Hoje, decidi reagir a uma notícia ouvida na TV (não na CMTV, devo acrescentar). Um rapaz de 20 anos matou, em Gaia, o seu padrasto à facada!
Nas mortes por arma branca usa-se muitas vezes a palavra esfaquear, independentemente, da arma utilizada. Eu que me considero um perfeccionista, gosto mais de ver usada a palavra que identifique a arma utilizada. Assim, se for usada uma faca será esfaqueado, se um punhal será apunhalado e se uma navalha será anavalhado.
A ferida causada por cada uma dessas três armas é muito diferente. Um punhal faz uma ferida perfurante e é, quase sempre, apontado ao coração. Pode perfurar também um dos pulmões e causar uma hemorragia mortal. A navalha é um instrumento destruidor, pois usada por alguém treinado e espetada nas partes moles do corpo humano pode retalhá-lo por completo. Já a faca, apenas usada em ambientes familiares, não cumpre a missão para que foi criada e serve, habitualmente, como um simples punhal.
Outra das trilogias que vivi, ao longo da minha já longa vida, é a dos 3 gatos da banda desenhada e dos filmes para crianças, Sylvester, Felix e Tom.
O Sylvester á o meu gato, aquela que animou os espaços antes dos filmes a que fui assistir no cinema, E foram muitos! De índios e cow boys, policiais, comédias italianas, indianos de puxar à lágrima e barretes de todo o tamanho.
O Félix é mais do tempo do meu filho que já vai a meio dos 50, e ainda preencheu algumas sessões de televisão a que assisti, em ambiente familiar, enquanto eles, os meus filhos, não dispensavam a minha companhia. Depois, cresceram e aprenderam a gostar de outras coisas e a estar com outras pessoas. Enfim, a roda da vida!
E o Tom, qual o papel dele? O Tom foi o grande companheiro do meu neto mais velho, nascido mesmo no fim do século XX, e que delirava com as aventuras do Tom e do Jerry. Eu entrei na reforma, quando ele era ainda pequeno, e tornei-me na sua babá, uma vez que os pais tinham que mexer a perna para ganhar a vida. Manhã cedo, batiam à porta e entregavam-me essa encomenda que eu recebia com muito agrado.
O video-gravador estava sempre a trabalhar, ora gravava videos para guardar, ora os reproduzia para gozo do neto que não queria mais nada para se entreter. Sabe Deus quantas horas, nos cinco dias da semana e, por vezes, também ao sábado e domingo, pois o puto, de vez em quando, recusava-se a seguir os pais para a casa deles. Hoje, nem aparece, é raro vê-lo!


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