segunda-feira, 15 de junho de 2026

Bendito pitrol!

 Se o nosso governo fosse como o de Trump - que adivinha e reage ao que vai acontecer logo à tarde - os combustíveis deveriam descer e não subir nas bombas (que não rebentam, mas) abastecem os carros dos contribuintes deste país!

Há dias que se vinha prevendo a queda do preço do petróleo - desceu 10$ na sexta e mais 10$ hoje - e mesmo assim o nosso Ministro das Finanças, cumprindo ordens do Montenegro (estou convencido disso) aumentou o preço dos nossos combustíveis nuns pozinhos, só para dar a ganhar mais uns cobres aos amigos do costume, Galp, etc.! Eles já têm ganho tanto, desde o mês de fevereiro, que arriscar a perder uns cêntimos não os devia assustar, mas quando até o acerto do preço vai às décimas do cêntimo, ficamos a saber com quem lidamos. Para eles, risco nenhum. para nós, todo o prejuízo advindo da guerra e da especulação.

Parece que desta vez é para valer e vai mesmo haver um acordo para encontrar o caminho da paz. A situação de Israel e a promessa do Irão de o apagar do mapa continuará a ser um problema e não lhe adivinho uma solução à vista. Mas isso, para nós (o resto do mundo) deve ser considerado o menor dos problemas. First things first, como diz o inglês, resolver os grandes problemas em primeiro lugar, a seguir logo se vê!

Amanhã é dia de G7, em Genebra, e o presidente da Ucrânia vai estar presente. Concordo em absoluto, pois, de momento, a Guerra da Ucrânia é o maior problema que a Europa tem entre mãos. Espero que a onda de optimismo vinda do Irão dê fruto neste caso também, isto é, que abra as mentes daqueles que estarão à volta da mesa para perceberem que só a paz trará benefícios a todos. Continuar a investir na defesa, em vez de fomentar a luta pela paz, é o caminho errado e só traz sofrimento ao mundo.

Desceu o petróleo, subiu o ouro e as Bolsas de valores estão a dar alguma alegria aos investidores. Pode ser que os magros ganhos deste ano comecem a "inchar" com estas notícias. E para ser completa a minha felicidade, quero ver os combustíveis a descer, mas a sério, na próxima segunda feira. Ouviste, oh Montenegro?


A descida do petróleo e a subida do ouro refletem diretamente o alívio das tensões geopolíticas no Médio Oriente e a consequente redução das expectativas de inflação global. Este movimento consolidou-se fortemente após o anúncio de um acordo de paz e o fim do bloqueio naval entre os EUA e o Irão, o que reabriu as rotas de exportação de energia.

domingo, 14 de junho de 2026

Manuel Macieira!

 

Houve uma altura da minha vida em que pensei em recorrer aos tribunais para averbar o apelido de Macieira ao meu Silva, herdado do meu pai. Depois, cheguei à conclusão que ficaria a perder mais que ganhar e abandonei a ideia. Hoje, voltei a pensar nisso ao ver a foto do atleta que podem ver acima e joga nos juvenis do Mafra.

O meu nome é Manuel, tão comum em Portugal que é quase como não ter nome nenhum. Quando ingressei na Marinha passei a ser Carlos, nome que substituiu o 29 com que fui brindado durante os primeiros seis meses, até ser mobilizado para Moçambique. Aí cruzei-me com um antigo colega de estudos que me tratou por Carlos e Carlos fiquei até hoje.

O apelido Silva, do meu pai, também ele é tão comum e de significado tão primário que comecei a desejar acrescentar-lhe outro que me pudesse, de facto personalizar. Aconteceu um dia, quando andava enfronhado na Genealogia das gentes da minha aldeia, esbarrar com o apelido Macieira que, do nada, começou a ser usado pelos filhos da Bernardina Martins.

Mas deixem-me explicar quem era a Bernardina, senão não vão dar o mínimo valor a esta minha historieta. Martins era o apelido mais antigo do lugar e freguesia em que nasci. Família grande de muitos filhos que se foram casando e espalhando pela freguesia toda e assim chegamos ao princípio do século XIX, quando o Sr. Manuel Martins casado com a Ana Maria, lavradores abastados do lugar de Modeste, geraram e puseram no mundo a Bernardina, a número 5 de 7 filhos, que haveria de dar que falar na aldeia.

A Bernardina devia ser fresca para assar. Namoriscou, com certeza, alguns rapazes, mas não convenceu nenhum a levá-la ao altar. Aos 29 anos de idade ofereceu ao seu pai uma neta a que deu o nome de Maria que era nome quase obrigatório, a invocar o nome da mãe de Jesus, para dar à primeira filha de qualquer mulher. O nome próprio estava resolvido, como resolver a questão do apelido? Havia donzelas enganadas que, talvez por vingança, ou se acharem no direito de o fazer , davam ao filho o apelido do pai incógnito. A Bernardina não optou por essa solução, mas também não quis envergonhar a cara do pai, acrescentando o apelido Martins à prova viva do seu pecado.

Assim, ela inventou uma solução inovadora, juntando o apelido Macieira ao nome de Maria. E eu até concordo com ela, se a Maria nasceu em Macieira, porque razão não poderia ser conhecida como Maria (de) Macieira? E assim ficou ela e os seus dois irmãos, Joaquim e Manuel, a serem os Macieiras da freguesia de Macieira que, uns anos mais tarde, seria também a minha!

Durante os 5 anos que passei em Moçambique, eu passei a ser o Tintinaine, alcunha que carrego até hoje, por conta da minha ligação aos fuzileiros, à Guerra Colonial e a Moçambique. Como se pode ver, além dos meus números que deram origem ao nome deste meu ainda novo blog, também tenho uma rica colecção de nomes. Mas não o Macieira que, durante algum tempo, pensei ter o direito de usar, Manuel Macieira, tal e qual como o puto que joga futebol pelo Mafra e, quase de certeza, não nasceu em Macieira, como eu nasci (em 1944)!

sábado, 13 de junho de 2026

Enquanto isso...!

 Enquanto uns se entretêm a dar pontapés na bola e outros a festejar o Santo António (de Pádua ou de Lisboa), o Trump diz que desta é para valer, vai celebrar o tal acordo que tem andado para cá e para lá tantas vezes que deve estar todo desgastado e ameaça romper-se se alguém der um espirro!

Não haja dúvida que todos estamos fartos de guerra e ansiamos pela paz, mais os que estão lá e levam com as morteiradas pela cabeça abaixo, do que nós que apenas temos que suportar os excessos dos comentadores que falam, falam, falam, só para nos manter entretidos que informados nem por isso!

Com a promessa que a coisa acontecerá durante este fim de semana a Bolsa de New York já deu um sinal positivo e o petróleo veio por aí abaixo. Sempre quero ver se o Montenegro está atento aos sinais e baixa o preço dos combustíveis que, tendo em conta o nosso nível de vida, é o mais alto de toda a União Europeia!

A entrada em bolsa da Spacex, a tal empresa que vai começar a comercializar excursões para Marte, com data de partida marcada, mas sem data de regresso, pois a viagem dura tanto que metade dos turistas morrerá pelo caminho e os seus restos mortais serão abandonados no Cosmos, fez do Elon Musk, o rapaz sul africano e amigo de Trump (por conveniência) o primeiro bilionário à face da Terra.

Um milhão de euros faria a felicidade de qualquer português que com esse dinheiro compraria uma boa casa, um bom automóvel e ainda lhe sobraria o suficiente para ir passar um mês de férias ao México, República Dominicana ou qualquer outro país daquela zona, menos Cuba, onde não há condições de momento. Talvez, se o Diaz-Canel abandonasse o poleiro e libertasse o seu povo da obrigação de se manter comunista, as coisas mudassem!

Mil milhões já é coisa para os Ronaldos e outros que tais que nasceram com o cu virado para a Lua e a deusa da sorte os acompanha. Daí para cima, contando o dinheiro em milhares de milhões, é só para aqueles que andam envolvidos com semicondutores  e inteligência artificial, ou comércio electrónico e publicidade. Mais que isso só mesmo o Elon Musk que vive na Lua e quer mudar-se para Marte!

Que Deus o ajude e faça boa viagem! Eu quedo-me por aqui mesmo, pois o meu raio de acção está limitado a Barcelos, Famalicão ou Porto, cerca de 30 Kms e mesmo assim com a ajuda do boguinhas que comprei no mês passado!

Com as guerras todas a acabar, vou tentar convencer a Sra. Von der Leyen para propor uma aliança aos grandes players do mundo (China, Índia, Rússia, pelas esquerdas, e EUA e União Europeia, pelas direitas) para desinvestirem a sério na Indústria da Defesa e usarem os fundos livres para melhorar a vida das pessoas que são afinal o que interessa. Sem guerras quem precisa de armas?

O meu desejo sincero para este dia de Santo António é que o preço do petróleo desça tanto que ninguém o queira mais extrair das profundezas da Terra, este planeta sofredor que está todo chamuscado desde que o ouro negro começou a ser explorado, em meados do século XIX. E com isso talvez parem as alterações climáticas e nos livremos de mais desgraças, como as últimas que devastaram o distrito de Leiria! 

sexta-feira, 12 de junho de 2026

Dia de avaliação!

 Computadores fora de serviço em todo o SNS, até à hora de almoço! Caos total, mas a minha médica não deu parte de fraca, apareceu na sala de espera e disse, alto e bom som: - dos meus doentes ninguém arreda pé, mesmo que não almoce só saio daqui depois de os atender a todos!

Um quarto para o meio dia e já vinha eu pela porta fora! Mas mais importante que isso, com a notícia que o tratamento feito tinha resultado, satisfatoriamente, e os próximos tratamentos passarão a ser mensais, em vez de semanais! Nada mau, o sacrifício reduzido para 25% do que foi em Abril e Maio!

Hoje, haverá festa de Santo António, em Lisboa e mais uns quantos sítios aqui nas redondezas, mas não me verão lá, pois, embora a vontade fosse essa, as pernas não me ajudam. Hoje, estive tentado a recorrer à cadeira de rodas para me movimentar dentro do hospital, mas não quis sujeitar o meu acompanhante a esse "biscate"!

Não é habitual eu andar por aqui a estas horas, mas não quis esperar até amanhã para vos transmitir as boas notícias! 

quinta-feira, 11 de junho de 2026

De volta a 1980!

 


Grande salão de exposições, em Londres, decorria a feira têxtil e de confecções a que assisti algumas vezes. Esta uma manhã sossegada sem grande movimento e eu entretinha-me na conversa com um cliente que morava em Belfast e tinha uma voz nasalada que, por vezes e aliada ao sotaque próprio da Irlanda, eu me via aflito para descodificar.

De repente, aproxima-se um homem, já entradote na idade, com a farda da organização do evento, põe a mão em forma de concha, em frente á sua boca, e diz: - This is a bomb alert, abandomn the premises now and quietly! (Alerta de bomba, abandonem o edifício já e nas calmas).

Foi o tempo em que após os muitos atentados em Belfast, o IRA decidiu transferir a guerra para a capital inglesa para eles, os ingleses, sofrerem aquilo que os nacionalistas irlandeses sofriam na pele na sua terra natal, onde eram oprimidos pelos ocupantes (tal como ainda hoje acontece).

Respeitando a ordem, eu e os meus companheiros pusemo-nos na rua em três tempos. Escondemo-nos pelos cantos à espera de ouvir o tradicional boom e os gritos das pessoas, mas não aconteceu nada. Cerca de meia hora mais tarde veio a informação de que se tratou de falso alarme e voltámos todos aos nossos afazeres na paz do Senhor.

Os recentes acontecimentos, em Belfast, com autocarros incendiados, pancadaria, tiros e muita confusão fizeram-me recordar este episódio do tempo em que andava de malinha na mão a correr as capitais europeias, de feira em feira e a aturar os caprichos dos clientes. O cliente tem sempre razão, ensinaram-me, e eu que fui sempre bom aluno nunca me esqueci disso. Paris, Londres, Milão ou Colónia eram-me familiares nesses tempos e foram o meu campo de batalha, nos últimos 20 anos do século XX.

Agora, estou velho e trôpego e nem um alerta de bomba me faria correr. Como diz o ditado, quem já andou não tem para andar!

N.B. - A figura acima, para quem não conhece, pertence a Gerry Adams, carismático líder do IRA, nesses tempos conturbados da guerra contra a Inglaterra de Elizabeth II.

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Luís de Camões!

 Ele foi um grande poeta
O nosso Luís de Camões
Por azar ficou cegueta
Trocou um olho por dez tostões!


É dia de Portugal!
Já foi dia da Raça!
Também é de Camões
E das comunidades de emigrantes
espelhados por todo o mundo!!!




terça-feira, 9 de junho de 2026

Em 2013, neste dia!

 Vou recuar no tempo até ao dia em que caí na asneira de organizar o convívio anual dos filhos da escola de Março de 62! Os marujos (alunos de Vila Franca) e os fuzos (alunos de Vale de Zebro) nunca se deram bem por razões óbvias. Uns achavam-se herdeiros das tradições do Infante D. Henrique e Vasco da Gama, enquanto que os outros foram chamados à pressa e lançados no mato africano para defender a Pátria ameaçada.

Cada um deles tinha as suas razões e muitas glórias conseguidas no passado, mas em 2013 tudo o que se pretendia era comer um almoço em paz e harmonia organizado, pela primeira vez, por um fuzo, euzinho da Silva, o Tintinaine da Escola de Fuzileiros que falava inglês e, por essa razão e mais nenhuma teve direito a usar essa alcunha até ao dia em que o Criador resolver chamar-me à sua presença para acertarmos as contas. Espero que Ele não seja muito exigente e rigoroso, senão estarei feito ao bife que os pecados são muitos!

Comemos o almoço, mas não fomos capazes de o digerir em paz e acabamos o dia numa guerra pegada jurando para nunca mais repetir uma asneira destas. Dos cerca de 900 filhos da escola desse recrutamento, um terço era fuzo e dois terços marujos. Eles estavam em maioria e, por conseguinte, que organizassem a coisa, no ano a seguir, que comigo não poderiam contar mais. Saiu a fava ao Teixeira, voluntário como eu, o 56 da Escola de Alunos Marinheiros.

 Com a tarde a chegar ao fim e os ânimos exaltados decidi partir e ir procurar dormida em Torres Novas que ficava ali mesmo ao lado e serviria de ponto de partida para uma viagem pelo Alentejo que eu pretendia fazer no dia seguinte, o Dia de Portugal. Por acaso, nesse ano de 2013, tinha sido decidido que as comemorações oficiais se desenrolariam em Elvas, junto ao Aqueduto da Amoreira, Ex-Libris dessa cidade alentejana.

Levantei-me cedo, mas a viagem é longa e quando, finalmente, avistei o aqueduto já as tropas desmobilizavam e as autoridades civis e militares tinham partido á procura do Almoço. De Torres Novas a Abrantes, daí até Portalegre para depois acelerar em direcção a Elvas, tive que ouvir das boas da minha acompanhante que não gosta de ver o conta quilómetros ultrapassar os 100 à hora. E depois apanhei muitas placas de 50 pelo caminho, o que quer queiramos ou não nos obriga a refrear os ânimos.

Depois da festa oficial a que presidiu o Cavaco e o respectivo pupilo Passos Coelho, fui à procura de dois filhos da minha escola, oriundos daquela cidade, com quem tinha apalavrado um almoço em conjunto. Mas, antes do almoço, ainda fomos dar uma volta pela cidade, espreitar o Forte de Elvas, onde a PIDE fez sofrer tantos militares "mal comportados", e as Forças Armadas em parada com as suas armas e bagagens a tentar imitar o que se faz em Moscovo ou Pequim.

Desse dois filhos da escola, um já partiu para o Além e o outro, mais novo um bom pedaço, anda, como eu próprio, a amargar uns tratamentos oncológicos que lhe permitam andar por cá mais uns tempos. Passei um bocado da tarde com ele, em casa do seu pai, o velho Santana, de quem tomava conta, mês sim mês não, alternando com outro irmão que o ajudava nessa missão. Depois disso, rumei a norte, fui às cerejas ao Fundão e pernoitei na Covilhã, relembrando andanças antigas, para no dia seguinte subir a Serra da Estrela e ver se encontrava um restaurante que servisse um cabritinho para o almoço.

E pouco mais tenho a contar. O caminho de regresso é sempre um pouco mais triste que o de ida, pois nos lembra que a festa acabou e a vida real volta com todo o seu peso. Vou deixar-vos aqui um par de fotos - se forem mais que duas não me castiguem pelo erro das palavras - para recordar outros feitos e outras eras que foram importantes na nossa História.

Olivença (centro) onde já se realizaram também estas comemorações e
amanhã acontecerá algum tipo de festa também.

Zona da fronteira do Caia com Elvas e Olivença bem
próximas uma da outra, mas separadas por uma questuiúncula
que nuestros hermanos teimam em manter, desde os
tempos de Napoleão Bonaparte.

Imagem da famosa batalha das Linhas de Elvas em que garantimos
a nossa independência do reino de Castela!

A brutalidade dos números!

 Há dias, assisti a um programa televisivo, retransmitido de um canal estrangeiro (não recordo se da CNN ou Sky News) em que afirmaram que a...