Quando se fala de Donald Trump nada nos pode, ou deve, surpreender!
Na convenção dos republicanos desatou a oferecer dólares por votos nas eleições de Novembro. Não sei quem paga nem onde os vai buscar, pois a dívida pública do seu país já é monstruosa e qualquer dia arrisca-se a que ninguém lhe fie um dólar que seja!
Na passada semana foi para a Irlanda fazer uma espécie de regresso ao passado, pois os seus antepassados são emigrantes irlandeses que aterraram nos Estados Unidos, não há assim tantos anos. Para começar e dar motivo aos jornalistas para falarem, viajou no seu novo avião oficial, oferecido pelo Catar que ainda não sabemos se foi uma oferta pessoal ou ao presidente dos EUA, o que é, substancialmente, diferente. Se foi uma oferta pessoal levá-lo-á para Mar-a-Lago, no fim do mandato!
Como ele não é de fiar e fala do que não sabe nem deve, desatou a defender a fusão das duas Irlandas, a protestante, minoritária, e a católica, maioritária, dizendo que a ilha deve ser apenas um país e não viver no caos actual com uma parte pertencente à UE e a outra ao Reino Unido. Aliás, começou também a falar-se com grande insistência em desunir o reino, dando a independência a Gales e à Escócia. E, como eu não acredito em coincidências, nem em bruxas, a coisa deve ter vindo do mesmo lado.
Eu que tenho amigos e familiares a viver e a trabalhar na República da Irlanda e trabalhei metade da minha vida com gente da Irlanda do Norte. Não nego que gostava de ver a ilha governada a partir de Dublin, mas, recordando a guerra movida pelo Sinn Fein, no último quartel do século XX, não acredito que isso seja fácil de acontecer. A ver vamos, como diz o cego!
Mas a saída mais espectacular do presidente americano foi quando se dirigiu ao presidente Zelensky pedindo que não ataque o petróleo russo. Que está a dar cabo do negócio e fazer subir o preço e que não lhe faltam outros alvos à escolha para atacar. Que faça explodir o que quiser, mas o petróleo não. Aliás, se me não engano, o Putin abordou o assunto da mesma maneira na reunião dos BRICS, em Nova Deli. Ele acha que a Ucrânia não tem o direito de lhe bombardear as refinarias e depósitos de combustível, além dos petroleiros que tentam, por todos os meios, rumar à Índia ou China!
Tudo isto são coisas de quem não anda muito bom da mioleira, mas tratando-se do "loiro burro" nada nos deve admirar. A sua defesa em prol do cacique russo está aí para durar e não sei se a Ucrânia, assim como a Europa no seu todo, aguentarão mais dois anos e dois meses que é o tempo que ainda lhe resta do mandato. Embora ele ainda sonhe com um terceiro mandato, acho que nem a lei nem a vontade dos seus concidadãos o permitirão!

Sem comentários:
Enviar um comentário