terça-feira, 4 de agosto de 2026

O pecado esquecido no passado!

 


Na próxima semana, completam-se 55 anos de vida da minha filha mais nova, aquela que tem cidadania alemã e nunca quis ser portuguesa!

O ano de 1971 foi complicado na minha vida. Ontem, contei-vos a minha mudança de emprego, hoje o assunto é outro, muito pessoal e já conhecido de alguns dos meus seguidores. Nesse longínquo mês de julho de 71, fui forçado a tomar uma decisão (nada fácil) que marcaria o meu destino, daí em diante.

Estive à beira do divórcio e só uma coisa (que nada tinha a ver com sentimentos) fez com que isso não acontecesse, o futuro como trabalhador metalúrgico não era coisa que me seduzisse muito. Divorciar-me e ficar a viver na Alemanha com a namorada e a filha prestes a nascer não me parecia coisa para me trazer a felicidade. Assim e um pouco a contragosto decidi continuar casado e regressar a Portugal.

Um blog público não é o melhor lugar para expor estas coisas, mas como vos considero a minha família virtual e a maioria já me conhece o pecado, serve isto para despejar o saco e aliviar a carga que carrego sozinho, há tantos anos!



5 comentários:

  1. Seguramente que há uma explicação médica... Quando lembranças do passado começam a desbobinar na nossa mente penso que significa que entramos numa fase 'de mea culpa ou de culpa nenhuma' (?!). Haja saúde & dinheiro!

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  2. Fazes bem em desabafar e gostei do texto!
    Beijos e um bom dia!

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  3. As nossas vidas aos bocados. Porque não?
    Cumprimentos, caro Tintinaine.

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  4. Compreendo perfeitamente o peso que esse desabafo carrega. Guardar uma decisão tão marcante em silêncio por tantos anos é uma carga enorme, e é natural e saudável querer partilhá-la com quem consideras a tua família virtual. O teu texto transborda honestidade e a coragem de olhar para o passado sem filtros.

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  5. Eu já conhecia essa parte do seu passado, e não o julgo pela decisão tomada, mas um filho não é como um gato. Não se pode abandonar e muito menos quebrar os vínculos de sangue que os unem. Espero e desejo que tenham mantido contacto, ainda que esporádico, ao longo de todos esses anos.
    Quem sabe a moça tenha tinha a sorte de ter um padrasto que lhe desse a atenção e o carinho que o pai biológico não pode ou não quis dar?
    O Tintinaine sabe que sou especialmente sensível a este tema...Só eu sei o que sofri em silêncio.
    Um abraço.

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