segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Pois é!

 Cada vez me convenço mais que Trump e Putin têm uma aliança secreta para benefício próprio, usando a sua posição privilegiada para fazer negócios que de outro modo nunca conseguiriam. Quando a coisa dá dá, quando não dá eles arranjam maneira de dar. Vejam-se a manigâncias que eles têm feito com o preço do petróleo, a guerra na Ucrânia e no Irão, sem falar na interferência na Venezuela, têm enchido os bolsos a um e outro.

O envio de Witkoff e o seu genro a Moscovo cheira que tresanda!
- Vocês vão lá a Moscovo, perguntam-lhe o que ele quer e depois passam por Kiev para dar instruções ao Zelensky que não tem outro remédio senão aceitar, diz o manda-chuva mundial, enquanto fica sentado na Casa Branca à espera dos resultados do seu plano!

Foi assim que eu vi o filme, este fim de semana, e não me parece que valha a pena voltar a este assunto. Talvez as rezas do Papa Leão XIV surtam mais efeito que a intermediação de Trump neste assunto. Ou estou muito enganado ou a Ucrânia "nunca" aceitará qualquer plano de paz vindo de Washington.

Prefiro mudar de assunto e focar-me na DDR, antiga designação da Alemanha de Leste, sob domínio da URSS, no pós-II Grande Guerra, e naquilo que lá se passou, neste último fim de semana. Um pequeno estado, hoje parte da BRD (Bundesrepublikdeuchlands), com pouco mais de 2 milhões de habitantes e 20 milhões de Kms quadrados, foi a eleições e virou, completamente, à direita. Ulrich Siegmund (ao centro, na imagem acima) arrancou 44,5% dos votos para o seu partido, a AFD, cuja liderança partilha com a senhora lésbica que está ao seu lado.

Um mundo de incongruências, a AFD é contra o casamento gay, no entanto a sua mais destacada líder é isso mesmo e tem duas filhas adoptivas dessa ligação. Ao mesmo tempo, Siegmundo é um putinista reconhecido e quer que a "sua" Alemanha restabeleça as relações diplomáticas e comerciais com a Rússia, a extrema direita de um lado, unida à extrema esquerda, do outro. Ele nasceu (em 1990), um mês depois da queda do muro, e não sabe o que é viver debaixo do jugo dos ditadores comunistas.

A revista Der Spiegel dedicou-lhe um artigo em que o considera o homem mais perigoso da Alemanha. E não é por ele ser um mafioso ou um carniceiro amigo de armas e violência, mas sim pelo teor das suas ideias que ele quer levar a toda a Alemanha na campanha eleitoral de 2029, em que tem espererança de ser eleito Bundeskanzler, para suceder ao Merz que, segundo ele, meteu o seu país num buraco de onde será difícil sair.

Nem vale a pena referir que ele é contra a União Europeia e o Euro e fará tudo que estiver ao seu alcance para regressar ao passado e voltar a ter o Marco (Deutschmark, ou pior ainda, o Ostmark) como moeda nacional e a florescente economia da República Federal, como suporte de todo o resto. Ele só não compreende que isso nunca seria viável num regime dictatorial como o de Putin e isso ditará a sua ruína política em pouco tempo. A juventude alemã também sonha com a mudança, mas não é estúpida!

1 comentário:

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