quinta-feira, 4 de junho de 2026

O dia santo!

 Há uns minutos, ouvi alguém desejar "bom feriado" a alguém de quem se despedia. Apeteceu-me gritar-lhe, daqui do canto em que passo os meus dias, que não é feriado, é dia santo da igreja. E para a igreja deveriam ir as pessoas, rezar e pedir perdão pelos seus pecados, neste dia que se celebra o Corpo de Deus, e não a correr para o Algarve testar a temperatura da água dos mares do sul.

Os católicos levam a religião pouco a sério, talvez porque nem católicos sejam, foram apenas baptizados pelos seus pais, quando nasceram, porque isso era - talvez ainda seja - um hábito instituído. Uma concha de água pela cabeça abaixo e alguns nunca mais voltaram a entrar na igreja, depois dessa cerimónia. Estou a exagerar um pouco, mas nas grandes cidades e na grande maioria dos casos não ando muito longe da verdade.

Aqueles que, hoje, não se sentirem virados a ir para a igreja e ouvir o padre arengar sobre o dogma da Igreja Católica Apostólica Romana que afirma que o corpo e sangue de Jesus Cristo está naquela hóstia que é consagrada durante a missa, deviam ir trabalhar para o patrão que lhes paga o salário no fim do mês. Ou, em alternativa, ir para uma sinagoga ou uma mesquita pensar se não estará na altura de mudadrem de religião.

Eu sou um católico não praticante, pois não me revejo na actuação dos padres católicos e não tenho pachorra para ouvir aquilo que dizem. De padres já tive a minha dose e, juro, foi uma dose cavalar! A minha mãe era uma verdadeira fanática da religião, enganadinha e bem pelo abade da freguesia que recrutava (a bem ou a mal) todos os fregueses que o arcebispo de Braga lhe punha nas mãos. Desde os 6 anos de idade que me escorraçava da cama, a cada primeira quinta e sexta-feiras do mês, o mesmo no primeiro sábado e todos os domingos do mês, às 6 horas da matina, quer chovesse ou fizesse sol, para engolir a hóstia, a tal de que falei acima.

Depois da minha mãe vieram os padres jesuítas que foram meus educadores, até aos 16 anos, e me trataram ainda pior que ela. Ao começo e fim do dia, havia uma hora de capela para pôr as rezas em dia e não havia maneira de escapar a esse suplício. Bem o tentei algumas vezes, mas fui severamente castigado. Agora, quando me perguntam que religião sigo, eu digo que sou budista. Eu nem sei bem o que isso é, mas o resto do pessoal que ciranda à minha volta também não, portanto seguimos todos com a nossa vida na mais santa paz!

Eu não sou nenhum santo, reconheço isso, mas há muitos por aí que são piores que eu, pensem só no Putin e outros que a ele se assemelham e andam por aí todos engravatados a apertar as mãos uns dos outros. Eu prefiro-me assim!!! 

Hóstia consagrada exposta na custódia!

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Esquerda, ponto e vírgula!

 Há caras que ficam para a História e outras que lá não entram por muito que as empurrem!

O PCP sem o Jerónimo de Sousa não tem piada nenhuma! A CGTP sem a Tengarrinha não convence ninguém! Já antes dela, o Arménio ou o Carvalho da Silva eram pesos pesados a ter em conta! Passado que foi o primeiro quarto do século XXI e com o André Ventura convencido que veio para ficar (na História), parece cada vez mais claro que o socialismo à moda de Moscovo tem os dias contados.

Portugal anda sempre (muito) atrasado nestas coisas, mas "devagar se vai ao longe" e os sinais são claros, digo eu que não sou grande especialista na matéria. Vem esta conversa a respeito de mais uma greve do funcionalismo público, sim porque são os empregados do estado os únicos que se dão ao luxo de parar. Como são empregados do Montenegro e não gostam nem estão de acordo com ele, pois ... que o manifestem!

A CGTP, com Tengarrinha ou sem ela, há muito que descobriu como paralisar o país. A Educação e a Saúde, as Instituições Públicas e os Transportes congregam uma grande parte dos perto de 800 mil funcionários do Estado, em que mais de metade ganha menos de 1.000€ por mês, alguns ultrapassam os 3.500€ e o resto não chega aos 2.000€. Uma mistura que diz bem do atraso do nosso país no clube dos europeus e que os nossos governantes têm tido o cuidado de manter assim ao longo dos anos.

Não admira, por conseguinte, que façam greve, que refilem contra o chefe do governo e o queiram ver pelas costas, quanto mais depressa melhor. Um outro facto que deve merecer a nossa atenção é que o resto do mundo do trabalho não está, minimamente, interessado na greve, mas vê-se envolvida nela por força das circunstâncias. Com os transportes parados e tudo o que é público fechado (escolas, hospitais, repartições) como é possível ir trabalhar.

Deve ser esse o trunfo dos comunistas, paralisar o país quando querem sem haver quem os consiga contrariar. Houve um tempo em que o PS e a UGT queriam mostrar a força que tinham e deveria ser 3 ou 4 vezes superior aos que labutam mais à esquerda, mas, hoje, com o PS cada vez mais desacreditado e os sindicatos na mó de baixo, nada conseguem. Mesmo dizendo que não alinham nesta greve, ninguém lhes dá ouvidos e é como se já nem existissem!

E depois, as datas escolhidas são qualquer coisa de se lhe tirar o chapéu. Senão vejam: na próxima sexta muita gente tinha já planeada uma ponte para ter um fim de semana prolongado e ir até ao Algarve testar a temperatura da água, na quinta é dia santo da igreja (aqui paro para perguntar se os não católicos não deveriam ir trabalhar) e na quarta o dia ideal para agendar a greve. Nem o Putin, nas catacumbas do Kremlin seria capaz de melhor!

O do Porto tem pouco a ver com o de Lisboa!

terça-feira, 2 de junho de 2026

A Tia Eusébia!

Eusébia era o seu nome e era minha bisavó, não tia que tias são todas as mulheres da aldeia sejam elas familiares ou não. Um dia deu-me para descobrir, ou tentar, saber quem foram os meus antepassados. Não pensem que é tarefa fácil!

Houve um tempo em que a família da minha mãe eram três mulheres. Primeiro eram apenas duas, Maria e Rita, mãe e filha, mas depois a viuvez de Eusébia trouxe-a para casa da sua filha Maria e da sua neta que era ainda uma jovem rapariga solteira. A velhota andava na casa dos 80 e foi atacada pela forma mais severa de Alzheimer, o que fez da sua filha e neta escravas a tempo inteiro para tomar conta dela.

A minha avó Maria não era mulher de muitas falas, mas foi ela que me criou e passámos juntos os primeiros 11 anos da minha vida. Além do meu pai que raramente parava em casa, eu era o elemento masculino na vida da minha avó e ela, lá em cima do sítio para onde foi, há mais de 50 anos, deve estar a verter uma lágrima ao ver-me falar nisso.

Cresci a ouvi-la falar da sua mãe Eusébia e das tropelias que fez ainda jovem, do seu casamento tardio e da sua doença, nos últimos anos de vida, que redundavam sempre em grandes risadas pelas figuras parvas que fazia pela aldeia, cada vez que se conseguia furtar à vigilância das suas guardiãs. E foi esse o tiro de partida para uma investigação que me ocupou a tempo inteiro, durante perto de um ano.

Andar para trás no tempo à procura de nomes e parentescos de pessoas já desaparecidas não é tarefa fácil. Mais ainda, quando o único meio de prova é um velho livro de sacristia mal escrito e mal tratado pelo abade da freguesia que, em muitos casos, era bem preguiçoso e deixava a terceiros o ofício de escrever aquilo que a ele competia e para que tinha passado perto de 20 anos a estudar/aprender. Redigir o "assento" de baptismo, de casamento, ou de óbito dos seus fregueses provou ser mais pesado do que alguns conseguiam aguentar e delegavam em ajudantes que se prontificavam a fazê-lo.

Sabendo que não ia ser fácil encontrar o fio da meada, decidi copiar de fio a pavio todos os registos de baptismo e casamento da freguesia onde nasci. Comecei a encher o meu computador de nomes e datas que se iam encaixando e formando famílias. Infelizmente, alguns registos são completamente ilegíveis, seja por culpa de quem os escreveu, pela qualidade da tinta ou dos muitos anos já decorridos. E há ainda páginas rasgadas ou que sofreram qualquer acidente que as tornou incapazes de trazer até mim a sua mensagem.

Jerónimo era o nome que ansiava encontrar. A minha avó sempre afirmara ser da família do Jerónimo e tinha umas vizinhas que se diziam suas primas e pertencerem a essa mesma família. O Jerónimo só podia ser uma avô ou bisavô de quem elas não conheciam os apelidos. Registo atrás de registo fui mastigando aquela marmelada toda e só depois de recuar perto de 200 anos da nossa história recente, encontrei o primeiro Jerónimo nascido na minha freguesia.

Corria o ano de 1743 e a família que deu origem a esse Jerónimo era constituída por uma rapariga de família nascida e criada no mesmo lugar onde eu nasci e um homem filho de gente de fora da freguesia que trouxe o apelido Ferreira para juntar ao Jerónimo que eu tanto procurara. No início fez-me alguma confusão, pois o apelido da minha mãe, avó e bisavó era Sousa e seria esse o apelido que eu esperaria encontrar colado ao Jerónimo. Jerónimo de Sousa, tal e qual como o político de que vos falei ontem e que, em certa medida, me fez pegar neste assunto para a minha publicação de hoje.

Já com dois séculos de registos no meu computador recorri aos meus parcos conhecimentos de Excel para relacionar pais com filhos e filhos com pais, de modo a descobrir quem era quem e que famílias existiam naquela freguesia. E foi assim que descobri que a Eusébia era um dos dez filhos do Joaquim, que era filho do José e neto do Jerónimo Ferreira. A culpa da perda do apelido Ferreira coube a este José, meu tetravô, que ao casar-se com uma senhora de apelido Souza passou esse apelido para os seus descendentes em vez do seu Ferreira, herdado do pai e avô (Manuel, já agora e por curiosidade).

E não vos canso mais com as minhas manias geracionais, embora deva dizer que ando com um plano de escrever a história dos dez (10) irmãos, filhos de Joaquim Álvares de Souza, pelas muitas ligações a pessoas que povoaram a minha infância e vivem ainda na minha memória ligadas a lugares, propriedades e outras coisas que me dizem respeito!

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Quem se lembra da geringonça!

 


Eu que sou maluco por ditados, lembrei-me de mais um, agora mesmo. E esse reza assim: Atrás de mim virá quem de mim bom fará!

Não há dúvida que cada nodo governante nos parece melhor que o anterior. Acho eu que é pela simples razão de estarmos tão fartos dessa personagem que aceitamos de bom grado qualquer outra que a venha substituir.

Foi assim com Passos Coelho que substituiu Sócrates que tinha feito tantas e tão boas que só o queríamos ver pelas costas. Aconteceu o mesmo com Passos Coelho que perdeu o ugar para António Costa, embora de modo um tanto ou quanto irregular, a quem demos as boas vindas considerando que seria ele o "salvador da Pátria".

Não foi, bem pelo contrário, fugiu com o rabinho entre as pernas por causa de um parágrafo escrito no fim de um comunicado que veio a provar ser muito mais que isso. Claro que os 78 mil e quinhentos euros descobertos na gaveta do seu chefe de gabinete ajudaram muito, mas ele já planeara, há muito, a sua fuga para Bruxelas. Bem me lembro de o Prof. Marcelo o ter avisado, no dia da Tomada de Posse, olhe que se você for para Bruxelas o governo cai, não aceito outro Primeiro Ministro!

Um cargo em Bruxelas, como arranjou o Durão Barroso, é o sonho de qualquer político português. Uma vida boa, muita fama e uma reforma dourada paga pela calculadora de Bruxelas que não tem qualquer semelhança com a de Lisboa. Assim a modos que a reforma do Governador do Banco de Portugal, cuja reforma vem de um lado que não pode ser escrutinado, embora os seus fundos tenham saído dos bolsos de todos nós que nunca teremos direito a nada parecido ou semelhante.

Por falar em António Costa sou obrigado a recordar a famosíssima "Geringonça" criada por ele e também o velho comunista Jerónimo de Sousa que a ajudou a parir e cujas dores do parto deve sentir ainda hoje, pois alinhar numa jogada daquelas era tudo menos aquilo que ele considerava digno de um comunista seguidor de Álvaro Cunhal que passou pelo Forte de Peniche, no tempo da Ditadura.

Uma coisa tenho a dizer em abono da verdade, o Jerónimo abandonou a política e mais ninguém o viu nem ouviu a "botar faladura" fosse sobre que assunto fosse. Reformou-se e foi disfrutar da sua reforminha ligeira, pois mais nada precisa além disso. Pão e uma sopa honesta todos os dias da vida é tudo o que precisa para ser feliz. Se não é assim, parece!

domingo, 31 de maio de 2026

O salta pocinhas!

E assim chegamos ao fim de Maio, o mês que marcou algumas mudanças na minha vida. O abandono do antigo blog que já durava há uns bons anos e atingiu milhões de visitas, teve um pouco a ver com isso, foi preciso entrar num novo ciclo de vida sem ficar agarrado a velhos hábitos.

Um pequeno salto e já estaremos em Junho, o mês que nos traz o verão, as festas dos santos populares, as praias e as patuscadas numa sombrinha acolhedora nas margens de uma ribeira. Por falar nisso estou a lembrar-me de um piquenique que fiz com os netos, e a família toda, no açude do rio Vez, nos Arcos. Para os convencer a acompanhar-me tive que prometer uma surpresa e um "subsídio de férias" para cada um fazer o que quisesse com o dinheiro.

E lá se foram algumas notas de 100€ a voar do meu bolso para fora, mas valeu a pena, eles agora são gente adulta que vive a sua vida e liga pouco aos velhotes que só atrapalham, mas ainda se lembram desse episódio. E cortar o cabelo à escovinha aos netos (rapazes) era a minha mania e também lhes acenava com as notas para os convencer. Refilavam, mas caíam sempre na ratoeira!

Por falar nisso, aquelas paragens do Gerês são o lugar ideal para gozar a natureza. Aconselho a preparar um farnel gostoso que cerveja fresquinha e sombras apetitosas para nos escondermos do sol não faltam por lá. Não aconselho Ponte de Lima, pois aí só no inverno, desde que o rio não ande fora do leito, a terra é pequena para tanto visitante, não há lugar onde estacionar a viatura nem aquele sossego que se procura para esquecer o corre-corre das nossas cidades.

Para quem ainda trabalha isto é mais difícil de levar à prática, mas para aqueles que como eu não sabem o que fazer ao tempo é a coisa mais fácil desta vida. É só pôr um boné na cabeça e rumar a norte com as costas viradas para o sol que fica reservado para os que preferem a confusão do Algarve e dos turistas transnacionais e de todas as cores e credos. Os distritos de Viana do Castelo ou Braga dão-vos as boas vindas!

sábado, 30 de maio de 2026

Essas são as 3 cousas!

 

Ontem, não estava com tempo para pesquisar e descobrir o que eram essas 3 coisas, hoje, tenho tempo de sobra para isso e aqui vos deixo «Los Stop» os entendidos na coisa! Eles dizem que a Saúde, o Dinheiro e o Amor são as 3 coisas que nos devem bastar para ser felizes, mas eu sou obrigado a discordar.

A Saúde sim que é importante e se nos falta está o caldo entornado!

Já o Dinheiro, esse vil metal que até consciências compra, traz-nos mais dores de cabeça que outra coisa. Custa muito a ganhar e custa ainda mais a guardar, pois à mínima distração lá se vai ele pela janela fora! Felizes daqueles que têm apenas o mínimo para garantir que não passam fome nem miséria e dormem todas as noites descansadinhos na sua cama!

O Amor é outro que tal, muitas lágrimas são derramadas, muitos crimes são cometidos e muitas desgraças acontecem por causa dele! Eu que fui um guerreiro nessa guerra, cheguei aos 80 anos derreado pelo peso da minha história. E se me perguntarem se alguma vez fui feliz, se me senti satisfeito com o estado de coisas que era a minha vida, responderei que não. E mais não digo, pois a IA anda por aí que nem a PIDE dos velhos tempos, à cata dos nossos segredos mais bem guardados!

sexta-feira, 29 de maio de 2026

Três coisas há nesta vida!

 Recordo que há uma canção que começa assim, só não recordo o seguimento. Veio-me isto à cabeça pelo simples facto de eu ter decidido, hoje, focar 3 pontos marcantes nas notícias que teimam em martelar-me nos tímpanos.

Começando pela mais recente e (talvez) mais impactante, a operação imergente levada a cabo, durante o dia de ontem, em Lisboa central e no Largo do Rato, em especial. O Zé Luís Carneiro, pobre rapaz que veio lá dos cerros de Baião e pensava ter o mundo aos seus pés, vê-se mais uma vez entalado pelos seus compadres do PS e se tivesse um bocado mais de amor próprio cortaria com eles todos e regressaria à sua terra natal para iniciar outra carreira que não a política.

Há muito boa gente que não gosta do PS, mas diria que há muito mais gente que chafurda no lameiro criado pelo Dr. Mário Soares, desde que regressou de Paris, no dia 26 de Abril de 1974. Há caras que vejo na comunicação social desde que me lembro de ser gente, sempre na comitiva socialista, seja ela liderada por Soares, Zenhas, Varas ou Pinóquios, à espera que lhe caia do céu um empreguito bem pago ou um negóciozito que renda uns milhares de euros para dar algum lustro ás suas vidas cinzentas.

Depois acontece aquilo que se viu ontem, a Judite leva-os algemados e aparece logo uma corja de advogados prontos a defendê-los e provar aos juízes que são cidadãos exemplares e nada fizeram que mereça castigo. A maior parte das vezes safam-se e não recordo nenhum caso em que tenham devolvido aos cofres públicos os muitos euros que de lá desviaram.

O segundo caso que atraiu a minha atenção e que nem precisaria de trazer aqui, pois a parafernália da nossa Comunicação Social já fez tudo que era possível e imaginável para vos meter pelos ouvidos adentro. Trata-se do acordo entre os EUA e o Irão para abrir o Estreito de Ormuz à navegação e acabar com a disputa que fez subir o petróleo para níveis que há muito não conhecíamos e traz o mundo inteiro em suspenso.

O acordo está fechado, segundo dizem uns e negam os outros, e para não deixar ninguém cair no tédio o Trump manda as suas tropas darem uns tirinhos e fazer mais umas tropelias para mostrar aos barbudos seguidores dos ayatolas - embora não seja certo se ainda existe algum vivo - que é a América que tem todos os trunfos e não há a mínima hipótese de perder o jogo. Eu não sei bem se será assim como eles nos querem fazer crer, o melhor é esperarmos pelos próximos capítulos desta telenovela que já vai longa.

O terceiro e último dos 3 casos  que reservei para esta minha publicação de sexta-feira, última de Maio que precede um fim de semana que será completamente preenchido por barracas na praia, embora a época balnear só comece no dia 1 de Junho que, por mero azar, é uma segunda-feira, é o Mourinho que ninguém sabe ainda, embora todos se deitem a adivinhar, se será treinador do Benfica ou do Real Madrid, na próxima época futebolística.

O Benfica, desde a saída de Luís Filipe Vieira da direcção, tem andado pelas ruas da amargura e agora parece ter chegado a vez do presidente do Real Madrid que, desde o início deste século tem dado ao seu clube tudo o que seria "sonhável", desde fama, grandeza, títulos e um estádio que é mais conhecido que a Catedral de Barcelona ou Milão, ser posto em causa. Ele decidiu vir ao Benfica buscar o Mourinho para voltar a reviver os sucessos do passado e aparece um arrivista, antigo jogador da casa que diz não estar de acordo com essa decisão do presidente.

E vai ao ponto de desafiar o velho Florentino para umas eleições que espera ganhar e mandar o Mourinho de volta para Setúbal que é onde ele merece estar e treinar. Há muitos anos que o Vitória de Setúbal desceu de divisão e bem gostaria de ver o seu mais famoso filho da terra, depois de Bocage, virar a atenção para si e engendrar um método de o fazer regressar ao convívio dos grandes.

Ele, Mourinho, já ganhou muitos títulos importantes e muitos milhões de libras e euros para não ter que preocupar-se com o dia de amanhã. Poderia, facilmente, deixar o Benfica e o Real resolverem os seus problemas como melhor entendessem, mas parece que não é isso que quer fazer. Talvez a fama que já tem não seja suficiente e quer continuar a lutar por atingir os píncaros da mesma, onde nenhum outro treinador lhe possa fazer sombra.

O Pep Guardiola que sempre rivalizou com Mourinho na luta pelo lugar de melhor treinador do mundo também está de partida do clube que guindou ao sucesso nos últimos dez anos e poderia ser uma hipótese para treinar o Real Madrid. Mas há aí um senão que nunca poderá ser ultrapassado, ele é catalão e dedicou toda a sua vida, ou quase, ao Barcelona, o eterno rival do Real Madrid.

E assim, nos últimos dias, muitas horas de transmissão televisiva têm sido dedicadas a este assunto e, tal como acontece com o Trump e as decisões que dependem da sua conduta, só quando o relógio bater a última badalada saberemos se o Mourinho parte ou fica e como ficará o mundo depois dessa decisão importantíssima!!!

Mais parece uma fritadeira elétrica que um estádio!!!

Não sei que pensar!

  O fórum económico de S. Petersburgo conta com cerca de 20 mil participantes de mais de 130 países, nesta edição de 2026, com forte presenç...