sábado, 4 de julho de 2026

Maneta!

 A minha mão direita está quase boa, mas o mal passou para a outra que está pior que nunca! As dores são insuportáveis e apetece-me gritar "oh da guarda, quem me acode", mas sei que isso não adiantaria nada!

Contentem-se com uma musiquinha daquelas que eu gosto!



sexta-feira, 3 de julho de 2026

Dar vida nova às coisas velhas!

 

Imagem criada pela IA para meu uso

Há muitos anos, ainda mal sabia o que era um computador, comecei a usar o "Spaces", uma das primeiras redes sociais que apareceram na net. O navegador era da Microsoft, ainda não conhecia o Google, e já nem me lembro do nome, agora chama-se EDGE e, ontem, deu-me para lá entrar e ver em que param as modas.

O meu primeiro e.mail também era da Microsoft, terminava em @msn.com e serviu-me para muitas coisas, inclusivé para criar um blog no site da Wordpress, onde fui espreitar para ver se me tinham apagado aquilo ou restringido a entrada. Quando descobri o site do Blogger, eu abandonei tudo o resto, desde o Wordpress até ao Sapo, onde tive, durante anos, um blog de família. Os templates, assim como as ferramentas do blogger são as melhores de todas as que conheço e por essa razão não vale a pena perder tempo com os outros.

Deu-me um trabalhão andar pelo EDGE às apalpadelas para descobrir o caminho, fui obrigado a mudar passwords, tentei escrever algo e colocar lá uma foto, mas não fui bem sucedido. Se aquilo já era mau, mudou para pior, tudo o que lhes interessa é vender domains e fazer publicidade gratuita. Queriam a todo o custo vender-me o «tintinaine.art» que estava livre e custava baratinho. Nããã, virei-lhes as costas e pus-me ao fresco!

A situação no Golfo Pérsico, ou Oriente Médio, está meio resolvida, mas as Bolsas mundiais continuam a tratar mal os investidores, no mês de Junho vi a minha vida financeira a andar para trás vários milhares de euros. Assim não vou poder ir passar férias a Cancun e terei que me contentar com as praias do meu concelho ou, no máximo, ir até ao Gerês petiscar umas carninhas da raça cachena e dar uma volta pelos espigueiros do Soajo. O único (ou talvez não) que ficou a ganhar foi o Trump que viu a sua fortuna pessoal multiplicada por 2,5, desde que iniciou este mandato e fez fel e vinagre a meio mundo, a começar pelo Maduro!

Mas, aquilo que faz delirar o povinho é o futebol, o Ronaldo e a nossa selecção que cada vez joga mais mal, mas lá vai marcando alguns pontos. Eu sei que os croatas não são nenhuns mancos, mas podíamos ter jogado um pouco melhor, esta madrugada. Com alguma sorte e alguma azia do Ronaldo por ter sido substituído, lá passámos aos oitavos e mandámos o Modric para casa e para a reforma, pois acho que ele já terá dito que abandonaria a selecção da Croácia, mal a sua equipa fosse eliminada da prova.

 E é assim, minha gente, os americanos já andam, há dois dias, a preparar a festa de amanhã que vai ser maior do que nunca!

Sim, os Estados Unidos celebram amanhã, dia 4 de julho de 2026, o marco histórico dos seus 250 anos de independência. Este aniversário de um quarto de século (conhecido como o Semiquincentenário) assinala a data em que as 13 colónias britânicas declararam oficialmente a sua separação da Coroa britânica, em 1776.

Bom fim de semana!!!

quinta-feira, 2 de julho de 2026

Pela Pátria lutar!

 Às armas, às armas ...!






Escolham um!

Toca a afinar as cordas vocais! À meia noite, em Toronto, muitos milhares de "tugas" vão cantar e também rezar para que Ronaldo meta um golo (ou mais) e assim possamos mandar a Croácia para casa!

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Os aviões e os comboios!

 Nos últimos dois dias, vi o nosso PM Montenegro entusiasmado na inauguração de duas obras que nos ajudarão a sair do buraco. A primeira, em Santa Maria da Feira, será construída pela Lufthansa e fabricará componentes para os muitos aviões que essa companhia tem a voar no hemisfério norte deste planeta. Já a segunda, em Matosinhos, será uma subsidiária da Alstom francesa e fabricará os comboios que faltam a Portugal e foi decidido que seriam adquiridos desta maneira. Serão 85 comboios fabricados em Portugal por trabalhadores portugueses.

Se isto foi ideia do nosso PM, terei que fazer campanha para lhe ser reconhecido o mérito e atribuir-lhe uma medalha (uma comenda talvez seja exagerado). Já que os "homens da massa" portugueses não investem os seus milhões na nossa indústria, preferem entregá-los aos bancos para serem usados na especulação imobiliária, que venham os alemães e franceses, pois a mim tanto dá que sejam uns ou outros. Mas é uma ideia que merece ser estudada e repetida, digo eu!

A Lufthansa é candidata a comprar uma parte da TAP e está fortemente interessada na construção do novo aeroporto - o tal que anda a ser estudado desde os tempos de Salazar e não percebo porque não sai do papel - onde esperam ter um balcão de primeiro plano. A TAP manterá o nome, para nos encher de orgulho, e a gestão será da empresa alemã, para nos encher os bolsos, pois na mão dos políticos portugueses tem-nos dado mais desgostos que alegrias.

Em especial, a fábrica dos comboios, em Matosinhos, traz-me em palpos de aranha, pois desde que fecharam a Sorefame, na Amadora, perdemos uma grande indústria e começamos a comprar comboios em segunda mão aos vizinhos de Espanha. O raciocínio deles é: para a sucata não, vende aos portugueses. O nosso é mais à moda de Cuba: não há dinheiro para novos, pois venham mesmo esses que é melhor que nada!

Há dias fiz uma viagem do Porto à Régua, para avaliar o estado da Linha do Douro, após terminadas (mais ou menos) as obras que datam do governo de Costa e do seu ministro das infraestruturas. Lembram-se quem ele era? Esse mesmo, o que disse que o aeroporto ia começar a ser construído em Alcochete, enquanto o Costa estava fora do país, o Pedro Nuno que foi desautorizado mal o chefe aterrou na Portela.

O Costa andava a namorar a Srª Úrsula von der Leyen para lhe arranjar o tacho que ocupa hoje e bem podia deixar o seu rapaz levar a dele avante, mas em vez disso decidiu desautorizá-lo, fez com que perdesse o emprego e ele próprio também caiu da cadeira uns meses depois. Feliz ficou o Montenegro que, com tanta estupidez dos socialistas, conseguiu que os portugueses votassem nele. E não apenas uma vez, mas duas seguidas!

E agora será também o Montenegro a ficar com os louros de trazer para Portugal a fábrica da Lufthansa e a da Alstom, duas grandes companhias europeias que vão investir no nosso país e criar a riqueza que tanta falta nos faz, pois nos últimos 2 ou 3 anos caímos alguns degraus na escala do PIB dos países europeus. E talvez tenha ainda tempo de lançar a obra do aeroporto e leva as medalhas todas!

terça-feira, 30 de junho de 2026

Futebóis!

 A Alemanha já ficou pelo caminho!

Tal com a saudosa Holanda, agora conhecida como Países Baixos! Tão baixos que se afogaram!

Quando Portugal cair ( e se isso acontecer) pode sempre dizer que já outros grandes seguiram o mesmo caminho!

Os pobres caboverdianos terão que se haver com a Argentina de Messi que, segundo as más línguas está a ser levada num andor outra vez!

Isto agora é assim, cada tiro cada melro! E um avião à espera para os levar para casa!

Nós, os tugas de Ronaldo, segumos amanhã para Toronto, onde vamos defrontar a equipa do velho (conhecido) Modric que arrumará as botas a seguir a esta prova!

Se tivermos a sorte de passar, alguns acham que é uma obrigação, encontraremos pela frente nuestros hermanos, los castelhanos, que desde a Pré-História não nos largam a breguilha!

E depois, seja o que Deus quiser, pois o nosso capitão está velho, mas não cede o lugar dele a ninguém. E ainda, de acordo com as tais más-línguas, ele vai ser o futuro patrão do seu actual treinador, que só faz o que o patrão manda. Seus desejos são uma ordem para mim, patrão!

E mais não digo, pois os meus leitores preferem poesia a futebol!


Eles, doidos, são 22 a correr atrás da bola
E a mim, ajuizado, só me apetece dizer
Que lhes deve faltar um parafuso na tola
Pois há muitas coisas melhores para fazer!

segunda-feira, 29 de junho de 2026

O S. Pedro da Póvoa!

Hoje é o dia do santo, feriado municipal
Ontem, dia das rusgas. comes e bebes até ao nascer do sol

 

domingo, 28 de junho de 2026

Guerra Colonial!

 

Clicar na foto para uma visão mais detalhada da zona

Hoje, fui dar uma arrumação nos meus arquivos fotográficos e apareceu-me esta foto que retrata o cantinho do céu, onde fui parar, em Setembro de 1964, data em que começou o "foguetório" da Frelimo, no Niassa, noroeste de Moçambique. Muita bronca houve, por ali à volta, mas dentro da península de Metangula havia paz e segurança.

Os primeiros tiros foram disparados contra a lancha Castor que estava fundeada na baía de Thungo (que mal se avista do lado esquerdo da imagem), no dia 24 de Setembro, se a memória me não falha, e no dia seguinte, ao cair da noite, dava eu ali entrada, de G3 em punho, para garantir a segurança das instalações navais, uma pequena cidade construída em betão armado, um luxo naquele fim de mundo.

Vila Augusto Cardoso era o pomposo nome dado pelos colonizadores portugueses àquele recanto de Moçambique, mas os locais - assim como nós que para lá fomos desterrados - nunca deixaram de lhe chamar Metangula (forma portuguesa) ou Ntengula (forma indígena) e com esse nome ficou, em definitivo, depois da independência.

Antes da construção da «Pista de Aviação» havia muitas palhotas naquele recanto da península (lado poente), mas, em 1965, foram retirados todos os moradores para construção da pista, obra levada a cabo pelo pessoal da CF6, comandada pelo 1º Tenente Patrício, militar de renome na Marinha e, em especial, entre os fuzileiros.

Em fins de Março desse ano, parti eu para Lisboa para frequentar o Curso de 1º Grau que me daria direito a usar as divisas de Marinheiro e entrar no quadro dos funcionários públicos. Uma parte da CF6 partiu, nessa mesma data, para Metangula para garantir a segurança do perímetro militar da península. Não sei se foi esse grupo a dar início às obras da pista, ou se o resto do pessoal que se juntou a eles, uns meses mais tarde.

A população que, nessa altura, não deveria exceder os dois milhares de indivíduos, ficou dividida em dois grupos, um na praia de Seli, lado poente do istmo, e outro na praia de Thungo, lado nascente do istmo, ambos fora da península, onde ficavam as instalações da Marinha, uma cantina civil, uma pequena igreja católica e um posto de enfermagem, pomposamente, chamado de hospital.

No largo que se avista ao centro da imagem funcionava o mercado, campo de futebol, paragem da camioneta da carreira que passava por ali todas as terças feiras e lugar de grandes reuniões da população, quando isso se tornava necessário (muito comum em tempo de guerra). Lembro-me de um grupo de miúdos que ali fazia funcionar um negócio de blocos feitos de matope e capim que eram vendidos ao preço da uva mijona a quem queria construir uma palhota que não fosse feita de "pau a pique", como era a maioria.

Dali à capital da província eram 120 Kms por uma estrada de terra batida, sofrível no tempo da seca, mas intransitável no tempo da chuva, ou seja, 6 meses in e 6 meses out! Havia um desvio, por Nova Coimbra, para evitar a estrada do caracol, que acrescentava mais 10 Kms à viagem. A camioneta da carreira seguia sempre esse trajecto, pois não tinha condições para fazer o «Caracol de Maniamba», estrada que em poucos Kms desce cerca de 500 metros de altitude, entre as serras e a margem do lago.

Desculpem qualquer coisinha, mas hoje foi dia de regresso ao passado. Impossível resistir a visitá-lo, de vez em quando!

Ainda Moçambique!

 Como, hoje, não tenho muito tempo para escrever, e o tema de ontem foi Moçambique, lembrei-me de vos oferecer uma musiquinha que foi sucess...