Lembro-me destas palavras ligadas a qualquer coisa! Não recordo se era uma música, um poema ou qualquer outra coisa. Estive quase para ir perguntar ao Chatgpt, mas desisti, afinal do que vos quero falar não tem nada a ver com isso.
Ontem dei-vos música, porque não senti qualquer vontade de escrever, gosto de escrever sobre a vida real e para contos havia a Elvira que tinha sempre um conto para nos contar, em curtos episódios, no seu blog que teve que abandonar, pois lhe faltam os olhos. É isso mesmo, a Elvira faz parte do ontem, o tempo que passou e não volta mais.
Hoje, achei que devia dizer qualquer coisa. Mas que fosse mais uma justificação que um pedido de desculpas por ter esquecido a minha promessa de aqui dizer qualquer coisa, todos os dias da minha vida, enquanto o físico o permitir. Não sei ainda muito bem o que vai sair daqui, mas linha após linha o texto vai crescendo e às tantas torna-se numa publicação com o mesmo valor de qualquer outra que já escrevi.
Amanhã é que é o verdadeiro problema. Para cumprir a promessa tenho que continuar a escrever sobre o que quer que seja. A minha apresentação no blog rezava assim: «Tintinaine, fuzileiro e benfiquista». Queria isso dizer que as minhas publicações versariam assuntos ligados à Marinha de Guerra, onde passei 6 anos da minha juventude, as minhas vivências na Guerra Colonial, em que servi durante 5 anos e, finalmente, sobre o Sport Lisboa e Benfica clube do meu coração.
O problema é que o Benfica tem andado pelas ruas da amargura, desde que o presidente Vieira transformou aquilo numa nódoa difícil de apagar, a vida de fuzileiro e a Marinha de Guerra tenha ficado lá para trás perdidas no nevoeiro dos tempos. Sendo assim, a minha inspiração está longe dos melhores tempos e tenho que escavar fundo para encontrar qualquer coisa que vos desperte interesse.
Tenho-vos servido algumas histórias (verídicas) da minha vida de solteiro e "engatatão" para preencher o vazio, mas isso não dura sempre. Não sei se resta alguma das minhas namoradas que não tenha sido ainda aqui desnudada para vosso deleite. Eu podia inventar mais mais dúzia delas, usando o mesmo poder inventivo que usava a Elvira, mas tenho a impressão que vocês me descobririam a careca em pouco tempo.
Por conseguinte, não sei como serão os dias daqui por diante. Política e guerras continuará a haver, infelizmente, mas não quero ser apenas mais um cronista para acrescentar aos muitos que há na praça e que precisam das suas crónicas para pôr o pão (e a manteiga) em cima da mesa todos os dias. Fazer humor seria mais a minha praça, mas a minha vida, nos dias que correm, não me oferece grandes razões para rir. E fazer rir os outros é a arte do palhaço que não me sinto.
Hoje, ainda pretendo escrever umas linhas num outro blog que me liga à terra que me viu nascer e, por isso, sou obrigado a dizer-vos adeus e até amanhã que é um dos 3 advérbios de tempo que usei no título desta publicação!

Gostei do que li. porque és um perfeito contador da tua vida! Ânimo amigo e não desistas!
ResponderEliminarBeijos e um bom domingo!