Foi a rainha D. Leonor que iniciou a obra das Misericórdias, quando ficou viúva e não encontrou coisa melhor para fazer que tratar dos pobres e doentes (de Lisboa).
Hoje não temos rei nem rainha, mas sim um presidente que parece preocupar-se com os pobres que, velhos e doentes, não encontram um lugar onde passar o resto dos seus dias em paz e com um mínimo de conforto.
António José Seguro levantou, ontem, o enorme problema que representa o custo de internamento e a falta de lugares que gera grandes filas de espera e pediu ao governo que olhe para o problema com a urgência que ele merece.
Com o governo que temos, acredito pouco que algo vá ser feito. E no entanto a comparticipação que a Segurança Social paga por cada internado é uma miséria e quando somada à reforma que o internado entrega ao lar, cobre pouco mais de metade da despesa total. E o pobre desgraçado que não tem onde ir buscar o que lhe falta vê-se obrigado (sujeito) à caridade dos filhos (se os tiver).
Se querem a minha opinião, neste melindroso assunto, o lar, público, bem entendido, devia ficar com a reforma do internado e ir à Segurança Social buscar o resto. E se ainda existem, por aí, antigos quartéis das Forças Armadas ao abandono, usem-nas para internar os velhotes, contratem pessoal para pôr aquilo a funcionar e acrescentem uma parcela no Orçamento de Estado para o efeito.
Cada vez é maior o fosso entre ricos e pobres, obriguem aqueles a pagar uma taxa para cobrir a miséria destes últimos. Tenho lido notícias que dão conta do aumento exponencial de milionários, em Portugal, por isso não deverá ser difícil recolher a verna necessária para pôr de pé esse plano.
A rainha D. Leonor fundou também as Caldas da Rainha. Que tal começar com o grande quartel existente nessa cidade para dar início ao meu projecto? Já houve revoluções que começaram nas Caldas, que tal mais uma?

A corrupção sempre criou milionários de ocasião e pobres permanentes mas taxar os ricos para alimentar o sistema politico que os portugueses exigiram nas últimas eleições equivaleria a um ainda maior empobrecimento. Depois de um tanque se transformar numa piscina e de um governo celebrar os 60 anos de uma Ponte a que chamam 25 de Abril de 1974 - a solução no meio 'de tanta doidice' - é sair à rua!
ResponderEliminarDeus caritas est!
ResponderEliminarAlguém, há uns anos largos, disse: 'os ricos que paguem a crise'.
ResponderEliminarCom cada vez mais milionários por aí roçando o cu pelas paredes, era uma boa ideia pô-los a ajudar quem precisa.
Faço minhas as palavras do António!
ResponderEliminarBeijos e um bom sábado!