Conhecem este cromo que infernizou a vida dos ingleses e fez vingar o BREXIT de que hoje muitos estão arrependidos? Com as eleições locais da semana passada e a queda do governo de Keir Starmer, ele anda na maior e espera colher dividendos da desgraçada situação em que caíu o país de Sua Majestade o rei Carlos III.
Já na altura do BREXIT falei nele e hoje volto a fazê-lo, pois me parece uma aberração da política e não percebo como há no Reino Unido quem lhe dê algum crédito. Cá no nosso pequeno "Jardim à Beira Mar plantado" também temos alguns cromos dignos de registo, mas comparados com este são meros pigmeus no mundo humorístico da política mundial, onde é provável que Trump ocupe o primeiro lugar e outros há que ocupam os lugares seguintes, antes de chegar ao cómico Nigel.
A rainha Isabel II deve estar a dar voltas no túmulo, ela que era uma pessoa tão respeitadora das tradições e da fleuma britânica, ao ver no que se transformou o seu reino com o aparecimento de políticos pouco sérios - que passam a vida a tentar fazer rir os outros - na vida política que, supostamente, é a coisa mais séria deste mundo.
Nestes últimos dias tem sido um corre-corre, um entra e sai no Nº 10 de Downing Street para ver quem fica e quem sai da cena política e que deputados ficarão na Câmara Baixa na próxima legislatura. O Primeiro Ministro afirma que não cede o seu lugar a ninguém, falta saber se a maioria dos súbditos do rei Carlos III aceita essa sua posição. Já temos tantos problemas na Europa, num tempo em que a unidade é tão necessária e temos que aguentar com mais este.
Nos maiores países da Europa está tudo em rebuliço. Na França já sabemos como é o Macron, na Espanha está o Pedro Sanchez à bulha com o mundo inteiro, na Itália a Meloni e as suas ideias custam a caber na cabeça dos italianos e na Alemanha também há muitos que gostariam de ver o Merz pelas costas. Nem quero falar da Hungria ou Eslováquia, países mais pequenos que têm dado grandes dores de cabeça aos dirigentes da UE.
A Guerra na Ucrânia não se resolve e a influência de Putin cresce em vez de descer como todos gostaríamos. A guerra do Médio Oriente e a escassez de petróleo faz com que a Rússia e Putin estejam na mó de cima e a ver entrar muito dinheiro nas suas contas. Ou seja, tudo corre ao contrário daquilo que nós desejaríamos e o aparecimento (leia-se aumento de popularidade) de Nigel Farage só vem acrescentar mais nevoeiro numa paisagem que já não é nada clara.


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