sexta-feira, 5 de junho de 2026

Não sei que pensar!

 O fórum económico de S. Petersburgo conta com cerca de 20 mil participantes de mais de 130 países, nesta edição de 2026, com forte presença de nações da Ásia, Médio Oriente, África e América Latina (BRICS e CEI). Uma delegação de alto nível dos EUA também está presente.


O discurso de Putin deu-me que pensar! Não sei precisar porquê, mas ele pareceu-me interessado em enterrar o machado de guerra e dar paz ao seu povo que, tal como o da Ucrânia, tem vivido num inferno, desde o dia em que ele decidiu dar início à tal operação militar especial, em Fevereiro de 2022. Operação essa que deveria demorar apenas alguns dias e serviria para meter os políticos de Kiev na ordem, mas se revelou como um dos maiores fracassos da História da Rússia com mais de um milhão de baixas, entre mortos e feridos.

Sei que é difícil acreditar, mas soou-me como alguém que está mortinho por sair desta situação em que está metido. Se é por sentir que a Ucrânia o pode atingir, como nunca acreditou que isso pudesse acontecer, por pressão interna dos seus pares ou porque a economia está num beco sem saída e não tem grandes meios financeiros para continuar com a "operação"? Não sei responder a esta pergunta, mas quando ele, finalmente, já aceita conversar com o presidente da Ucrânia, eu acredito em tudo que me quiserem contar.

Não sei como ficarão as coisas no leste da Ucrânia, no famoso Donbass, onde os separatistas russos têm feito a vida negra ao governo de Kiev, desde 2014. Que há muita gente, ali, que prefere pertencer à Rússia parece não haver dúvidas, mas, paredes-meias, vivem outros tantos que se sentem ucranianos e assim querem continuar. Talvez seja possível fazer um referendo e traçar uma linha de demarcação que os separe. De qualquer modo, não é razão suficiente para transformar esta guerra numa coisa sem fim.

Os interesses económicos que estão por trás disso é que serão muito mais difíceis de resolver por meios pacíficos, tal como acontece na Crimeia pelo domínio total do Mar de Aral e predomínio sobre o Mar Negro, onde a Rússia gostaria de mandar, por lhe faltar outro mar navegável, durante o inverno, por oposição ao mar de Murmansk que está debaixo de gelo, durante metade do ano. Tal como a grande China que tem falta de mar aberto, também a Rússia sofre desse mal e como tal vai fazer de tudo para não sair da Crimeia.

Se o Zelensky lhe mandar um recado do género "retira as tuas tropas da Crimeia e depois falamos", não adivinho o que lhe responderia Putin, mas quero crer que não haveria conversa tão cedo. Talvez se o Trump meter a viola no saco e se retirar para o seu jardim (o que pode acontecer apenas em 2029) e aumentar a pressão da União Europeia, usando, com maior eficácia do que até agora, o boicote económico, o Putin seja obrigado a encolher-se. Mas até isso acontecer ainda vai morrer muita gente!

Os drones que derrotaram Putin

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