O ano de 1971 foi complicado na minha vida. Ontem, contei-vos a minha mudança de emprego, hoje o assunto é outro, muito pessoal e já conhecido de alguns dos meus seguidores. Nesse longínquo mês de julho de 71, fui forçado a tomar uma decisão (nada fácil) que marcaria o meu destino, daí em diante.
Estive à beira do divórcio e só uma coisa (que nada tinha a ver com sentimentos) fez com que isso não acontecesse, o futuro como trabalhador metalúrgico não era coisa que me seduzisse muito. Divorciar-me e ficar a viver na Alemanha com a namorada e a filha prestes a nascer não me parecia coisa para me trazer a felicidade. Assim e um pouco a contragosto decidi continuar casado e regressar a Portugal.
Um blog público não é o melhor lugar para expor estas coisas, mas como vos considero a minha família virtual e a maioria já me conhece o pecado, serve isto para despejar o saco e aliviar a carga que carrego sozinho, há tantos anos!

Seguramente que há uma explicação médica... Quando lembranças do passado começam a desbobinar na nossa mente penso que significa que entramos numa fase 'de mea culpa ou de culpa nenhuma' (?!). Haja saúde & dinheiro!
ResponderEliminarFazes bem em desabafar e gostei do texto!
ResponderEliminarBeijos e um bom dia!
As nossas vidas aos bocados. Porque não?
ResponderEliminarCumprimentos, caro Tintinaine.
Compreendo perfeitamente o peso que esse desabafo carrega. Guardar uma decisão tão marcante em silêncio por tantos anos é uma carga enorme, e é natural e saudável querer partilhá-la com quem consideras a tua família virtual. O teu texto transborda honestidade e a coragem de olhar para o passado sem filtros.
ResponderEliminarEu já conhecia essa parte do seu passado, e não o julgo pela decisão tomada, mas um filho não é como um gato. Não se pode abandonar e muito menos quebrar os vínculos de sangue que os unem. Espero e desejo que tenham mantido contacto, ainda que esporádico, ao longo de todos esses anos.
ResponderEliminarQuem sabe a moça tenha tinha a sorte de ter um padrasto que lhe desse a atenção e o carinho que o pai biológico não pode ou não quis dar?
O Tintinaine sabe que sou especialmente sensível a este tema...Só eu sei o que sofri em silêncio.
Um abraço.