domingo, 31 de maio de 2026

O salta pocinhas!

E assim chegamos ao fim de Maio, o mês que marcou algumas mudanças na minha vida. O abandono do antigo blog que já durava há uns bons anos e atingiu milhões de visitas, teve um pouco a ver com isso, foi preciso entrar num novo ciclo de vida sem ficar agarrado a velhos hábitos.

Um pequeno salto e já estaremos em Junho, o mês que nos traz o verão, as festas dos santos populares, as praias e as patuscadas numa sombrinha acolhedora nas margens de uma ribeira. Por falar nisso estou a lembrar-me de um piquenique que fiz com os netos, e a família toda, no açude do rio Vez, nos Arcos. Para os convencer a acompanhar-me tive que prometer uma surpresa e um "subsídio de férias" para cada um fazer o que quisesse com o dinheiro.

E lá se foram algumas notas de 100€ a voar do meu bolso para fora, mas valeu a pena, eles agora são gente adulta que vive a sua vida e liga pouco aos velhotes que só atrapalham, mas ainda se lembram desse episódio. E cortar o cabelo à escovinha aos netos (rapazes) era a minha mania e também lhes acenava com as notas para os convencer. Refilavam, mas caíam sempre na ratoeira!

Por falar nisso, aquelas paragens do Gerês são o lugar ideal para gozar a natureza. Aconselho a preparar um farnel gostoso que cerveja fresquinha e sombras apetitosas para nos escondermos do sol não faltam por lá. Não aconselho Ponte de Lima, pois aí só no inverno, desde que o rio não ande fora do leito, a terra é pequena para tanto visitante, não há lugar onde estacionar a viatura nem aquele sossego que se procura para esquecer o corre-corre das nossas cidades.

Para quem ainda trabalha isto é mais difícil de levar à prática, mas para aqueles que como eu não sabem o que fazer ao tempo é a coisa mais fácil desta vida. É só pôr um boné na cabeça e rumar a norte com as costas viradas para o sol que fica reservado para os que preferem a confusão do Algarve e dos turistas transnacionais e de todas as cores e credos. Os distritos de Viana do Castelo ou Braga dão-vos as boas vindas!

sábado, 30 de maio de 2026

Essas são as 3 cousas!

 

Ontem, não estava com tempo para pesquisar e descobrir o que eram essas 3 coisas, hoje, tenho tempo de sobra para isso e aqui vos deixo «Los Stop» os entendidos na coisa! Eles dizem que a Saúde, o Dinheiro e o Amor são as 3 coisas que nos devem bastar para ser felizes, mas eu sou obrigado a discordar.

A Saúde sim que é importante e se nos falta está o caldo entornado!

Já o Dinheiro, esse vil metal que até consciências compra, traz-nos mais dores de cabeça que outra coisa. Custa muito a ganhar e custa ainda mais a guardar, pois à mínima distração lá se vai ele pela janela fora! Felizes daqueles que têm apenas o mínimo para garantir que não passam fome nem miséria e dormem todas as noites descansadinhos na sua cama!

O Amor é outro que tal, muitas lágrimas são derramadas, muitos crimes são cometidos e muitas desgraças acontecem por causa dele! Eu que fui um guerreiro nessa guerra, cheguei aos 80 anos derreado pelo peso da minha história. E se me perguntarem se alguma vez fui feliz, se me senti satisfeito com o estado de coisas que era a minha vida, responderei que não. E mais não digo, pois a IA anda por aí que nem a PIDE dos velhos tempos, à cata dos nossos segredos mais bem guardados!

sexta-feira, 29 de maio de 2026

Três coisas há nesta vida!

 Recordo que há uma canção que começa assim, só não recordo o seguimento. Veio-me isto à cabeça pelo simples facto de eu ter decidido, hoje, focar 3 pontos marcantes nas notícias que teimam em martelar-me nos tímpanos.

Começando pela mais recente e (talvez) mais impactante, a operação imergente levada a cabo, durante o dia de ontem, em Lisboa central e no Largo do Rato, em especial. O Zé Luís Carneiro, pobre rapaz que veio lá dos cerros de Baião e pensava ter o mundo aos seus pés, vê-se mais uma vez entalado pelos seus compadres do PS e se tivesse um bocado mais de amor próprio cortaria com eles todos e regressaria à sua terra natal para iniciar outra carreira que não a política.

Há muito boa gente que não gosta do PS, mas diria que há muito mais gente que chafurda no lameiro criado pelo Dr. Mário Soares, desde que regressou de Paris, no dia 26 de Abril de 1974. Há caras que vejo na comunicação social desde que me lembro de ser gente, sempre na comitiva socialista, seja ela liderada por Soares, Zenhas, Varas ou Pinóquios, à espera que lhe caia do céu um empreguito bem pago ou um negóciozito que renda uns milhares de euros para dar algum lustro ás suas vidas cinzentas.

Depois acontece aquilo que se viu ontem, a Judite leva-os algemados e aparece logo uma corja de advogados prontos a defendê-los e provar aos juízes que são cidadãos exemplares e nada fizeram que mereça castigo. A maior parte das vezes safam-se e não recordo nenhum caso em que tenham devolvido aos cofres públicos os muitos euros que de lá desviaram.

O segundo caso que atraiu a minha atenção e que nem precisaria de trazer aqui, pois a parafernália da nossa Comunicação Social já fez tudo que era possível e imaginável para vos meter pelos ouvidos adentro. Trata-se do acordo entre os EUA e o Irão para abrir o Estreito de Ormuz à navegação e acabar com a disputa que fez subir o petróleo para níveis que há muito não conhecíamos e traz o mundo inteiro em suspenso.

O acordo está fechado, segundo dizem uns e negam os outros, e para não deixar ninguém cair no tédio o Trump manda as suas tropas darem uns tirinhos e fazer mais umas tropelias para mostrar aos barbudos seguidores dos ayatolas - embora não seja certo se ainda existe algum vivo - que é a América que tem todos os trunfos e não há a mínima hipótese de perder o jogo. Eu não sei bem se será assim como eles nos querem fazer crer, o melhor é esperarmos pelos próximos capítulos desta telenovela que já vai longa.

O terceiro e último dos 3 casos  que reservei para esta minha publicação de sexta-feira, última de Maio que precede um fim de semana que será completamente preenchido por barracas na praia, embora a época balnear só comece no dia 1 de Junho que, por mero azar, é uma segunda-feira, é o Mourinho que ninguém sabe ainda, embora todos se deitem a adivinhar, se será treinador do Benfica ou do Real Madrid, na próxima época futebolística.

O Benfica, desde a saída de Luís Filipe Vieira da direcção, tem andado pelas ruas da amargura e agora parece ter chegado a vez do presidente do Real Madrid que, desde o início deste século tem dado ao seu clube tudo o que seria "sonhável", desde fama, grandeza, títulos e um estádio que é mais conhecido que a Catedral de Barcelona ou Milão, ser posto em causa. Ele decidiu vir ao Benfica buscar o Mourinho para voltar a reviver os sucessos do passado e aparece um arrivista, antigo jogador da casa que diz não estar de acordo com essa decisão do presidente.

E vai ao ponto de desafiar o velho Florentino para umas eleições que espera ganhar e mandar o Mourinho de volta para Setúbal que é onde ele merece estar e treinar. Há muitos anos que o Vitória de Setúbal desceu de divisão e bem gostaria de ver o seu mais famoso filho da terra, depois de Bocage, virar a atenção para si e engendrar um método de o fazer regressar ao convívio dos grandes.

Ele, Mourinho, já ganhou muitos títulos importantes e muitos milhões de libras e euros para não ter que preocupar-se com o dia de amanhã. Poderia, facilmente, deixar o Benfica e o Real resolverem os seus problemas como melhor entendessem, mas parece que não é isso que quer fazer. Talvez a fama que já tem não seja suficiente e quer continuar a lutar por atingir os píncaros da mesma, onde nenhum outro treinador lhe possa fazer sombra.

O Pep Guardiola que sempre rivalizou com Mourinho na luta pelo lugar de melhor treinador do mundo também está de partida do clube que guindou ao sucesso nos últimos dez anos e poderia ser uma hipótese para treinar o Real Madrid. Mas há aí um senão que nunca poderá ser ultrapassado, ele é catalão e dedicou toda a sua vida, ou quase, ao Barcelona, o eterno rival do Real Madrid.

E assim, nos últimos dias, muitas horas de transmissão televisiva têm sido dedicadas a este assunto e, tal como acontece com o Trump e as decisões que dependem da sua conduta, só quando o relógio bater a última badalada saberemos se o Mourinho parte ou fica e como ficará o mundo depois dessa decisão importantíssima!!!

Mais parece uma fritadeira elétrica que um estádio!!!

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Tirar medidas e fazer o orçamento!

 Já me meti, mais que uma vez, na empreitada de fazer ou reconstruir uma casa e pegar na fita métrica para medir o tamanho daquilo que se tem, por vezes muito diferente daquilo que se gostaria de ter, e decidir como encaixar ali a casa (ou a coisa) dos seu sonhos não é novidade para mim.

Vem isto a propósito de umas medidas que tenho que tirar, hoje, não para fazer uma casa, mas para ver até que ponto as  quatro semanas de tratamentos conseguiram reduzir o tamanho do meu baço, o tal orgãozinho que todos temos e dizem não nos fazer falta nenhuma, onde reside o problema de saúde com que me debato nos últimos tempos. O especialista espera-me às 11.24 horas (espanta-me a precisão) para dar o seu veredito e guiar a equipa médica nos passos seguintes.

Eu poderia nem falar nisto, aliás há quem me critique por o fazer, pois não ganho nada em tornar pública uma coisa que só a mim diz respeito, mas como poderia fazê-lo se não me passa pela cabeça outra coisa que não seja isto. O meu bestunto, nome comum para cérebro humano, está 100% dedicado ao meu estado de saúde e não o consigo programar para funcionar de outra maneira.

Ontem, meti-me num comboio que passa aqui perto e fui nele até ao fim da linha. Perguntei ao revisor quanto tempo tinha até iniciar o caminho de volta e dava ao certo para ir ali a duas centenas de metros da estação e engolir o almoço que lá me pudessem servir. A ementa oferecia-me três escolhas, uma de carne, outra de peixe e uma terceira que foi logo rejeitada e já nem recordo o que era. O preço fixo e igual para todos, portugueses e galegos que ali estavam em maioria, 12.50€.

Calor era para lá de muito e o ar condicionado a funcionar no máximo aconselharam-me a escolher um vinho verde branco muito fresquinho e optar pelo prato de carne, pois o peixe sempre e obrigatoriamente de aquacultura agrada-me cada vez menos. Faltavam 24 horas para a hora marcada na clínica para o exame de hoje, uma razão para me obrigar a não esquecer a doença e aquilo a que me obriga.

Engolida a tal refeição de carne que não passava de, na prática, ser meio frango de churrasco com muita e boa salada (que apreciei) e batatas fritas, eis-me de volta à estação e pronto para a viagem de regresso a casa. A paisagem verdinha do Minho, a correr ao lado da janela acompanhou-me durante toda a viagem e, coisa estranha, o comboio não parou nas mesmas estações onde o tinha feito à ida. Alguma razão teria para o fazer, mas não quis fazer disso uma preocupação, pois disso já tenho que me chegue e sobeje.

Que eu saiba, agora já não há emendas nos carris, são soldados uns aos outros para melhor harmonia, mas o comboio continua a matraquear-nos os ouvidos com aquele característico tic-tac, tic-tac, como se as emendas lá estivessem. Fechar os olhos e ouvir aquele som fez-me lembrar de uma outra lenga-lenga que antigamente as catequistas referiam as suas aulas de catequese. Sempre, nunca, sempre, nunca, era o tiquetaque de um relógio colocado por cima da porta do inferno que lembrava aos condenados que estariam ali para sempre e nunca mais de lá sairiam!

Um pouco como eu que não consigo arredar da minha mente a ideia e estar velho e, ainda por cima, doente!

terça-feira, 26 de maio de 2026

O jogo da cabra cega!

 



Odeio aquilo que os americanos, Trump, Vance e Rubio, estão a fazer em relação ao Irão e o bloqueio do Estreito de Ormuz!

Agora é que é para valer, não, espera aí, ainda não é desta, mas está quase! O Irão está mortinho por um acordo que eu vou fazer o favor de lhe conceder, pois aqueles pobres desgraçados estão à rasquinha, já não sabem o que fazer das suas vidas!

Estou quase a virar de bordo e pensar como alguns comentadores que já afirmam que é o Trump que está tão, mas tão à rasquinha que não sabe para onde virar-se. Depois de muitos milhões gastos aos contribuintes do país do Tio Sam, ninguém consegue dizer se a Great America está de volta ou de partida para todo o sempre.

Acredito que os amigos do presidente, com as oscilações do preço do crude, tenham embolsado uns milhõezitos, nos últimos três meses, e os magnatas ligados às grandes empresas empenhadas na Inteligência Artificial tenham visto a sua riqueza aumentar, exponencialmente - nunca houve tantos bilionários na Terra - mas o coitado do cidadão comum que se levanta cedo e deita tarde para garantir o pão nosso de cada dia está pior que nunca.

É tal e qual como aqui, na pátria dos tugas, onde o Montenegro se farta de gritar que Portugal nunca esteve tão bem, mas os portugueses se sentem mais à rasca a cada dia que passa. Já era tudo uma desgraça, mas agora com o problema do preço, ou da falta, de habitação chegamos ao fundo do poço. Culpa do Turismo e Imigração descontrolada que fazem as casas escassear no mercado.

E os jovens não enxergam uma maneira de poder casar, arranjar casa, ter filhos, levando uma vida normal como fizeram os seus pais e ficam, eternamente, em casa dos seus pais tornando a vida mais difícil para todos. Não admira que comecem a aparecer por aí os médicos online, especialistas em psiquiatria e auxiliados pela mesma IA, para nos tentar curar dessa doença da moda!

segunda-feira, 25 de maio de 2026

A defesa da Europa!

 Começo por afirmar e já não é a primeira vez que o faço que a NATO, nascida no fim da II Grande Guerra, já não cumpre qualquer objectivo que levou à sua criação e deveria, por conseguinte, ser extinta. Já lá vão mais de três quartos de século, desde a derrota da Alemanha e regresso das tropas, as que não pereceram no conflito, aos seu quartéis. Neste período quem tem lucrado rios de dinheiro com o fornecimento de armas são os EUA que, no entanto, continuam a gritar que ninguém contribui para o orçamento dessa organização tanto como eles.

Pudera, eles assentaram praça por essa Europa fora, construíram quartéis e têm tropas em tudo o que é país e não vale a pena dizer que o fizeram para nos defender. Fizeram-no porque lhes convinha, a Guerra Fria que alimentaram até ao advento da Perestroika de Gorbatchev, serviu-lhes para conquistarem a hegemonia a nível mundial e ganharam muitos triliões de dólares à custa disso. Assim as despesas na NATO eram pagas por todos, mas eles foram sempre os grandes beneficiados.

Desde que o Trump assumiu a presidência, meteu-se-lhe na cabeça a ideia de subir de 2% para 5% a contribuição a pagar para pertencer ao clube. Há países, como o nosso, que não têm dinheiro suficiente para investir nas coisas mais básicas, como a Saúde, Educação ou Habitação e dói-nos a alma ao ver milhões de euros desviados para a "Indústria da Guerra" que é a menina dos olhos de gente como Trump e Putin. Quem não tem dinheiro não tem vícios, lá diz o ditado e quem não tem +/- três milhões de dólares para comprar um Tomahawk faz como o presidente Zelensky, usa um drone de 220€ para se defender.

Fabricar mísseis e facturá-los à Nato foi o negócio do passado que manteve a Indústria da Defesa americana no auge e a ganhar dinheiro para poder lançar-se na conquista do espaço, além de outros voos. Nós, os europeus que não querem continuar a seguir as políticas guerreiras dos EUA, devemos pregar a paz e não a guerra, conseguir pela via diplomática e não pelas armas aquilo que achamos melhor para os nossos países.

Aliás, a Europa tem outro grande problema, além da falta de dinheiro para fomentar a guerra. A falta de guerras (e ainda bem) nos últimos 80 anos, fez com que os governos deixassem de investir na formação de tropas e renovação de armamentos. Só a teimosia dos nossos vizinhos de leste em viver num regime comunista justifica que se pense em defesa e armas para a concretizar. Mas cada vez menos, de tal modo que se acabou com o Serviço Militar Obrigatório e já não há ninguém com menos de 50 anos que saiba pegar numa arma e dar dois tiros.


A Guerra Colonial ainda abriu um precedente, em Portugal, e de 1961 a 1974 foram recrutados muitos milhares de mancebos que foram obrigados a aprender à pressa e foram enviados para África como carne para canhão. Com o fim dessa guerra abandonaram as Forças Armadas e partiram para a emigração ajudando a reconstruir a Europa que Hitler destruíra por completo. Ninguém pensou em manter um Corpo do Exército em condições de ajudar na defesa da Europa, no caso de isso se mostrar necessário.

Mas aconteceu ainda outra coisa que ajudou a transformar essa transição num grave problema para o nosso país. Enquanto a grande maioria dos soldados e tropas de baixa patente foram licenciadas, as tropas dos quadros, oficiais e sargentos, mantiveram-se ao serviço e muitos deles continuam, ainda hoje, a pesar na lista de remunerações que o Estado é obrigado a pagar-lhes. Isso vê-se. perfeitamente, no número de generais e almirantes que continuam na folha salarial do Estado, ou na reforma, o que vem a dar no mesmo.

E termino como comecei, a Nato devia ser extinta e criada, ao nível da Europa (comunitária ou não) uma nova organização que tratasse da nossa defesa, deixando aos americanos o encargo de se preocuparem com a deles. O Atlântico Norte não tem que ser um campo de batalha, mas sim um mar de oportunidades para criar riqueza que nos ajude a ter uma vida melhor. Essa organização deveria ter em consideração a diplomacia, como primeira prioridade, e formatar os três ramos das Forças Armadas, de modo a ser capaz de de enfrentar o inimigo de leste, se ele preferir continuar a ser inimigo em vez de aliado.

Excluindo aqueles que lucram com a guerra, todos ficariam beneficiados se vivessem em paz. A Rússia sabe isso muito bem e por experiência própria, pois com os gastos na defesa falta-lhes o dinheiro para tudo o resto. Sem conhecer em pormenor os detalhes de cada país europeu, eu diria que vivem muito pior os cidadãos russos que quaisquer outros europeus!

domingo, 24 de maio de 2026

Barcos voadores!

 Zapping é um desporto que gosto de praticar! Mais que gostar talvez seja uma obrigação de quem passa quase 24 horas por dia com a televisão ligada. E com a (pobre) qualidade dos canais, comentadores, jornalistas e outros profissionais que nos calharam em sorte o zapping é uma maneira de lhes escapar e ver outras coisas com maior interesse ou que melhor nos ajudem a "matar" o tempo. Há canais e artistas que neles trabalham que me tiram do sério, o Now e o Francisco Penim é um bom exemplo desta minha afirmação. Não sei como a Clara de Sousa conseguiu ficar casada com ele tanto tempo!


Nesse zapping dei de caras com estes barcos voadores que estão a entrar na moda nos países bálticos. Há uma fábrica que se dedica a isso a 100% e promete a todos que alinhem no projecto um futuro brilhante. Motores eléctricos de muito baixo consumo e gases com efeito de estufa zero. Quem diria que não a uma oferta desta natureza?


Na Suécia existe já uma linha de ferries, usando estes veículos, que faz a ligação de Estocolmo até ao mar aberto. Como o hydrofoil (Hydrofoil (ou hidrofólio) é uma asa subaquática que faz barcos e pranchas "voarem" acima da água. Quando a estrutura ganha velocidade, essa asa cria uma força que levanta o casco ou a prancha para fora da água. Isso reduz muito o atrito com a água, permitindo ir mais rápido e de forma mais suave) não permite grandes cargas, a lotação não excede ainda os 30 passageiros, mas o futuro o dirá. Neste exacto momento é o consumo de energia que dita as regras e para levantar o casco da água e voar sem tocar na água requer limites rigorosos.


Esta imagem refere-se a um teste feito na Noruega que também está interessada nas novidades vindas do país vizinho. Até eu os gostaria de ver no Tejo, voando sobre as águas do nosso maior rio, até ao Montijo, ao Seixal ou ao Samouco. E porque não até Vila Franca? Quanto menos ondas houver melhor ele funciona. Ou ir até à foz do Tejo deixando passageiros nas praias de S. Amaro, Carcavelos ou Cascais!

Nesse meu zapping de sábado à tarde, dei ainda com o Almirante das vacinas e candidato a PR a explicar como será e a mostrar imagens do navio "porta-drones" que está a ser construído na Roménia para a nossa Marinha de Guerra e que entrará ao serviço no próximo ano. Antes de abandonar o cargo de CEMA, ele encomendou 12 novos navios que serão entregues até 2030, sendo este "porta-drones" um deles e que parece ser «a menina dos olhos dele»!

Sinto-me ... anestesiado!

 Não sei o que a Drª Patrícia mandou meter no pacote que a farmácia entregou ao enfermeiro para me injectar nas veias! Aquilo que sei é que ...