura a lutar por convencer os seus pares de uma coisa, completamente, oposta desta em que se ocupa o Raimundo. Olhem para a cara dele, aqui ao lado, e digam-me se não é destas incongruências que o nosso mundo se alimenta!
Não conseguindo lá ir por caminhos direitos, ele recorreu à trafulhice para conseguir os seus intentos. Mas a coisa não lhe correu lá muito bem, deu com os burros na água!
Uns e outros que tentem tirar ilacções dos seus actos e decidam o que é melhor para eles!
Para vós que, fielmente, me seguis, desejo um bom Fim de Semana!
