quinta-feira, 13 de agosto de 2026

A NATO!

OTAN, à inglesa, ou NATO, à portuguesa, é uma organização fora de moda e já deveria ter sido dissolvida, não fossem os grandes interesses económicos que estão por trás dela. O actual chefe da NATO não vale um caracol, lambe as botas do Trump e serve apenas para exigir aos europeus que aumentem a sua contribuição para essa organização, aliás batendo na mesma tecla de Trump.

Ontem à noite, estive a ouvir o Putin queixar-se da NATO, dizendo que lhe estamos a complicar a vida! Em face da guerra em que ele se meteu, que outra coisa poderíamos fazer?

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, acusou, esta quarta-feira, a NATO de aumentar a tensão no Ártico e alerta para um maior potencial de conflito na região. Critica também as restrições à circulação de embarcações russas.

Achei engraçado ele apresentar-se como vítima, uma vez que ele é o culpado de tudo e podia acabar com a guerra quando quisesse. Ele até pode ter alguma razão, quando acusa a NATO de o estar a espartilhar, colocando armamento à volta das suas fronteiras, desde o Mar Negro, na Roménia, até ao Mar Báltico, na Finlândia. Isso é mais um produto da rivalidade entre russos e americanos, do que propriamente uma aposta na defesa da Europa, que estaria muito melhor como amiga da Rússia que como inimiga que nunca foi.

Lembram-se dos tempos dos Czares e da ligação cultural entre Paris e S. Petersburgo? Ou, mais recentemente, do Nordstream a ligar a Alemanha à Rússia e dar aos dois países uma ajuda brutal na sua Economia? A Europa, assim como a Rússia, teria muito a ganhar com uma convivência saudável entre os dois países. E nem quero falar no que poupariam em armas e munições que não fariam falta nenhuma. Assim como esse manancial de recursos aplicado noutros sectores, que não a Defesa, para benefício de todos.

Mas há pessoas que estão sempre a remar contra a maré, eles lá saberão porquê! E não me venham falar em ideologias, pois a do Putin tem sido apenas amealhar riqueza, quanta mais melhor. As riquezas, muitas ou poucas, da desaparecida União Soviética foram parar às mãos de uma dúzia de tubarões, com o beneplácito de Putin, deixando o Povo Russo a chuchar no dedo. Se estavam mal no tempo dos czares, ficaram pior depois da revolução de 1917 e não estão muito melhor agora.

E Cuba? Se o Fidel ressuscitasse correria com o Diaz-Canel pelo estado a que deixou chegar a sua pérola das Antilhas, ou dar-lhe-ia uma medalha por defender a ideologia socialista que não serve ao povo sofredor que anda à procura de uma vida melhor, há mais de um século!

Estava a escrever as linhas acima e a pensar no general «comcago» (comunista, careca e gago) Agostinho Costa que só vê defeito em tudo o que se faz para defender a Ucrânia e apoia tudo aquilo que o Putin faz, mesmo quando mata civis, incluindo mulheres e crianças, contra todas as convenções estabelecidas e leis que regem as guerras. Não posso com esse cromo!!!

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Os grandes rios da Europa!

 O Danúbio, o Reno e o Pó são os mais falados nas notícias, mas deve haver outros a padecer do mesmo mal, a seca! O Sena que atravessa Paris e o Volga que nasce e desagua na Rússia não podem ser esquecidos, quando se fala de grandes rios.

Ponte sobre o Volga, em Saratov

Vou respeitar o tamanho e começar pelo maior, o Volga. É o mais longo e caudaloso rio da Europa, diz a Wikipédia. Sendo assim terão os russos mais água e menos problemas que o resto dos europeus, embora não o mereçam pelo mal que estão a fazer à Ucrânia e ao mundo, em geral, por causa da Economia Global, altamente, afectada pela guerra.

Depois do Volga é o Danúbio que é famoso por muitas razões e não só pela água que corre entre as suas margens, desde a Floresta Negra até ao Mar Negro. Estranha a coincidência de nascer negro e morrer negro! O mais famoso e mais cantado por músicos e poetas será um imenso desastre se não tiver água suficiente para deixar flutuar os navios de cruzeiro que percorrem o seu longo curso e passam por várias capitais europeias, qual delas a mais antiga ou famosa.

Reno já dentro da Alemanha

Reno ainda perto da sua nascente, em Basileia

A seguir vem o Reno que é uma espécie de autoestrada a ligar o centro da Europa às águas do Atlântico. Talvez o mais afectado pela seca, já começaram a transferir para as autoestradas alemãs o transporte das mercadorias que, habitualmente, seguem em grandes batelões que viajam desde a Suíça até ao Atlântico. A esse conhecio-o pessoalmente, naveguei nas suas águas e cruzei milhentas vezes as pontes que o atravessam, em especial, na cidade de Colónia.

Não só para a navegação, mas também para carregar os detritos urbanos e águas sujas, depois de usadas por milhões de urbícolas que vivem nas suas margens. Nem quero pensar no problema de saúde que podem causar na Suíça, Alemanha e Holanda se a drenagem dos esgotos urbanos não puder ser feita de forma aceitável. Tenho a impressão que uma das minhas leitoras mais recentes mora à margem deste rio e poderá contar-nos algo sobre esta desgraça que nos caiu em cima.

Já se pode nadar no Sena

Já foi um rio, imensamente poluído, mas, é, hoje, um espelho de águas límpidas ao atravessar Paris. Não há muita coisa que eu vos possa contar sobre o Sena, se calhar sabem mais vocês todos que eu próprio. Conheci-o ainda muito poluído, onde era proibido nadar, desde 1923. Nos últimos dois anos foi dado como despoluído (?) e já há quem se atreva a mergulhar e nadar nos limites da capital francesa. Agora, com a diminuição dos seus caudais será um "Deus nos acuda" com o aumento das bactérias perigosas para a saúde humana. Deus queira que o Outono entre chuvoso e lhes traga muita água!

Que vai ser desta passarada se lhe falta a água?

Ainda próximo dos Alpes, onde nasce

Hoje já se atravessa o rio Pó a vau

Para último deixei o rio Pó que atravessa todo o norte de Itália, desde Turim até Veneza. O celeiro italiano da Lombardia sofre com a seca. Devido à largura do rio e falta de profundidade - o rio corre através de uma imensa planície - a falta de água sente-se neste rio antes de em nenhum outro. Mais uma vez só me resta desejar que comece a chover, o mais cedo possível, para aquelas bandas! Aqui não, pois me dará cabo da época dos figos que está, agora, a começar! Ontem, já descobri 3, antes da passarada, e papei-os num abrir e fechar de olhos!

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Quem tem cu tem medo!


O Trump estava na Turquia e andar por aquelas paragens com tantos drones, mísseis e outras coisas voadoras carregadas de alto explosivo é um risco a evitar. Ele soube, desconfiou ou disseram-lhe que os barbudos do Irão tentariam atirar ao chão o Air Force One, logo que ele descolasse. E, como homem prevenido vale por dois, ele levantou voo e foi aterrar num aeroporto vizinho e em segredo trocar de avião, não fosse o diabo tecê-las!

Ele farta-se de gritar aos quatro ventos que já destruiu o Irão por completo. Que eles já não têm aviação, nem Marinha, nem coisa nenhuma, mas talvez o pudessem atirar abaixo com uma fisga, ou pedindo ajuda a algum dos amigos que ainda têm alguma coisa capaz de perseguir e fazer explodir o avião em que ele faz questão de correr o mundo.

O mais seguro mesmo é fugir da zona de perigo, quanto mais depressa melhor, e foi, exactamente, isso que ele fez. Pelo menos é o que afirmam os noticiários que aproveitei para ver, durante mais uma noite mal dormida. Já não me bastavam os males que tinha, de um momento para o outro inchou-me o joelho esquerdo, o que me provoca umas dores danadas e não me deixa dormir. Esta foi a segunda noite de vigília, mas carreguei-lhe no Ben-U-Ron e no Exxib e passei-a um pouco melhor que a anterior.

Por ter falado no meu joelho esquerdo, vou contar-vos um pequeno pormenor da minha vida que, acho eu, nunca mencionei em nenhuma das abordagens que tenho feito sobre a minha vida privada. Não tem nada de especial, nem interessante, mas eu vivo de recordar tudo aquilo por que passei e este é apenas mais um caso desses.

Eu sou direito em tudo, refiro-me ao uso da mão direita, claro. Mas, embora eu nunca tenha sido bom a jogar futebol, só chuto com o pé esquerdo. Ou melhor dizendo, eu também chutava a bola com o pé direito, até ao dia em que, ao marcar um penalti, fiz uma entorse no joelho que me mandou para o enfermaria do colégio, durante um mês inteirinho. Depois de recuperado, mas ainda algo dorido, nunca mais tive coragem de chutar a bola com o pé direito.

Aprendi a chutar com o pé esquerdo e, mais tarde, durante a minha vida de adulto, fiquei convencido que o fazia melhor que com o direito, o qual usei até por volta dos meus 13 anos de idade. E assim agora já me não posso vangloriar de ser direito em tudo, pois o pé, e também alguns neurónios que se habituaram a ser independentes, me puxam para as esquerdas!

No próximo fim de semana acontece, aqui no meu burgo, a grande festa da Póvoa. Quem for amigo de procissões e romarias pode aparecer por aí para se misturar com a multidão que vem do interior, deste e de outros concelhos vizinhos, para ver os andores e ouvir os foguetes estourar, sobre o porto de pesca. A N. S. da Assunção é a padroeira dos pescadores poveiros e a festa já foi grande, quando a frota pesqueira era grande também, Mas depois apareceu o Cavaco (mais conhecido por Múmia de Boliqueime) que se encarregou de a destruir e sem os frutos da pesca (ou a sua redução à ínfima espécie) os pescadores não têm os fundos necessários para promover uma grande festa, como antigamente!


domingo, 9 de agosto de 2026

Eu no aviso!

Este era o líder da classe a que deu o nome

Os Avisos de 1ª Classe da Marinha de Guerra Portuguesa foram navios de construção britânica (lançados à água em 1934), vocacionados para a defesa e soberania no Império Ultramarino e apoio a operações anfíbias.
Fazia parte desta categoria a Classe Afonso de Albuquerque, que integrava:
NRP Afonso de Albuquerque (Líder da classe, abatido ao efetivo após o histórico combate em Goa em 1961)
NRP Bartolomeu Dias
Estes navios de guerra coloniais, com cerca de 100 metros de comprimento, foram fundamentais para a presença naval nos oceanos Índico e Pacífico. Mais tarde, após a Segunda Guerra Mundial, foram reclassificados como fragatas (número de amura "F470").

Bartolomeu Dias, a nova fragata que substitui aquela em que
eu fiz o meu baptismo de mar, no Oceano Índico

Ontem, estive ocupado demais para visitar os blogs! Cada um sabe de si, lá diz o ditado, e parece-me que vocês não me vão eigir uma justificação por escrito! Cá estou de volta e a pensar no que fiz, no já longínquo ano de 1963! Eu tinha apenas 19 anos e aconteceu muita coisa nesse ano, umas posso contar, outras é melhor não!

Estava há poucos meses em Moçambique, quando o Comando Naval deu ordens para embarcar um pelotão de fuzileiros e rumar a norte, talvez Porto Amélia, onde mais tarde tivemos uma Base com muitos fuzileiros em apoio da guerra que vinha do vizinho Tanganika, antiga colónia alemã e depois britânica que já era livre, desde 1961.

Na minha cabeça já imaginava combates e sentir o cano da minha G3 a escaldar, depois de tantas munições ter queimado, pois todo o mundo esperava que o terrorismo que rebentara, em Angola, dois anos antes, começasse a dar sinais de vida também, em Moçambique. Felizmente, não aconteceu nada disso e teria que esperar mais um ano e meio para ouvir tiros e sentir as balas a zunir sobre a minha cabeça.

Aquela viagem foi tão só para preencher a agenda da tripulação que tinha que mostrar serviço, no tempo que passava nas nossas províncias ultramarinas. No segundo dia de viagem, já estávamos em Inhanbane, com o Bartolomeu Dias, o velho, irmão gémeo do Afonso de Albuquerque que perdemos para a Índia, no fim do ano de 1961, acostado ao pequeno cais de madeira que ali havia. Nas fotos acima podem ver o velho e o novo navio que nada tem a ver um com o outro a não ser o nome.

Os velhos Avisos de 1ª, como os dois gémeos mencionados acima, tinham a particularidade de ter convés de madeira, muito leves e muito altos, o que os fazia dançar sobre as ondas que nem bailarinas tailandesas. Eram o horror dos marinheiros de primeira viagem que enjoavam mal punham os pés a bordo. E isso traz-me à lembrança o meu camarada Peniche da CF2, grumete artilheiro que foi connosco para a guerra para tomar conta da MG42. Ele enjoava de tal maneira que não comia nada, ou quase, em todo o tempo que durava a viagem. Passava o tempo a "gritar ao Gregório" com a cabeça fora de borda!

Depois de Inhambane rumámos à Beira e daí a Nacala e Ilha de Moçambique. Nem vos digo nem vos conto (que ainda posso ir preso), mas aquilo foi um verdadeiro cruzeiro no Índico, com os golfinhos na proa a desafiar os 15 ou 16 nós de velocidade que o velho aviso (de antes da II Grande Guerra) conseguia sacar das suas máquinas. Só a paragem na ILHA dava uma reportagem especial com fotos e tudo que trouxe de lá. Aliás, acho que já publiquei isso no meu velho blog da Companhia 2!

No regresso voltámos a parar na Beira, onde passámos uma noite e fomos a terra esticar as pernas. O pessoal da tripulação já conhecia aquilo e foram para o Moulin Rouge, para onde arrastaram alguns estreantes fuzileiros do meu pelotão. Eu fui ver a cidade, comi uns camarões e bebi umas cervejas, o que já foi mais do que aquilo a que estava habituado. O último trecho da viagem foi o mais sossegado, puseram-nos a trabalhar na "manutenção do navio" e a mim calhou-me ser calafate.

Em breve estávamos de novo em casa, depois da manobra de desembarque que fez a felicidade do Peniche e nos deixou a todos com saudades. Repeti essa viagem, umas duas ou três vezes, nos quatro anos que passei em Lourenço Marques. A minha última viagem no Índico foi já num navio civil (transporte de tropas) que me descarregou em Nacala, onde apanhei um comboio para as margens do Lago Niassa, onde passei o último ano da comissão, antes de regressar a Lisboa!

 

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

O lado social da coisa!

 


Foi a rainha D. Leonor que iniciou a obra das Misericórdias, quando ficou viúva e não encontrou coisa melhor para fazer que tratar dos pobres e doentes (de Lisboa).

Hoje não temos rei nem rainha, mas sim um presidente que parece preocupar-se com os pobres que, velhos e doentes, não encontram um lugar onde passar o resto dos seus dias em paz e com um mínimo de conforto.

António José Seguro levantou, ontem, o enorme problema que representa o custo de internamento e a falta de lugares que gera grandes filas de espera e pediu ao governo que olhe para o problema com a urgência que ele merece.

Com o governo que temos, acredito pouco que algo vá ser feito. E no entanto a comparticipação que a Segurança Social paga por cada internado é uma miséria e quando somada à reforma que o internado entrega ao lar, cobre pouco mais de metade da despesa total. E o pobre desgraçado que não tem onde ir buscar o que lhe falta vê-se obrigado (sujeito) à caridade dos filhos (se os tiver).

Se querem a minha opinião, neste melindroso assunto, o lar, público, bem entendido, devia ficar com a reforma do internado e ir à Segurança Social buscar o resto. E se ainda existem, por aí, antigos quartéis das Forças Armadas ao abandono, usem-nas para internar os velhotes, contratem pessoal para pôr aquilo a funcionar e acrescentem uma parcela no Orçamento de Estado para o efeito.

Cada vez é maior o fosso entre ricos e pobres, obriguem aqueles a pagar uma taxa para cobrir a miséria destes últimos. Tenho lido notícias que dão conta do aumento exponencial de milionários, em Portugal, por isso não deverá ser difícil recolher a verna necessária para pôr de pé esse plano.

A rainha D. Leonor fundou também as Caldas da Rainha. Que tal começar com o grande quartel existente nessa cidade para dar início ao meu projecto? Já houve revoluções que começaram nas Caldas, que tal mais uma?

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Está tudo dito!

 Há quase 20 anos que ando nestas lides e já escrevi sobre tudo e mais alguma coisa. No início, pensei apenas escrever sobre a minha vida na Marinha de Guerra e o envolvimento dos Fuzileiros (A Infantaria da Marinha) na Guerra Colonial, também chamada do Ultramar, além de pequenas e esporádicas crónicas sobre o Benfica e as suas conquistas na Liga Portuguesa de Futebol.

Em vez disso já vos contei a minha vida toda, falei da minha família e dos meus amigos, fiz de cronista social e, empurrado por alguns «compagnons de route», até poesia me atrevi a escrever. Agora, depois de 80 anos vividos e 60 depois da juventude que foi boa, enquanto durou, resta espremer a memória e tentar encontrar algo que ainda não foi dito ou, de algum modo, tenha ficado esquecido.

Se eu fosse como a Elviva (do Sexta Feira) inventaria contos que seriam divididos em episódios, tal e qual como as telenovelas, e vos seriam servidos uma ou duas vezes por semana, ou quando não houvesse ideias para outro tipo de publicações. Ou o Edumanes (do Nasci no Alentejo) que bem ou mal rimadas enchia as suas publicações de poesias nascidas ao acaso.

Se eu fosse como o Valdemar, camarada fuzileiro, alfacinha de nascença que hoje vive do outro lado planeta, publicaria fotos e videos das minhas andanças pelo mundo, dos lugares visitados, dos vinhos e petiscos degustados para vos encher de inveja que, tal como eu, não têm genica, tempo ou dinheiro para fazer o que ele faz.

Sobre ementas, mais do que receitas culinárias, também já foram assunto nas minhas pretéritas publicações, agora prefiro saborear os petiscos nelas referidos, quando posso, do que dissertar sobre elas. De vinhos não sou especialista, mas já vos confessei que sou apreciador daqueles que vêm da região do Dão, mas não digo que não a um alentejano ou da Península de Palmela, deixando os do Douro para o último lugar da mina lista.

E de carros, já vos falei? Prefiro os usados e não os novos. Não sou fiel a marcas e gosto de mudar de carro a cada 2 ou 3 anos, o que nunca poderia fazer optando por carros novos, pois isso está muito para além da minha capacidade financeira. E considero um muito mau investimento gastar tanto dinheiro num carro que serve apenas para te levar de um lugar para o outro. E isso tanto fazes num velho como num novo, com as devidas reservas.

Tinha dois carros a gasóleo e dei-os aos netos, comprando para mim um pequeno utilitário, a gasolina, que vai dar e sobrar para as poucas centenas de quilómetros que faço por ano. É um Mazda que veio de Hiroshima, a cidade queimada por uma das bombas atómicas lançadas durante a II Guerra Mundial. Em tempos estive quase para comprar um Toyota Corolla novo, mas em vez disso comprei um velho Carina II que adaptei para consumir GPL e fiz milhares de quilómetros com ele.

De namoradas já vos contei tudo e não vos escondi nada. Sou homofóbico confesso e espero morrer assim! Que mais hei-de dizer? Isto não é um conto como os da Elvira e vai tudo num episódio só. Amanhã terei que buscar inspiração para mais uma publicação e tentarei evitar o Trump, o Putin e outros cromos como esses de quem já nem posso ouvir falar!

Apresento-vos o meu Toyota que foi matriculado no dia 2 de
Janeiro de 1989, pois com a pressa de ir para a festa da passagem
de ano esqueceram-se de o fazer no último dia de 1988!!!


Auto-doc, conhecem?

 Como deixei aqui reportado, partiram-me um dos espelhos do carro. Encarreguei o meu pintor de resolver o problema, mas ele não conseguiu ar...