sábado, 9 de maio de 2026

Passado e presente!

 Na minha última visita à aldeia que me viu nascer, encontrei um colega da minha turma da 4ª Classe, o Joaquim Araújo, mais conhecido por «Quim do Salvador», Salvador que era o nome do seu pai. Depois dos cumprimentos da praxe, lembrei-me de lhe perguntar se ele sabia quantos ainda eram vivos desse lote de amigos e colegas de escola que, há tantos anos me tinham saído da vista. Somos 6, disse ele, e começou a enumerá-los. Como não referiu o meu nome, disse-lhe que "então somos 7, pois eu também cá ando, por enquanto!

E falando de encontros e desencontros desta vida, ontem telefonou-me um velho camarada da Companhia Nº 2 de Fuzileiros (CF2) para saber da minha saúde. Estivemos quase meia hora ao telefone e acabamos a falar muito mais da saúde dele que da minha. Ele já vai nos 85 e tem apanhado uns sustos, ora por causa do coração que teima em falhar, ora por causa da próstata com um PSA acima de 10.

Ele tem uma loja de móveis, no Entroncamento, e divide a tarefa de tomar conta do negócio com um filho que deve ser filho único, pois nunca o ouvi referir-se a filhos. Ele anda com algum receio de conduzir, pois apaga-se de vez em quando e tem que parar por uns minutos para recuperar. Aconselhei-o a pedir ao filho que o conduza, quando precisar de sair de casa. E a loja, quem toma conta dela, perguntou-me ele. Fiquei a pensar que dá mais importância ao negócio que à própria saúde e com a idade que tem já se devia ter desligado disso. Que deixe o negócio para o filho e as preocupações também!

Na nossa longa conversa, lembrou-me que também fazia parte do grupo que deu as boas-vindas à luta armada da Frelimo, no Niassa, em Moçambique, nos idos de 1964. Pelos vistos, ele também pertencia ao 3º Pelotão da Companhia, o tal que foi enviado para Metangula, a toda a pressa, para proteger o Posto de Rádio da aldeia de Augusto Cardoso, única coisa que existia e valia a pena proteger naquele fim de mundo. Ele e o Zé Pintado, um cromo alentejano que seguiu com ele para a capital, antes do tempo, por motivo de doença. E queria saber notícias desse camarada que também não vê, há séculos. Está num lar de idosos, no Lavradio, disse-lhe eu!

E, falando de coisas mais recentes, não poderia passar sem falar naquilo que, hoje, se passa, em Moscovo. O Putin é marca rosca e pediu uma trégua para fazer o desfile na Praça Vermelha, mas aproveitou o dia de ontem, assim como os anteriores, para massacrar os ucranianos. Ele merecia que a Ucrânia lhe mandasse um drone com carga máxima para aterrar (explodir) na Praça Vermelha, durante o desfile. mas o presidente Zelensky limitou-se a fazer humor com isso, enviando-lhes um recado. Eu autorizo que vocês façam a festa da vitória (sobre os nazis de Hitler) em paz!

5 comentários:

  1. Camarada do David Alves, o Luís Horta já faleceu e foi o meu melhor amigo na Briosa. No Verão de 72 levou-me a conhecer o Algarve e Bruxelas em '85. Seguimos estradas diferentes no mundo da emigração mas sempre amigos. Preferiu ser cremado e esta hoje no cemiterio de Lagos onde é natural. O camarada do Entroncamento com 85 anos preocupado com a loja lembra-me um portugues que teve de fugir do Brasil por causa 'de um marido mal casado' que o queria matar. O homem dormia com o livro do Banco... debaixo do travesseiro!

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    1. O Luís Horta fazia parte da minha lista de amigos no Facebook. Não sabia que já não está connosco!

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  2. A isso eu chamo 'bofetada com luva de pelica' da parte do grandioso Zelenzky. Se fosse o Putin...!
    Vi um pouco da parada militar na Praça Vermelha em Moscovo, enquanto tomava o meu habitual e frugal breakfast.
    Gostei de ver; tudo alinhadinho como manda a lei soviética.

    Abraço.

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    1. Para fazer desfiles de arromba só mesmo eles e os chineses!

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  3. Gostei e subscrevo o li!
    Beijos e um bom domingo!

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