segunda-feira, 11 de maio de 2026

Putin, os mortos e a nossa comunicação social!

 


Há dias que ando a pensar em dedicar uma publicação ao maníaco de S. Petersburgo e agora residente em Berlim, escondido nas catacumbas do Kremlin!

Ele é um narcisista daqueles que não têm cura nenhuma por mais especialista que seja o psiquiatra que possa contratar para lhe tratar da saúde mental.

Ontem, assisti na nossa TV a uma produção (não sei de quem) sobre a sua vida desde pequenininho. Pelos vistos, nasceu pobre, pequeno e fraquinho como uma haste de vime oscilando ao vento! E isso marcou-o para toda a vida. Quis entrar para o KGB (agora FSB) para aprender tudo sobre os métodos usados e ter a garantia de os poder usar na prática.

Frequentou ginásios e fez tudo o que é possível e imaginável para desenvolver o físico e ganhar alguma confiança frente aos seus (imaginários) inimigos. Da sua memória nunca desapareceram aqueles miúdos que o desancaram, quando ainda era pobre, pequeno e fraco e tenho a certeza absoluta que se encontrou algum nos seus tempos do KGB o deve ter tratado a preceito, à moda do KGB que ficava sempre por cima.

A respeito da pobreza começou a tratar logo que se viu ao leme da nação comunista. O fim da União Soviética e a rebaldaria geral que foi a distribuição dos bens e empresas públicas, nos primeiros anos após a Perestroika de Gorbachev, forneceu-lhe a ferramenta ideal para conseguir o que queria. Os grandes magnatas russos que ficaram multi-milionários de um dia para o outro, eram aqueles que ocupavam o poder, antes do colapso. Putin, como membro da polícia secreta, conhecia-os bem e devia conhecer também os seus podres, aproveitando-se da situação para começar a encher os bolsos.

Depois de assumir o comando do governo, em 1999, e logo de seguida como presidente, no ano 2000, começou a investir a sério na sua pessoa, na sua fortuna e na sua carreira. Uma coisa leva a outra e, em pouco tempo, transformou-se num oligarca entre os maiores. Diz a má-língua que a sua riqueza é enorme e difícil de calcular. Foi reeleito vezes sucessivas, ao longo dos últimos 20 anos e acredito que nunca abandonará o poder por vontade própria.

Em 2022, lançou-se nesta aventura de reconquistar a Ucrânia que, em 1991, tinha saído da esfera russa. Invadiu o país e deixou os seus generais cometer atrocidades que ficarão na História da Humanidade. Em especial, Yevgeny Prigozhin, líder do Grupo Wagner, que massacrou milhares de ucranianos na zona de Bakhmut, mas também os grupos chechenos e outros que deixaram o seu nome escrito na história negra de Mariupol.

Por falar em vítimas da Guerra da Ucrânia, já ouvi falar de mais de um milhão do lado da Rússia e perto de outro milhão do lado da Ucrânia. Muitos são os números citados na nossa comunicação social, cada um mais impreciso e fantasioso que o outro. Para dourar a pílula há quem acrescente "mortos e feridos", deixando-nos às escuras sobre quantos são uns e outros. Neste fim de semana, por conta das comemorações de 9 de Maio, em Moscovo, e da troca de 1.000 prisioneiros de cada lado, esse assunto voltou à baila e ouvi, da boca do Zé Milhazes, especialista em assuntos russos, que os mortos foram 300 mil.

Já não sei em quem acreditar e não ponho a mão por nenhum órgão de informação cá do sítio, mas sejam quantos forem serão sempre demais, pois nada justifica uma guerra deste tipo nem o sacrifício de vidas e o sofrimento de famílias a que temos assistido nos últimos 4 anos e picos. Maldito seja o Putin e mais quem o apoia nesta desgraça. E que a guerra acabe depressa, pois já demorou demasiado tempo!

Imagem da fábrica Azovstal feita em cacos

1 comentário:

  1. Conheci Moscovo durante o regime soviético e St. Petersburgo há uns anos. Pouco sei de Putin mas sei que me senti confortável no país dos Czares (maioritariamente cristão-ortodoxo) do que me sentiria se fosse hoje à Rua José Duarte Lexim em Odivelas: um luso-americano acaba de ser agredido por um policia por simplesmente circular/filmar em território de um Movimento Ilegal na India. Putin pode ter muitos defeitos mas pior que todos os socialistas que nos governam há 50 anos... Não!

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