segunda-feira, 4 de maio de 2026

Segundo dia de vida!

 O bebé ainda mal abriu os olhos e teve poucas visitas da família, mas com o tempo lá irá!

Continuando com a minha veia de cronista, especializado em política internacional, vou tentar estabelecer um paralelo entre duas personalidades, as que, de momento, governam Portugal e os Estados Unidos da América.

Bem gostava o nosso PM Luís Montenegro que isto fosse um sistema presidencialista em que ele poderia mandar e desmandar, como faz o Mr. Donald Trump, lá na terra do Tio Sam. Ter que aturar o André Ventura e ainda por cima um presidente socialista deve provocar-lhe uma azia que lhe vai dar cabo da saúde. E daí, talvez se salve se não votarem nele na próxima vez.

O Trump nada em dinheiro e isso dá-lhe o direito de fazer (quase) tudo o que quer. O Montenegro também gostava, mas apenas conseguiu uma avença do Casino Solverde e uma cunha na casa do Sr. Manuel Violas que enriqueceu a fazer cordas, mas descobriu, entretanto, uma maneira mais fácil e mais rápida de botar as mãos na massa que anda por aí a voar. E as nossas autoridades fiscais não o perdem de vista, pois consideram-no um "artista" a fabricar máscaras para jogar às escondidas com eles.

A guerra que o nosso PM desencadeou com o Parlamento e os parlamentares de cores diferentes da sua não tem qualquer semelhança com aquela que o "cabeça amarela" espalha pelos 4 cantos do planeta, desde o Círculo Polar Ártico até aos contrafortes dos Himalaias e passando pelo Oriente Próximo, onde moram os seus amigos judeus. Mas é a guerra possível e que está ao nível dos seus poderes. Contrariar ou fintar o Parlamento e o PR é tudo que está ao seu alcance, pois ao nível da Comissão Europeia ou da NATO ninguém lhe dá ouvidos.

O Trump fala grosso pelo poder que lhe dá o dinheiro, o seu e o do estado norte americano, e se lhe cai mal o pequeno almoço decide bombardear o Irão, ir buscar o Maduro à Venezuela ou combinar com Putin uma malandrice qualquer para entalar a Ucrânia ou até a Europa toda no seu conjunto. A economia americana é baseada, em grande parte, na indústria de armamento e nas exportações da sua produção, coisa que os europeus estão a tentar contrariar, embora me pareça que isso foi mais um tiro no pé que o presidente americano deu.

O nosso Luís Montenegro, auxiliado pelo seu amigo Joaquim, ministro das finanças, gere o Orçamento de Estado da Nação Lusa que tem um valor que não chegaria para custear uma viagem a Marte, daquelas que Trump e o seu amigo dos carros elétricos, da Inteligência Artificial e da Comunicação Social sonham levar a cabo em breve. A competitividade e a produtividade que ele queria aumentar com a revisão laboral não está nada fácil de conseguir e tem os socialistas à perna por causa disso.

O custo da dívida americana que meio mundo considera impagável, já atingiu os 100% do PIB (segundo soube ontem pelo Paulo Portas), mas o presidente está pronto para avançar contra o Irão e pôr os pés em Cuba para os curar da doença grave que é o Socialismo. Daqui a uns dias estará em Pequim para combinar com o presidente Xi um pacto de não agressão, ou soltar-lhe-á os cães das suas tarifas que servem para tudo e mais alguma coisa, embora falte ainda provar se isso é ou não um meio legal ao seu dispor.

Infelizmente o nosso governante tem poucas armas ao seu alcance para impor a sua vontade, mas sempre vai conseguindo, com a ajuda de Bruxelas e de quem lá manda, ir aumentando o preço dos combustíveis, assim com outros impostos meio camuflados, para ir alimentando o tal "saco azul" que dá para alguma coisa, mas não chega para tudo e para todos (segundo as suas próprias palavras).

Como chefe de família responsável, cabe-me a mim ir ensinando os meus em quem votar e quem evitar nos próximos actos eleitorais que acontecerão antes de 2030. Depois disso já por cá não devo andar, mas se os tiver ensinado bem pode ser que não falhem nas suas escolhas e ajudem o país a ir pelo caminho certo! 

1 comentário:

  1. Depois de ler '... para os curar da doença grave que é o Socialismo' fiquei esclarecido mas eis que no último paragrafo surge 'cabe-me a mim ir ensinando os meus em quem votar'... Presume-se portanto que os herdeiros serão aconselhados em não votar em partidos que cheirem a social/ismo e francamente... Não podia estar mais de acordo!

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Segundo dia de vida!

 O bebé ainda mal abriu os olhos e teve poucas visitas da família, mas com o tempo lá irá! Continuando com a minha veia de cronista, especia...