domingo, 20 de setembro de 2026

Pensamentos!

 Hoje dei comigo a pensar: afinal quantos amigos tenho?

Amigos da Escola Primária?

Esses não são amigos, são apenas vagas recordações de um tempo em que não sabíamos ainda o valor da amizade, esse sentimento que é mais forte e duradouro que o amor (se é que tal sentimento existe mesmo).

Amigos da tropa?
Aí sim, a coisa fia mais fino! É claro que nem todas as tropas são iguais, ou seja, depende de que tropa estamos a falar. No meu caso, foram 6 anos consecutivos de uma vida cheia de acontecimentos marcantes. A história da nossa vida, entre os 18 e os 24 anos, é a que mais nos marca, pois nos leva de uma quase puberdade à vida de homens adultos, muitas vezes casados e já pais. Foi assim no meu caso!
Depois, o período em que isso aconteceu, durante a Guerra Colonial, com a partilha de momentos de grande impacto psicológico, contribuiu para cimentar essas amizades de forma muito especial.

Amigos da rua?
Aqueles com quem partilhámos brincadeiras, enquanto crianças e de quem procurávamos a companhia, mais que a da família. A maioria desses amigos desaparece quando se casam, mudam de residência e parece terem-se esquecido da gente! O meu último grande amigo dessa época morreu no mês passado.

Amigos da família?
Tenho alguns, mas convivemos pouco e as afinidades também não são grande coisa por aí além. Começo a vê-los apenas nos funerais e isso deixa-me melancólico!

Amigos do Café e dos copos?
Desses tive muitos! Uns foram desaparecendo e sendo substituídos (remplaçados, como diz um deles que foi emigrante em França) por outros que iam ocupando os lugares deixados vagos. Por vezes íamos ao futebol ou ao cinema juntos, sempre sem as mulheres, e isso criou uma amizade ligeira boa para matar o tempo nas horas de ócio. Jogar ao bilhar ou às damas, além de contar anedotas, animavam os nossos dias de convívio!

Amigos do Facebook?
Na nossa vida moderna, existem agora os amigos virtuais que podemos conhecer ou não, amar, odiar ou ser indiferentes, mas constam da nossa lista de amigos, pois foi assim que a Meta os baptisou. Alguns são familiares, outros realmente amigos e a maior parte não nos dizem nada!

Amigos da Blogosfera?
Era aqui onde eu queria chegar com esta minha publicação. Começámos por ler alguma coisa do que publicam, depois vamos comentando e criando  um laço que se pode tornar forte e duradouro. Há (ou havia, ainda há pouco tempo) comunidades de bloggers que se juntavam em convívios anuais, ou até mais frequentes, e trocavam ideias e vivências de tal modo que se tornavam amigos de facto e para valer. Alguns desses que tive o prazer de ter na minha lista de seguidores, já foram ficando pelo caminho. Talvez por culpa minha que tive a sorte de uma vida mais longa que a deles!!!


Como podem ver, amigos há-os de muita espécie, prezem aqueles que vos calharam em sorte, pois há quem não tenha um único a quem possa chamar amigo!!!

4 comentários:

  1. Bom dia
    Confesso que há muito que não faço grandes comentários, mas hoje o tema bateu-me mais forte e não posso deixar de dizer que a amizade é sem dúvida uma das características pessoais que mais admiro, e embora não possa dizer que os tenha em abundância, há na realidade alguns amigos que guardo bem no fundo do coração, principalmente os da infância com quem ainda mantenho um relacionamento ativo .

    JR

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  2. Para se ter amigos - seja em Portugal ou na China - é preciso ter-se algo em comum. Aqui há uns anos recusei um almoço com um primo porque preferi ir à Escola de Fuzileiros celebrar o Dia do Fuzileiro. Ora o meu familiar tendo feito 'o SMO no arre-macho' muito admirado desconhecia o elo que nos liga. Se já no tempo da Guerra do Ultramar sair da escola para 'ser voluntário para os Fuzileiros' era o equivalente a ser 'um xanfrado' hoje para muito gente 'os amigos da tropa' são isso mesmo - amizades de um tempo que o sistema socialista tenta a todo o custo apagá-lo. Na minha opinião sempre dividi os amigos: por amigos da pinga, amigos da onça e amigos verdadeiros... sendo estes últimos cada vez mais escassos!

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  3. Liberdade e respeito constituem esse vínculo que se sustenta na leveza, onde não há imposição de verdades, mas sim a aceitação das diferenças e espaço para ser autêntico.
    Tenho amigos de esquerda e de direita, e até de extrema-esquerda e extrema-direita.
    Católicos e protestantes.
    Conservadores e liberais progressistas.
    Viva a amizade!

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  4. Tenho alguns amigos com os quais posso contar mas e eles e elas podem contar sempre que precisarem! Os virtuais como tu, leio sempre tudo e deixo quase sempre um comentário!
    Beijos e um bom dia!

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