terça-feira, 14 de julho de 2026

Click, click, click!

 O desafio da amiga Janita fez-me ir à procura das obras de Sir Arthur Conan Doyle que me lembro de ter lido, há muitos anos, quando era ainda um rapaz novo e sonhador. Antes disso, eu lia Emílio Salgari, depois de ter abandonado o Cavaleiro Andante e outras revistas aos quadradinhos.

Os títulos dos contos não me fazem recordar coisa alguma, mas tenho a certeza que li alguns dos contos e outros vi-os no cinema. Mas não fico admirado, pois durante anos da minha vida profissional fui obrigado a memorizar muitas outras coisas que eram mais importantes. Dizem que a nossa memória, alojada na massa cinzenta do cérebro, é ilimitada, mas não é bem assim. Imagino que ela esteja disposta em camadas, como uma cebola, em que as mais superficiais correspondem às mais recentes e/ou importantes. As menos importantes ou mais antigas alojam-se no centro.

Se não for assim é algo parecido, mas isso agora não interessa nada uma vez que estamos a falar de Sherlock Holmes, o homem que resolvia qualquer enigma com a ajuda do Dr. Watson seu inseparável amigo. Watson que, segundo Sherlock, era uma nódoa en alguns temas, mas uma sumidade em alguns outros. A dupla que me fez viajar pelo espaço imaginário, quando não tinha nada melhor para fazer.

Agora, escrevo em vez de ler. E bem gostava de fazer os meus leitores viajarem, tal como Conan Doyle me fez viajar a mim, mas falta-me a habilidade que ele tinha de sobra!

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