quinta-feira, 17 de setembro de 2026

As criptomoedas!

 Hoje, eu escolhi para tema de conversa o «Bitcoin»!

Esta semana tem sido complicada para mim e passei dois dias seguidos sem ligar o computador. Mas, por aquilo que me é dado ver, ausência de publicações e comentários, o mal não se restringe à minha pessoa. A segunda feira estava reservada para um encontro familiar, mesmo assim ainda tive duas horas, no início da manhã, para deixar aqui a minha pegada. Terça e quarta foram dois dias de hospital para conseguir realizar o tratamento mensal que tenho vindo a fazer.

Ontem, das 18.00 às 24.00 horas o tempo foi dedicado à minha senhora que completou 80 anos de vida. Juntar a família, encomendar a comida, organizar tudo e mais alguma coisa, não me permitiu nem pensar em ligar o computador. Era mais importante verificar se não faltava nada e se não tinha esquecido de meter todas as bebidas no frigorífico que com o calor que tem feito não há quem goste de bebidas mornas.

Hoje, finalmente, no sossego habitual cá estou para fazer prova de vida e partilhar convosco algumas ideias que me atravessam o pensamento e não terão servido de nada se não as partilhar convosco e as puser a circular na internet e ver se alguém lhes pega e utiliza. Tudo aquilo que se faz ou acontece no mundo tem sempre início numa ideia que atravessou o cérebro de alguém e acabou por ser posta em prática.

Tal e qual como aconteceu com o BITCOIN, a mais famosa moeda que o mundo conhece e atingiu valores para lá de toda a lógica e pode, um dia, dar um trambolhão a sério e fazer muita gente infeliz. A ideia era boa, mas foi desvirtuada e começou a ser utilizada para enganar as autoridades que regulam o serviço bancário e o mundo da alta finança. Foi inventada pelos fornecedores de jogos online para comprar créditos, pequenas operações de valores irrisórios (uns poucos dólares) e equiparada ao dólar americano.

Nesse tipo de operações, de tão baixo valor, ninguém estava preocupado com impostos ou contabilidades trabalhosas para controlar o processo e, assim, nasceu num deserto de regras e leis que explicassem todo o processo e o mantivessem controlado e, mais importante, dentro da legalidade. Como quase sempre acontece nestes casos, alguém tem a ideia de aproveitar as circunstâncias do acaso em benefício próprio.

Uma maravilha para ultrapassar a burocracia e custos bancários e esconder dinheiro do Fisco. E começou, então, a ser usado em grandes operações de investimento, nos quatro cantos do mundo e a sua cotação a subir por aí acima sem conhecer limites. Aquilo que tinha sido criado para valer um dólar e pagar valores residuais às empresas fornecedoras de jogos online, para crianças, já vinha a ser usado para pagar grandes investimentos imobiliários no Dubai, ou em qualquer outro canto do globo, e já ultrapassou os 125 mil dólares.

 A cotação mais alta de sempre do Bitcoin foi registada em outubro de 2025, atingindo um máximo histórico de aproximadamente 125.245 dólares (cerca de 107.000 euros).

Já serve para pagar tudo, seja legal ou ilegal, e até gente importante, como o presidente dos EUA, se gaba, publicamente, de ter os bolsos cheios dessa moeda. Os bancos perderam muita da sua importância com a invenção da criptomoedas, mas lá se vão amanhando com uns movimentos e umas comissõezitas que cobram a quem as movimenta. O pior são os estados que não exercem qualquer controlo sobre esse dinheiro que circula por aí livremente.

Se não for pensada uma legislação para regular os fluxos desse dinheiro, que seja discutida e aceite por todos, acabará por haver problemas e não imagino como se poderão resolver. O Bitcoin já recuou dos 125.245$ que valeu em Outubro do ano passado, para os 76.430$ que vale hoje, ou seja, pouco mais de metade. Imagine-se o trambolhão financeiro para quem tem milhões deles (como o D. Trump) guardados em qualquer banco do mundo.

E pode acontecer, se por criada uma regulação a sério e se fique a saber quem os tem e em que quantidade, que a cotação volte para a paridade do dólar/bitcoin pensada no início do processo. Muita gente ficaria muito menos rica e as Finanças de cada país voltariam a cobrar os seus impostos sobre a totalidade da riqueza existente no mundo. Era assim que deveria ser e eu espero que isso venha a acontecer.

Essa é uma das razões por que não compro nada disso, seja o Bitcoin ou qualquer outra moeda semelhante que agora há muitas à escolha, não quero participar numa coisa que considero errada, enquanto faço campanha para que seja corrigida. Mas, enquanto os líderes mundiais, como Trump, Putin ou os barões da droga e redes de prostituição se vangloriarem de viver nesse mundo sem regulação, não será nada fácil pôr o assunto na agenda e sonhar em discuti-lo.

Um homem como o Paulo Macedo seria capaz de congeminar um sistema para controlar a coisa a nível nacional, mas como fazê-a funcionar lá fora? É fácil escolher um banco escondido em qualquer país que não preste contas a ninguém e a partir daí fazer compras e pagamentos na moeda virtual, sem que qualquer governo se aperceba disso. Ou seja, é um problema bicudo que vai fazer cair o cabelo ou embranquecê-lo a muita gente que pense em resolver a questão!

Nem quero pensar no que fará a IA com esta moeda, no futuro! 

1 comentário:

  1. A única coisa que sei de bitcoins é que desapareceram alguns guardados pela Policia Judiciaria. Como as coisas andam em Portugal acho ser proibido perguntar ao Neves onde escondeu meio milhão não vá o socialista AguiarBranko processar-me.

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